quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Brasil: Sem açúcar e sem afeto

Estupros, suicídios, corrupção, assaltos, etc

As reportagens e as estatísticas mostram o crescimento da violência individual e coletiva. Estes números sempre foram escondidos, como os números sobre a escravidão e o extermínio dos índicos no Brasil. Este Brasil urbano, moderno, porém desestruturado, precisa ser conhecido e readequado. Precisamos enfrentar os desafios.

Vivemos sob o domínio do medo e da sensação de impotência.


Vivemos a constatação de desgoverno e de falta de credibilidade das autoridades. Quando já não confiamos em ninguém, ficamos esperando os messiânicos, os bonapartistas e os salvadores da pátria.

Crianças e jovens que se suicidam;
Mulheres que são estupradas e agredidas.

Idosos que são assaltados em pleno dia;
Casas que são invadidas por ladrões.

Histórias de políticos corruptos que continuam governando;
Brigas de quadrilhas pelo controle dos morros e do tráfico.

Professoras agredidas nas escolas;
Escolas que agridem os pais com os aumentos abusivos.

Juízes que se sentem acima da lei;
Imprensa que se sente acima de todos.

Com o aumento da crise governamental;
aumentam também as crises individuais e familiares.

Aumentam os divórcios, aumentam as pessoas carentes;
Aumenta o desemprego, aumentam as crianças fora das escolas.

Aumenta a impunidade, aumenta a justiça pelas próprias mãos;
Aumenta a corrupção, aumenta o descrédito na política e nos políticos.

O mundo moderno, com mais liberdade para as crianças e adolescentes,
com os direitos iguais entre gêneros e etnias, ajuda a incluir as pessoas na sociedade, com o aumento dos direitos e da liberdade individual, as carências e as necessidades também aumentam.

A superação dos problemas do mundo moderno passa pelo apoio às pessoas e também por políticas públicas.

Aos poucos as pessoas com mais de 60 anos serão maioria da população.
A vida para estas pessoas precisa ser repensada,
ser atualizada nos seus direitos e nos seus deveres.

O Brasil passa para uma implosão de valores individuais e coletivos.


A angústia também é individual e coletiva.
Sozinhos não encontraremos respostas para tudo.
Coletivamente poderemos minimizar o sofrimento.

Para adequar este novo Brasil, precisamos repensar tudo.
Para responder a tantos problemas, podemos começar por uma

NOVA CONSTITUIÇÃO
com os constituintes eleitos pelo povo.


Um novo Brasil é possível!

Assim superaremos esta fase "sem açúcar e sem afeto".
Ainda como canta Chico Buarque: O quê será que será????

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