domingo, 10 de dezembro de 2017

Negros, prisões de reitores e a nova ditadura

Queria mostrar a vida dos negros, mas a política não deixa

Estou desde sexta-feira passada com o caderno EU&fim de semana, do jornal Valor, que tem 19 fotografias de negros e negras e o título: "Alunos da Primeira Classe".

"Estudantes narram histórias de ascensão e frustração dez anos depois da formatura da turma que inaugurou a Zumbi dos Palmares, faculdade com mais de 80% de negros."

Ainda não consegui tempo para ler a reportagem, um dos motivos foi porque tive que ler a reportagem sobre a palestra do juíz Barroso e repercuti-la neste blog. Depois tive que ler as mentiras e as verdades sobre a convenção do PSDB, a Caravana de Lula no Rio de janeiro e ainda ler sobre os abusos da Polícia Federal contra os reitores e às universidades federais e estaduais.

A ditadura voltou?


Prender reitores agora dá Ibope e aumento salarial
para a Polícia Federal e os juízes que autorizarem?

E o Estado de Direito?
Também acabou para os professores universitários?

Tentei aproveitar partes da denúncia muito bem feita de Élio Gaspari,
mas, mesmo sendo assinante da Folha e da UOL, não consegui baixar o texto.
Depois reclamam que nas ditaduras, o povo não tem acesso a certas informações. Aqui não se tem acesso, mesmo pagando. Êta capitalismo chifrim...

Mas eu prefiro falar dos negros e negras de São Paulo


Ao abrir o caderno do Valor, fui procurando página por página e não encontrava a reportagem sobre os negros e negras. Várias entrevistas neoliberais e de gente branca antecipavam as notícias raciais...

Lá na página 18, em página dupla apareceu: "A classe da pele", e quem assinava era a grande jornalista Maria Cristina Fernandes, a melhor jornalista do melhor jornal do Brasil...

A reportagem vai até a página 27, com fotos, bonitas fotos e muitos depoimentos. Vou ler tudo com carinho. Leiam também!

O nosso sindicato, dos Bancários de São Paulo, sempre teve diretores e diretoras negras. Agora tem um diretor que acabou o mestrado e foi aprovado no doutorado. No Mackenzie.... Maravilhoso, não?

Quando eu cheguei em São Paulo, em Janeiro de 1970, em me perguntava:

"Onde estão os negros de São Paulo?"


Aos poucos fui descobrindo e hoje, tenho orgulho em ver Julio, nosso diretor, matricular-se no doutorado. E ver os negros e negras de São Paulo brilhando no Passarela da Vida, de igual para igual com os brancos paulistas, os brancos estrangeiros e melhor do que muita gente que vemos por aí.

Os negros e negras de São Paulo já fazem parte da nossa vida e das nossas alegrias.

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