sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Histórias de Zuza, Chico e Cauby

Registrando a História da Música e das pessoas

Enquanto passava o dia no pronto socorro tratando de uma virose, aproveitei para continuar lendo o bom livro de Zuza Homem de Mello sobre "A trajetória do samba-canção".

Vejam que pedacinho gostoso de ler:


Página 378

"Quando se pensava que, após 24 anos, a voz de Cauby continuasse sendo desperdiçada numa carreira de mega idolatria e, na maior parte, com conteúdo vazio, surge na sua vida uma canção salvadora, de um compositor de categoria, seu admirador Chico Buarque de Holanda, autor de "Bastidores"."

"Chico havia feito "Bastidores" para sua irmã Cristina, que a gravou. Uma cópia chegou às mãos de Cauby:

""Essa música é para mim"",deve ter pensado.


E ao cantá-la, aplicava-se àquilo que sabia fazer como poucos. Em determinadas notas da parte superior, na extensão do barítono, é que Cauby alcança a região que lhe possibilita usar a voz a pleno volume, o que caracteriza o chamado vozeirão. Neste ponto, "Bastidores" remete inevitavelmente a "Conceição"."

Quer saber mais sobre a música brasileira e seus personagens desde 1940, compre o livro. Vale à pena.

Para quem não sabe qual é a música bastidores, vai aqui um pouquinho...


"Cantei, cantei/ Como é cruel cantar assim"
Amaldiçoei o dia em que te conheci/
Com muitos brilhos me vesti/ Depois me pintei..

No final, Chico e Cauby cantam:


Jamais cantei tão lindo assim/
e os homens lá pedindo bis, bêbados e febris
a se rasgar por mim/

Chorei, chorei/ até ficar com dó de mim..."

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