terça-feira, 24 de outubro de 2017

Argentina: A Direita comemora

Após triunfo, Macri propõe pacote de ajuste econômico neoliberal

Taos Turner, do Dow Jones Newswires, publicado no jornal Valor de 24/10/2017, realça que o presidente argentino, Macri, animado pela vitória obtida pela sua coligação nas eleições no domingo, prometeu levar adiante cortes de impostos e medidas de AUSTERIDADE destinadas a reformular a economia argentina.,

A coalizão governista conquistou 21 assentos na Câmara dos Deputados e 9 cadeiras no Senado, VENCENDO nas CINCO PROVÍNCIAS mais populosas da Argentina - a primeira vez que isto acontece desde 1985.

O principal candidato de Macri ao Senado na Província de Buenos Aires, Esteban Bullrich, venceu Cristina por quase 41% a 37%, enfraquecendo potencialmente as esperanças da ex-presidente de retomar o comando do movimento peronista.

Embora a derrota de Cristina represente um impulso para Macri,
ela também eleva a ameaça de uma volta do peronismo,
de esquerda e populista, abraçado por ela.

Autoridades do governo estão cientes do CARATER IMPOPULAR de algumas de suas políticas.


A coligação governista, Mudemos, seguirá tendo de fazer alianças para aprovar leis.

É a primeira vez em 30 anos que Cristina perde uma eleição. Na província que foi historicamente praça forte do peronismo, perde para a direita, o conglomerado Mudemos do presidente Macri.

A direita na Argentina jamais teve chances eleitorais,

tanto que precisou de tanques para chegar ao poder,
pois as urnas nunca lhe sorriram.

A Argentina entrou na onda global em que a direita avança eleitoralmente em todos os países.

Seria um tremenda revolução
, virar para o LIBERALISMO (neoliberalismo),

que Macri encarna melhor que Temer (no Brasil), seria uma mudança de ciclo histórica.

Comemora, sem esconder a alegria, o jornalista Clovis Rossi,
colunista da Folha, este sim, um jornal cada vez mais neoliberal...

Na década de 1930,
os governos da Europa e de muitos países do mundo também namoraram o nazismo e os fascismo, levando o mundo para a maior guerra da sua história.

Mais uma vez, ante a fragilidade da esquerda e das organizações dos trabalhadores, a direita cresce e comemora o fato de o povo, com medo do desemprego e da recessão, votar em candidatos conservadores, neoliberais que fazem leis contra o próprio povo.

O povo alemão votou em Hitler,
como também o povo italiano votou em Mussolini.
Ambos saíram do poder mortos e derrotados em batalhas sangrentas.

Devemos aprender com a História...

Nenhum comentário:

Postar um comentário