quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Crise no Brasil se amplia

Terrorismo de Estado

As pessoas criaram as cidades - urbes - para se proteger e ter mais produtividade, lazer, vida familiar e serem felizes.

As cidades se articularam e criaram Estados regionais, que no início chamavam de reinos.

Os reinos se juntaram e viraram países. Tudo isto de forma pacífica ou, na maioria das vezes, com muita guerra.

Com o tempo as pessoas transformaram as monarquias absolutas em democracias representativas.

Mas, de vez em quando, as democracias viram ditaduras. Estas mudanças acontecem sempre de forma autoritária ou violenta.

O Brasil passa por um destes tempos. Uma ditadura, ainda que civil e que se legaliza através de um Congresso Nacional que não foi eleito com esta finalidade, mas que subordinou-se por ideologia ou por dinheiro, aos interesses dos empresários, principalmente os estrangeiros.

A novidade nesta nova fase de ditadura no Brasil é a participação direta dos representantes do Poder Judiciário.

Deram o golpe de Estado e estão mudando tudo contra os trabalhadores e protegendo os empresários pagantes.

Agora a ditadura se exerce através do Estado, combinado com o Judiciário e a imprensa.

Caminhamos para um momento decisivo que são as eleições de outubro de 2018. O povo manterá a ditadura ou vai votar pelo retorno à democracia?

Poderemos ter uma ditadura eleita por uma minoria em função de a maioria dos milhões de eleitores se recusarem a votar num sistema eleitoral corrompido.

E aí a crise se ampliará mais ainda...

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Imprensa brasileira tenta esconder a verdade

Deu no New York Times...

Vejam parte do artigo publicado:

No jornal mais influente dos EUA, The New York Times, o pesquisador Hérnan Gómez Bruera, especializado em América Latina, afirmou, em artigo, que a perseguição judicial ao ex-presidente levou a “um julgamento de origem viciada e sem o tipo de evidência que exige um processo criminal”.

Ele disse mais: “A direita brasileira há muito compreendeu que Lula é eleitoralmente imbatível. Talvez seja por isso que uma via judicial foi desenhada para removê-lo do poder, transferindo para os tribunais uma decisão que em uma democracia deveria corresponder aos cidadãos. Talvez seja por isso que a Bolsa de Valores de São Paulo reagiu com alegria na ratificação da decisão”.

Viva a liberdade de imprensa internacional

Por que o Judiciário partidarizou-se?

Julgamento manipulado expõe o Brasil internacionalmente

Condenar o Lula sem provas como forma de impedi-lo de se candidatar para presidente do Brasil e depois dizer que foi tudo tecnicamente é de um cinismo impar. Uma pessoa sem escolaridade dizer isto é até compreensível, mas um juiz, procurador ou advogado dizer isto só pode ser cinismo. Ignorância não é.

Executado o julgamento, as repercussões internacionais mostram um Brasil que volta a ser uma ditadura, embora que civil e não mais militar. São os novos tempos...

Além de o Judiciário substituir os militares, como novos executores de golpes e de ditaduras, começam a aparecer também os "intelectuais orgânicos" do golpismo e do "crime compensa". O publicitário Nizan Guanaes, na Folha de hoje, faz uma grande apologia "das oportunidades em 2018". E eu que gostava tanto de Nizan... Não foi por outros motivos que Olivetto foi morar em Londres.

Em 1964, muitos juristas e juízes se recusaram a cumprir ordens dos ditadores, atualmente, apesar da partidarização explícita do Judiciário e de seus abusos, poucos são os juristas e juízes que explicitam suas discordâncias. Até quando?

Enquanto uma parte dos golpistas comemoram o impedimento de Lula ser candidato, outra parte libera seu ódio de classe e exige a imediata prisão do condenado em processo forjado. Tudo isto estimulado pela imprensa. Que depois diz que não tem nada a ver com a violência explicitada na mídia e nas redes sociais, ou mesmo em aviões e restaurantes.

Somos todos humanos, portanto, se estimular o lado violento e não houver limite para a violência, ela aparece em ações concretas. Infelizmente, nem o Judiciário nem a Imprensa estão ajudando a pacificar o Brasil. Este filme nós já vimos nos anos 30 do século passado.

Quem era mais louco, Mussolini ou Hitler?
Independente do grau de loucura de cada um, ambos levaram o mundo a uma loucura que morreram mais de 60 milhões de pessoas.

É isto que o Judiciário e a Imprensa querem?

domingo, 28 de janeiro de 2018

Caso Lula: Por que a OAB se cala?

OAB está em silêncio por que?

Com mais de um milhão de advogados filiados, a OAB foi favorável ao impeachment de Dilma e agora se cala ante a farsa do julgamento de Lula para deixá-lo fora das eleições.

O Judiciário está substituindo as Forças Armadas nas execuções dos golpes de Estado, tanto no Brasil como nos outros países.

Onde estão os juristas que herdaram o passado de lutas e de glórias?

Onde está o brio da OAB em todo o Brasil, que já foi tão importante nas lutas pela democracia e pela verdade?

Primeiro acabaram com a "neutralidade da imprensa". Agora a imprensa tem lado explícito. Defendeu o golpe e defende prender Lula, para deixá-lo fora das eleições. Têm medo do voto do povo.

Depois se aproveitarem de pequenos erros para pregar o ódio e a desmoralização de pessoas e instituições.

Mais tarde tomaram coragem para convocar o povo a ir para as ruas contra os governantes.

Em seguida convocaram advogados para defender o impeachment. E até a OAB nacional defendeu...

Como as dificuldades dos governantes continuaram, não esperaram novas eleições, derrubaram o governo.

E, em vez de se convocar novas eleições, resolveram completar o golpe de Estado, modificando a Constituição, promovendo reforma contra o povo e especialmente contra os trabalhadores, e decidiram também vender tudo que fosse possível, acabando com o poder econômico do Estado.

E, por fim, abriram mão da soberania nacional. Tornaram-se apêndice das multinacionais e do governo americano.

Mas ainda existia a possibilidade de Lula ganhar as eleições e fazer um grande plebiscito contra as reformas destruidoras dos direitos dos trabalhadores.

Então a ordem foi DESTRUIR O LULA, forçar delatores a denunciarem Lula, sem provas, desmoralizando a Justiça, mas condenando Lula à prisão e, o que era mais importante, tornar Lula inelegível. Pronto, podem eleger qualquer candidato do PSDB...

A partidarização da Justiça desmoraliza a democracia e leva o Brasil ao descrédito.

Os advogados não podem ficar calados.

Em apenas cinco estados brasileiros há 65% do total dos advogados do Brasil.

São Paulo tem 28%, Rio tem 13%, Minas tem 10%, Rio Grande do Sul tem 7% e Paraná tem 6%. São mais de 680 mil advogados.

Vão deixar o Brasil se transformar no México?
Vão esperar o Brasil virar uma Venezuela?

Alguma coisa está fora da ordem... como canta Caetano Veloso.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O Brasil do Mercado versus o Brasil das Pessoas

O “mercado” pensa no lucro, “as pessoas” pensam na qualidade de vida.

Para que “o mercado” não destrua “as pessoas”, e para que “as pessoas” não destruam “o mercado”, torna-se necessário a existência de “moderadores”, profissionais com legitimidade e legalidade, respeitados pelas partes. Estes moderadores podem ser escolhidos entre as partes, numa relação direta, ou podem ser funcionários ou representantes do Estado, seja a nível nacional, estadual ou municipal.

O mundo, a partir da Revolução Francesa, em 1789, passou a ter os governos formados por três poderes: O Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Em função da época da sua constituição, esta forma de governo deixou fora setores fundamentais da sociedade, como os representantes dos diversos segmentos dos empresários e dos trabalhadores. A argumentação era que estes representantes estariam fazendo parte dos Executivos e dos Legislativos, através de seus Partidos Políticos. Mas estes sempre foram insuficientes.

O tempo mostrou que, a participação dos empresários e dos trabalhadores não pode se dar apenas através do Executivo e do Legislativo. A diversidade é muito grande.

Atualmente, tanto nos países ricos, como nos pobres, a maior parte dos eleitores, ou não comparece para votar, ou vota em branco ou nulo. Tendo como resultado que os governos eleitos e suas representações legislativas têm legalidade mas não têm legitimidade, por representarem bem menos de 50% do povo.

O Brasil e o mundo precisam construir um novo sistema de governo, de representação e de participação. O modelo da revolução francesa exauriu-se, não serve mais.

A democracia precisa deixar de ser representativa para ser participativa.

Os mandatos precisam deixar de ser “imexíveis”, para serem sujeitos a avaliações mais regulares. O estágio da humanidade demanda que as democracias sejam mais “parlamentaristas diretas”, onde o resultado do trabalho realizado pelos representantes do povo e da sociedade seja mais importante do que “o mandato dos representados”.

Para que “o conteúdo” seja mais importante do que “a forma”, é necessário que os Programas Eleitorais, como os “Termos de compromisso dos representantes diretos” sejam considerados prioritários para avaliação de desempenho das instituições e dos seus participantes.


O mundo, incluindo o Brasil,
que vinha de um período de valorização das democracias sociais, ante ao novo papel competidor econômico da China, está passando por um período em que a democracia de bem-estar social está sendo substituída por “democracias autoritárias”, ou “ditaduras civis” a serviço da economia neoliberal, isto é, DO MERCADO.

Se o nazismo-fascismo surgiu como resposta das monarquias ocidentais ao comunismo russo, o fascismo crescente no cenário atual é reflexo de uma China que, embora se diga governada pelo Partido Comunista Chinês, é um imenso país, com mais de 1,3 bilhão de pessoas, disputando cada produto e cada serviço, oferecendo o menor preço e em qualquer lugar.

O empresariado brasileiro aceitou subordinar-se ao mercado financeiro internacional, centralizado nos Estados Unidos, e preferiu escolher o sistema neoliberal contra o povo, mesmo que tendo que acabar com a frágil democracia conquistada depois de mais de vinte anos de ditadura militar.

Os europeus, no século passado, não quiseram fazer acordo de paz, preferindo fazer guerras terríveis. O Brasil e a América Latina passaram por longos períodos de ditaduras e tentativas de crescimento econômico.

O “mercado” comemorou a violência jurídica-política e midiática contra o ex-presidente Lula, por este ter feito o melhor governo econômico e social da nossa história. Mas ainda não sabemos como será a reação dos eleitores nas próximas eleições gerais. Como sequer podemos ter certeza se teremos realmente eleições honestas e transparentes. A fraude eleitoral faz parte da tradição da América Latina.

Não devemos esperar “facilidades” pela frente.


O Brasil precisa deixar de achar que “Deus provê” sem o esforço físico e mental das pessoas e das empresas. Todos devemos trabalhar e usufruir dos resultados do trabalho individual e coletivo.

Devemos recuperar o Brasil para que volte a ser um país de todos, com todos e para todos. Para isto acontecer, nenhum poder deve se colocar acima dos demais, principalmente os poderes que não foram eleitos para isto.

Existe uma maioria silenciosa que pode levar o Brasil para a paz e o crescimento econômico, mas que pode também levar o Brasil para a incerteza, a insegurança e a destruição da nossa vida social, comprometendo também nossa soberania nacional.

Precisamos pensar em uma Nova Constituição...


Judiciário substitui militares nas novas ditaduras

Ditadura brasileira copia da ditadura do Egito

Tudo combinado com os Estados Unidos.

Vejam o que saiu publicado no Estadão do Brasil em 30 de dezembro de 2017:

Ex-presidente do Egito é condenado a três anos de prisão


AE Agência Estado
postado em 30/12/2017 12:01

Cairo, 30 - Um tribunal do Egito condenou neste sábado o ex-presidente do país
Mohammed Morsi e mais 18 pessoas por insulta ao judiciário.
A pena prevista é de três anos de prisão.

Entre os condenados está o proeminente ativista de direitos humanos Alaa Abdel-Fattah e o analista político Amr Hamzawy, que também terão de pagar uma multa de 30 mil libras egípcias (US$ 1.688,00).

Abdel-Fattah já cumpre pena de cinco anos desde 2013, por protestos ilegais.
Já Hamzawy vive no exílio.

Os condenados podem entrar com pedido de recurso na Justiça.


Morsi, o primeiro presidente democraticamente eleito do Egito,
foi deposto por militares em 2013.

Desde então, tem sido acusado por diversos crimes,
como espionagem e conspiração internacional.

Fonte: Associated Press.

IGUALZINHO AO BRASIL...


Aqui o ex-presidente foi condenado a mais de dez anos por acharem que ele é dono de algo que a própria justiça diz que não é dele.

É a desmoralização do Judiciário.

Onde vamos parar???

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Os golpistas comemoram mais um golpe contra o povo

A sentença foi escrita para ser usada pelo PSDB

E a imprensa diz que "a decisão foi técnica". Além de mentirosa, é cínica!

Mataram e enterraram o famoso "Brasileiro Cordial"
. Daqui para frente é LUTA DE CLASSE!

Como não conseguem derrotar Lula nas URNAS,
o pessoal do PSDB continua dando golpes na democracia e na Constituição. A imprensa diz alegremente que Lula, além de ficar inelegível por 8 anos, também poderá ser preso à qualquer momento. A imprensa quer sangue e mortes...

O Brasil vive um período parecido com 1968
, quando a ditadura militar se consolidou e acabou de vez com qualquer margem de liberdade e de neutralidade.

A diferença é que em 1968 era uma ditadura militar assumida explicitamente, enquanto que agora é uma ditadura civil, dirigida pelo PSDB e parte majoritária do Judiciário, tendo a imprensa como porta-voz e doutrinadora.

Como em 1968, o povo assiste passivamente, porém desconfiado. A economia continua ruim, o custo de vida continua insuportável, o emprego de qualidade é substituído pelo emprego temporário e a qualidade de vida só piora.

A direita saiu do armário e assume-se como ditadura civil.
Mais uma vez usam a experiência do Egito.


Ao condenar Lula e ameaçar prendê-lo,
obriga o partido a secundarizar a conciliação social e partir para a explicitação da falta de liberdade e de respeito ao Estado de Direitos. A luta de classe chegou no Brasil e o PT não pode ignorá-la, se quiser sobreviver. Não há mais espaço para o "brasileiro cordial" e a conciliação. Democracia sem cidadania não é democracia. Direito se conquista, não se ganha de presente...

Por enquanto, a palavra de ordem continua a ser:

Eleições sem Lula é fraude.


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Sem o Povo não tem Democracia

Vale para a Esquerda e para a Direita

Este foi o dilema do século passado.


A direita não gosta do Povo.

Não está acostumada a conviver com o povo e também não gosta de respeitar as decisões populares.
Assim foram e são as monarquias, depois vieram as democracias aristocráticas, onde só os ricos tinham acessos e, depois de muita guerra, chegaram as democracias mais legítimas, porém com restrições, como a democracia americana. A palavra final ainda está... no Colégio Eleitoral. Não se respeitando a proporcionalidade direta dos eleitores, que é o próprio povo.

Já a Esquerda gosta de dizer que "fala em nome do povo".

Os comunistas se diziam verdadeiros porta-vozes do povo, inclusive no período de Stalin na Rússia. O stalinismo matou a esperança de o socialismo avançar mais rapidamente na Europa e no mundo. Com todos os defeitos, foi a Rússia stalinista que derrotou o nazismo nas principais batalhas da segunda guerra. A Inglaterra teve muito mérito, os Estados Unidos foram muito importantes, mas quem matou o touro a unha no meio da neve foram os russos.

Mas, depois da guerra, faltou a democracia participativa.

A guerra fria, pós segunda guerra, levou o mundo a uma falsa democracia plena. Mas a economia de mercado, as políticas públicas, a inclusão social, a aceitação das diferenças e a liberdade de informação e locomoção se mostraram necessidades básicas para se caracterizar uma boa democracia.

Quem mais investiu na participação do povo ganhou

Os países do norte da Europa desenvolveram governos de ampla participação social, transformando-se no melhor exemplo de desenvolvimento econômico, político e social. A Holanda e mesmo a França também se abriram para mais participação popular. Tudo isto com eleições diretas e respeito às votações.

A América Latina, como quintal dos Estados Unidos, ficou refém das ditaduras militares

Com isto perdeu competitividade econômica, educacional, política e social. Começou a melhorar no período mais recente, quando as democracias foram reintroduzidas e derrubadas as ditaduras militares. Mas, as forças ocultas americanas voltaram a intervir na região e a derrubar governos. Os executores das derrubadas dos governos deixaram de ser os militares para ser o Judiciário.

Os bacharéis que deveriam defender O DIREITO, passaram a defender A DIREITA.

As Ordens dos Advogados dos países perderam o rumo e ainda não recuperaram sua função histórica de defesa da Democracia e do Estado de Direitos iguais para todos.

A direitização do judiciário pode levar o Brasil à barbárie?

Pode levar o país a mais violência? Pode. A quem interessaria?

Como começam a surgir os arautos da violência,
é preciso lembrar que só se constrói uma NAÇÃO, com união do povo por objetivos construídos unitariamente e com muito respeito às diferenças.

Da mesma forma que o povo brasileiro foi às ruas
exigindo a redemocratização do Brasil, exigindo Anistia e a volta dos anistiados, o povo precisa voltar às ruas para evitar que o Brasil entre num período de trevas e de violência generalizada. A Constituinte de 1988 fechou um ciclo mas precisa ser atualizada por uma nova Constituinte.

Qualquer que seja o governo,de direita ou de esquerda,

se não houver a participação efetiva do povo,
não será uma Democracia.

Vamos impedir que os corruptos, os entreguistas, os aventureiros e os baderneiros transformem o Brasil em uma ditadura.

O povo, democraticamente, deve decidir o seu destino.


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Imprensa, Educação e Liberdade no Brasil

No Brasil não há livre concorrência na imprensa

A grande imprensa nacional é tão arrogante que mantêm uma lei de "proteção do mercado nacional" contra os investidores estrangeiros.

Se a Globo é tão competente, porque não permitem que redes de TVs internacionais tenham acesso ao mercado brasileiro?

Se a Folha é tão competente, porque não permitem que jornais como o Washington Post, o New York Times e o Financial Times tenham acesso ao mercado brasileiro?

Se as rádios tipo CBN e Band também são tão competentes, porque não permitem que empresas de comunicação internacional tenham acesso ao mercado brasileiro?

Os estrangeiros podem comprar Hospitais, podem comprar Universidades e escolas de todos os níveis, podem controlar o mercado automobilístico, podem controlar tudo da nossa economia, menos o mercado de comunicação?

Qual é a lógica?


Se este governo, liderado pelos economistas do PSDB, privatiza tudo, vende tudo aos estrangeiros, inclusive nossa Soberania Nacional, porque não se abre o mercado de comunicação e de mídia.


Sempre fui a favor da liberdade de imprensa,
desde os tempos da ditadura militar. Assinava todos os jornais alternativos, como forma de estimular à oposição e fortalecer a luta pela liberdade. Da mesma forma, atualmente, apesar das baixarias da grande imprensa, mantenho minhas assinaturas do Estadão e da Folha, além de ler o Valor e O Globo.

O Estadão de hoje,
por exemplo, publica no Caderno 2, capa e C3 com página inteira, primorosas matérias e artigos sobre o filme "The Post - A Guerra Secreta" de Spielberg. Tinha que ser publicado no Caderno2, já que o caderno de Política do Estadão continua um LIXO.

O crítico de cinema, Luiz Carlos Merten, aborda que
o filme forma trilogia sobre funcionamento da DEMOCRACIA.

"Assim como construiu uma trilogia informal com O Terminal, Guerra dos Mundos e Munique, para oferecer a mais séria e densa reflexão cinematográfica sobre os EUA após o 11 de Setembro, Steven Spielberg agora encerra com The Post - Guerra Secreta outra trilogia que demorou mais tempo para elaborar, e que nem realizou de forma contínua. O filme forma com Amistad e Lincoln outra enérgica discussão sobre as instituições e o funcionamento da DEMOCRACIA na "América".

Lá a imprensa joga aberto, aqui manipula. Mesmo nossa formação escolar ainda é frágil.


Para compensar a fragilidade da nosso sistema educacional, contrabalançar o que a grande imprensa manipula, nós dos sindicatos da CUT, criamos uma grande rede de comunicação. Criamos jornais diários, semanais e mensais, criamos revistas, com o advento da internet, criamos redes sociais, compramos estações de rádio e criamos até a TVT a TV dos Trabalhadores.

Este processo informativo e formativo é imprescindível
para mostrar as conquistas dos trabalhadores, apresentar suas reivindicações e mostrar as contradições dos patrões e dos políticos. É uma forma de contribuir na formação e na capacidade de comparação.

Crescemos, chegamos a ter mais de mil jornalistas
, mas ainda não fomos capazes de criar um jornal de grande circulação, uma revista e rádios e TVs para disputar com a Globo, a Folha e a mídia religiosa. O cerco conservador da grande imprensa em impedir que tenhamos acesso a este mercado é muito grande. Por exemplo, quando a CUT tentou comprar a falida Manchete para criar uma TV nacional de informação e formação para os trabalhadores fomos impedidos pelo governo da época, pressionado pelos empresários. Já tinham medo de Lula. Diziam que nossa imprensa ajudaria Lula a ser presidente.

Neste período de Lava Jato, quem está sendo pior: Os Juízes ou a Imprensa?

O tempo mostrará...

domingo, 21 de janeiro de 2018

Dilemas da Cidadania no Brasil

Como fazer o direito valer para todos?

Na política inventaram a "direita" e a "esquerda", depois inventaram partidos políticos com nomes que não tem nada a ver com a prática. O Brasil tem atualmente 35 partidos políticos registrados. Parece mentira, mas são 35 partidos. Sendo que, atualmente, a população não reconhece legitimidade em quase nenhum.

Na economia inventaram a "luta de classe" e a "conciliação de classe", ou ainda a "ignorância de classe".

Augusto Campos, nosso grande estrategista sindical, nos ensinava que "o conflito entre o capital e o trabalho, faz parte da relação empregatícia e, para compensar "a correlação de força, onde um banqueiro decide por dezenas de milhares de bancários", tornando-se assim imprescindível que os trabalhadores se organizassem em sindicatos para reivindicarem seus direitos coletivamente. Daí que, nas campanhas salariais os sindicatos sejam imprescindíveis, desde que tenham legitimidade, isto é, tenham a efetiva participação dos trabalhadores.

Para Augusto Campos,os trabalhadores devem se organizar a partir do seu local de trabalho, depois por empresa, depois por categoria profissional e finalmente pela classe trabalhadora.

Praticamos isto no Sindicato dos Bancários de São Paulo, depois, com a criação da CUT, passamos a praticar em milhares de sindicatos e categorias de trabalhadores, atingindo todo o território nacional.

Neste dia a dia, percebemos que, além das relações de trabalho, há a vida social, isto é, na cidade, nos estados e no país. Aí os sindicatos já não dão conta, precisando a sociedade se organizar em partidos políticos. Como os patrões já tinham seus partidos, criamos o PT. Um partido diferente da esquerda tradicional, que unificava desde professores universitários até trabalhadores rurais e extrativistas do Acre.

Quando o partido começou a governar municípios, estados e a união, descobriu que é necessário também se garantir a igualdade de direitos no tal do poder judiciário. Atuar somente no legislativo e no executivo não foi e não é suficiente. O partido teve oportunidade de nomear ministros comprometidos com a democracia e a cidadania. No entanto, ao reforçar a estrutura conservador da poder judiciário, o PT acabou nomeando advogados e juízes que viriam a abandoná-lo e até mesmo participassem do golpe de Estado e da condenação da sua maior liderança.

Nesta mesma jornada de aprendizagem, parte da esquerda achou que agradando a grande imprensa, seria tolerado por ela e teria espaço para ser promovida, ajudando a eleger seus candidatos. Mais tarde percebeu que, o fato de não ter criado uma imprensa própria que representasse os interesses da classe trabalhadora, facilitou que a imprensa conservadora saísse do armário e se assumisse, mais uma vez, como golpista e desonesta editorialmente.

Neste processo histórico, os trabalhadores perderam um grande aliado. Perderam a Igreja Católica com a Teologia da Libertação, com as Comunidades Eclesiais de Base. A Igreja internacional fez acordo com a direita internacional para acabar com a Teologia da Libertação. Abrindo espaço para as Igrejas Pentecostais conservadoras.

Vivemos momentos terríveis! Vivemos sem democracia, sem direitos, sem imprensa neutra e com o judiciário degenerado, assumindo a função de gestor maior da sociedade, como se fosse o Conselho de Religiosos do Irã que se colocam acima dos poderes executivos e legislativos do Irã. O terror voltou!

Numa situação desta, como fazer os direitos valer para todos?

Como mostrar que democracia sem cidadania não é democracia?

Como convencer o povo brasileiro que este Estado corrompido e cheio de corruptos não pode continuar?

Pelo jeito, vivemos um processo histórico mais difícil do que foi derrubar a ditadura militar. E assim abre-se espaço para os teóricos de esquerda que fazem qualquer coisa para serem aceitos pela classe dominante.

Como dizia a ex-ministra do Trabalho, Dorothea Werneck, democracia pressupõe direitos iguais e não uma concessão, um favor dos ricos para o povo.

Pelo jeito, vamos ter que começar tudo outra vez...

Se o mundo vive um impasse, já não aceitando nem o fascismo nem o comunismo, ambos ditatoriais, está mais do que na hora de a sociedade se organizar e desenvolver um novo sistema de governabilidade. Onde a democracia, a liberdade e a cidadania sejam inegociáveis.

E a Folha descobriu Washington Olivetto

Demorou, demorou, mas saiu uma bela entrevista

Washingron Olivetto é a maior expressão da publicidade brasileira, um grande exemplo de cidadão e uma pessoa que fala sempre pelo positivo. Por vários motivos, ele resolveu ir embora do Brasil e fixar-se em Londres. O Estadão fez várias matérias abordando o assunto, inclusive fez um almoço para ele no jornal.

Talvez pelo fato de o Estadão ter dado repercussão à mudança de Washington Olivetto, a Folha melindrou-se e não tocou no assunto. Como assinante e leitor antigo, cobrei da Folha o porquê ela estava escondendo a mudança de uma pessoa tão importante.

Finalmente a Folha publica uma página inteira na edição deste domingo. Uma bela entrevista, como sempre. Apesar de a entrevista ter sido por telefone e não pessoalmente, como fez o Estadão.

A novidade na entrevista é Washington falar de EDUCAÇÃO.


"O grande problema passa por não termos um projeto educacional tão consequente.

O Brasil, infelizmente, continua mal-educado, no sentido pleno.

Desde a escolaridade do dia a dia até os nossos políticos, que são mal-educados.

Nossos depoimentos estão mal-educados, nossa vida está mal educada."

Querem saber mais? Leiam a entrevista.


É só procurar Washington Olivetto na Folha deste domingo.
O título da entrevista também está ruim:
"É uma barra-pesada esta obsessão do patrulhamento".
Mas a Folha é assim mesmo...

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Lava Jato - O golpe dos perdedores

Como impedir que o povo escolha seu candidato

O PSDB é uma metamorfose intelectual tão especial que, mesmo chamando-se Partido da Social Democracia Brasileira, não tem nada de social e, muito menos, democrático.

Mesmo tendo sido criado por pessoas como Mario Covas e Montoro, ao perceber que tinha dificuldade de se eleger defendendo a social-democracia, liderados por Fernando Henrique, fez a mutação para o neoliberalismo.

Ganhou uma eleição
aproveitando-se da boa iniciativa de se acabar com a inflação, no Plano Real. Fez nova mutação, ao depois de tomar posse,defender e implementar as privatizações, de forma manipulada e já contando com amplo apoio da imprensa para justificar suas mentiras. Vendeu várias empresas e bancos à preço de bananas...

Reelegeu-se, comprando votos dos congressistas
, para estes aprovarem a mudança da Constituição e instituir o direito da reeleição no Brasil. Novidade tucana...

Fez nova mutação quando, depois das eleições vitoriosas, liberou o câmbio, provocando grande desvalorização do real. O povo se sentiu lesado. Muitos empresários também.

Na hora de fazer seu sucessor, Fernando Henrique, freudianamente aceitou a candidatura de Serra, mas não jogou todas as fichas. Tudo indica que ele torceu para Lula ser eleito, fazer um governo caótico e assim Fernando Henrique voltaria nos braços do povo, quatro anos depois.

Acontece que Lula foi eleito e milagrosamente fez um bom governo. Apesar da difícil convivência com os políticos corruptos como o pessoal do mensalão.

Reeleito, Lula fez um segundo mandato ainda melhor do que o primeiro
, sendo determinante para eleger como sucessora a primeira mulher na história do Brasil.

Aí o PSDB perdeu a paciência, e decidiu partir para o tudo ou nada.
Obstruindo e destruindo tudo que Dilma fazia. Mas, mesmo assim, Dilma conseguiu manter o PLENO EMPREGO e foi reeleita, concorrendo com Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e herança de Tancredo Neves.

Aécio perdeu a eleição que considerava ganha, partiu para o golpe de Estado e criou a operação lava jato, aliando-se ao judiciário, já que não podia envolver diretamente as Forças Armadas.

Pela primeira vez na história do Brasil, o Poder Judiciário partidarizou-se abertamente, criou leis próprias e também partiu para o tudo ou nada.

Unidos, o PSDB - neoliberal e entreguista - conseguiu unificar setores imprescindíveis como a imprensa, o empresariado, os partidos fisiológicos e o judiciário.

A verdade deixou de ser importante,

importante mesmo é impedir que Lula seja candidato.

Por azar do destino, o candidato do PSDB é muito fraco eleitoralmente fora de São Paulo. E ainda por cima, ante a radicalização dos conservadores golpistas, surgiu um candidato militar que tem melhor desempenho eleitoral que o candidato do PSDB...

Aí eles vão ter que concretizar três golpes de Estado:


1 - O primeiro quando tiraram Dilma Roussef, eleita com mais de 54 milhões de votos;

2 - o segundo quando tentam usar cinicamente o Judiciário como "mão suja" para impedir a candidatura de Lula;

3 - e, tudo indica, que tanto o PSDB quanto seus aliados de conservadores, terão que usar mais uma vez o judiciário para impedir que o candidato militar mantenha sua candidatura.

É igual a história do mentiroso ou do assassino. Difícil é a primeira vez...
Como os mentirosos e assassinos não conseguem parar sozinhos,
vai ser necessário alguém impedir que os crimes continuem.

O Povo Brasileiro exige democracia, liberdade e o direito de se manter as candidaturas.
O povo brasileiro exige Honestidade, Transparência, compromisso com a Verdade e a Liberdade.

Ou se mantêm as regras constitucionais ou ninguém será candidato.
Quem viver, verá!

Histórias de Zuza, Chico e Cauby

Registrando a História da Música e das pessoas

Enquanto passava o dia no pronto socorro tratando de uma virose, aproveitei para continuar lendo o bom livro de Zuza Homem de Mello sobre "A trajetória do samba-canção".

Vejam que pedacinho gostoso de ler:


Página 378

"Quando se pensava que, após 24 anos, a voz de Cauby continuasse sendo desperdiçada numa carreira de mega idolatria e, na maior parte, com conteúdo vazio, surge na sua vida uma canção salvadora, de um compositor de categoria, seu admirador Chico Buarque de Holanda, autor de "Bastidores"."

"Chico havia feito "Bastidores" para sua irmã Cristina, que a gravou. Uma cópia chegou às mãos de Cauby:

""Essa música é para mim"",deve ter pensado.


E ao cantá-la, aplicava-se àquilo que sabia fazer como poucos. Em determinadas notas da parte superior, na extensão do barítono, é que Cauby alcança a região que lhe possibilita usar a voz a pleno volume, o que caracteriza o chamado vozeirão. Neste ponto, "Bastidores" remete inevitavelmente a "Conceição"."

Quer saber mais sobre a música brasileira e seus personagens desde 1940, compre o livro. Vale à pena.

Para quem não sabe qual é a música bastidores, vai aqui um pouquinho...


"Cantei, cantei/ Como é cruel cantar assim"
Amaldiçoei o dia em que te conheci/
Com muitos brilhos me vesti/ Depois me pintei..

No final, Chico e Cauby cantam:


Jamais cantei tão lindo assim/
e os homens lá pedindo bis, bêbados e febris
a se rasgar por mim/

Chorei, chorei/ até ficar com dó de mim..."

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

De olho no Brasil

O mundo quer saber o quê passa no Brasil

Há 135 países que acompanham o que publicamos no nosso blog.

O curioso é que, ultimamente, além dos países mais desenvolvidos,
há sempre alguns países dos diversos continentes que nos acompanham.

Nos últimos dias, temos recebido visitas do NEPAL, da ÍNDIA, da TURQUIA,
da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes e até da UCRÂNIA.

Isto é um retrato da globalização...


Além da distribuição da grande imprensa, vinculada às empresas,
ao "mercado", ao mundo conservador,
há também a globalização das redes populares e sociais.

O mundo ficou pequeno...


Se podemos globalizar as informações,
precisamos também globalizar o acesso às políticas públicas,
como saúde, educação, transporte, habitação, alimentação,
trabalho, lazer e cultura.

A China é o maior exemplo de inclusão social e econômico

que já tivemos na Terra, em tão pouco tempo.

Tivemos outras experiências relevantes como os Estados Unidos
na época de Roosevelt, a Rússia na época de Stalin, e
vivemos atualmente algo parecido com a Índia.

O Brasil tirou da pobreza mais de 40 milhões de pessoas,

além de melhorar a qualidade de vida de todos os segmentos sociais.
Isto foi nos governos Lula e Dilma, do PT.

Com o golpe do impeachment e a traição dos parlamentares eleitos apoiando
a chapa de Dilma, o Brasil voltou a aumentar a pobreza e a fome.

Enquanto a fome aumenta
, aumentam também as doenças endêmicas como tuberculose
e varíola. O poder judiciário, que poderia ajudar a combater a fome e
as doenças, está priorizando perseguir e condenar aquele que mais
ajudou a combater à fome e às doenças.

A justiça brasileira está perseguindo Lula

e tentando impedir que ele seja candidato à presidência da República.

E este pessoal da Justiça diz que decide em nome do povo. Qual povo?

Quem tem que decidir sobre o que é melhor para o Brasil
é o POVO brasileiro.


Isto sim que podemos chamar de Democracia.

O Brasil que deu certo e o Brasil atual

Convivendo com as incertezas

Tenho lido os jornais e não consigo achar coisas agradáveis para ler. Nem nos cadernos de cultura. Predominam notícias ruins ou tendenciosas. E as pessoas me perguntam porque gasto dinheiro assinando jornais conservadores, manipuladores e repetitivos - até nas fotografias e capas. Gosto de responder que, mesmo só tendo jornais ruins no Brasil, precisamos nos manter atualizados principalmente com a economia, a cultura e o mundo.

Tinha uma livraria em São Paulo, se não me engano na Rua Aurora, no tempo da ditadura, onde se lia na parede e nas embalagens:

- Quem não lê, mal fala, mal ouve e mal vê.

Acompanhar as redes sociais também anda difícil. Tanto pela quantidade, como pelo conteúdo. A esquerda critica a direita e a direita critica a esquerda. Tudo isto parecendo disputa de time de futebol. Tem algo mais chato do que disputa de corintiano com palmeirense e vice versa? Chega ao irracional. Mas conhecer o que os dois lados falam sempre foi importante.

O que sentimos é que o Brasil atual está vivendo uma das piores experiências que já teve. Um país sem carater, um governo desmoralizado, corrupto e serviçal das multinacionais e dos bancos. Os políticos na maioria assumem seu lado mercenário e o povo acompanha tudo com muita desconfiança. Não consegue acreditar muito, nem na oposição e muito menos no governo e seus aliados.

Quando a montanha se moverá?
Quando deixaremos de ficar "deitados eternamente"?
Confesso que não sei.

O que sei é que, ante o medo do presente, também estamos passando por boas experiências.


Nossa geração, que anda entre 60 e 75 anos de idade,
mesmo passando pela tristeza de ver o Brasil tão desmoralizado,
vê seus filhos e filhas se casarem e saírem de casa para trabalhar em outras cidades.

Como reagir ao ver os filhos cumprindo um ritual de passagem
que vivemos como filhos e agora estamos vivendo como pais?

Vejam dois exemplos:

1 - Casamento no interior


Na semana passada estivemos em Bilac, Birigui e Fernandópolis, no casamento de uma sobrinha. Aproveitamos para ir até Bilac, cidade onde morou meu sogro quando chegou ao Brasil em 1926. Veio trabalhar na lavoura de café, como milhares de japoneses e demais imigrantes. Bilac continua uma pequena cidade, mas que consegue emocionar todos os meus cunhados e cunhadas quando chegam à casa onde nasceram e viveram a primeira parte da vida, antes de se mudarem para Birigui. A casa continua igual ao que era em 1945. O ano em que a segunda guerra mundial acabou, afetando a economia cafeeira e a vida dos brasileiros...

Quando a família do meu sogro chegou em Bilac, interior de São Paulo, não tinha escola nem para brasileiros, quanto mais para japoneses recém-chegados. Meu sogro, mesmo morando no campo no Japão, lá frequentava escola, aqui... nada. Eles fundaram escola de japonês e depois conseguiram escolas brasileiras. Meu sogro teve onze filhos e todos fizeram faculdade, incluindo quatro que se formaram em medicina.

Agora seus netos e netas já estão se casando, fazendo os pais chorar de emoção e de incertezas. A festa foi muito bonita e voltamos para casa alegres por ter encontrado muitos amigos e parentes.


2 - Se formar, conseguir emprego, deixar a casa dos pais e deixar de viver em frente ao mar...


Se os japoneses de Bilac, Birigui e Fernandópolis tiveram mais um casamento, nossas japonesas que vivem em Salvador também estão passando por mudanças de vida. Nossa sobrinha, que nasceu em Nagoya, no Japão e veio morar no Brasil, acabou de se formar em engenharia. Com a recessão, não conseguiu um bom emprego em Salvador como gostaria, mas conseguiu um bom emprego em Minas Gerais, lá no interior, onde estão as fábricas de minérios.

De repente, aquela japonezinha que toca, que canta, que conta histórias e estórias, vai deixar a casa dos pais, vai deixar de ver diariamente o mar da Bahia e vai viver nova experiência, vai trabalhar numa multinacional.

Hoje, ao ver a mensagem deixada por ela no facebook, filmando o avião levantando voo e o mar ficando distante, fiquei emocionado. Nossas filhas e filhos estão cumprindo suas missões e nós estamos ficando velhos.

Ter filhos e criá-los antigamente era mais fácil do que atualmente. Hoje ter dois filhos já significa muito gasto, imaginem se fossem onze, como meu sogro, ou mesmo sete, como nossos pais?

De 1945 até hoje, o Brasil cresceu muito,
deixou de ser um país rural para ser um país urbano. De repente, vivemos a sensação de que estamos desistindo do Brasil como país rico e promissor. A impressão é que estamos aceitando ser um país pobre e sem futuro.

Minha forma de passar esperança para as pessoas que reclamam do Brasil atual é comparar com a Europa do início da segunda guerra mundial e comparar o Brasil com os países ocupados pelos nazistas. Imaginem o desespero e o medo. Na Europa morreram mais de 40 milhões de pessoas e as bombas destruíram quase tudo. No entanto, das ruínas das casas e dos prédios, e das cinzas humanas renasceu uma Europa mais moderna e mais democrática.

Hoje há nova crise na Europa, como há no Brasil e no mundo.
Mas a degeneração no Brasil é mais forte. Vivemos um impasse na ética, na transparência, no respeito as diferenças e na falta de tolerância.

Da mesma forma que se demorou para perceber a dimensão da destrutividade das ditaduras nos ano 30 do século passado, ainda não conseguimos perceber em que parte da mudança estamos no Brasil e no mundo.

Só sei que, apesar da vida mais simples que nossos pais tiveram, eles tiveram mais certezas do que temos atualmente. E as incertezas geram angústias e medos, que geram guerras e violências.

Como já estamos velhos, o que mais podemos fazer é torcer para que nossas filhas e nossos filhos consigam impedir que a violência se sobreponha ao respeito, as diferenças e à Democracia.

Como ainda temos muitos anos de vida pela frente, vamos torcer para que a paz se sobreponha à guerra, e que a ética se sobreponha a falta de escrúpulo. Afinal, o todo é mais do que a soma das partes.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A imprensa sangra, querendo tragédias

Como não consegue eleger seu candidato, quer mais sangue...

A imprensa é o melhor retrato do que anda pensando os tucanos do PSDB e judiciário frustrados com as várias derrotas para o PT e para Lula.

Hoje eu não acreditei quando vi a UOL perguntando cinicamente se Lula seria preso, isto é, já dava a condenação como barato, fato consumado. Cabe aos jovens e entusiasmados juízes apenas seguirem às ordens da imprensa, que por sua vez recebe às ordens dos empresários e dos governantes internacionais.

Um imenso país, sem autoestima, sem um empresariado com coragem para se defender e defender seu país. Aceitam ser vassalos e serviçais de multinacionais.

Um país de Macunaímas...

Ricos de dinheiro mas pobres de votos e de idoneidade. Incapazes de representar o povo. Veem o povo como meros consumidores seu autonomia e capacidade para eleger seus verdadeiros representantes.

Quem imaginaria que o Brasil chegaria a isto?

Vergonha, vergonha e vergonha...

Pátria amada, idolatrada, salve! salve!

domingo, 14 de janeiro de 2018

Quando ninguém confia em ninguém

Será que todos estão mentindo?

Esta é a realidade da Política no Brasil.


1 - Se todos os partidos disputam cargos eleitorais e o sistema eleitoral exige dinheiro que nem ladrão acaba, como acreditar que há candidatos 100% inocentes? Ou honestos?

2 - Se todos os jornais, rádios e TVs fazem campanhas partidárias e manipulam informações jurídicas? Como acreditar no que a imprensa diz?

3 - Se todos os dias tomamos conhecimento de algum rolo entre o Judiciário e os políticos ou empresários, como acreditar na neutralidade do Judiciário?

4 - Se todos os governantes querem se reeleger, como acreditar que a prioridade deles seja aplicar o programa eleitoral?

5 - Se os movimentos populares também têm seus candidatos, dentro do mesmo sistema eleitoral vigente, como acreditar que estes movimentos populares não se aliam aos políticos corruptos?

6 - Se a direita e os golpistas do PSDB e seus partidos aliados, acha que representa a vontade da maioria do povo, porque preferiram dar o golpe e continuam querendo que o judiciário impeça Lula de ser candidato? Isto é honestidade?

7 - Se todo mundo que vira ministro, depois sai candidato, como saber se eles colocaram as prioridades do povo acima de suas prioridades? E se eles fizeram caixa-dois?

8 - Se até a OAB - Ordem dos Advogados do Brasil, apoiou o golpe do impeachment, como podemos acreditar nos milhares de advogados ligados à OAB?

9 - Se impedirem a candidatura de Lula e depois também impedirem a candidatura de Bolsonaro, como forma de facilitar a eleição de Alckmin, como estes políticos poderão dizer que no Brasil tem democracia?

10 - Se os pastores e bispos evangélicos, na sua grande maioria, está apoiando os golpistas e os corruptos, como ficam o fiéis destas Igrejas? Para que serve a "palavra de Deus"???

- Se Moisés, ao ver parte dos hebreus cultuando o cordeiro de ouro perdeu a paciência e quebrou a tábua dos dez mandamentos, imaginem se fosse hoje e Moisés visse tanto político e pastor mentirosos e corruptos, o quê será que Moisés quebraria?

- Se Jesus expulsou os vendilhões do Templo, imaginem o que merecem estes políticos corruptos e seus apoiadores?

- Ante tanta corrupção e manipulação, por que em vez de se fazer eleições presidenciais neste ano, em vez de se fazer só isso, porque não se convoca uma Constituinte, livre e soberana para escrever uma Nova Constituição que estabeleça novas regras e novas leis para todos de forma iguais e soberanas?

- Talvez esteja na hora de o povo se rebelar e fazer uma Nova Revolução de Conceitos e de Valores Sociais, Econômicos e Políticos.

- É preciso que alguém acredite nesta possibilidade e comece a ser reivindicada como uma campanha espontânea. Como Gandhi quando fez a campanha do sal na luta pela independência da Índia. Eu acredito e topo ajudar...

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Golpe contra Lula e Bolsonaro

PSDB quer ganhar de qualquer jeito

Além da farsa da Lava Jato contra Lula, agora a imprensa prepara notícias que sirvam para os tucanos no PSDB abrirem processos contra Bolsonaro.

Todos que nas pesquisas estiverem na frente de Alckmin serão derrubados por torpedos. parece luta romana onde somente os indicados pelos imperadores podiam ganhar.

O PSDB estÁ desesperado e está vendendo a alma ao diabo para ver se consegue evitar perder mais uma grande disputa.

ENquanto isto, os golpistas insistem em querer julgar Lula.

O povo não aceitará está bobagem e ignorância.

Nossa imprensa Alem de ser careira,é mentirosa,

Alguém precisa botar limite nesta loucura conhecida como imprensa e judiciário brasileiros.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Quem representa o povo sao os eleitos. são os eleit

Sem voto não existe Democracia

Depois do golpe do impeachment, o Brasil vive subordinado a uma forma jurídica e midiática ditatorial, sem respeito às regras democráticas e à liberdade.

Vivemos sob uma farsa, com a manipulação da justiça e da imprensa.

O povo assiste a tudo sem se considerar parte deste governo ilegítimo e corrupto.

Quando haverá reação?

Nas eleições.

Ou nem as eleições serão suficientes?

A farsa jurídica já decide quem pode ser nomeado ou não. Como decide quem deve ser preso ou não, mesmo os processos sendo forjados em denúncias vazias e depoimentos manipulados.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Vale tudo para eleger Alckmin???

Quantos crimes serão necessários???


Primeiro crime quando derrubaram o governo Dilma. Um crime hediondo que levou ao governo uma quadrilha de corruptos e entreguistas;

Segundo crime, quando tentaram destruir Lula através da imprensa e do judiciário. Não deu certo. O povo continua querendo Luka de volta. Estão armando o segundo crime, ao usar o judiciário para condenar Lula e impedi-lo de ser candidato a presidente;

terceiro crime, quando vão ter que arranjar motivos par impedir a candidatura de Bolsonaro. Assim abrem o caminha para a candidatura de Alckmin, do PSDB.

O Problema é que o PSDB achou que seria fácil se desfazer do PMDB. Não deu certo. O PSDB achiu que seria fácil se desfazer de Bolsonaro, o candidato da direita fascista e militarista. No voto Alckmin não ganha nem de Lula nem de Bolsonaro...

Depois de três crimes seguidos, haveria alguém do PSDB capaz de se eleger pelo voto do povo e sem fraude no sistema eleitoral? duvido!

O pior ainda é comprovar que o sistema judiciário está sendo usado para cometerem crimes eleitorais e contra a Constituição.

Gostei da notícia de Elio Gaspari de que há juízes em Brasília defendendo que a Constituição seja respeitada e que, tanto Lula quanto Bolsonaro possam ser candidatos.

E que o povo decida com transparência!

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Testando o I pad

Será que vai funcionar?


Pelo computador é fácil, pelo I pad é uma briga. Sou aprendiz.

Parece que deu certo.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Zuza e a trajetória da música brasileira

Quer comprar "Copacabana", o livro de Zuza?

Recomendo em São Paulo, a Livraria da Vila. Mais barato do que a Livraria Cultura. E o ambiente também está melhor...
Além de economizar você pode passar dias lendo um livro agradabilíssimo e que nos reporta à nossa infância. Histórias de Dorival Caymmi, Dick Farney, Nora Ney, Maysa e tantos e tantas outras pessoas interessantíssimas.

No nosso caso, em que nossa mãe canta muito bem e nasceu em 1923, as músicas da sua juventude são as músicas da nossa infância. Incluindo as marchinhas e as religiosas.

E as histórias do tempo que Caymmi levava para compor uma música. Dez anos? Mas, quando ficavam prontas, ficavam maravilhosas. Prestem atenção na música Dora, a rainha do frevo e do maracatu...

E quando se ouve os boleros, brasileiros e latino-americanos? Haja dor de cotovelo...

Além de matar a saudade das músicas, Zuza ainda conta a história do bairro, da cidade, do Brasil e do mundo. Tudo de forma leve e romântica.

Mas o livro é sobre o samba-canção.

No entanto, podemos encontrar muito samba e até tango.
Músicas e histórias de Noel Rosa para depois chegar em João Gilberto e Elizeth Cardoso. Desembarcando na Bossa Nova e depois, já em novo livro, Zuza vai falar do Tropicalismo.

Saravá!

sábado, 6 de janeiro de 2018

Crime e Castigo no Brasil

O quê sobrará do Brasil depois de 2018?

O golpe do impeachment e este governo corrupto, entreguista e ilegítimo levaram o Brasil a pior fase da sua história. Um país sem partidos representativos e legitimados, um judiciário partidarizado à serviço do PSDB e das multinacionais, uma imprensa desacreditada, que só sabe defender as privatizações, independente da ética de quem faz as privatizações.

Só não privatizam a imprensa nacional.Por que?


Se podemos ter mais de dez montadoras de todos os países, menos do Brasil, por que somos obrigados a ter apenas a Globo e os canais de TVs evangélicos? Por que temos apenas a Folha, O Globo, o Valor e não temos jornais de empresas americanas, inglesas ou alemães? O mesmo vale para o Rádio.

Queremos critérios iguais.


Se o mercado é plural e aberto às multinacionais, o mesmo tem que acontecer com a imprensa.

Neste ano, lamentavelmente, a vida começou a funcionar antes do carnaval. Para o mal, diga-se de passagem. O Brasil e o mundo só falam na crise do julgamento tendencioso contra Lula, a crise econômica e política na Venezuela, a crise do Oriente Médio e o louquinho da Coreia do Norte. E ainda temos o loucão dos Estados Unidos.

Com tantos crimes cometidos ao mesmo tempo,

quais serão os castigos que veremos contra tanta gente ruim?

Quando não podemos contar com a Justiça dos homens,

temos que recorrer à Justiça de Deus.
Quem viver, verá!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Petrobras e os Traidores da Pátria

Nunca se destruiu tanto um país em tão pouco tempo

Sem ser eleito, sem ter aprovação popular, contando apenas com a sustentação dos empresários internacionais, da imprensa manipuladora, do judiciário à serviço do PSDB, dos deputados e senadores entreguistas e corruptos, tudo isto sem transparência com o povo brasileiro, estão vendendo tudo que o país tem de bom. Estão destruindo o nosso futuro e vendendo à preço de banana a nossa soberania nacional.

O quê estão fazendo com a Petrobrás merece intervenção das Forças Armadas brasileiras. Não conseguimos entender o porquê de os brasileiros estarem tão acovardados e omissos...

O Carta Maior publicou a nota da Associação dos Engenheiros da Petrobras sobre a destruição da Petrobras. A FUP - Federação Única dos Petroleiros, filiada à CUT também divulgou uma nota de repúdio e de protestos.

NOTA SOBRE ACORDO DE PAGAMENTO DE US$ 2,95 BILHÕES AOS ACIONISTAS DOS EUA


AEPET*, janeiro de 2018

Nossa Associação recebeu com tristeza e indignação a informação de
que a atual direção da Petrobrás acordou pagamento de quase dez bilhões
de reais aos acionistas norte-americanos, para encerrar ação movida na
corte de Nova Iorque.

Segundo nota à imprensa, a Petrobrás informa:

“A Petrobras assinou um acordo para encerrar a class action em curso na corte federal de Nova York, nos Estados Unidos.

.... Este acordo elimina o risco de um julgamento desfavorável... Além disso, põe fim a incertezas, ônus e custos associados à continuidade dessa ação coletiva.

No acordo proposto para o encerramento da ação, a Petrobras pagará US$ 2,95 bilhões...

O acordo não constitui reconhecimento de culpa ou de prática de atos irregulares pela Petrobras. No acordo, a companhia expressamente nega responsabilidade. Isso reflete a sua condição de vítima dos atos revelados pela Operação Lava-Jato, conforme reconhecido por autoridades brasileiras, inclusive o Supremo Tribunal Federal...

O acordo atende aos melhores interesses da companhia e de seus acionistas tendo em vista o risco de um julgamento influenciado por um júri popular, as peculiaridades da legislação processual e de mercado de capitais norte-americana, bem como, o estágio processual e as características desse tipo de ação nos Estados Unidos, onde apenas 0,3% das class action chegam a fase de julgamento…” (Petrobras, Petrobras assina acordo para encerrar
class action nos EUA (nota à imprensa), 2018)

Causa-nos repulsa constatar que apesar da Petrobrás ser a vítima da corrupção, condição reconhecida pela companhia e pelas instituições competentes brasileiras, o Mistério Público e a Justiça, a atual direção decida indenizar, bilionária e antecipadamente, os acionistas norte-americanos.
Nossa Associação denunciou os prejuízos potenciais da perda da soberania brasileira ao alienar parcela relevante das ações da Petrobras na bolsa de valores dos EUA.

Agora vemos um dos mesmos responsáveis pela venda das ações e submissão as normas, legislação, cultura e interesses estrangeiros afirmar que “O acordo atende aos melhores interesses da companhia e de seus acionistas tendo em vista o risco de um julgamento influenciado por um júri popular, as peculiaridades da legislação processual e de mercado de
capitais norte-americana, bem como, o estágio processual e as características desse tipo de ação nos Estados Unidos...”.

Então a companhia é vítima, se reconhece como tal, assim como o fazem todos os poderes constituídos do Brasil, mas decide antecipar indenização multibilionária aos acionistas norte-americanos por causa do risco de se submeter a júri popular, peculiaridades e legislação ianque? O que é isso senão o pagamento histórico pela perda de soberania que é resultado, entre outros fatores, da venda das ações em Nova Iorque?

É ultrajante perceber que o Senhor Pedro Parente, atual presidente da Petrobrás, participou desses dois momentos históricos que revelam a submissão do nosso país aos interesses dos Estados Unidos da América.

O pagamento desses dez bilhões de reais é mais uma etapa da transferência da renda petroleira brasileira que é fruto de um ato continuado de corrupção e de crime de lesa pátria.

Neste ato continuado existem vários responsáveis e sobre cada um precisa recair o peso relativo que lhe cabe.

Sequência cronológica do crime continuado:


Primeiro, os responsáveis no governo FHC pela venda das ações em Nova Iorque, com a perda significativa de soberania sobre o maior patrimônio dos brasileiros, a Petrobrás e o petróleo brasileiro.

Segundo, os responsáveis nos governos Lula e Dilma por não terem recomprado as ações em Nova Iorque, recuperando a soberania plena sobre a Petrobrás.

Terceiro, os corruptores e os corruptos que lesaram a Petrobrás nos desvios revelados pela Operação Lava Jato. Os empresários que se organizaram em cartel para obtenção de contratos superfaturados, os políticos traficantes de interesses e os executivos de aluguel na estatal.

Quarto, os procuradores, juízes e agentes públicos que a pretexto do combate à corrupção se aliaram aos investigadores norte-americanos, ora recebendo, ora entregando informações sensíveis à proteção dos interesses nacionais, das nossas empresas, dos nossos empregos e das nossas riquezas.

Trata-se de um ato continuado de transferência da renda petroleira e de crime de lesa pátria com muitos participes e diferentes níveis de consciência e responsabilidade do que perpetram contra nosso país.

O pagamento desses bilhões precisa ser questionado, mas as veias abertas da nossa renda petroleira não vão parar de sangrar enquanto a maioria dos brasileiros de bem não tomem consciência, se unam e se organizem para a construção de um país digno para que nossos filhos e netos vivam em paz.

* Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET)

http://www.aepet.org.br/



quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

USA proíbe compra de empresas por chineses

Alegando "segurança nacional" governo americano proíbe aquisição de empresa

Do ponto de vista de garantir sua economia interna, o governo americano está certo. O problema é quando o governo americano fica exigindo dos países que abram seu mercado interno para os investidores internacionais - diga-se sempre empresas americanas e europeias - mas, quando é para se comprar empresas dentro dos Estados Unidos é a coisa mais difícil do mundo. É o famoso "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço".

O atual governo brasileiro está vendendo tudo que for comprável, inclusive nossas reservas petrolíferas, nossos minérios, nossas terras, nossas empresas e também a nossa soberania.

Já a China, que se diz comunista de mercado, está comprando empresas no mundo todo, inclusive nos Estados Unidos. Mas, para comprar cada empresa americana é um sufoco que inclui autorização do governo americano.

Vejam um caso de proibição de compra de empresa americana por chineses:


EUA bloqueiam outra aquisição da China


Valor - 04/01/2018 - Por Greg Roumeliotis

O plano da Ant Financial, de adquirir a empresa de transferência de dinheiro pertencente à US MoneyGram International, naufragou na terça-feira depois que uma comissão do governo americano rejeitou o acordo, citando preocupações com a segurança nacional.

Essa foi a aquisição chinesa mais em evidência a ser torpedeada pelo governo do presidente Donald Trump. O fracasso da aquisição, por US$ 1,2 bilhão, representa um revés para Jack Ma, presidente do conglomerado chinês Alibaba Group Holding, proprietário da Ant Financial em sociedade com executivos da Alibaba.

Sua intenção era expandir a presença da Ant Financial em meio a feroz concorrência doméstica da plataforma de pagamentos WeChat da chinesa Tencent Holdings. Ma, um cidadão chinês que aparece frequentemente com líderes do Partido Comunista, prometera a Trump, numa reunião 12 meses atrás, que criaria um milhão de empregos nos EUA. As ações da MoneyGram caíram 9% no pós-mercado.

As empresas decidiram desistir de sua intenção depois que a Comissão de Investimento Estrangeiro nos EUA (CFIUS, em inglês) rejeitou suas propostas para abrandar as preocupações com a segurança de dados passíveis de serem usados para identificar cidadãos americanos, de acordo com fontes familiarizadas com as discussões.

"Apesar dos nossos melhores esforços para trabalhar em cooperação com o governo dos EUA, ficou claro que a CFIUS não aprovará essa fusão", afirmou o presidente-executivo da MoneyGram, Alex Holmes, em comunicado.

O governo americano reforçou sua posição sobre a venda de empresas a investidores chineses, num momento em que Trump está tentando pressionar a China para que ajude a combater as ambições nucleares da Coreia do Norte e ser mais conciliadora em questões comerciais e cambiais.

O negócio envolvendo a MoneyGram é o mais recente numa série de aquisições chinesas de empresas americanas que não conseguiram obter sinal verde da CFIUS, entre elas a compra, por US$ 1,3 bilhão, apoiada pelo governo chinês, do fundo de investimentos em participações Canyon Bridge Capital Partners, pertencente à Lattice Semiconductor, fabricante americana de chips.

Em novembro, o chinês Oceanwide Holdings Group e a Genworth Financial estenderam para até 1º de abril um prazo para a planejada aquisição da seguradora de vida americana pelo grupo chinês por US$ 2,7 bilhões.

Intervenção militar na Venezuela, no Brasil e no Oriente Médio

Com Trump a insegurança mundial aumentou

Os americanos votaram num candidato que prometia gerar mais empregos no país, diminuindo assim o empobrecimento dos americanos. Votaram num louco porque a candidata dos democratas também não inspirava confiança. O resultado foi que, nem a economia americana está gerando empregos no país, e o que é pior, o mundo ficou mais inseguro e a violência está aumentando.

Só para lembrar.
A quebra da bolsa de Nova York em 1929 serviu de ponto de partida para a queda de muitos governos endividados e que não sabiam como responder à quebradeira das empresas e ao crescimento da inflação. Portanto, a falta de controle efetivo da especulação da Bolsa de Nova York levou o mundo à depressão e à segunda guerra mundial. Mesmo assim, a segunda guerra fez com que os Estados Unidos fossem o grande vencedor, seguido pelos russos.

Mas os americanos tinham no governo um presidente de grande liderança mundial. Eles tinham Roosevelt.

Agora, os americanos estão com Trump e o mundo presencia suas loucuras diárias...

Acontece que, um louco só não ameaça tanto, mas um louco poderoso pode estimular um monte de louquinhos e assim ameaçar o mundo.

No Brasil,
tivemos os louquinhos do PSDB que, ao perder as eleições presidenciais de 2014, decidiram dar um golpe de Estado, derrubar uma mulher eleita por mais de 50 milhões de votos.

Para dar o golpe de Estado, o PSDB se aliou ao que tinha de pior na política brasileira e estão destruindo o Estado nacional. Agora nomearam como Ministra do Trabalho a filha de um loucão que se vangloria de ter feito o MENSALÃO e botado fogo em Brasília. Não foi um surto de honestidade. Pelo contrário...

Estimulados pelo golpe de Estado e a venda da soberania nacional, agora há outros brasileiros louquinhos propondo a intervenção militar na Venezuela. Estes estúpidos ignoram que os chavistas estão no poder porque têm o apoio de parcela importante do povo e também das Forças Armadas. Mesmo assim, qual pais latino americano teria coragem de invadir a Venezuela? Na verdade estes maluquinhos são "quintas-colunas" dos Estados Unidos. Eles querem a intervenção militar do governo Trump.

Ao mesmo tempo, no Oriente Médio enterram-se as Primaveras Árabes, no Leste Europeu, cresce a direita, seja pelo voto ou por golpes de Estado.

E ainda temos que conviver com os maluquinhos da Coreia do Norte!

Só que estes maluquinhos, diferente do maluquinhos brasileiros, lidam com bombas atômicas!

Para completar a loucura que vivemos, o Brasil caminha para o imponderável. Uma coisa foi derrubar o governo Dilma, outra coisa é usar o judiciário para impedir que Lula seja candidato a presidente do Brasil.

Os loucos estão unidos achando que vai ser a mesma coisa. Achando que, da mesma forma que não foi tão complicado tirar a Dilma, Lula pode dar um pouco mais de trabalho, mas o povo aceitará mais este golpe bovinamente.

Da mesma forma que ninguém sabe explicar as manifestações no Irã,
ninguém saberá explicar o que acontecerá com o Brasil a partir do dia 24 de janeiro.


O maior inimigo dos vencedores é a vaidade. A vaidade cega. E quando os dirigentes ficam cegos, cometem loucuras. E a resposta aos governantes loucos é a reação enlouquecida do povo e de suas lideranças.

As instituições brasileiras são frágeis. O que salva o Brasil é um pacto de não violência que existe desde 1988, com a Constituição Cidadã de Ulisses Guimarães. Talvez este pacto esteja superado e o Brasil precise reorganizar suas lideranças e a forma de governar este Brasil.

Por enquanto, os loucos estão levando vantagem.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Ao falar do Irã, o NYTimes dá aula de jornalismo

Por que nossa imprensa não aprende com o NYTimes?


Fiz a tradução pelo Google e depois dei uma revisada geral. O importante é que, quem não saiba inglês, possa ler e entender. Leiam o artigo do New York Times sobre a situação tumultuada do Irã.
Vejam também que, no artigo, há uma boa comparação com o EGITO e a derrubada do governo de Mubarak.


O que ainda não sabemos sobre os protestos do Irã.


NYTimes 03/01/18

Estamos colados sobre o que está acontecendo no Irã.

Mas se você abriu isso na esperança de uma explicação autoritária sobre o que está acontecendo e porque, nós temos más notícias para você. Nós simplesmente não pensamos que haja informações suficientes para dizer. (E somos um pouco céticos quanto a vozes que dizem saber.)
Ainda assim, não queremos decepcioná-lo.

Então, aqui estão algumas das principais coisas que ainda não conhecemos, mas estamos procurando e porque são tão importantes. Esperamos que, nos próximos dias, isso o ajude a entender o barulho.

1. Quem está protestando?

Provavelmente a questão mais básica.

Precisamos saber qual segmento (s) da sociedade está protestando e por que. Isso nos contará sobre suas queixas e quão caro ou difícil seria o governo se encontrar com eles (se for muito caro, eles irão reprimir em vez disso).

Ele nos falará sobre quem na sociedade faz e não apoia o governo e suas políticas. Ele nos dirá como a sociedade está ou não dividida. Ele nos informará quais elementos do próprio governo são demográficamente semelhantes aos manifestantes e, portanto, podem apoiá-los.

Temos algumas informações.


As listas de cidades e vilas que tiveram protestos sugerem que são mais provinciais. Algumas informações sugerem que muitos são da classe trabalhadora. Isso é significativo porque os protestos do "Movimento Verde" de 2009 foram em grande parte de classe média. Os membros das classes trabalhadoras tendem a ter diferentes queixas e necessidades - muitas vezes mais sobre oportunidades econômicas do que direitos políticos, embora nem sempre.
Ainda assim, é difícil saber quem está protestando com certeza porque as manifestações parecem ser sem líder e, confusamente, ter crescido a partir de protestos dos grupos conservadores.

2. Os protestos são contra o sistema ou mudando?


Se os manifestantes são animados por causas que são inerentemente opostas ao sistema político - digamos, por exemplo, se eles querem o líder supremo ou os Guardas Revolucionários fora da política - então é muito mais difícil para o governo reprimi-los com uma demonstração de políticas alteradas.
Isso tornaria o confronto mais provável e elevaria as apostas para o futuro do sistema político. O governo teria provávelmente de aumentar o uso da força para reprimir protestos.

Se os protestos são sobre, digamos, empregos ou políticas sociais ,
é mais fácil para o governo contornar a raiva, fazendo ajustes políticos ou encontrando um bode expiatório.

Novamente, temos algumas informações, como casos sobre o que os manifestantes estão dizendo. Também podemos fazer suposições com base nos catalisadores aparentes. Muitos observadores acreditam que o gatilho pode ter sido, em parte, um discurso recente de Hassan Rouhani, presidente do Irã, revelando que algumas instituições não eleitas estão desviando grandes quantidades de dinheiro público. Podemos também analisar os pontos de votação ou outros pontos de dados sobre a opinião pública iraniana, por exemplo pesquisas que mostram alta aprovação para certos funcionários-chave.

Mas, atualmente, toda essa informação é um pouco barulhenta demais para tornar uma narrativa suficientemente convincente.
Os manifestantes usaram muitos slogans - alguns explicitamente anti-sistema, outros não - mas é difícil saber como ler. Os manifestantes geralmente pegam slogans anti-sistema como forma de expressar raiva, em vez de articular demandas políticas específicas. E, à medida que os protestos assumem impulso, eles podem mudar de direção.

E os casos são fáceis de ignorar.

Alguns relatórios iniciais sugerem que os manifestantes se opuseram às intervenções do Irã no exterior. Isso teve muita atenção nos Estados Unidos, onde a maioria dos americanos também se opõe à política externa do Irã. Por enquanto, parece que esses casos foram sobre os iranianos que se opõem ao excesso de gastos do governo em geral.

A corrupção é complicada como um catalisador para protestos.


Isso pode levar os manifestantes a reagir em torno de preocupações econômicas específicas, por exemplo, empregos e programas sociais.
Ou pode levá-los a se opor a todo o sistema político como corrupto e quebrado.
Então, mesmo que os protestos acabem se concentrando na corrupção, isso não nos diz se eles estão a favor do sistema ou anti-sistema.

3. O que os outros segmentos iranianos da sociedade pensam?


Se os protestos e as repressões continuarem, então, como outros grupos sociais respondem será realmente importante.
Por exemplo, se os grupos da classe média veem os protestos como não representando seus interesses, eles estarão menos propensos a se juntar aos manifestantes. Quanto mais estreito for o segmento da sociedade participando dos protestos, mais fácil será para o governo desmotivá-los e acabar com as manifestações. Também é importante como as pessoas vêem a resposta do governo.

Por exemplo, até agora, os nacionalistas conservadores, mesmo grupo de Basiji, uma milícia pró governo, e milícia quase-vigilante de rua, parecem felizes em desempenhar seu papel habitual batendo nos manifestantes. Mas se os nacionalistas vierem para ver os protestos contra o Sr. Rouhani (a quem eles também se opõem), então eles podem ser mais acessíveis. Eles também podem ser mais fáceis se vêem a repressão como prejudicando os conservadores da classe trabalhadora.

São muitas variáveis móveis!

4. O que as elites do Irã pensam?


Esta é a coisa mais importante e menos conhecida de todas.
Às vezes, vemos protestos sobretudo com pessoas corajosas que estão enfrentando governos ruins. Os protestos conseguem forçar a mudanças, pensamos, quando as pessoas derrotam o governo.

Na verdade, quase nunca é o que acontece.
Em vez disso, o governo é composto por muitas elites diferentes que têm diferentes interesses e agendas. As mudanças geralmente acontecem quando algumas dessas elites usam os protestos como uma oportunidade para derrubar as outras elites.

Pense na revolução do Egito em 2011.


Sim, foi impulsionado pela revolta popular.
Mas a mudança ocorreu quando os líderes dos militares decidiram derrubar Hosni Mubarak, o presidente.

Os protestos podem mudar o equilíbrio de poder entre essas elites.
Os protestos podem mudar os estímulos das elites.
Eles são realmente importantes. Mas, em última análise, se resume às elites.

O Irã tem, mesmo para um país tão grande, um grande número de elites poderosas.
Existem funcionários eleitos, líderes religiosos, elite empresarial, milícias e líderes militares.
Existem facções ideológicas que atravessam grandes instituições. Há divisões que remontam anos. Existem diferentes opiniões sobre o tipo de país que o Irã deve ser e como seu sistema político deve funcionar.

A política da elite do Irã tem moldado o país e às vezes o conduzindo em direções estranhamente diferentes, desde a revolução de 1979. Então, sabemos que é realmente importante - provavelmente decisivo - compreender como diferentes grupos de elite pensam sobre os protestos, suas causas e como responder.

Mas não temos uma boa visão do que pensam porque a maioria está mantendo a boca relativamente fechada. Sim, alguns, como o Sr. Rouhani, estão falando, mas suas palavras não nos dizem tanto quanto gostaríamos sobre o que poderia estar acontecendo a portas fechadas.

Nós continuaremos nos observando todos, e deixando você saber o que pensamos.

Mas, agora que você leu isso, você saberá o que assistir também.

NYTimes fala do Irã o quê a imprensa brasileira não fala

Vou mostrar em inglês, depois em português...

Quem sabe inglês tem mais acesso à verdade. Mas é possível descobri a verdade, mesmo em português.

Imaginem a dificuldade de ler a Bíblia em latim e como ficou mais fácil quando passou a ser traduzido para a língua de cada país ou comunidade. Isto se deu com a Reforma Protestante em 1500.

Com a internet ficou mais fácil de furar o bloqueio da imprensa, ou furar a censura dos governos ditatoriais. Informação é poder...

Leiam este bom artigo publicado pelo New York Times sobre a dificuldade em se entender o quê está se passando no Irã.

What We Still Don’t Know About Iran’s Protests

NYTimes 03/01/18

We’re glued to what’s happening in Iran.

But if you opened this hoping for an authoritative explanation of what’s happening and why, we have bad news for you. We just don’t think that there’s enough information to say. (And we’re a little skeptical of voices who claim to know.)
Still, we don’t want to let you down.

So here are some of the key things we don’t yet know but are watching for and why they’re so important. We hope that, in the coming days, it’ll help you to make some sense of the noise.

1. Who is protesting?

Probably the most basic question.

We need to know which segment(s) of society are rising up and why.
That will tell us about their grievances and how costly or difficult it would be for the government to meet them (if it’s too costly, they’ll crack down instead).

It will tell us about who in society does and doesn’t support the government and its policies. It will tell us how divided society is or isn’t. It will tell us which elements of the government itself are demographically similar to the protesters and therefore might support them.

We have some information.

Lists of cities and towns that have seen protests suggest they’re more provincial. Some anecdotes suggest many are working class. That’s significant because the 2009 “Green Movement” protests were largely middle class. Members of the working classes tend to have different grievances and needs — often more about economic opportunity than political rights, although not always.
Still, it’s hard to know who is protesting for sure because the demonstrations appear to be leaderless and, confusingly, to have grown out of protests by conservative groups.

2. Are the protests about opposing the system or changing it?

If the protesters are animated by causes that are inherently opposed to the political system — say, for example, if they want the supreme leader or the Revolutionary Guards out of politics — then it’s much harder for the government to mollify them with a show of policy changes.
That would make confrontation likelier and raise the stakes for the future of the political system. The government would be likelier to escalate its use of force to put down protests.

If the protests are about, say, jobs or social policies,
it’s easier for the government to siphon off anger by making policy tweaks or finding a scapegoat.

Again, we have some information, such as anecdotes about what protesters are saying. We can also make suppositions based on the apparent catalysts. Many observers believe the trigger might be, in part, a recent speech by Hassan Rouhani, Iran’s president, revealing that some unelected institutions are siphoning off huge amounts of public cash. We can also look at polling or other data points on Iranian public opinion, for instance polls that show high approval for certain key officials.

But, presently, all this information is a bit too noisy to make into a sufficiently cogent narrative.
The protesters have used a lot of slogans — some explicitly anti-system, some not — but that’s hard to know how to read. Protesters often pick up anti-system slogans as a way to express anger, rather than to articulate specific policy demands. And, as protests take on momentum, they can change direction.

And anecdotes are easy to overread.

Some early reports suggests that protesters objected to Iran’s interventions abroad. This got a lot of attention in the United States, where most Americans also object to Iran’s foreign policy. For the moment, though, it appears that these anecdotes were about Iranians objecting to government overspending in general.

Corruption is tricky as a catalyst for protests.

It can lead protesters to rally around narrow economic concerns, for example jobs and social programs.
Or it can lead them to oppose the whole political system as corrupt and broken.
So even if the protests do end up focusing on corruption, that alone will not tell us whether they’re within-system or anti-system.

3. What do other Iranian segments of society think?

If the protests and crackdowns continue, then how other social groups respond will be really important.
For example, if middle class groups see the protests as not representing their interests, they are less likely to join in. The narrower the cross-section of society participating in the protests, the easier they are for the government to shut down.
It also matters how people see the government response.

For example, so far, the conservative nationalists who belong to the Basiji, a pro-government, quasi-vigilante street militia, appear happy to play their usual role beating up protesters. But if the nationalists come to see the protests as opposing Mr. Rouhani (whom they also oppose), then they might go easier. They could also go easier if they see the crackdown as hurting fellow working-class conservatives.
It’s a lot of moving parts!

4. What do Iran’s elites think?

This is the most important and least knowable thing of all.
We sometimes see protests as all about the brave people standing up to the bad government. The protests succeed in forcing change, we think, when the people overwhelm the government.

In fact that is almost never what happens.
Rather, the government is composed of lots of different elites who have different interests and agendas. Change typically happens when some of those elites use protests as an opportunity to overturn the other elites.

Think of Egypt’s 2011 revolution.


Yes, it was driven by popular uprising. But the change came when leaders in the military decided to oust Hosni Mubarak, the president.

Protests can change the balance of power among those elites.
Protests can shift elites’ incentives. They’re really important. But it ultimately comes down to elites.

Iran has, even for a country this big, an awful lot of powerful elites.
There are elected officials, religious leaders, business elite, militia and military leaders. There are ideological factions that criss-cross major institutions. There are divisions that go back years. There are differing views on what kind of country Iran should be and how its political system should work.

The politics of Iran’s elite have been shaping the country, and sometimes driving it in wildly different directions, since the 1979 revolution. So we know that it’s really important — probably decisive — how different elite groups think about the protests, their causes and how to respond.

But we don’t have a very good sense of what they think because most are keeping their mouths relatively shut. Yes, some, like Mr. Rouhani, are speaking out, but their words don’t tell us as much as we’d like about what might be happening behind closed doors.

We’ll keep watching all of us this and letting you know what we think.

But, now that you’ve read this, you’ll know what to watch for as well.



terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Judiciário e Imprensa preparando mais um golpe

Os jornais antecipam votos contra Lula?

Ou os jornais exigem que os juízes decidam contra Lula?


Até Fernando Henrique Cardoso, através de seu jornal preferido - o Estadão - já avisou:


"O Brasil não vai tremer, se Lula for condenado"

Ele também insiste que Lula tem que aceitar a decisão tomada pelos juízes no dia 24.
Além de cínico e parcial, FHC também se posiciona exigindo a condenação. Tenha ela consistência ou não.

Como dizia o grande estrategista e sindicalista Augusto Campos: "No Brasil, o pessoal só defende a democracia quando é minoria ou não está no poder. Quando consegue o poder, passa por cima das regras democráticas e sequer respeita a vontade do povo."

FHC já antecipa que "não haverá reação expressiva."


"Do ponto de vista do País, é sempre ruim.
É ruim para o País e para a memória,
mas não acredito que a população vai tremer nas suas bases por causa disso.
Não acho que o País vai tremer em função disso."

Enquanto FHC avalia que não haverá reação expressiva, mais de 100 mil pessoas, do Brasil e do exterior, já assinaram o abaixo-assinado em solidariedade a Lula e exigindo o direito de Lula ser candidato. Quem deve decidir é o povo.

O PSDB e demais golpistas estão com medo do povo
e por isso exigem que os juízes golpistas votem pela condenação de Lula, mesmo sendo um processo que parte de defesa frágil e inconsistente. O PSDB está com medo disputar as eleições com Lula.

O PSDB quer ganhar no tapetão!


O Brasil pode dar mais um passo para trás na sua história.
Será uma grande vergonha para o Judiciário e para a OAB.
Será a desmoralização do Judiciário e da nossa democracia.

O Brasil vai ficar igual ao Egito.

O povo não quer mais ditaduras!


O povo quer exercer seu direito soberano de votar livremente!

O povo quer Lula presidente!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Em 2017, Washington Olivetto foi embora do Brasil

Mais uma derrota do lado bom do Brasil

O Estadão, mais uma vez, presta uma homenagem a um dos grandes símbolos do Brasil. Washington Olivetto.

Infelizmente não vi nada na Folha nem no Valor. Por que será?

Em texto impecável, Fernando Scheller escreve tão bem que resolvi não acrescentar nada.
Apenas reproduzi o belo artigo em homenagem a Washington Olivetto, a pessoa que decodificou o Brasil nas últimas décadas.

Alô, alô, W do Brasil

Aquele abraço!

Aos 66, Olivetto finaliza sua biografia


‘Direto de Washington’ deve sair em abril e trará algumas histórias de fracasso do publicitário premiado

Fernando Scheller, O Estado de São Paulo
01 Janeiro 2018 | 05h00

Pouco antes do Natal, em um dia de semana,
o Shopping Iguatemi de São Paulo não estava tão cheio. Um publicitário caminhava do restaurante onde havia almoçado até a fila do táxi, na Avenida Brigadeiro Faria Lima. Andava e parava, abordado por profissionais do ramo, filhos de velhos amigos ou gente comum querendo trocar umas palavras. Não é comum que um publicitário se torne tão famoso a ponto de ser visto como uma celebridade – neste caso, Washington Olivetto é a exceção à regra.

No mercado, todo mundo concorda que gente muito criativa veio depois dele, mas ainda não surgiu um nome cujo rosto ficou gravado no imaginário das pessoas – e na cultura pop – quanto o de Olivetto. Não é à toa. Além de ser criador de comerciais clássicos, ele também contou com uma pequena ajuda dos amigos para transcender a fama dentro do “trade” publicitário. Entre esses está Jorge Benjor, que citou o publicitário em duas de suas canções de sucesso, Engenho de Dentro e W/Brasil.

Criador de campanhas icônicas
e líder de grandes agências brasileiras há pelo menos 30 anos, Olivetto finalmente desacelerou ao deixar o comando do dia a dia da W/McCann no fim de outubro. Aos 66 anos, ele se mudou de vez para Londres, com a mulher, Patrícia, e os dois filhos adolescentes, onde alugou uma casa de cinco andares. Ainda dá expediente no escritório da McCann, na capital britânica, mas sem a obrigação de trazer clientes e coordenar uma equipe de centenas de pessoas.

Nos últimos meses, sua ocupação principal foi terminar o texto principal de sua autobiografia – Direto de Washington – W. Olivetto por Ele Mesmo, que deve sair em abril, pela Estação Brasil, selo que faz parte do grupo Sextante. Embora resista em dar detalhes sobre o livro, ele adianta que não será uma história “com começo, meio e fim” nem focada apenas em publicidade. “Serão histórias, que poderão ser lidas dentro ou fora de ordem, mas que formarão um conjunto”, diz o publicitário, que já teve parte de sua vida contada no livro Na Toca dos Leões – A História da W/Brasil, uma das Agências de Propaganda Mais Premiadas do Mundo, de Fernando Morais.

Entre o Natal e o ano novo, Olivetto reviu amigos em São Paulo e no Rio.


Ele recebeu, por exemplo, o fotógrafo Sebastião Salgado, autor da fotografia que estampará a capa do novo livro, e Marcos Pereira, sócio da Sextante, para combinar os detalhes da edição final da autobiografia. Até Olivetto, afinal, precisa de editor: “Chega uma hora em que a gente não vê mais repetições, vai ser um processo bom”. E adianta que não quer lançamento discreto nem atingir só os amigos. “Sou filho de vendedor, nasci para vender. É para vender muito.”

Embora Direto de Washington não vá seguir uma estrutura “quadrada” – como diz o publicitário – alguns dos êxitos da carreira serão enfocados. Olivetto começou na publicidade aos 17 anos e, aos 19, já tinha um Leão de bronze em Cannes. Trabalhou na DPZ, criou a W/Brasil e foi responsável por comerciais que até hoje são lembrados, como o filme para a marca de roupa íntima Valisére que mostra a compra do primeiro sutiã por uma adolescente.

Outros êxitos se seguiram, culminando com o prêmio pelo conjunto da carreira – Lifeachievement Award – do prestigioso Clio. Com tanto para contar, uma das preocupações do publicitário é justamente evitar o autoelogio. A receita foi investir em alguns fracassos e ideias que não foram adiante ou não deram certo. Quais? “Leia o livro”, responde o publicitário.

No almoço com o Estado, ele deixou escapar uma ponta de saudade dos velhos tempos.


Apesar de a saída do dia a dia da W/McCann ter sido recente, Olivetto já tomou distância suficiente do negócio para perceber que a atividade está se transformando. Se por um lado a propaganda está se tornando mais fácil de ser medida e eficiente, por outro ele diz que o glamour e a diversão do negócio estão começando a se perder. “Ser publicitário já deu muito dinheiro e foi muito legal. Hoje, já não é mais assim”, decreta.

“Ainda bem que eu peguei o melhor da festa.”