domingo, 10 de dezembro de 2017

O novo livro de Zuza está caro

Fui comprar e levei um susto: R$82,00!

Tenho quase todos os livros de Zuza Homem de Mello.

Leio quase todos os seus artigos e agora tenho tido o prazer de ouvir seus programas na Rádio USP. Mesmo com toda a idade, ouvir Zuza e suas histórias, é como ouvir e ler Fernanda Montenegro e alumas outras pessoas maduras e idosas que representam "o Brasil que deu certo". Pessoas que não se corromperam nem deixaram de ser o que sempre foram.

Guardei comigo o Caderno 2 do Estadão, de sexta-feira passada, dia 08, para ler a longa crítica de Julio Maria ao novo livro de Zuza, "Copacabana - A trajetória do Samba-Canção", editado pela 34, que é um ótima editora, no nível da Companhia das Letras.

Por mais que o livre represente 13 anos de pesquisas, considero o preço alto.

Estamos em clima de Natal e se gasta com tantas coisas que fica difícil comprar livros com preços acima da média. Porque a Pinguim consegue vender livros tão baratos? Livros clássicos e históricos? Eu pagaria 60 reais com tranquilidade e ainda compraria vários exemplares para dar de presente, como já fiz em anos anteriores. Acho que a editora poderia ter definido uma estratégia melhor.

Se Zuza passava férias em Copacabana nos anos 50, em nasci em 1953, mas convivi com todo tipo de música dos anos 40 para cá. Nossa mãe é uma exímia cantora, nascida em 1923, e que canta até hoje. Outra convivência com estas música, foi ouvindo-as nos sistema de alto-falante dos parques de diversões. Crianças e adolescentes, íamos para a cama ouvindo: "Conceição, eu me lembro muito bem..." ou então: "Será que sou feia? Não é não senhor. Então eu sou linda? Você é um amor..." Sem contar as músicas de Francisco Alves. Tudo isto em Serrinha, no interior da Bahia.

Já nos anos 70, vivendo em São Paulo, íamos para os shows de Bethânia e Gal, ouvir Índia, Antonico, e as músicas dos festivais... Já era a ditadura e a tropicália. Com exílio e muita censura. A Bossa Nova ficou no meio entre as música cantadas por nossa mãe e as músicas dos festivais.

Minha primeira convivência com a Bossa Nova foi ouvindo uma colega cantando e dizendo que precisava aprender músicas brasileiras para cantar nos Estados Unidos. Isto em 1972... Ela cantava: "Um cantinho, um violão... da janela vê-se o Corcovado, o Redentor..." Depois passei a ouvir "O Corcovado" na voz maravilhosa de Nara Leão.

Zuza, fale com a Editora 34 para pensar uma forma de baratear o preço do livro. Eu ajudo na divulgação.

Que tal fazer um comercial com Fernanda Montenegro e Jô Soares contando histórias das músicas que você aborda no livro?

Quem sabe se vender mais livros de Zuza, a gente ajude a reencontrar o caminho que leve o Brasil à Paz e a Inclusão Social, que transforme este país numa Nação soberana?

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