quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Socialismo, Economia de Mercado e Diversidade

Ditaduras capitalistas, comunistas ou religiosas

Os jornais brasileiros destacam nas capas, fotos do Congresso do Partido Comunista da China - o PCC. Tudo na China está subordinado ao PCC.

Ontem, quando li uma das notícias fiquei assustado. O PCC controla tudo? Como li de relance, pensei que a matéria fosse sobre o PCC brasileiro. Que cada vez mais controla presídios, o tráfico e está crescendo nos negócios e na política... Ainda bem que o tema era a China.

Então vamos falar do comunismo chinês, a maior potência econômica atual, que deixou os países capitalistas com diversidade partidária para trás. Todos os países do mundo estão à reboque da China na economia. A China compra tudo que estiver à venda no Brasil e no mundo...

A China continua comunista? Não, a China hoje é um país capitalista, de economia de mercado, com partido único, política de inclusão econômica e social, porém sem liberdade partidária e sem eleições como no ocidente. Comunismo ou socialismo, só no nome.

Cuba continua comunista? Não, Cuba está sobrevivendo, com a economia precária e esperando oportunidade para estabelecer a economia de mercado e a integração internacional.

Então o comunismo deu errado?
De certa forma deu. Tanto é que o modelo monopolista de economia não sobreviveu.

O próprio socialismo, está mais presente nos países capitalistas de economia avançada, do que nos países que se diziam comunistas. No entanto, embora o bem estar social nestes países mais igualitários seja próximo do ideal, os partidos não se chamam de socialistas. Talvez em função da guerra fria e da disputa com a União Soviética.

Da mesma forma que o século XX serviu para acabar com o absolutismo monárquico, o século XXI tende a servir para acabar com as ditaduras, sejam elas capitalistas, comunistas ou religiosas. Será um processo tendo, com guerras, avanços e recuos, mas a democracia,com economia de mercado e diversidade em todos os sentidos, tende a prevalecer nesta nova era.

O novo sistema ainda está em gestação.


A Europa, que sempre foi a vanguarda, está em crise de sobrevivência, como aconteceu com as monarquias no final do século XIX e início do século XX. Daí a revolução russa, a primeira guerra mundial e o caminho para a segunda guerra mundial. Tudo parte das mudanças estruturais.

Os Estados Unidos, que era o farol da modernidade, hoje representa mais o atraso. Os novos laboratórios estão vindo da Ásia. Podemos ter surpresas na África e na América Latina, mas serão surpresas instáveis e talvez de pouca duração.

As esquerdas fracassaram no projeto econômico, tanto as esquerdas comunistas como as socialistas ou sociais-democratas. O mundo passa por uma fase hegemonicamente neoliberal e de retirada de direitos da classe trabalhadora. Tudo isto para recuperar a competitividade com a China. Ironia da história. O comunismo chinês rebaixa o padrão de vida dos trabalhadores do mundo. Pode ser que, mais tarde, a média do padrão de vida do mundo esteja mais próximo do modelo asiático do que do modelo europeu. Inclusive para os europeus...

Podem fazer milhares de conferências sobre a democracia, se não houver um projeto consistente de economia de mercado, nada se consolidará. Temos que transformar as estruturas econômicas e tributárias, assim o socialismo efetivamente democrático se consolidará como modelo melhor do que o neoliberalismo e com legitimidade social.

Nenhum comentário:

Postar um comentário