sábado, 15 de julho de 2017

Brasil sem legitimidade e sem normalidade

Ditadura Civil busca consolidar-se

Passados os golpes parlamentar, orçamentário e trabalhista, agora os golpistas e novos ditadores passam a priorizar que o judiciário decida pela ilegibilidade de Lula e pela destituição de Temer.

O próximo passo, depois de demitir Temer, será a reforma política, que podemos chamar de "pacote de abril do Geisel" onde será definido o calendário eleitoral e as regras partidárias.

Tudo isso contando com a garantia jurídica de que Lula estará impedido de disputar. Assim a nova hegemonia do Mercado se consolida contra a anterior hegemonia democrática e popular de Lula e do PT.

Só falta combinar com os russos, como dizia Garrincha...

Com a economia parada, o desemprego crescendo, a corrupção escancarada e uma quadrilha governando, a tendência é que o povo se rebele. Afinal, brasileiro é pacifico mas não é bobo.

Alguns juízes e procuradores do Ministério Público falam em normalidade. Mas é fato que não existe normalidade na ilegitimidade que vivemos. Vivemos um período de anormalidade, onde o judiciário decide sob orientação política dos golpistas e novos ditadores. Quem ler a sentença do Juiz Sérgio Moro e os processos abertos pelo MPF fica horrorizado com a inconsistência jurídica e com o excesso de "domínio dos fatos", ou seja, a vontade política conservadora faz com que as leis sejam manipularas. Para este pessoal, eles são a lei. Eles são o Estado e são também a vontade do povo. Acontece que eles não foram eleitos pelo povo. São funcionários concursados, mas não eleitos. Portanto, tem legalidade mas não tem legitimidade.

A pressão das ruas, as manifestações de juristas e do mundo acadêmico, denunciando a ilegitimidade e também a ilegalidade constitucional deverão ser parte da contestação desta nova ditadura civil.

Nem o povo, nem a OAB, nem a academia, nem os artistas devem aceitar este embuste.

A melhor forma de combater a corrupção é convocar eleições gerais, eleger novo Congresso Nacional, fazer uma Nova Constituição e depois eleger governadores e presidente.

Democracia se aprende praticando.

O Brasil merece respeito.

O povo deve ser soberano para decidir o seu destino.

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