sábado, 14 de outubro de 2017

Economia, Saúde, Educação e Violência

Uma interfere na outra

O mundo moderno, independente do sistema político de cada país,
está dependente destas quatro prioridades:
Economia, Segurança, Saúde e Educação.

Por incrível que pareça, entre as quatro prioridades, a economia e a segurança tem prioridade sobre a saúde e a educação.

Quando a economia está desorganizada, os problemas de saúde aumentam, a educação fica em segundo plano e a violência cresce em todas as áreas. Com o crescimento da violência, cresce o apoio popular à repressão e a perda da liberdade. Até porque, quando a violência cresce, como os assaltos e assassinatos, as pessoas ficam com medo e abrem mão da liberdade, em troca da segurança.

O mundo está em crise, só quem está surfando sobre a economia mundial é a China. O Japão patina há anos, a Alemanha está contaminada com a Europa e os Estados Unidos, que ajudaram a criar o modelo chinês atual, agora sofre com a concorrência chinesa. América Latina, África e Oriente Médio estão fora da competição. Como no futebol, fazem parte da segunda divisão...

Ante a derrota do modelo econômico social democrata e o crescimento do neoliberalismo destruidor dos Estados Nacionais de Proteção Social,o mundo discute como recuperar o crescimento econômico com inclusão social, resolvendo também os problemas com a imigração em massa e com as guerras estimuladas pelos países ricos.

Uns dizem: Temos que "Radicalizar a Democracia".
Que bicho é este? Por que a Europa não radicaliza a democracia?
Se a Europa não consegue, como fazer isto nos países mais pobres?
Até os Estados Unidos entraram em parafuso e elegeram um maluco.

Da mesma forma que, na Europa da Idade Média, para combater a fragilidades das monarquias frágeis, surgiu o rei poderoso, que conseguia proteger os países frágeis e unificar suas forças internas, o mundo, antes de discutir a radicalização da democracia, precisa discutir como fazer com que a "economia seja para todos e não para as minorias". Para que isto aconteça, é preciso enfrentar as grandes estruturas empresarias, mas também é necessário enfrentar as estruturas conservadoras dos Estados, aí incluindo o judiciário.

Enquanto a Europa mantém grandes investimentos na saúde e na educação, os países latino-americanos estão sendo invadidos pela proposta neoliberal de privatização da saúde e da educação, acabando com o pouco existente de saúde e educação públicas, desenvolvendo assim uma estrutura privada, cara e para 30% da população, deixando os 70% restante a mercê do serviço público de má qualidade.

Além de aumentar a concentração de renda,esta política aristocrática, também chamada de "meritocracia", estimula o ódio social e o aumento das quadrilhas e milícias.

O que se vem discutindo no Brasil é se este governo corrupto e entreguista, quer transformar o Brasil num México ou numa Venezuela.

As leis aprovadas por este Congresso Nacional venal sinalizam mais para o modelo mexicano...

Além de as leis aprovadas serem entreguistas e contra os trabalhadores, o judiciário esmera-se em contradições e decisões contra os trabalhadores e que protegem os corruptos, sejam eles parlamentares ou empresários. Os que foram presos até agora, foram muito mais para delatarem Lula e o PT do que pelo "espírito moralizador" do judiciário.

No Brasil e na América Latina
, para a esquerda voltar ao poder, precisa ter propostas objetivas para a segurança, a economia, a saúde e a educação. E recuperar a credibilidade perante o povo. Lula teve grande oportunidade de ajudar o povo, Dilma não teve a habilidade de Lula. E agora temos que superar um governo medíocre, corrupto, entreguista e que está fazendo mudanças nas leis para que o Brasil passe a ter governos que protegerão os empresários internacionais e que deixarão o povo mais pobre, mais doente e mais ignorante.

O resultado tende a ser mais violência,
seja violência oriunda do Estado, de quadrilhas ou de rebeliões populares.

Se o modelo mexicano tiver sucesso, ficaremo na mão do crime organizado...

Ou já estamos?

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