sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Racismo no Brasil - Um tema incontornável

O Estadão também assumiu o tema racismo

Como despedida de um ano que vai entrar para a história do Brasil como o ano do retrocesso de 100 anos, o Estadão, depois da Folha, também assumiu a necessidade de se priorizar a questão racial no Brasil.

Aos poucos, a imprensa, as empresas, os governos, os movimentos sociais e populares vão percebendo que a questão racial é a maior divida que o Brasil tem para com os negros e negras.

A professora Lilia Moritz Schwarcz tem publicado e promovido bons debates e estudos sobre a questão racial na nossa história. Hoje ela publica um grande artigo no caderno 2 do Estadão, com bom título: "Um tema incontornável".

Ela escreve um parágrafo que reflete bem o nosso momento:


"O certo é que, se o ano de 2017 vai ficar na história como aquele que "não foi", em um aspecto ele "foi": a questão racial estourou no País todo, nos mais diversos setores e deixou mais claro para os brasileiros a realidade dura da discriminação e do racismo histórico e estrutural vigente no País."

Na capa do Caderno 2
tem um grande artigo de autoria de Maria Fernanda Rodrigues abordando "Caminhos de Resistência". Muito interessante.

É importante considerar que, mesmo entre a esquerda e entre os acadêmicos, a questão racial sempre foi tratada de forma menos importante do que precisa.

No movimento sindical, por exemplo, as mulheres têm paridade com os homens, isto é, 50% para cada. Enquanto para os negros e negras, há vagas, mas não há cotas. Quem precisa mais de "politicas afirmativas", os negros e negras, ou as mulheres brancas e as mulheres negras?

Considerando que ambos têm mais de 50% dos brasileiros, eu usaria critérios iguais de inclusão e participação.

Que se acabe o ano de 2017 e que venha o ano de 2018.

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