segunda-feira, 28 de agosto de 2017

28 de agosto: aniversário da CUT

Central realiza Plenária com caráter de Congresso extraordinário

Vejam a saudação de abertura do presidente Vagner Freitas

Lutar e Resistir é a nossa marca.


Hoje, comemoramos 34 anos de fundação da CUT, o maior instrumento de luta que a classe trabalhadora construiu ao longo desses anos de redemocratização do Brasil.

E é com a mesma disposição dos nossos companheiros e companheiras que fundaram a CUT em 1983 de lutar de forma intransigente pelos direitos da classe trabalhadora, que abrimos esse Congresso Extraordinário e Exclusivo dispostos a lutar incansavelmente contra o retrocesso e o golpismo que vêm destruindo a nossa democracia e atacando os nossos direitos.

Não queremos apenas resgatar as lutas históricas, como a primeira greve geral do Brasil realizada em 1917, há cem anos, nem a greve geral de 28 de abril deste ano, a maior da história.

Neste Congresso, vamos deliberar estratégias de enfrentamento para esse novo momento que estamos vivendo.

Ninguém aqui tem a menor dúvida de que o Brasil vive um estado de exceção.

NINGUÉM AQUI TEM DÚVIDA DE QUE A GRANDE MÍDIA E
PARTE DO JUDICIÁRIO CONSPIRAM, CONTRA A DEMOCRACIA.


E QUE, JUNTOS COM OS EMPRESÁRIOS, PARLAMENTARES CONSERVADORES E O GOLPISTA E ILEGÍTIMO TEMER TRAMAM O DESMONTE DAS INSTITUIÇÕES.

Os golpistas neoliberais querem a qualquer custo implantar o Estado mínimo, indiferentes ao aumento da desigualdade e da pobreza. Essa é a natureza do capital: garantir e aumentar a riqueza dos ricos, mesmo que seja à custa do aumento da fome, da miséria, do desemprego

As conquistas das gestões do PT, como os programas de proteção social, fortalecimento da agricultura familiar; e proteção ao meio ambiente e ao trabalho estão sendo destruídas pelo ilegítimo Temer, que está pagando a conta do golpe para os empresários, capitaneados pela CNI.

É isso mesmo. Ninguém aqui tem dúvida de que os empresários apoiaram o golpe em troca da aprovação de suas propostas que retiram os direitos da classe trabalhadora.

Após mais de 100 anos de lutas, resistência, mobilização e pressão organizada da classe trabalhadora, conseguimos viabilizar, a partir de 2003, com a eleição de Lula, um projeto democrático e popular antagônico ao da elite que impôs a miséria e excluiu os negros, as mulheres, os índios e as minorias.

Em 13 anos, os governos do PT fizeram mais pelo povo brasileiro do que nos 500 anos de governos entreguistas e mercenários.

Para nós, o que resolve conflitos é a democracia participativa, com redistribuição da renda, inclusão, justiça e igualdade social.
E isso ficou comprovado nos governos de Lula e Dilma, quando, com essas políticas, tivemos geração de emprego e crescimento econômico com justiça e inclusão social.

O golpe está atacando todas essas conquistas. Não há mais dúvida de que o golpe sempre foi contra os brasileiros, contra a classe trabalhadora e contra a soberania nacional

Dia após dia, vemos e sentimos o golpe nas ações e medidas que o governo ilegítimo adota.

A disputa deles é pelos principais ativos nacionais - pré-sal, água, energia, minerais, alimentos e a terra – que Temer quer entregar a preço de banana para grandes corporações e grupos financeiros nacionais e internacionais.

ESSE É O REAL OBJETIVO DO GOLPE.


Se o capital não respeita a democracia, à classe trabalhadora resta rearticular um amplo movimento de unidade da esquerda no plano internacional e nacional que combine as lutas contra o neoliberalismo, manutenção e ampliação dos direitos, distribuição de riqueza e justiça social, com aquelas por reconhecimento de raça, geracional, orientação sexual, identidade de gênero e cultural.

Esse combate precisa ser feito com ampla mobilização da militância e participação de toda a sociedade brasileira.

É importante lembrar sempre que, com as lutas dos sindicatos, da CUT, das organizações da sociedade civil e dos movimentos sociais, que souberam combinar as reivindicações econômicas e específicas conseguimos mostrar que é possível fortalecer a democracia e melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora e da população mais pobre do Brasil.

É POR ISSO QUE A DIREITA DEU O GOLPE.


NA REGRA DEMOCRÁTICA, OS TRABALHADORES CONQUISTAM MAIS.

Nesse Congresso Extraordinário da CUT, precisamos definir algumas diretrizes de ações contundentes e assumidas por todos nós, homens e mulheres, que sonham e lutam por um mundo melhor.


Temos de sair daqui conscientes de que é necessário:


- fazer uma profunda rediscussão da concepção e da prática sindical;

- de novas formas de organização;

- da importância dos sindicatos, federações, confederações e das CUTs dialogarem para além das nossas bases;

- dialogar também com aqueles que são usuários dos serviços prestados por nossos trabalhadores, como os pais dos alunos da rede pública de Educação e de outros serviços públicos, além de conhecer em profundidade quem são e o que pensam as novas categorias de trabalhadores/as, seus sonhos, seus anseios.


O momento exige de nós a maior unidade possível. Impõe construirmos uma agenda comum, capaz de enfrentar essa situação, a exemplo do que vem sendo construído nas frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e no âmbito da Jornada Continental por Democracia e Contra o Neoliberalismo.


UM OUTRO BRASIL É POSSÍVEL. LULA MOSTROU ISSO.


E temos de ser agentes diretos da transformação.

Junto com o povo vamos retomar aquele Brasil com desenvolvimento sustentável, crescimento com distribuição de renda, igualdade, inclusão, justiça social e emprego decente.

Lutar e resistir é a nossa marca. E, juntos, somos muito fortes.


Viva a CUT!!!!!



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