quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Gás de cozinha. Um exemplo de enganação

Empresas privadas abusam dos consumidores

A imprensa gosta de falar que o capitalismo pressupõe competitividade entre os concorrentes. Seria bom se isto fosse verdade, mas no Brasil isto não acontece. O que mais constatamos são experiências de oligopólios onde algumas empresas, normalmente 4 ou 5 controlam o mercado e acertam os preços entre si.

Por exemplo, o sistema financeiro brasileiro atual possui apenas cinco bancos de varejo, com apenas quatro donos. São o Itaú, o Bradesco, o Santander, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

E, como no caso atual, quando um banco manda no governo, automaticamente ele passa a controlar 3 dos 5 maiores bancos, além de controlar o Banco Central, o BNDES, o BNB e o BASA - Banco da Amazônia, que são bancos de fomento e não bancos de varejo.

Outro exemplo negativo é o sistema comercial de gás de cozinha em São Paulo.

Antigamente existia a empresa estatal COMGÁS que foi privatizada no governo FHC com o PSDB em São Paulo. A propaganda é que agora a Comgás teria mais agilidade para oferecer gás de cozinha a todas as casas da cidade de São Paulo. Estou morando no bairro da Vila Madalena desde 2002 e nunca consegui convencer à Comgás a fornecer gás de cozinha na nossa rua, mesmo metade da rua já receber o gás de cozinha. A Comgás chegou a enviar-me uma carta cobrando 56 mil reais para estender a canalização até nossa casa. Pode?

Conclusão: a privatização da Comgás serviu para garantir a reserva de mercado para uma única empresa, que se recusa a estender o serviço para todas, mesmo que seja para um bairro de classe média alta.

Como não tem Comgás, somos obrigados a comprar de empresas que vende gás avulso.
Entre elas, nós compramos da Ultragaz.

O estranho é que a Ultragaz cobra preços diferentes para o mesmo produto.

Andando nas ruas da Vila Madalena, na Avenida Heitor Penteado, no Centro ou em outros bairros, TODOS têm preços diferentes um do outro. E a diferença de preço é grande, muito grande. Por exemplo, um botijão grande, que na nossa rua custa 385 reais, nos outros bairros achamos até por 300 reais. Isto é, 28% de diferença. 85,00 mais caro!!

E NÃO PODEMOS COMPRAR EM OUTROS BAIRROS!!!

Sem contar os aumentos que são de responsabilidade do governo Temer.

Em 15/11/2016 o botijão grande custava 322,00
Em 11/02/2017 passou para 355,00
Ainda em 2017 aumentou para 375,00
e já em janeiro de 2018 aumentou para 385,00.

No Brasil, o capitalismo, além de ser protegido pelo Estado/Governo, têm reserva de mercado para aumentar os preços e pagar menos impostos do que as empregas pagam em outros países.

Não satisfeitos em já serem protegidos pelo governo/Estado, os empresários ajudaram a dar o golpe do impeachment, derrubando o Governo Dilma e estão acabando com o que resta de bom como política pública. Estão vendendo até a Soberania Nacional.

Capitalismo assim, só mesmo no Brasil.

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