segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Folha insiste na criação de novos partidos de esquerda

Vale tudo para impedir a vitória de Lula


O PT surgiu ainda na época da ditadura militar e já contava com questionamentos dos partidos de esquerda tradicionais como o PCB e o PC do B, que existiam na clandestinidade há dezenas de anos.

A luta pela redemocratização do Brasil, o apoio dos movimentos sociais ligados à Igreja Católica – Teologia da Libertação, os exilados, os acadêmicos como Sérgio Buarque de Holanda e Antonio Candido, artistas como Chico Buarque e o movimento sindical foram fundamentais para que o PT surgisse como um partido de massa, democrático, a favor da economia de mercado e das liberdades partidárias, religiosas e de informação.

Crescemos anos após anos, ganhando prefeituras, elegendo vereadores, deputados estaduais, federais, senadores e, finalmente, elegendo presidente da República. Tudo isso fazia parte da Primavera Latino-Americana.

No governo, mais acertou do que errou. Mas, a cada eleição majoritária, a imprensa sempre apoiou candidatos de esquerda como forma de diminuir os votos do PT e impedir suas vitórias. Apoio em vão. Lula sempre ganhou.

O PT está sangrando ante tanta agressão midiática, jurídica e política. Mas, Lula continua na frente de todos os candidatos da direita e da esquerda. Se as eleições forem democráticas, Lula com certeza será nosso presidente.

Para as eleições de 2018, a imprensa está estimulando que as duas Frentes existentes, se transformem em partidos políticos e disputem contra Lula e quem Lula apoiar. É claro que a CUT e o PT, que fazem parte das duas frentes, não estimularão a migração de seus filiados para outros partidos. Mas, há muitos candidatos a “inocentes úteis”.

Vejam a “inocente” matéria da Folha na UOL...

Grupos de esquerda iniciam debates pelo país e lançam site

REYNALDO TUROLLO JR. de BRASÍLIA - 14/08/2017 02h00 UOL

Diversos grupos e integrantes de partidos de esquerda anunciarão nesta semana um movimento para discutir projetos para o país e o futuro dessa corrente de pensamento.

Segundo organizadores, o debate não será pautado pelo calendário eleitoral. Porém, ele deve traçar cenários para 2018, com e sem a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Não consta da pauta a formação de um novo partido,
mas essa opção não está descartada.

Haverá uma série de debates em praças, transmitidos online por um site que permitirá a participação de internautas. O primeiro debate está previsto para 26 de agosto em São Paulo. Já há outros programados em Belém, Recife, Rio, Porto Alegre, Fortaleza e Belo Horizonte.

O site, batizado de Vamos!, entra no ar nesta segunda (14), desenvolvido pelo coletivo Mídia Ninja. A ideia se baseia no movimento que originou o partido Podemos, na Espanha, que tem como um dos pilares a horizontalidade.

"O que está colocado é discutir projeto para o próximo período, de 10, 20 anos. Nós temos uma crise do país e da esquerda, precisamos de uma discussão honesta, sem tabus, com espírito crítico", diz Guilherme Boulos, do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), que passou uma temporada na Espanha a convite do Podemos.

A articulação partiu da Frente Povo Sem Medo, da qual o MTST faz parte, e terá integrantes de PSOL, PT, PCB, UNE, Uneafro, CUT, Intersindical, MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas) e outros.

Segundo Boulos, foram convidados intelectuais como Laura Carvalho, colunista da Folha, e Raquel Rolnik, ambas da USP, o português Boaventura de Sousa Santos e líderes como Sônia Guajajara, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.

Do mundo político virão representantes do Podemos espanhol, os petistas Tarso Genro e Lindbergh Farias, Luíza Erundina e Chico Alencar, do PSOL, e outros. Segundo a organização, os convites foram para as pessoas, não para os partidos.

"A ideia é assegurar uma participação que não seja restrita a militantes. Essa ferramenta de rede permite que mais gente participe, pessoas que às vezes não têm o costume de se organizar e atuar em movimentos de rua", diz Boulos.
"A gente entende que há uma demanda de participação política na sociedade, em especial na juventude, e que isso tem se expressado muito por rede social."

FATOR LULA

Em junho, integrantes de PSOL e PT que estão no Vamos! já haviam se reunido para uma primeira conversa sobre os rumos da esquerda. Como a Folha noticiou à época, o diálogo causou irritação no ex-presidente Lula, que soube dele pela imprensa.

A articulação de agora é vista por alguns grupos como uma forma de pensar a esquerda "além de Lula" – um dos cenários para 2018 é que ele esteja inelegível, caso sua condenação no caso do tríplex de Guarujá (SP) seja mantida em segunda instância.

Boulos ressalta que há consenso entre os organizadores que o petista é vítima de perseguição e que há uma tentativa de tirá-lo do páreo "no tapetão". Por isso, pessoas do círculo de influência de Lula, como o presidente da CUT, Vagner Freitas, também deverão estar no debate.

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