quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

USA proíbe compra de empresas por chineses

Alegando "segurança nacional" governo americano proíbe aquisição de empresa

Do ponto de vista de garantir sua economia interna, o governo americano está certo. O problema é quando o governo americano fica exigindo dos países que abram seu mercado interno para os investidores internacionais - diga-se sempre empresas americanas e europeias - mas, quando é para se comprar empresas dentro dos Estados Unidos é a coisa mais difícil do mundo. É o famoso "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço".

O atual governo brasileiro está vendendo tudo que for comprável, inclusive nossas reservas petrolíferas, nossos minérios, nossas terras, nossas empresas e também a nossa soberania.

Já a China, que se diz comunista de mercado, está comprando empresas no mundo todo, inclusive nos Estados Unidos. Mas, para comprar cada empresa americana é um sufoco que inclui autorização do governo americano.

Vejam um caso de proibição de compra de empresa americana por chineses:


EUA bloqueiam outra aquisição da China


Valor - 04/01/2018 - Por Greg Roumeliotis

O plano da Ant Financial, de adquirir a empresa de transferência de dinheiro pertencente à US MoneyGram International, naufragou na terça-feira depois que uma comissão do governo americano rejeitou o acordo, citando preocupações com a segurança nacional.

Essa foi a aquisição chinesa mais em evidência a ser torpedeada pelo governo do presidente Donald Trump. O fracasso da aquisição, por US$ 1,2 bilhão, representa um revés para Jack Ma, presidente do conglomerado chinês Alibaba Group Holding, proprietário da Ant Financial em sociedade com executivos da Alibaba.

Sua intenção era expandir a presença da Ant Financial em meio a feroz concorrência doméstica da plataforma de pagamentos WeChat da chinesa Tencent Holdings. Ma, um cidadão chinês que aparece frequentemente com líderes do Partido Comunista, prometera a Trump, numa reunião 12 meses atrás, que criaria um milhão de empregos nos EUA. As ações da MoneyGram caíram 9% no pós-mercado.

As empresas decidiram desistir de sua intenção depois que a Comissão de Investimento Estrangeiro nos EUA (CFIUS, em inglês) rejeitou suas propostas para abrandar as preocupações com a segurança de dados passíveis de serem usados para identificar cidadãos americanos, de acordo com fontes familiarizadas com as discussões.

"Apesar dos nossos melhores esforços para trabalhar em cooperação com o governo dos EUA, ficou claro que a CFIUS não aprovará essa fusão", afirmou o presidente-executivo da MoneyGram, Alex Holmes, em comunicado.

O governo americano reforçou sua posição sobre a venda de empresas a investidores chineses, num momento em que Trump está tentando pressionar a China para que ajude a combater as ambições nucleares da Coreia do Norte e ser mais conciliadora em questões comerciais e cambiais.

O negócio envolvendo a MoneyGram é o mais recente numa série de aquisições chinesas de empresas americanas que não conseguiram obter sinal verde da CFIUS, entre elas a compra, por US$ 1,3 bilhão, apoiada pelo governo chinês, do fundo de investimentos em participações Canyon Bridge Capital Partners, pertencente à Lattice Semiconductor, fabricante americana de chips.

Em novembro, o chinês Oceanwide Holdings Group e a Genworth Financial estenderam para até 1º de abril um prazo para a planejada aquisição da seguradora de vida americana pelo grupo chinês por US$ 2,7 bilhões.

Nenhum comentário:

Postar um comentário