domingo, 18 de fevereiro de 2018

África do Sul sinaliza para o mundo

Democracia participativa deve ser para todos

O presidente da África do Sul foi obrigado a renunciar para não ser deposto pelo seu próprio partido.
Zuma , o presidente que renunciou, além de ter QUATRO mulheres oficiais, tinha fama de muito corrupto.
Depois de anos no governo, foi substituído pelo seu vice e também ex-sindicalista, Cyril Ramaphosa.

Foi a corrupção que derrubou Zuma?


Não, o que derrubou Zuma foi a ECONOMIA.
Segundo artigos do W. Post e Reuters, publicado no Estadão no dia 16 passado,

80% das crianças de até 9 anos são consideradas ANALFABERTAS FUNCIONAIS,


o DESEMPREGO é de 36% no geral e de 68%, entre os jovens,


o crescimento dos casos de AIDS cresceu de 4,7 milhões em 2002, para 7 milhões em 2016.


Já artigo do Financial Times, de Joanesburgo, publicado no jornal Valor, em 16, sexta-feira, o país mais industrializado da África está com a economia estagnada, o desemprego continua crescendo e a pobreza gerando tensões.

Combater a corrupção,
além de resolver os desafios econômicos, torna-se uma prioridade para se reconquistar a confiança, tanto da população negra que é grande maioria, como da população branca.

Outro desafio a ser resolvido é combater a grande concentração de renda.

Na África do Sul 1% da população, principalmente da minoria branca, controla 90% da riqueza do país, segundo registros fiscais e pesquisas.

Nelson Mandela
deu o primeiro grande sinal de coragem
quando passou a defender a DEMOCRACIA e a ECONOMIA DE MERCADO,
garantindo um país plurirracial,
como forma de combater o apartheid e a pobreza.

Com a democracia
e a ampla maioria da população sendo negra, Mandela foi eleito com ampla maioria dos votos.

Com a economia de mercado
, o governo Mandela passou a desenvolver políticas afirmativas para incluir os negros na economia, no consumo e nas instituições que até então eram controladas somente pelos brancos.

Com o tempo a economia foi diminuindo o ritmo de crescimento
, as pessoas foram se acomodando nas instituições e foram abrindo espaço para o crescimento da corrupção. Foi ficando em segundo plano a importância da democracia participativa como forma de se preservar a transparência e forma de dificultar ou impedir a corrupção.

A corrupção faz parte dos riscos das instituições, principalmente quando são autoritárias e com pouca democracia participativa. Não é o poder que corrompe, o pode é que revela a pessoas corruptas...

Mais uma vez, a COSATU – Central Sindical Sulafricana e o CNA
– Partido Nacional Africano de Mandela e seus companheiros, foram fundamentais para exigir a renúncia do presidente Zuma, denunciado como corrupto.

Para que as pessoas sejam mais importantes do que as empresas, a economia precisa ser aberta e dinâmica, monitorada pela sociedade e pelas comunidades, através da democracia participativa. Isto fez falta na África do Sul mas, também está faltando no mundo.

Ou voltamos a valorizar a democracia participativa,
combinada com uma economia dinâmica e voltada para todo o povo, ou veremos o mundo caminhar para mais um período de fascismo ou mesmo de nazismo. Os loucos estão soltos e pregando o apocalípse racial, econômico, social e político. A ONU mais uma vez não está cumprindo seu papel...

Mandela precisa continuar a iluminar a África do Sul e a todos nós.

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