terça-feira, 19 de setembro de 2017

Parlamentarismo na Alemanha e no Brasil

Ângela Merkel ficará 16 anos no poder

No poder desde 2005, Angela Merkel deverá ganhar as próximas eleições deste domingo, dia 24, completando assim 16 anos de poder. Merkel coordena a União Europeia, com 19 países e com crescimento econômico e desemprego em baixa.

Por que com o parlamentarismo na Alemanha, Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder e, no Brasil e demais países da América do Sul, o presidente não pode ficar tanto tempo no governo?

Enquanto que na Europa quase todos os países são parlamentaristas; nas Américas, quase todos os países são presidencialistas. Fruto da influência do sistema eleitoral dos Estados Unidos.

Qual sistema é melhor?

Eu sempre defendi que o sistema parlamentarista é melhor do que o presidencialista.

O parlamentarismo pressupõe que, necessariamente, quem tiver maioria no Congresso governe, isto é, quem não conseguir maioria no legislativo “não governa”. Obrigando as partes a se comporem para obter maioria ou então sendo convocadas novas eleições parlamentares.
Já no presidencialismo, o presidente eleito nem sempre tem maioria no Congresso.

Os casos mais gritantes no Brasil são os governos de Collor, de Fernando Henrique, Lula e Dilma.
Nenhum deles teve maioria no Congresso.
Todos compuseram com o PMDB e outros partidos conservadores e até mesmo fisiológicos, para não chamar de partidos corruptos... TODOS!

O povo precisa eleger Pessoas comprometidas com Programas.

E os eleitos devem executar os programas que se comprometeram. Ao ter que implementar os programas eleitorais, tanto o país ganha como todos aprendem a praticar a democracia.

Tem gente que diz que, no parlamentarismo, o povo não elege o presidente ou primeiro-ministro, mas, para os parlamentaristas, a governabilidade para implementar os programas é mais importante do que eleger um presidente de esquerda e ter que governar para a direita, ou vice-versa.

A prova de que o parlamentarismo é melhor aparece nitidamente no modelo alemão, enquanto que no presidencialismo, a experiência brasileira mostra casos de traição onde os eleitos por um programa social, derrubam a presidente e passam a implementar um governo neoliberal, entreguista e que vende a soberania nacional.

No parlamentarismo, quando se tira o presidente ou primeiro-ministro, o congresso, através da maioria, pode indicar um novo executivo, seja homem ou mulher.

E a vida continua,
sem grandes desgastes econômicos, sociais e políticos.

Precisamos ter coragem de experimentar.
A sociedade aceita o erro, o que não aceita é a omissão.


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