terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Sem o Povo não tem Democracia

Vale para a Esquerda e para a Direita

Este foi o dilema do século passado.


A direita não gosta do Povo.

Não está acostumada a conviver com o povo e também não gosta de respeitar as decisões populares.
Assim foram e são as monarquias, depois vieram as democracias aristocráticas, onde só os ricos tinham acessos e, depois de muita guerra, chegaram as democracias mais legítimas, porém com restrições, como a democracia americana. A palavra final ainda está... no Colégio Eleitoral. Não se respeitando a proporcionalidade direta dos eleitores, que é o próprio povo.

Já a Esquerda gosta de dizer que "fala em nome do povo".

Os comunistas se diziam verdadeiros porta-vozes do povo, inclusive no período de Stalin na Rússia. O stalinismo matou a esperança de o socialismo avançar mais rapidamente na Europa e no mundo. Com todos os defeitos, foi a Rússia stalinista que derrotou o nazismo nas principais batalhas da segunda guerra. A Inglaterra teve muito mérito, os Estados Unidos foram muito importantes, mas quem matou o touro a unha no meio da neve foram os russos.

Mas, depois da guerra, faltou a democracia participativa.

A guerra fria, pós segunda guerra, levou o mundo a uma falsa democracia plena. Mas a economia de mercado, as políticas públicas, a inclusão social, a aceitação das diferenças e a liberdade de informação e locomoção se mostraram necessidades básicas para se caracterizar uma boa democracia.

Quem mais investiu na participação do povo ganhou

Os países do norte da Europa desenvolveram governos de ampla participação social, transformando-se no melhor exemplo de desenvolvimento econômico, político e social. A Holanda e mesmo a França também se abriram para mais participação popular. Tudo isto com eleições diretas e respeito às votações.

A América Latina, como quintal dos Estados Unidos, ficou refém das ditaduras militares

Com isto perdeu competitividade econômica, educacional, política e social. Começou a melhorar no período mais recente, quando as democracias foram reintroduzidas e derrubadas as ditaduras militares. Mas, as forças ocultas americanas voltaram a intervir na região e a derrubar governos. Os executores das derrubadas dos governos deixaram de ser os militares para ser o Judiciário.

Os bacharéis que deveriam defender O DIREITO, passaram a defender A DIREITA.

As Ordens dos Advogados dos países perderam o rumo e ainda não recuperaram sua função histórica de defesa da Democracia e do Estado de Direitos iguais para todos.

A direitização do judiciário pode levar o Brasil à barbárie?

Pode levar o país a mais violência? Pode. A quem interessaria?

Como começam a surgir os arautos da violência,
é preciso lembrar que só se constrói uma NAÇÃO, com união do povo por objetivos construídos unitariamente e com muito respeito às diferenças.

Da mesma forma que o povo brasileiro foi às ruas
exigindo a redemocratização do Brasil, exigindo Anistia e a volta dos anistiados, o povo precisa voltar às ruas para evitar que o Brasil entre num período de trevas e de violência generalizada. A Constituinte de 1988 fechou um ciclo mas precisa ser atualizada por uma nova Constituinte.

Qualquer que seja o governo,de direita ou de esquerda,

se não houver a participação efetiva do povo,
não será uma Democracia.

Vamos impedir que os corruptos, os entreguistas, os aventureiros e os baderneiros transformem o Brasil em uma ditadura.

O povo, democraticamente, deve decidir o seu destino.


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