terça-feira, 1 de maio de 2018

1o. de Maio de Resistência - Lula Livre

Um 1o. de Maio de reflexão com as bases

Em 1980 ou foi 1981, na véspera do primeiro de maio, a ditadura militar-civil saiu prendendo dirigentes sindicais que foram levados para o DOPS - presídio político da ditadura. Barelli foi uma dos presos...

Em 2018, na véspera do primeiro de maio, a nova ditadura civil-jurídica saiu prendendo e abrindo mais processos contra as lideranças dos trabalhadores, particularmente as do PT. Prendeu seu maior líder Luis Inácio Lula da Silva.

Se antes os militares tinham medo da redemocratização,
agora os golpistas têm medo de o povo eleger Lula já no primeiro turno.

Se para muitos empresários, intelectuais, artistas, esportistas e, principalmente os trabalhadores e os pobres, a DEMOCRACIA era fundamental para se estabilizar o país, incluir milhões de pobres na vida econômica, política e social,

HOJE, muitos daqueles que combateram o golpe militar,

agora apoiam e participam do golpe do impeachment
e do entreguismo nacional. PORQUE?

O presidente da CUT, Vagner Freitas,escreveu uma boa contribuição a este debate. Um chamamento à reflexão e à resistência.

A Folha, numa recaída democrática, abriu espaço na página três para os presidentes da CUT e da Força Sindical.

Leiam a íntegra da contribuição da CUT:


Vagner Freitas:

Pela sua liberdade,
Lula unifica o 1º de Maio da resistência


Nossa agenda passa pela valorização dos salários; pela ampliação das políticas sociais e da economia solidária; por uma reforma tributária que desonere trabalhadores e classe média

Folha – 1º. de Maio de 2018 – pág. 3

Três fatos unificam as sete maiores centrais sindicais do Brasil neste 1º de Maio: a crise econômica, política e social que tomou conta do país desde o golpe de Estado; a prisão do ex-presidente Lula, em mais uma tentativa de o tornar inelegível e impedir sua vitória nas urnas nas eleições deste ano; e a violência, estimulada pelas crises econômica e política. Os fatos mostram isso.

A taxa de desemprego alcançou escandalosos 13,1% no primeiro trimestre de 2018, o que equivale a 13,7 milhões de homens e mulheres sem recursos nem sequer para as despesas básicas. Em 2017, 12,3 milhões de lares usaram lenha ou carvão para cozinhar —1,2 milhão deixaram de usar gás de cozinha só no ano passado por causa dos reajustes do botijão, que acumula alta de mais de 16% no ano, descontada a inflação.

Por outro lado, os 10% mais ricos se apropriaram de 43% da renda total do país, enquanto que os 10% mais pobres ficaram com míseros 0,8% da renda nacional.

Esses dados, divulgados no mês de abril pelo IBGE, um instituto público da administração federal, refletem o triste retrato do nosso país, dirigido por um governo ilegítimo que deu um golpe parlamentar, com amplo apoio da mídia, dos empresários, do capital financeiro e de parte do Judiciário.
Um golpe que tinha exatamente esse objetivo: retirar os direitos da CLT, acabar com a Previdência Social, aumentar a exclusão social, criar um exército de desempregados, rebaixar salários e acabar com as políticas públicas que possibilitaram crescimento e desenvolvimento sustentável com distribuição de renda e justiça social. Além de atentar contra a soberania nacional, entregando o patrimônio público das estatais para as grandes multinacionais.

Mais do que lamentar o retrocesso dos últimos dois anos, é preciso reafirmar e resgatar a capacidade de resistência e de luta da classe trabalhadora, que impediu a reforma da Previdência, e construir uma agenda em torno da recuperação da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas.

Essa agenda passa pela valorização dos salários; pela ampliação das políticas sociais e da economia solidária; por uma reforma tributária que desonere trabalhadores e classe média e taxe os mais ricos e o capital especulativo; pela retomada da capacidade de investimento do Estado em tecnologia, educação e saúde; reforma agrária; e pela agricultura familiar, em especial a agroecologia, para garantir alimentos mais baratos a toda população.

Destaco, ainda, a criação de um pacto nacional pela paz e contra a violência, com intervenção social nas comunidades e resgate da nossa juventude.

Essa agenda está associada também à defesa da democracia e do restabelecimento do Estado de Direito. Por isso, defendemos e nos solidarizamos com o ex-presidente Lula, que foi preso injustamente porque tem compromisso com a retomada desse programa que inclui a grande maioria do povo brasileiro e é a única liderança política com capacidade de implementá-lo, colocando o Brasil em um outro patamar de desenvolvimento.

É exatamente porque ele tem esse compromisso com o povo e lidera todas as pesquisas de intenção de votos para as eleições presidenciais que querem impedi-lo de disputar, mesmo que tenham de desrespeitar a Constituição, que assegura a presunção da inocência e que ninguém pode ser preso antes que todos os recursos sejam julgados.

Vamos mobilizar nossas bases para debater essa agenda, defender a inocência de Lula, seu direito de concorrer e também para eleger parlamentares comprometidos com os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e com o desenvolvimento com inclusão e justiça social.

E o 1º de Maio unificado é só um dos passos.
Atos de violência e tiros não nos intimidarão.

Vagner Freitas
Bancário, é presidente nacional da CUT
(Central Única dos Trabalhadores)

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