segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

A Polônia, os Judeus e as guerras...

Algumas informações importantes

I - Os países que ficaram sob controle da Rússia com o fim da segunda guerra mundial, ficaram também atrasados na economia de mercado, embora tenham boa escolaridade e não haja pobreza crônica. O delicado é que, quando passaram a ser capitalistas, em função do atraso, também passaram a ter governos conservadores, ou até fascistas.

A Polônia é um bom exemplo desta opção conservadora ou fascista.

No jornal Estadão de domingo, Helio Gurovitz, trás uma série de informações importantes e esclarecedoras.


1 - O governo atual da Polônia
, aprovou no Congresso, uma lei que pune, até com prisão, quem disser a verdade sobre as relações entre os nazistas e uma parcela do povo polonês em relação ao Holocausto.

2 - É indiscutível a responsabilidade de comunidades polonesas
no lado "artesanal" do Holocausto: Massacres e Expropriação.

3 - O governo inglês sabia dos campos de concentração e de extermínios antes do fim da guerra


- O diplomata e oficial do Exército polonês, Jan Karski, foi um dos primeiros a denunciar no Ocidente os horrores do nazismo. Visitou clandestinamente o gueto de Varsóvia e um campo de onde partiam trens abarrotados para a morte em BELZEC. Preso e torturado pela Gestapo, escapou e foi enviado a LONDRES, sede do governo polonês no exílio.

4 - O governo americano também sabia dos campos de concentração e de extermínios


- Jan Karski prestou testemunho ao chanceler Anthony Eden e, em 1943, ao presidente Franklin ROOSEVELT, nos Estados Unidos.

5 - O historiador Jan Gross abriu a ferida com o livro Vizinhos, de 2001, em que atribui a poloneses a autoria do pogrom de Jedwabne, em 10 de julho de 1941. Centenas de judeus foram queimados vivos num celeiro, sob o comando do prefeito Marian Karolak.

6 - Dos 3 milhões de judeus poloneses exterminados (90% do total antes da guerra)
, ele estima que 200 mil não morreram nos campos, mas em pogroms.


II - Lamentavelmente, na mesma página do jornal Estadão,
há outra grande matéria sobre a postura agressiva do governo atual de Israel.

O governo atual de Israel é expansionista, exclusivista e não respeita as opiniões da ONU, da Europa e de muitos outros países que defendem a coexistência de dois países - Israel e Palestina - onde hoje existe praticamente só Israel. A supremacia militar israelense, incluindo a propriedade de centenas de bombas atômicas, está levando Israel a perder apoio internacional, o que é muito ruim.

Forças militares israelenses invadiram o espaço aéreo da Síria para atacar bases militares, alegando que um drone iraniano invadiu seu espaço aéreo. Depois de muitos anos, pela primeira vez, os sírios conseguiram derrubar um avião militar israelense.

Como a Síria virou "terra de ninguém", tanto a versão do governo israelense como a versão do governo sírio não devem ser verdadeiras.


III - De 1948 a 2017, o mundo constatou com tristeza
que, por mais que a ONU e a grande maioria dos países tenham colaborado para criar o Estado de Israel, como forma de ajudar os judeus a ter o seu país, a convivência entre árabes e israelenses sempre foi muito difícil. Apesar das dificuldades, é preciso se preparar para a existência de dois países. Mesmo tendo mais força, Israel não decidirá isto sozinho.

O fato de serem países ricos em petróleo, mas pobres em auto-defesa, além de sofrerem intervenções das grandes empresas de petróleo e dos governos americanos e europeus, os países árabes ficam fragilizados ante a força militar de Israel, o que estimula o lado quase fascista do governo atual.

Só o tempo irá mostrar como terminará esta triste novela...

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