terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Abílio Diniz, a BRF e os Clientes

A crise não está superada

O Estadão desta segunda-feira, ontem, trouxe uma chamada de capa sobre a BRF e Abílio Diniz. A matériapublicada na capa do caderno de economia pareceu "encomendada", mas serve para destacar algumas questões:

A chamada interna é: "Conflitos entre sócios e crise na BRF foram superados, afirma Abilio Diniz"

Já na chamada superior, as informações são importantíssimas:

Para empresário, dono de (apenas) 3,92% da gigante de alimentos e PRESIDENTE do conselho de administração, companhia vive "outro clima" após troca de presidente e melhora de resultados; Fundos de Pensão, no entanto, dizem que continuam insatisfeitos com desempenho do negócio.

Vejam que informações delicadas:


1 - Por magia do mundo de ações, regulado pelo deus "mercado", Abílio Diniz com apenas 3,92% das ações, indica o presidente do Conselho de Administração, por contar com o apoio de alguns outros acionistas. Abilio é aliado da Tarpon, que tem mais ou menos 10% das ações.

2 - Os Fundos de Pensão - Petros e Previ, MAIORES ACIONISTAS, com 11% cada um, estavam contra o fato de Abílio Diniz continuar indicando o presidente, pelo fato de, nos últimos três trimestres a empresa ter fechado no vermelho.

3 - O cliente também reclama.
Neste sábado, quando fui comprar frango, o dono da banca começou a reclamar que estava difícil comprar da BRF. Os vendedores antigos tinham sidos substituidos por vendedores novos, sem experiência, que faziam os pedidos errados, provocando devoluções de produtos e perda de vendas na ponta.

O vendedor de frangos repetia que não conseguia os produtos da BRF que queria comprar e não entendia o porquê de haver tanta gente querendo comprar e as empresas não ofereciam os produtos.

Mesmo tendo estudado administração de empresas na FGV-SP, sempre tive dificuldade de entender o capitalismo brasileiro. Sempre dependente do Estado, cheio de jogo sujo e de baixa competitividade. Sem contar que os empresários adoram políticos corruptos e pedir apoio do judiciário e da polícia contra os trabalhadores.

Esta história de Abílio Diniz na BRF precisa de mais transparência...

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