quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Um ano do golpe, uma nova ditadura

A ditadura envergonhada

Hoje a imprensa deveria estar falando sobre o fato de completar um ano do golpe do impeachment em 31 de agosto de 2016. No entanto, não vi nenhuma referência na Folha, não vi nada no Estadão e não vi na olhada que dei no jornal Valor.

Será que os golpistas estão envergonhados?


Com certeza, uma parcela sim. A parcela dos que foram para as ruas, estimulados pela imprensa e pelo judiciário;

Os verdadeiros golpistas, que sabiam o que estavam fazendo, como a imprensa, os políticos e o judiciário, estes só comemoram o golpe nos salões fechados, regados à champanhe, muita bebida e muito pó...

Já o povo em geral, sofre.


Sofre o desemprego,
sofre o arrocho salarial,
sofre o fim das políticas públicas,
sofre o corte de verbas nas escolas e nos hospitais,
sofre a venda das estatais a preço de bananas,
sofre ao ver tanta corrupção,
sofre ao ver a destruição da Petrobras,
sofre ao ver a destruição da Amazônia,
sofre ao ver o fim dos programas de inclusão social,

sofre ao ver a venda da Soberania Nacional.


Um golpe de Estado, geralmente é visto como uma medida emergencial tomada para superar um impasse ou uma emergência pontual, para, logo em seguida ser restabelecida a normalidade democrática. Os golpes de Estado acontecem desde o pós segunda guerra mundial, como forma de alinhamento e subordinação, fosse imposto pelos Estados Unidos ou estimulados pela União Soviética. Estes golpes sempre eram seguidos por regimes ditatoriais com o fim das liberdades democráticas e do Estado de Direito.

Com o fim da União Soviética, os russos perderam o poder de estimular golpes de Estado, mas os Estados Unidos, como o único grande império superpoderoso, achou-se com direito a poder derrubar governos, eleitos ou não, tanto no Oriente Médio, como na Europa, na África e, principalmente, na América Latina, considerada seu quintal... A China, embora poderosa em todos os sentidos, fez acordo com os Estados Unidos para não se meter na política internacional. A China só faz negócios, tornando-se o centro industrial produtivo do mundo.

Assim, depois de várias vitórias de partidos de centro-esquerda na América Latina, os Estados Unidos partiram para a intervenção aberta e camuflada, estimulando as direitas subservientes a derrubar os governos locais, pelo voto, por golpes civis ou, se necessário, por golpes militares.

No caso do Brasil, o PSDB, a imprensa e o judiciário, cooptaram ou compraram os parlamentares dos demais partidos conservadores e, além de dar o golpe do impeachment, agora, além de reformas constitucionais, estão mudando tudo que for necessário para acabar com o Estado de bem estar social e implantarem uma ditadura de classe, uma ditadura neoliberal onde o povo sirva apenas como consumidores e mão de obra barata. Por eles, o Brasil será governado pelos ricos, pelo mercado e pelo judiciário servil aos novos governantes.

Por enquanto, vivemos sob uma nova ditadura.


Enquanto o golpe de 31 de março de 1964 só consolidou-se como ditadura em 1968 com o AI-5,
o novo golpe de 31 de agosto de 1916, ainda não se consolidou como ditadura, mas tentam fazer seu AI-5, através de reformas constitucionais terríveis e pretendem garantir sua permanência através de uma Reforma Política de cartas marcadas, como fez o general Geisel com seu Pacote de Abril e como os subservientes aos Estados Unidos fizeram com Getúlio Vargas, impedindo-o que governasse.

Lula sempre defendeu o povo brasileiro e as regras democráticas.

Como os golpistas e novos ditadores não têm o apoio do povo e não são democráticos, eles usarão tudo que for necessário para impedir que Lula seja eleito presidente da república.

Só falta combinar com o povo.

Como dizia nosso saudoso Mané Garricha.

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