segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Imprensa, Educação e Liberdade no Brasil

No Brasil não há livre concorrência na imprensa

A grande imprensa nacional é tão arrogante que mantêm uma lei de "proteção do mercado nacional" contra os investidores estrangeiros.

Se a Globo é tão competente, porque não permitem que redes de TVs internacionais tenham acesso ao mercado brasileiro?

Se a Folha é tão competente, porque não permitem que jornais como o Washington Post, o New York Times e o Financial Times tenham acesso ao mercado brasileiro?

Se as rádios tipo CBN e Band também são tão competentes, porque não permitem que empresas de comunicação internacional tenham acesso ao mercado brasileiro?

Os estrangeiros podem comprar Hospitais, podem comprar Universidades e escolas de todos os níveis, podem controlar o mercado automobilístico, podem controlar tudo da nossa economia, menos o mercado de comunicação?

Qual é a lógica?


Se este governo, liderado pelos economistas do PSDB, privatiza tudo, vende tudo aos estrangeiros, inclusive nossa Soberania Nacional, porque não se abre o mercado de comunicação e de mídia.


Sempre fui a favor da liberdade de imprensa,
desde os tempos da ditadura militar. Assinava todos os jornais alternativos, como forma de estimular à oposição e fortalecer a luta pela liberdade. Da mesma forma, atualmente, apesar das baixarias da grande imprensa, mantenho minhas assinaturas do Estadão e da Folha, além de ler o Valor e O Globo.

O Estadão de hoje,
por exemplo, publica no Caderno 2, capa e C3 com página inteira, primorosas matérias e artigos sobre o filme "The Post - A Guerra Secreta" de Spielberg. Tinha que ser publicado no Caderno2, já que o caderno de Política do Estadão continua um LIXO.

O crítico de cinema, Luiz Carlos Merten, aborda que
o filme forma trilogia sobre funcionamento da DEMOCRACIA.

"Assim como construiu uma trilogia informal com O Terminal, Guerra dos Mundos e Munique, para oferecer a mais séria e densa reflexão cinematográfica sobre os EUA após o 11 de Setembro, Steven Spielberg agora encerra com The Post - Guerra Secreta outra trilogia que demorou mais tempo para elaborar, e que nem realizou de forma contínua. O filme forma com Amistad e Lincoln outra enérgica discussão sobre as instituições e o funcionamento da DEMOCRACIA na "América".

Lá a imprensa joga aberto, aqui manipula. Mesmo nossa formação escolar ainda é frágil.


Para compensar a fragilidade da nosso sistema educacional, contrabalançar o que a grande imprensa manipula, nós dos sindicatos da CUT, criamos uma grande rede de comunicação. Criamos jornais diários, semanais e mensais, criamos revistas, com o advento da internet, criamos redes sociais, compramos estações de rádio e criamos até a TVT a TV dos Trabalhadores.

Este processo informativo e formativo é imprescindível
para mostrar as conquistas dos trabalhadores, apresentar suas reivindicações e mostrar as contradições dos patrões e dos políticos. É uma forma de contribuir na formação e na capacidade de comparação.

Crescemos, chegamos a ter mais de mil jornalistas
, mas ainda não fomos capazes de criar um jornal de grande circulação, uma revista e rádios e TVs para disputar com a Globo, a Folha e a mídia religiosa. O cerco conservador da grande imprensa em impedir que tenhamos acesso a este mercado é muito grande. Por exemplo, quando a CUT tentou comprar a falida Manchete para criar uma TV nacional de informação e formação para os trabalhadores fomos impedidos pelo governo da época, pressionado pelos empresários. Já tinham medo de Lula. Diziam que nossa imprensa ajudaria Lula a ser presidente.

Neste período de Lava Jato, quem está sendo pior: Os Juízes ou a Imprensa?

O tempo mostrará...

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