terça-feira, 15 de agosto de 2017

A nova ditadura no Brasil e seus reflexos

A destruição da qualidade de vida no Brasil

O discurso principal dos golpistas era que eles prometiam "pão e mel" para o povo brasileiro. As promessas foram desmascaradas uma por uma e o povo brasileiro passou a amargar o desemprego, a perda de direitos, o arrocho salarial, o aumento do custo de vida e a piora do humor da população.

Mesmo com a inflação baixa, a qualidade de vida no Brasil está piorando. O que mostra que controlar a inflação é insuficiente para melhorar a economia. É como se você tivesse dinheiro para comprar um carro, mas não tivesse recursos para pagar gasolina, estacionamento, seguro, etc.

Há uma concentração no debate político, mas é imprescindível que também se discuta a economia.
Já que, como afirma o professor Juarez Guimarães:

"O golpe em curso no Brasil
se insere no processo internacional da
contrarrevolução NEOLIBERAL,
que está construindo
Estados Constitucionais NÃO DEMOCRÁTICOS pelo mundo inteiro".

"Este conceito parte da ideia de que, para pensar a conjuntura brasileira na sua imprevisibilidade e elevado grau de arbítrio, é preciso recorrer à história longa, ao processo inacabado e interrompido de construção de um república democrática no Brasil e aos impasses históricos dessa construção. O que queremos é identificar uma reiteração de sentido, isto é,

A INCAPACIDADE DAS CLASSES DOMINANTES BRASILEIRAS DE CONVIVER COM A DEMOCRACIA, naquilo que ela tem de substantivo,
como a distribuição de poder e riqueza e de alargamento de sua base social".

As classes dominantes brasileira optaram historicamente por conjugar capitalismo com AUTOCRACIA, e essa é a História da DITADURA MILITAR. O sentido do gole de 64 está sendo reiterado agora, com uma grande diferença. O fato de a economia brasileira ser hoje muito mais associada ao capitalismo internacional do que era em 1964, temos uma mudança epocal da tradição liberal.

O neoliberalismo já tem uma história e já há uma literatura especializada que estuda esse fenômeno epocal e suas consequências no sentido de desconstruir o princípio da soberania popular nas democracias ocidentais.

Estamos neste século vivendo uma terceira fase do neoliberalismo,
uma fase mais predatória,
onde suas dimensões antidemocráticas ficam mais evidentes.

A partir de 2008, quando as dívidas financeiras foram estatizadas,
a contradição entre a gestão pública e as democracias vai para o primeiro plano.

Vemos, então, essa dimensão antidemocrática do neoliberalismo irromper de forma mais evidente.
O golpe no Brasil se insere nesta narrativa de uma contrarrevolução neoliberal
que está construindo estados constitucionais não democráticos.
(Ainda)Não são militarizados, como na época da guerra fria,
mas estados constitucionais não democráticos."

Os reflexos políticos já estão explicitados tanto pelos governos, como pelo Judiciário. Os reflexos econômicos e sociais estão aparecendo e contaminando o humor da população, levando os novos ditadores a mudar a legislação eleitoral como forma de impedir que os partidos voltados para o povo voltem a ganhar as eleições de que se aproximam.

O desemprego e o aperto salarial aumentam a cada dia, obrigando a classe média a tirar os filhos das escolas privadas e também a voltar a andar de ônibus, em vez de automóveis. Os pobres sentem a falta de dinheiro e suas famílias procuram emprego em vão.

E os golpistas ainda querem aprovar o fim da aposentadoria até o mês de setembro.
Vamos ver se conseguirão...



Nenhum comentário:

Postar um comentário