terça-feira, 7 de novembro de 2017

Compor com pessoas ou com programas?

No Brasil, programa eleitoral é pró-forma.

É preciso mudar esta prática.


Tanto os candidatos da direita como os candidatos da esquerda, apresentam programas eleitorais apenas por obrigação, não se sentem obrigados a segui-los e não são cobrados por isto. Isto reforça a imagem de um país de Macunaimas... Um país meio "sem caráter", onde vale tudo para vencer. Não foi por acaso que os deputados amplamente eleitos pela chapa Dilma e Temer, depois se uniram com a direita liderada pelo PSDB para dar um golpe do impeachment.

Como o país não honra palavra, quem apoiou o golpe agora está envergonhado, desempregado, em crise de identidade e de autoestima. E os que sofreram o golpe, sem fazer autocrítica, apenas gritam acusando os golpistas e dizendo que não querem relações ou coligações com os golpistas.

Este rancor parte à parte serve apenas aos extremos. O Brasil não tem tradição de extremismo. Há um clamor nacional pelo restabelecimento da ordem, da credibilidade e do respeito às instituições. Vivemos numa draga danada. Sem fé na democracia e sem fé nos políticos. Talvez fosse melhor fechar todos os legislativos e governar por decretos. Mas aí a corrupção seria maior, os governantes fariam a farra do boi...

Até agora, quem tem mais condições de pacificar o Brasil é o tal de Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, quando Lula diz que "perdoa os golpistas", a imprensa de direita de que Lula está abandonando Dilma e os derrotados. Do outro lado, a imprensa de esquerda diz que Lula está abandonando seu eleitorado para voltar aos braços da direita. Lula governou para todos e todas. Mas a direita tem medo de revanchismo e a esquerda tem medo de novas traições. ^

Como sair deste impasse?


Da mesma forma que Moisés saiu do impasse com a "Tábua dos Dez Mandamentos", Lula deve ouvir o clamor do povo brasileiro, todos os segmentos sociais, incluindo os mais a direita e os mais a esquerda, e elaborar UM PROGRAMA DE GOVERNO, que sirva de carta compromisso de todos que quiserem apoiá-lo. Fazer um projeto de Brasil para todos. E ganhando as eleições, quem se elegeu apoiando este programa e não cumpri-lo, deve perder o mandato.

O programa deve ser mais importante do que o candidato.
Assim, combateremos o oportunismo de direita e de esquerda.

Jesus Cristo não nasceu para ser o filho de Deus apenas dos judeus,
ele nasceu judeu mas transformou-se em representante de todos os povos.

E Jesus convivia com os pobres e com os ricos, pregando suas palavras e suas ações. A palavra sem a prática é morta, não muda a realidade. Na democracia há espaço para todos. E o povo é a maioria e deve ser estimulado a votar com discernimento e com a responsabilidade de acompanhar o desempenho de seu candidato. Se houver traição do voto, o traidor deve ser punido com a perda do mandato.

Democracia se aprende praticando.


O Brasil só será uma grande Nação se o povo for senhor do seu destino e de sua vida política, econômica e social.

Lula sempre soube ouvir o povo.
Pode ter acertado errando quando manteve a reeleição de Dilma, assim o todos aprendemos que governar é saber ouvir a todos e todas. Governar é saber dizer sim e saber dizer não.

E, no Brasil, ninguém atualmente é melhor do que Lula para ouvir o povo, elaborar UM PROGRAMA DE GOVERNO e governar com o povo, para o povo e fazer deste país uma Democracia do Povo construindo UMA GRANDE NAÇÃO.

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