sábado, 21 de outubro de 2017

Brasil sob uma Nova Ditadura

50 anos depois da Nova MPB

Hoje a NOVA MPB - Música Popular Brasileira completa 50 anos. Nada de novo na música apareceu depois disto. Os nossos ídolos ainda são os mesmos: Chico, Caetano, Edu e Gil...

Já na política, o que apareceu de NOVO foi que a elite conservadora brasileira não resistiu à democracia com a esquerda governando o Brasil, e, novamente com amplo apoio da imprensa, deram mais um golpe no país.

Antes, em função da guerra fria, foi um golpe militar, como tinha sido antes quando exigiram a renúncia de Getúlio Vargas. A partir da industrialização nacional hegemonizada por São Paulo, o poder migrou do Rio de Janeiro para este novo poder financeiro e industrial. E a elite paulista não gosta de dividir o poder...

Curiosamente, na Folha Ilustrada de hoje há três boas matérias. Duas sobre os 50 anos do 3o. Festival de Música Popular Brasileira, sendo uma assinada pelo querido Zuza Homem de Mello, nosso arquivo vivo sobre música brasileira e Jazz.

A terceira matéria do Caderno Ilustrada é uma boa entrevista com Milton Hatoum, lançando um trilogia pela Editora Companhia das Letras.

Nesta entrevista de Milton Hatoun há três afirmações polêmicas:


1 - Nosso Congresso é o mais desmoralizado de toda História da República.

2 - A violência permanece na sociedade brasileira.

3 - Não acho que vivemos sob uma ditadura.

Se voltarmos à página sobre o Festival de MPB de 1967, no bom artigo de Luiz Fernando Vianna, podemos ler:

"Em 67, o regime militar contava três anos de existência, mas ainda havia frestas de liberdade. Os caminhos foram se fechando em 68, e, em dezembro, com o AI-5, a ditadura se instalou sem disfarces."

A ditadura militar começou em 1964, fechando tudo que era espaço de liberdade e de resistência ao golpe. Ao perceber que não conseguiria consolidar-se pacificamente, partir para a repressão total com o AI-5.

O novo golpe no Brasil, realizado a partir de 2014 e efetivado em 2015, mais do que uma ditadura militar, que serviram de prepostos, a nova ditadura brasileira é CIVIL, sendo preposta apenas dos Estados Unidos, e não tem encontrado a resistência que se esperava. Por um lado a operação Lava Jato diminuiu o apoio ao PT, mas, por outro lado, o governo golpista é tão corrupto que contaminou até o PSDB, chefe ideológico do golpe materializado pelo PMDB.

Já vivemos sob uma ditadura. Talvez por ter o apoio maciço da imprensa e do judiciário, os novos ditadores ainda não tenham partido para a violência explícita como fechar sindicatos, partidos de esquerda e imprensa oposicionista.

Os novos ditadores estão construindo o "Pacote de Abril", chamado de reforma eleitoral aliada com o judiciário, para impedir que Lula seja candidato. A direita paulista não esquece que Vargas voltou ao governo em 1951 com amplo apoio popular. Precisou matá-lo para os paulistas voltar a governar sozinhos com os Estados Unidos.

Como a democracia trouxe João Goulart com suas reformas de base, os paulistas deram outro golpe em 1964. A democracia voltou novamente depois de 21 anos de ditadura, e os paulistas mais uma vez deram um golpe de Estado. Desta vez contra uma mulher, a primeira mulher eleita presidente do Brasil.

Enquanto São Paulo não se convencer de que a Democracia é o melhor caminho para a paz e a transformação do Brasil numa grande Nação, o Brasil ficará refém desta mania golpista e imperialista dos paulistas.


Chega de ditaduras, eleições diretas, já!
Chega de corruptos, eleições gerais, já!
Chega de Justiça manipuladora, Nova Constituinte, Já!
Chega de imprensa golpista, Nova regulamentação da mídia, já!

Chega de desemprego e de aperto econômico, democracia participativa, já!
Chega de destruição da Amazônia, vamos defender a Natureza, Já!
Chega de violência e impunidade, a justiça deve ser igual para todos, já!

Chega de exploração dos pobres, igualdade de direitos para todos e todas.

Liberdade não se ganha, conquista-se!

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