quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Folha: Vieram para ficar?

Os negros e negras ganham espaço na Folha

Alguma coisa aconteceu na Folha.
Há dias que o jornal vem dando espaço para reportagens com negros e negras.

Isto é uma Revolução!


Tomara que a direção do jornal banque e sustente a iniciativa. Exatamente quando vemos o Brasil ser tomado pelo ódio, só faltava os leitores brancos e ricos da Folha começarem a reagir ante a tanta presença de negros nas páginas do jornal.

Hoje, por exemplo, além de uma linda foto na capa, há uma página inteira no caderno Ilustrada.


Quem é personalidadde?
IZA, de 26 anos de idade.

Uma jovem em início de carreira,
mas que já canta para 45 mil pessoas e impressiona!

Por frequentar espaços em que negros não eram a maioria,
ela diz ter percebido o preconceito cedo,
ainda que não o entendesse a fundo.

"Eu era a única negra na escola ou na sala,

era sempre muito diferente de todo mundo. Era um E.T.
Sempre fui muito popular, vamos deixar isso claro,
nunca fui uma criança excluída,
mas sempre sofri com preconceito, com racismo", diz.

Sempre falei para o pessoal da Folha estimular o tema solidariedade e cidadania. Ultimamente tenho reforçado a questão racial por considerar o maior atraso do Brasil continuar tendo um alto índice de preconceito enrustido.

Se evoluímos para ser um país plural, diferente com equidade e diversidade, temos que estimular as empresas, as escolas, os bairros e tudo que for possível representar a grande parcela dos negros e negras em todo Brasil.

A Folha, quando quer, faz a diferença.

Preste atenção na presença de negros e negras nas páginas da Folha.
Quem sabe assim ela deixe de apoiar golpes e deixe o neoliberalismo.

A Folha pode ser boa e conviver com a democracia plena,

valorizando o desenvolvimentismo e a inclusão econômica, política e social.

É preciso ter fé, garra, sempre...
Que venha 2018!

Boa sorte para IZA!

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