quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Superar o Racismo com a Diversidade Racial

Escondemos nosso preconceito e usando subterfúgios

Ando contente em ver que a imprensa tem mostrado que os negros e as negras estão conquistando ou ganhando espaço no mundo dos negócios, incluindo agências de publicidade, alunos de faculdades caras (portanto, seletivas de etnias e de renda familiar), bancos e quem sabe na BRF.

O curioso é que quando se lê os artigos, as matérias e as reportagens, não vejo quase nada falando do racismo, do preconceito com os negros e negras. Vejo mais falar da "diversidade racial". Talvez seja o politicamente correto.

Uma coisa não precisa esconder a outra.


Podemos estimular a diversidade racial e também podemos estimular as pessoas a perceberem ações politicamente incorretas, onde evidencia-se o preconceito racial, étnico, religioso e de classe social.

Podemos exemplificar um acúmulo de preconceitos com um exemplo:


Vejam o caso dos imigrantes africanos, que são bem negros, são de etnias bem distintas das nossas, são muçulmanos e sem falar nossa língua, sem dinheiro, sem trabalho e ainda ficam com a imagem de que podem ser "traficantes" e/ou ladrões. É muita miséria junta!

Quer ver um exemplo ao contrário?


Se for imigrante argentino, perfil italiano, olhos verdes, católico, culto em relação aos valores culturais ocidentais, falam portunhol, fingem que tem dinheiro, conseguem trabalho mais rápido do que os brasileiros e ainda são bem recebidos pelas mulheres. É a síndrome do desejo de ser o que a Argentina foi no início do século passado...

Mesmo enaltecendo o fato de a Folha estar dando espaço para os negros e negras, vou transcrever dois parágrafos de uma boa reportagem que saiu no dia 17 passado, domingo, no caderno Mercado, para mostrar que o tema é complexo.

1 - "Enquanto a propaganda ainda tem dificuldade de mostrar a diversidade racial do país, começam a surgir iniciativas para ampliar a diversidade nos quadros das agências de publicidade.

2 - A J.Walter Thompson lançou o Programa 20/20 de equidade racial, que visa garantir pelo menos 20% de profissionais negros em cargos estratégicos nas áreas de planejamento, mídia, criação e comunicação."


Estimular a inclusão dos negros e negras em nossa sociedade, em nossas empresas, em nossos bairros e em nossas escolas, requer um processo permanente onde todos precisam contribuir.

Parece que, desta vez, negro vai deixar de ser caso de polícia, para efetivamente ser Cidadão Brasileiro.

Parabéns para a Folha, para o Valor, para o Roda Viva e tantas empresas que começaram a investir nesta nova etapa da nossa história.

Yes, black is beautiful!

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