domingo, 24 de dezembro de 2017

O melhor Natal para o Brasil é garantir que Lula se candidate

Os gestores da Economia e o Judiciário são os ditadores de hoje

O maior presente de Natal para os brasileiros é o fim deste governo entreguista, corrupto e neoliberal.
É preciso acabar com esta crise econômica imposta por este governo e por seus aliados. Esta crise não é de incompetência, é de má fé.

A crise econômica deste governo faz parte do ideário neoliberal


Dizer que “temos assistido ao fracasso da política econômica do governo Temer” é negar o caráter neoliberal do governo.
Negar por decisão tática ou porque não percebeu que tudo que acontece de ruim para o povo – desemprego, arrocho salarial, enfraquecimento dos sindicatos, desconstruir a Justiça do Trabalho e reduzir as Políticas Públicas e privatizar tudo - faz parte do planejamento econômico de concentrar a renda, aumentar o poder de consumo de uma minoria, depender mais politicamente das grandes empresas e das instituições patronais do que do voto do povo?

Para os neoliberais, o povo é apenas coadjuvante.


Como os neoliberais brasileiros, liderados pelo PSDB, não conseguiam ganhar as eleições presidenciais contra o PT de Lula, a direita neoliberal formou uma grande aliança que incluiu empresários internacionais, governo americano, empresários brasileiros, judiciário, imprensa e políticos conservadores, incluindo os corruptos.

Os governos do PT eram governos voltados para a inclusão social, melhoria da distribuição de renda, valorização do salário mínimo e das aposentadorias, valorização da agricultura familiar e forte estímulo à produção e à exportação.
Com a crise financeira de 2008 o governo Lula enfrentou seus impactos no Brasil, mas o governo Dilma não teve a mesma capacidade de resistência que Lula teve. Percebendo a fragilidade do governo Dilma na economia, na política e no relacionamento humano, a direita brasileira, liderada pelo PSDB partiu para o ataque, fragilizando ainda mais o governo Dilma e pressionando o judiciário para forjar um golpe na forma de impeachment.

Consumado o golpe do impeachment, coube ao ex-banqueiro, Henrique Meirelles, implementar o neoliberalismo da sua forma mais radical. Pior do que fez Fernando Henrique Cardoso. Agora o Brasil vive sob um golpe, o principal partido de resistência – o PT – está nas cordas, pressionado pelo Judiciário, as centrais sindicais e os movimentos populares, foram perdendo capacidade de resistência ante ao violento desemprego e medidas contra os direitos dos trabalhadores. O Brasil retroagiu a antes de 1917. Vargas passou a ser apenas História. Agora o que determina a economia é o neoliberalismo. O povo voltou a ser mero coadjuvante.

Este é um fenômeno que vem acontecendo em todo o mundo. O Brasil não está sozinho. O que chamou atenção foi a frágil resistência da classe trabalhadora. Mesmo perdendo seus direitos, ainda resiste a voltar a ter no PT e na CUT, seus principais aliados. Seu vínculo maior ainda é com LULA.

Daí o por quê os golpistas estão fazendo tudo para impedir que ele seja candidato.

Lula, no voto, é imbatível!


Se Lula politicamente é imbatível, nem o PT nem a CUT podem errar no diagnóstico econômico. Não podemos repetir o Plano Real, quando setores da esquerda, principalmente economistas, disseram que o Real seria mais um fracasso e que a inflação voltaria com arrocho salarial e desemprego...

A economia brasileira atual está um caos. Mas é um caos planejado para enfraquecer a capacidade de resistência da classe trabalhadora, para facilitar a concentração do capital, através da venda dos ativos nacionais sub-valorizados, entregar nossas riquezas para as multinacionais e consolidar uma legislação eleitoral em que a esquerda fique impossibilitada de ganhar novas eleições presidenciais.

E, se ganhar, que não possa governar, nem alterar as leis neoliberais aprovadas durante o golpe e a ditadura. Deixando o Brasil de ser uma ditadura sem legitimidade para ser uma ditadura civil, com leis duras que impeçam os progressistas de governar, mesmo com eleições diretas, mas sem igualdade de competição.

É a hegemonia do capitalismo neoliberal, com ou sem eleições, ficando o Brasil formalmente subordinado aos Estados Unidos. Mesmo sem a ameaça do comunismo ou do islamismo.

O povo em si é que e a verdadeira ameaça ao neoliberalismo.


Para os desenvolvimentistas, o povo é tudo.
Para os neoliberais, o povo é apenas coadjuvante.

O Brasil viveu um período de ouro com Lula, passou a viver sob forte tensão com Dilma, agora vive sob uma ditadura neoliberal. E, para impedir que Lula volte a ser presidente, a direita pode aumentar o tempo da ditadura, como aconteceu em 1968, com o AI-5.

Resistir é preciso!


A economia deve estar à serviço do Povo e da Sociedade.
As empresas são importantes, mas não podem estar acima do Povo nem do Estado de Direito.

O Judiciário também é importante, e também não pode estar acima do Povo nem do Estado de Direito.

Um Feliz Natal não cai do céu, ele deve ser construído por nós.

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