quinta-feira, 20 de julho de 2017

O imposto sindical e as manobras na imprensa

Reforma trabalhista quer destruir os direitos dos trabalhadores

Enfraquecer os sindicatos é uma forma de enfraquecer a classe trabalhadora.

Hoje tem uma matéria no Globo bem significativa sobre a pressão deste governo golpista contra os sindicatos. Contando com a contribuição de professores da USP como assessores patronais. Muitos destes assessores patronais chegam ao cinismo, como prepostos ou capitães do mato.

Os sindicatos no Brasil eram sustentados financeiramente de três formas:

1 – ser sócio e pagar mensalidade sindical de livre e espontânea vontade;
2 – contribuição confederativa ou assistencial, descontada na época de campanhas salariais para cobrir gastos com greves, assembleias, comunicação, etc.;
3 – tem sindicato que cobra tanto a contribuição confederativa como a assistencial, fazendo com que hajam 4 ou 5 tipos de contribuição financeira;
4 - imposto sindical correspondente a um dia de trabalho descontado em março .

ESCLARECIMENTOS

O Tribunal Superior do Trabalho, de repente e sob orientação do governo golpista e dos patrões, acabou com a contribuição assistencial, gerando grande confusão tanto para os trabalhadores como para os patrões.

A Justiça, neste caso, cometeu uma grande injustiça.

Se o sindicato presta serviço para todos os trabalhadores durante as negociações salariais e de condições de trabalho, os custos destas campanhas também precisam ser pagos por todos os beneficiados, isto é, toda a categoria representada na convenção coletiva.

Se for para somente os sócios pagarem, então, os benefícios conquistados com negociações e greves, devem ser somente para os sócios.
Esta história de correria para pedir cancelamento da cobrança quem criou foi a Justiça do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, quando intervieram na soberania das assembleias, em nome de se combater os abusos dos pelegos que cobravam muito. Em vez de curar a doença, mataram o doente e fizeram demagogia.

Aí surgem os teóricos do boicote às liberdades de organização social dos trabalhadores.

O professor da USP, Hélio Zylbertajn, conforme a matéria do Globo de hoje, ao defender que o desconto sindical seja aprovado dentro das empresas e não em assembleias nos sindicatos, também defende que, no Brasil, se implante o modelo ANTISSINDICAL existente nos Estados Unidos onde só existe sindicato e atuação coletiva nas empresas em que 50% mais um do total dos trabalhadores aprovam em votação dentro das empresas.

Nos Estados Unidos
, até hoje este modelo é usado para prejudicar os trabalhadores e combater a organização coletiva, mantendo-os individualizados e fragilizados. O modelo europeu é bem mais democrático que o americano.

Para se garantir equilíbrio nas negociações entre patrões e empregados é imprescindível que haja liberdade de organização e negociação dos trabalhadores através dos sindicatos e comissões de empresas. Os patrões têm o poder do dinheiro, do controle do trabalho e da produção, além do apoio da Justiça e dos governos.

É preciso estar atento e forte...
Já cantavam Gal Costa e Caetano Veloso

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