terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Folha trocou editor internacional?

Mostrando o outro lado, fora do Brasil

Normalmente a Folha tem publicado o caderno Mundo (Internacional) sempre com uma visão de defesa da política americana, seja ela apoiando golpes,guerras, invasões, boicotes e aplicação do neoliberalismo.

É a prática da ditadura do olhar único, acobertado por uma pretensa liberdade...

Não sei o quê aconteceu hoje, o caderno Mundo vem bem melhor que o caderno internacional do Estadão. Vejam três exemplos:

1 - Nas eleições do Chile


A Folha fez campanha aberta para os conservadores, declarando que Pineda ganharia no primeiro turno. O povo votou diferente do que queria a Folha. Neste final de semana será o segundo turno e, para evitar novo vexame,a Folha publica longa matéria com o candidato socialista, que, aparentemente está atrás em 2%, mas pode ser que ganhe quando for apurar os votos.

Recomendo que leiam a entrevista do candidato apoiado pelos progressistas, Alejandro Guillier.


2 - Eleições na Venezuela


Na parte inferior da página com a entrevista do candidato progressista do Chile, há uma matéria sobre as eleições municipais na Venezuela. Para quem não lembra ou não sabe, a Folha sempre apoiou qualquer iniciativa contra o governo Caves e agora contra o governo Maduro.

Acontece que a Folha considerava Maduro um "cachorro-morto", isto é, um presidente desqualificado e que perderia qualquer eleição que disputasse.

O título da matéria de hoje é: "Sozinhos, chavistas vencem eleições municipais".

Oposição boicota pleito e governistas conquistam 90% das prefeituras venezuelanas.

Depois das eleições para a Constituinte, a oposição vem perdendo força e o governo vem se recuperando. Parece que a Folha não anda acertando seus prognósticos...


3 - Guerra na SÍRIA


Uma matéria rara na Folha. O jornalista Igor Gielow faz uma análise bastante realista, sem adjetivar os personagens, e mostrando que o governo americano errou na forma de se relacionar com a Síria, abrindo espaço para o crescimento de Putin na região.

O título do artigo é: "Putin canta vitória na guerra síria e amplia ação no Oriente Médio".

Fazia tempo que não via na Folha uma análise internacional tão bem feita.


Será que a Folha trocou o editor internacional?

Ou a Folha resolveu aprender com o New York Times?

O importante é que continue melhorando, garantindo a pluralidade e a diversidade...

Quem sabe, com o tempo a Folha também volte a ser plural no noticiário nacional?

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