segunda-feira, 31 de julho de 2017

Futebol, Politica e Religião não se discute?

Os brasileiros adoram...

Passei o dia ouvindo e lendo comentaristas esportivos de São Paulo dizendo que o Corinthians jogou mal no segundo tempo por causa do juiz e do bandeirinha, que erraram ao anular o gol legal do Corinthians. Quem viu o segundo tempo do jogo sabe muito bem que não é verdade. O Corinthians simplesmente jogou mal e o empate foi justo.

Passei o dia ouvindo notícias de que Aécio Neves, depois do vexame da denúncia da JBS, agora anda se achando o máximo. Ele imagina que o povo é bobo ou burro. Todo mundo sabe o quê Aécio aprontou e ele não será perdoado pelo eleitorado nacional e de Minas Gerais. Quem viver, verá.

Já sobre religião, não tem nada mais desagradável do que ver os bispos evangélicos puxando o saco de Temer. Para estes bispos, Temer não é corrupto. É uma verdadeira vergonha! Será que os religiosos seguidores das Igrejas destes bispos também acham isto? Se sim, o caso é muito grave...

Já que todo brasileiro é técnico de futebol, pregador religioso e diz que "todo político é corrupto", está na hora de rever os conceitos de honestidade, transparência e participação. Um novo Brasil precisa ser construído.

O Brasil não pode continuar como está!

domingo, 30 de julho de 2017

FIESP gosta de apoiar ditaduras

Elio Gaspari fala da FIESP e das ditaduras

Na Folha de hoje, Elio Gaspari, fala do apoio da montadora Volkswagen à ditadura militar e a repercussão atual na Alemanha. Bom artigo.

Mais interessante ainda é saber que a FIESP coordenava a coleta de dinheiro para sustentar a ditadura e os torturadores. Isto em 1972 e antes disso.

A fiesp financiou a repressão e bajulou os militares até que os ventos mudaram e criaram-se outras caixas, uma coletivase outras individuais. Relata Elio Gaspari.

Naquele tempo os empresários da FIESP tinham outros nomes, hoje, os dirigentes também recolheram dinheiro para dar o golpe do pato e para financiar políticos conservadores. Paulo Skaf está na lista de Joesley.

Os empresários brasileiros, além de apoiarem ditaduras, se omitem quAndo grandes empresários são presos pelos novos ditadores. Não são solidários nem entre si. Lamentável!

Num país onde os empresários nativos são covardes, fica fácil os corruptos fazerem leis autorizando vender as empresas nacionais às multinacionais estrangeiras. Abrindo mão da Soberania Nacional.

Aqui é no Brasil falta transparência em quase tudo. Na imprensa, no judiciário, na política, nos governantes, e o povo acostuma-se a Lei de Gerson. O negócio é levar vantagem. Mesmo que destrua o país.


O Brasil merece respeito.
E o povo precisa de coragem.

Precisamos acabar com esta nova ditadura brasileira.

sábado, 29 de julho de 2017

Brasil, Argentina, Venezuela, Egito

Para onde vai o Brasil?

Sabemos que já não vivemos numa Democracia;

Sabemos que já não podemos acreditar nos Políticos;

Sabemos que já não podemos confiar na nossa Justiça;

Sabemos que já não podemos acreditar na nossa Imprensa;

Sabemos que já não podemos acreditar em muitos bispos;

Sabemos que já não contar com os sonhos de antigamente;

Sabemos que já não podemos contar com o emprego e a aposentadoria.


Com tantas certezas e incertezas,
como sobreviver ante tanta mentira e tanta violência?



Há um século atrás, em 1917
, o Brasil teve sua primeira greve geral contra as más condições de trabalho.

Em 1922, o Brasil teve sua primeira revolução cultural
, com a Semana da Arte Moderna. Neste ano também viu ser fundado o Partido Comunista do Brasil. O mundo comemorava o fima da primeira guerra mundial e a revolução russa de 1917 foi salva depois de vencer a guerra civil, onde morreram sete milhões de pessoas.

Em 1930,o Brasil teve a mais importante revolução nacional
. Os tenentes e o povo derrubaram a República Velha, acabando com o Café com Leite, entre São Paulo e Minas, e governando para o Brasil e para o povo brasileiro.

O Brasil timidamente esteve dos dois lados da guerra na Europa. No início apoiou os fascistas e nazistas, e, depois, pressionado pelos Estados Unidos, Inglaterra e França, teve que apoiar os aliados vitoriosos. O Brasil também teve sua parte de vitória na segunda guerra mundial.

Em 1945 tiraram Getúlio Vargas,
em 1950 ele voltou para morrer em 1953.


Novo golpe em 1964, depois de outras tentativas.

Em 1985 o Brasil voltou à Democracia.

Em 2015 perdeu de novo a liberdade e passou a ter uma ditadura civil.

Estamos nos transformando numa Argentina, que anda para trás?
Precisaremos passar pela Venezuela, que está à beira de uma guerra civil?

Chegaremos a nova ditadura militar, como no Egito?
Ou voltaremos a ser o país da esperança mundial?


Para onde estamos indo?????


As cerejeiras da Vila Madalena.
Ainda temos as flores....

sexta-feira, 28 de julho de 2017

A Nova Ditadura e as Eleições de 2018

Feridas Abertas

“O golpe em curso no Brasil se insere no processo internacional da contrarrevolução neoliberal que está construindo estados constitucionais não democráticos pelo mundo inteiro.

Os golpistas estão divididos e enfrentam dificuldades para lidar com a crise de legitimidade decorrente do golpe, mas estão unificados programaticamente.

E esse programa põe em questão princípios fundamentais do pensamento democrático do pós-guerra, gerando um cenário de instabilidade , ódio e intolerância”.

A avaliação é do cientista político Juarez Guimarães, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que aponta graves conseqüências desse quadro nos planos nacional e internacional.

“Os valores fundamentais da paz, da liberdade, dos direitos humanos, do pluralismo e da tolerância estão em questão e é por isso que falo que estamos vivendo uma crise civilizacional”, diz o cientista político em entrevista ao Sul21.

O texto acima foi reproduzido do Conversa Afiada,
que reproduziu a desafiadora entrevista do professor Juarez Guimarães.
...

Para provar que o professor Juarez Guimarães está certo,
veja parte do artigo de Gilles Lapouge, publicado no
Estadão de ontem, 27/07/2017, referindo-se às intervenções
militares e imperialistas do Ocidente:

“A Líbia é uma ferida aberta,
tanto para a África quanto para a Europa, desde que, em 2011, o então presidente francês, Nicolas Sarkozy, teve a péssima ideia de levar o Ocidente à guerra na Líbia – matando no meio do processo Muamar Kadafi, déspota que era odioso, mas pelo menos mantinha a ordem e a paz nessa região explosiva do Norte da África.

Despojada de seu líder, a Líbia se partiu em pedaços,
tribos, clãs, facções, bandidos, traficantes e jihadistas.

Desde então, o caos é total.

Destituídos de tudo, extorquidos por todos, líbios miseráveis e famintos ficam à mercê de “atravessadores” que os fazem cruzar o Mediterrâneo em barcos caindo aos pedaços. Naufragam à vista da costa italiana. Os que sobrevivem, repelidos em todas as fronteiras, rondam uma Europa a cada dia mais trancafiada.”

É este o futuro da humanidade?
O Brasil está sendo parte desta tragédia...


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Mino Carta e o Sofrimento do Brasil

Vocação para mediocridade?

Para um ilustre jornalista italiano, residente no Brasil, que passou pelos melhores e maiores meios de comunicação nacional, constatar o retrocesso e a desmoralização pública do país é de cortar o coração e de sentir-se impotente ante tanta passividade de parcela majoritária da população.

Vejam a mensagem de Mino Carta,
depois de uma ressaca sem escrever Editoriais...

“Fosse este país aquele que haveria de ser,
os brasileiros teriam paralisado o Brasil
desde a noite do dia 11,
sem arredar pé das ruas e praças até o momento.

Em um punhado de horas, o Senado enterrou a CLT, garantia de trabalho oferecida por Getúlio Vargas à classe operária, um tribunal inspirado nos ditames do Santo Ofício para sentenciar os hereges aos autos de fé condenou sem provas o presidente mais amado do Brasil.

Uma manifestação fluvial se esticaria do Oiapoque ao Chuí, cheia de som e fúria, significando tudo.O Brasil não é, porém, o país que mereceria ser por mil razões, a começar pelas infinitas dádivas recebidas da natureza. De fato, é terra de predação há cindo séculos, dos quais três e meio foram de escravidão.

E casa-grande e senzala continuam de pé, donde a facilidade de entender por que a maioria de um povo que ainda traz nos lombos a marca da chibata não lota ruas e praças e põe a tremer o solo pisado e o coração dos senhores.

É exatamente nesta inércia, nesta apatia, neste fatal alheamento, que a casa-grande aposta, na ignorância de quantos, repito, a maioria, não têm a consciência da cidadania. Daí haver explicações, mas não consolam. Além do mais, os senhores contam com porta-vozes munidos das melhores armas da comunicação, os pseudo jornalistas da mídia nativa, assim como não hesitam em recorrer às soluções mais torpes, aos ardis mais velhacos, para impor seus interesses e garantir sua hegemonia.

Em 1964, apelaram para os generais,
dispostos a comandar um exército de ocupação
para o sossego da casa-grande e de Tio Sam.

Agora, no estado de exceção a resultar do golpe de 2016,
elegem à condição de jagunços os próprios poderes da República,
entregues a quadrilhas mafiosas.

Mesmo nos mais sombrios pesadelos, imprensado entre súcubos e íncubos, jamais imaginei que o País pudesse precipitar em uma situação tão aviltante, e vergonhosa para todos os cidadãos de boa vontade. E aqui, sim, refiro-me à minoria.

Ao longo da vida, expus à luz do sol minha fé de indivíduo e de jornalista, uma só, a bem da verdade. No final de 2005, ao entrevistar Lula no Palácio do Planalto em meio à crise do chamado mensalão, lá pelas tantas o presidente disse textualmente: “Você sabe, eu nunca fui de esquerda”.

Retruquei para evocar uma lição de Norberto Bobbio, a remontar à queda do Muro de Berlim, destinada a contestar quem pretendia decretar o falecimento das ideologias: ser de esquerda significa, antes de tudo, empenhar-se pela igualdade. E Lula corrigiu-se: “Se for assim, sou de esquerda”.

Quando nasceu o PT, 37 anos atrás, fiquei muito satisfeito
, surgia, no meu entendimento, um bastião da luta pela igualdade, primeiro e maior problema a infelicitar o Brasil, um dos países mais desiguais do mundo, graças à inextinguível prepotência da casa-grande.

Imaginava um confronto de larga duração, direto e áspero, e longo porque sem esperança de conciliação, no Brasil possível somente entre os moradores da mansão senhorial por ocasião de divergências extemporâneas. Chance de negociar com a casa-grande só haveria depois de abrir os olhos do povo humilhado e prostrado, a começar pelos trabalhadores.

É uma pressão popular cada vez mais consistente que leva os senhores a desguarnecer os dedos de alguns anéis. É evidente que nestes 37 anos nada mudou, ou melhor, mudou para pior, e muito.

Mantenho com Lula uma sólida amizade de quatro décadas
e me orgulho de ter sido o primeiro jornalista
a lhe perceber o extraordinário carisma e QI elevado.

O único, autêntico líder popular brasileiro.

Talvez surjam outros, embora seja grave que não tenham assumido até agora a ribalta. É hora, tal é minha visão de jornalista e de cidadão, de mergulhar em um profundo exame de consciência, desabrido e sincero, entre o fígado e a alma.

Carta Capital, leitoras e leitores sabem, apoiou Lula na eleição e na reeleição, e o apoiaria hoje, por ter sido, inclusive,
o melhor presidente que o Brasil teve.

Nem por isso deixei de escrever neste espaço que, no poder, o PT portou-se como todos os demais pseudopartidos brasileiros. E que não soube combater dignamente a batalha do impeachment de Dilma Rousseff.

E que, de modo geral, portou-se de forma tíbia nos momentos cruciais. O próprio Lula não enfrentou a ameaça da Inquisição com o peso da sua liderança, como não lhe percebesse a extraordinária dimensão, ou confiasse cegamente na negociação de bastidor.

Fico pasmo, hoje, ao me perguntar onde estão aqueles 90% de eleitores que choraram com Lula, quando, em companhia de Marisa, desceu pela última vez a rampa do Planalto para cair nos braços do povo aglomerado na Praça dos Três Poderes.

E, na minha dolorosa perplexidade, pergunto aos meus botões:

onde está o erro?


É de uma regra transcendente caber a um partido de esquerda despertar o povo e ao sindicato defender seus representados até o derradeiro alento. Não foi o que se deu, donde a necessidade instransponível de um mea-culpa.

Na minha visão, insisto, de jornalista e cidadão, é hora de encarar a realidade, repensar em táticas e estratégias, voltar aos propósitos originais. É hora de autocrítica e renovação, para despir-se corajosamente da tola aposta em algum gênero de acordo com a casa-grande, a qual não é, definitivamente, de direita, é simplesmente o poder diante de uma nação ignara e aturdida. Por outro lado, com raras e honrosas exceções, quem se disse de esquerda mentiu.

Tempos atrás decidi parar de escrever
o que repetia à exaustão, vencido pelo desalento.

Os eventos me forçam ao retorno.

Na selva imersa em negrume, dois raios de luz.

Seis senadoras
assumem à força as cadeiras da presidência na sessão do dia 11, encabeçadas pela nova presidente do PT, Gleisi Hoffmann: elas sabem que qualquer tentativa de negociar com os prepostos da casa-grande destina-se ao fracasso.

Dias antes, ouço da boca do presidente da CUT, Vagner Freitas, sentado na plateia do auditório paulista da entidade, a seguinte sentença: “o PT esteve no poder por 13 anos e meio, e não soube, ou não quis, aplicar a própria Constituição para domar a Globo e o resto da mídia”. disse ainda ter às vezes pensado que o PT gostava mesmo era do plim-plim.
É bom introito para uma desassombrada autocrítica.”


Nota do blogueiro, um dos fundadores do PT e da CUT.


1 - Primeiro é importante destacar que Lula nunca foi militante de esquerda ideológica. Lula sempre foi vinculado à militância da Igreja Católica e, principalmente, o maior líder de massa que o Brasil já teve. Lula é intuição, sensibilidade e coração.

2 - O PT nunca foi um partido marxista, nem marxista-leninista. O PT é um partido que nasceu principalmente da base católica organizada a partir da Teologia da Libertação, da classe média funcionária pública e de Estatais espalhada por todo Brasil, dos exilados e cassados pela ditadura militar, e, minoritariamente de militantes de pequenas organizações de esquerda, esta sim, marxista, mas sem ser de massa e sem feeling para converter o partido de massa em partido orgânico e militante.

3 - O sistema eleitoral brasileiro, combinado com as regras de governabilidade, como herança da ditadura militar, foram criados para IMPEDIR que a esquerda ganhe e governe com legalidade e legitimidade. Um dos maiores erros da Constituinte e do próprio governo Lula, foi acreditar que o Ministério Público, que a Policia Federal e que o Judiciário, serviriam com principal mecanismo de defesa da governabilidade, da legitimidade e do Estado de Direito. Ledo engano. A burocracia sentindo-se respaldada pela direita nacional e internacional, aceitou fazer o papel que antes era dos militares, servindo como instrumento de combate ao PT e ao próprio Lula.

4 - Governar no Brasil significa compor-se com dezenas de partidos fisiológicos e corruptos como forma de ter maioria no legislativo, requer abrir mão da ética, da transparência e consolidação de um país livre e soberano.

5 - Outra importante característica no Brasil foi a Igreja Católica ter sido obrigada pela Igreja Internacional a EXTINGUIR a Teologia da Libertação do território nacional, submetendo-se ao crescimento competitivo e desigual das Igrejas Evangélicas Pentecostais. Os bispos e pastores evangélicos tornaram-se a principal base de apoio populares golpistas, tanto no legislativo, como nas camadas mais pobres.

6 - Finalmente e não menos importante, como gostam de falar os ingleses, tanto Lula como os dirigentes do PT, sempre cultuaram ter acesso à mídia conservadora e golpista brasileira. Como a Folha participou da campanha das Diretas Já, acreditou-se que ela tivesse desistido de participar de novos golpes. Mais um engano. Bastou o PT ganhar quatro eleições presidenciais, para, mesmo sendo governos conciliadores e submetidos, a imprensa coordenar e incendiar o país, pregando o ódio, a mentira e a manipulação. Quando tentamos criar imprensa vinculada à classe trabalhadora, parte significativa dos dirigentes petistas achou que era melhor ser aliada da grande imprensa, em vez de gastar dinheiro e tempo construindo uma rede de imprensa alternativa.

Convivendo com todas estas dificuldades, enfrentando até a própria burocracia partidária, os trabalhadores conseguiram criar, pela primeira vez no Brasil, várias Centrais Sindicais que, fortalecidas em função da unicidade sindical e o imposto sindical, tornaram-se efetivos instrumentos de resistência ao golpe do impeachment e às reformas destruidoras da Soberania Nacional e do Estado do Bem Estar Social.

O Brasil voltou a antes de 1930
exatamente no ano que completou um século
da primeira greve geral realizada no país.

Nunca na história deste país, vimos o ódio de classe estar tão presente em tudo e em todos. Talvez, da mesma forma que depois da primeira e da segunda guerras mundiais no século passado, o mundo presenciou uma grande primavera de melhoria de qualidade de vida e de liberdades democrática, quem sabe este sofrimento sirva de estímulo para que o povo brasileiro saia da letargia que se encontra e finalmente transforme este país numa Nação?

Antes tarde do que nunca!

O Brasil merece respeito,
os brasileiros coragem!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Flores da cerejeira

A beleza em poucos dias

As cerejeiras da praça Vicentina estão floridas. Pena que seja durante pouco tempo.






terça-feira, 25 de julho de 2017

A crise no Brasil afeta a classe media

Os pobres estão ficando mais pobres

E a classe média está entrando em desespero

Aparentemente a inflação vai baixando mas o custo de vida continua alto. Imaginem a gasolina chegar a 4,44 reais no Rio de Janeiro!

A classe média tradicional está ficando assustada com a falta de dinheiro para manter o padrão de vida.

O quê aconteceu?

escola para os filhos ficaram caras;

O lazer ficou caro;

O supermercado ficou mais caro,

Até a feira e a padaria ficaram caros...


Apesar de tanto sofrimento, não consigo provocar os apoiadores do golpe. Entraram de gaiato na farsa do impeachment e agora estão constatando que a vida piorou.

Que fazer?

Além de pesquisar alternativas, é preciso ter paciência, tolerância e perseverança.

O que não é fácil!

domingo, 23 de julho de 2017

Jornalismo golpista ou jornalismo de qualidade?

A imprensa brasileira optou, mais uma vez, pelo golpismo

O jornal Valor, no seu caderno de fim de semana, "EU&fim de semana" publicou duas longas reportagens que tem tudo a ver com o Brasil. A primeira, que também foi matéria de capa, "Os novos caminhos da Notícia", a segunda foi uma longa reportagem e entrevista sobre os negros no Brasil. Abordando a FLIP, feira literária de Paraty, promovida pela Editora Companhia das Letras, que terá como um dos temas principais Lima Barreto.

Considerando que já estamos no final da noite de domingo, vou abordar somente a questão da imprensa, da mídia e da qualidade ou compromisso com os leitores.

1 - Por que será que os empresários de mídia dos Estados Unidos são mais transparentes do que os empresários de mídia brasileiros? Será que é porque aqui no Brasil imprensa é visto como uma "concessão do Estado/governos"? Ou será porque os americanos são mais empresários do que os brasileiros? Ou ainda será porque o público leitor americano é mais exigente do que o público leitor brasileiro? Temos várias opções e combinações...

2 -
É bom ver o dono do jornal "The New York Times" assumir publicamente as dificuldades em manter o que a empresa de sua família faz há CINCO GERAÇÕES - UM JORNALISMO DE QUALIDADE.

Os Estados Unidos haviam passado por um tsunami econômico em 2008, alcançando grandes instituições financeiras, a internet abalava todo o setor de mídia e o mercado publicitário, desorientado, acionara o freio.

Vejam que declaração distante da realidade brasileira:
O dono do Times diz que
"o que se espera de uma empresa de jornalismo é a HONESTIDADE."


Mais uma frase marcante:

"OFERECER EXCELÊNCIA JORNALÍSTICA É O NOSSO PRINCÍPIO HÁ 165 ANOS."

Nenhum jornal, rádio ou TV brasileiros NUNCA teve como prioridade a Excelência, a Qualidade e a Honestidade. Aqui no Brasil o modelo de sucesso no vale-tudo é de Chateaubriand, Roberto Marinho e os Frias. Os Mesquitas já não são donos de mídia, infelizmente.

3 -
A imprensa americana não foi capaz de ascultar o "grande" Estados Unidos, um país não vive na ilha de Manhattan, nem desfila nas alamedas arborizadas de Washington. A imprensa britânica não levou em conta o que se passava fora de Londres com o "Brexit". Na França a imprensa demorou a ver que Macron encarnava um aneio de mudança da sociedade.

Esses episódios parecem sinalizar que o futuro do jornalismo depende não só de suporte financeiro, mas do fortalecimento dos seus valores mais caros - rigor na apuração, independência, credibilidade. Além de as empresas terem que contar, cada vez mais com o bolso dos leitores...

Palavras do caderno especial do jornal Valor. Boas palavras...

No Brasil, assustados pela mesma crise de 2008
, a imprensa brasileira, em vez de manter a prioridade na qualidade, no rigor da apuração, na independência e na credibilidade, a imprensa brasileira optou por organizar e dirigir mais um golpe de Estado e dar início a uma nova ditadura.

Só que esta nova ditadura é civil, e não está disfarçada em militar.

Para isto, a imprensa resolveu também dar um golpe nos empresários, aliando-se a parcela do judiciário, que aceitou fazer o papel de capitão do mato. Quantos aos políticos e seus partidos, todos estavam no bolso dos empresários e sob controle do ministério público e seus golpistas.

Assim, o Brasil voltou no tempo a antes de Getúlio Vargas, a antes de 1930.
Quem sabe se, ainda antes de 2030, o povo tome coragem e derrube os novos ditadores. E faça florescer uma nova primavera brasileira.

sábado, 22 de julho de 2017

Sabiás e muitas flores

Apesar do frio e da baixaria política

Hoje acordamos com o cantar do Sabiá.
Tinha sol e frio ao mesmo tempo.
A diferença estava no canto do Sabiá.

Ao ir comprar pão, passei pelas lindas flores do Ipê do vizinho.




Mais tarde quando fui fazer feira passei pela praça Vicentinha com suas cerejeiras repletas de flores. Simplesmente divinas.



E a lembrança da fogueira no frio das montanhas de Cunha, perto de Paraty.



Agora vocês entendem o porquê da alegria do Sabiá.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Missa de Sétimo Dia de Augusto Campos

Mesmo estando no Céu, Augusto merece uma Missa

Na próxima terça-feira, dia 25/07/2017, às 16:00H,
na Igreja de Santo Antônio do Embaré,
na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 32, Embaré,
Santos - SP.

Como será em Santos, recomendo que façamos um
Ato Ecumênico em São Paulo, em data a ser combinada
com Lúcia e o pessoal do Sindicato.

Nesta quinta-feira, durante o Ato em Defesa de Lula
e contra a ditadura dos golpistas e do juiz maluco,
foi feita uma homenagem Augusto Campos e
a Marco Aurélio Garcia, militante petista,
que morreu de ataque cardíaco fulminante.

Juntos vamos cantar "Fé cega, faca amolada",
e somar esforços na luta pela redemocratização
do Brasil e pela volta do emprego e de
distribuição de renda. Por eleições diretas já!

Por uma Nova Constituinte, livre e soberana.
Pelo retorno da Soberania Nacional.

Augusto Campos, Presente!
João Vaccari, Presente!
Gushiken, Presente!

Todos banespianos!
Um banco que fez História!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O imposto sindical e as manobras na imprensa

Reforma trabalhista quer destruir os direitos dos trabalhadores

Enfraquecer os sindicatos é uma forma de enfraquecer a classe trabalhadora.

Hoje tem uma matéria no Globo bem significativa sobre a pressão deste governo golpista contra os sindicatos. Contando com a contribuição de professores da USP como assessores patronais. Muitos destes assessores patronais chegam ao cinismo, como prepostos ou capitães do mato.

Os sindicatos no Brasil eram sustentados financeiramente de três formas:

1 – ser sócio e pagar mensalidade sindical de livre e espontânea vontade;
2 – contribuição confederativa ou assistencial, descontada na época de campanhas salariais para cobrir gastos com greves, assembleias, comunicação, etc.;
3 – tem sindicato que cobra tanto a contribuição confederativa como a assistencial, fazendo com que hajam 4 ou 5 tipos de contribuição financeira;
4 - imposto sindical correspondente a um dia de trabalho descontado em março .

ESCLARECIMENTOS

O Tribunal Superior do Trabalho, de repente e sob orientação do governo golpista e dos patrões, acabou com a contribuição assistencial, gerando grande confusão tanto para os trabalhadores como para os patrões.

A Justiça, neste caso, cometeu uma grande injustiça.

Se o sindicato presta serviço para todos os trabalhadores durante as negociações salariais e de condições de trabalho, os custos destas campanhas também precisam ser pagos por todos os beneficiados, isto é, toda a categoria representada na convenção coletiva.

Se for para somente os sócios pagarem, então, os benefícios conquistados com negociações e greves, devem ser somente para os sócios.
Esta história de correria para pedir cancelamento da cobrança quem criou foi a Justiça do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, quando intervieram na soberania das assembleias, em nome de se combater os abusos dos pelegos que cobravam muito. Em vez de curar a doença, mataram o doente e fizeram demagogia.

Aí surgem os teóricos do boicote às liberdades de organização social dos trabalhadores.

O professor da USP, Hélio Zylbertajn, conforme a matéria do Globo de hoje, ao defender que o desconto sindical seja aprovado dentro das empresas e não em assembleias nos sindicatos, também defende que, no Brasil, se implante o modelo ANTISSINDICAL existente nos Estados Unidos onde só existe sindicato e atuação coletiva nas empresas em que 50% mais um do total dos trabalhadores aprovam em votação dentro das empresas.

Nos Estados Unidos
, até hoje este modelo é usado para prejudicar os trabalhadores e combater a organização coletiva, mantendo-os individualizados e fragilizados. O modelo europeu é bem mais democrático que o americano.

Para se garantir equilíbrio nas negociações entre patrões e empregados é imprescindível que haja liberdade de organização e negociação dos trabalhadores através dos sindicatos e comissões de empresas. Os patrões têm o poder do dinheiro, do controle do trabalho e da produção, além do apoio da Justiça e dos governos.

É preciso estar atento e forte...
Já cantavam Gal Costa e Caetano Veloso

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Lula e sindicalistas despediram-se de Augusto Campos

Enquanto Augusto foi para o Céu,

o inferno jurídico e midiático contra Lula continua...


Lula, mais uma vez demonstrando sua grandeza espiritual e pessoal, mesmo com o frio da manhã, desceu a Serra do Mar para Santos para ver o velho amigo Augusto Campos.

Lula deu um abraço em cada familiar de Augusto, conversou com as centenas de sindicalistas presentes e voltou para São Paulo para cuidar dos processos baixarias que o juiz Moro faz contra ele e se preparar para conversar com a imprensa.

Além da relevante presença de Lula, foi bonito ver os familiares de Augusto, os filhos, as netas, os amigos e colegas bancários, especialmente os banespianos... Com certeza, Augusto ficou muito contente com o que viu. Nós adoramos Augusto e seu belo trabalho desenvolvido nesta sua passagem por aqui.

Enquanto Augusto vai para o Céu,
o inferno jurídico e midiático contra Lula continua.

O jogo-sujo contra Lula é todo combinado:


Moro prepara o processo, combina com a imprensa o quê deve ser publicado e os destaques a serem feitos, tipo manchetes terroristas, como acontecia com a Folha da Tarde na época da ditadura militar.

Mudaram os atores mas a encenação e o teatro são os mesmos. Ditadura é sempre ditadura, seja civil ou militar. Agora Moro mandou bloquear os bens de Lula, incluindo as contas bancárias. Vamos fazer uma campanha financeira em solidariedade a Lula e vamos recorrer contra esta falsa neutralidade jurídica.

Voltando ao amigo Augusto Campos


Quero pedir desculpas por não ter dado mais informações sobre o velório de Augusto ontem, mas eu estava emocionalmente impossibilitado. Mesmo assim, foram mais de 4.750 acessos em nosso blog. Centenas de amigos de Augusto escreveram mensagens carinhosas. Augusto continuará para sempre entre nós. Nosso amigo Laranjeiras, importante militante da oposição bancária nos anos setenta, depois diretor representante do Banespa, e, finalmente, presidente do sindicatos dos bancários da Bahia, veio de Salvador para despedir-se de Augusto.

Ver Augusto partir foi como perder um pedaço da nossa vida e da nossa história.
Ficamos com suas lembranças e seus ensinamentos. Mas ainda temos Lula...

Lula ainda viverá muitos anos entre nós.


Continuaremos lutando juntos por um Brasil mais justo, mais democrático e mais participativo.Um Brasil onde os pobres, os negros, as mulheres e a própria classe trabalhadora seja reconhecida como parte imprescindível do usufruto das riquezas do Brasil, como atores determinantes da nossa Democracia e da nossa Liberdade.

Enquanto lutamos aqui na Terra,

Augusto, Gushi e demais companheiros
irão nos estimulando lá do Céu.

O Brasil só será de todos,
com todos e para todos,
se todos participarem da luta.

O Brasil merece respeito.
Eleições sem Lula é fraude.


Eleições sem Lula não é democracia,
Eleições sem Lula é ditadura.



terça-feira, 18 de julho de 2017

Sob o impacto da morte de Augusto Campos

Por que sofremos tanto com a morte?

Augusto passou para o outro lado. Fez a passagem...
O "Veio do Rio" morreu nesta manhã de frio e garoa.

Mais um companheiro de lutas e de alegrias se foi.
Como foi o Gushi e o Nelson Silva...

Augusto foi a pessoa mais importante no sindicalismo bancário
desde a década de setenta.


Não vou citar aqui tudo que o Augusto fez. Isso fica para depois...
Neste momento, o mais importante é o que Augusto significou para todos nós.

Um guru, uma pessoa que tinha como missão de vida contribuir
para a formação da consciência de classe dos trabalhadores.

Os detalhes sobre o pós-morte eu escrevo depois.

Ainda estou sob o impacto da morte.

Não foi por acaso que meus amigos
demoraram de me avisar.
Eles sabiam mais que eu, como eu reagiria.

A morte não é racional, é pura emoção.

Eu estou emocionalmente abalado e
impossibilitado de escrever coisas belas.

Um dia de luto e de lágrimas...

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Augusto Campos CONTINUA na UTI

Nossa solidariedade a Augusto e a Lula

Mais de 1.700 pessoas têm acompanhado o blog
buscando informações sobre Augusto Campos e Lula.

Não sei o quê é pior:


Ficar na UTI, tentando superar os efeitos nefastos da doença;
Ou,
Ser atacado dia e noite por uma imprensa odienta, mentirosa, manipuladora, que atua articulada com o que tem de pior no mundo jurídico e com os "comentaristas técnicos ou professores de meia tigela", que, na verdade, todos são golpistas e fazem parte da Nova Ditadura civil no Brasil.

Ontem conversei com Lucia Mathias sobre Augusto.


Quanto mais eu ouvia, mais emocionado ficava. Por quanto tempo Augusto ficará sedado na UTI? Como ajudá-lo e ajudar à família? Por mais que nos coloquemos à disposição, ficamos com a sensação de impotência, de que o mais que podemos fazer é nos colocar à disposição de todos, é também rezar e visitar Lúcia para conversar com ela e lembrar as tantas lindas histórias vividas com e por Augusto.

Esta doença, chamada de câncer, é terrível.


Por mais que a gente cuide, por mais que a gente mude a dieta alimentar e até pare de beber uma cervejinha, até quando a gente faz quimioterapia e acha que agora vai dar certo, passa um tempo e ela tende a aparecer de novo, tirando nosso sono e nossos sonhos.

Mas, tem muita gente que consegue ficar livre dela.


Temos vários amigos e colegas que estão trabalhando normalmente, depois de passar por um período de susto, de medo, de dor e de recuperação. Nossa Adozinda, no Sindicato, Marcão, na CUT e tantos outros... Por isso, também estamos torcendo para que o nosso "Veio do Rio" também volte para casa, recupere a saúde para a gente fazer um churrasco na quadra e matar a saudade.

Já o nosso Lula, este está comendo o pão que o diabo amassou.


Esta direita brasileira, estes golpistas e novos ditadores, liderados pela imprensa odienta não perdoa Lula por tudo que ele fez de bom ao povo brasileiro. Esta direita não aceita que a classe trabalhadora exerça o governo de forma democrática e participativa.

Não tem este papo de que quem manda na nova ditadura são os juízes e promotores do ministério público. Estes estão à serviço do "Mercado", que dita as regras através da imprensa. Esta nova ditadura não é igual a de 1964, é uma ditadura da classe empresarial contra os trabalhadores e trabalhadoras. Cada pessoa um voto? Para estes ditadores, não. É o capital/dinheiro contra o povo.

Já que a democracia estava servindo para melhorar a vida dos pobres
, inclusive regulamentando os direitos trabalhistas das empregadas domésticas e dando cotas para negros e pobres, vamos acabar com este governo, vamos aumentar o desemprego e acabar com os direitos trabalhistas. Este é o programa desta nova ditadura civil. A ditadura do "Mercado" contra o Povo brasileiro. Mas, o Mercado tem nome e chama-se, empresários, banqueiros, latifundiários, imprensa, juízes e promotores, além de centenas de políticos corruptos e mercenários.

E Lula personifica tudo de bom que o Povo vinha conquistando, enquanto Temer, Maia, PSDB e PMDB, personificando os que não conseguiam ganhar no VOTO POPULAR e se aliaram com os patrões para destruír a democracia e a participação popular.

Que Deus nos ajude a ajudar Augusto a superar o câncer físico,


e que Deus ajude o Povo brasileiro a superar este câncer político

chamado governo Temer-Maia-PSDB-Imprensa-Moro.

Amanhã, vai ser outro dia...

Ah, o nosso Chico Buarque.

domingo, 16 de julho de 2017

Folha e Valor manipulam sobre imposto sindical e sistema S

Pra que mentir? Já cantava o poeta.

Na sexta-feira o jornal Valor deu como principal manchete "MP mantém sindicato sem direito a recursos oficiais",

No domingo, foi a vez da Folha dar como principal manchete "Aumenta verba do Sistema S sem controle da Receita".

Para o leigo aparentemente são duas matérias interessantes e informativas, porém, para quem está acompanhando os debates sobre a reforma trabalhista, fica evidente a MANIPULACAO, e eu diria até a má fé.

Ora, O grande debate da reforma, além de acabar com os direitos dos trabalhadores, é o fim do imposto sindical como forma de enfraquecer o movimento sindical dos trabalhadores. Tem patrão e político que até defende o fim das centrais sindicais...

Por que afirmar que querem acabar somente o imposto sindcal dos trabalhadores?

Porque os patrões dependem na verdade é de OUTRO IMPOSTO, chamado de SIstema S.
São pelegos patronais, que vivem de recursos compulsórios como a arrecadação do Sistema S e do imposto sindical. Da mesma forma que os pelegos tradicionais, dirigem sindicatos sem ter muitos sócios e sem precisar da receita voluntárias dos sindicalizado s.

Vamos aos números, divulgados pela Folha em 28/05/2017:

Em 2016, O Sistema S arrecadou de impostos 16 bilhões.
Enquanto que, em 2016, o total arrecadado do imposto sindical foi de apenas 3,5 bilhões.

Detalhe Importante:

O sistema S é controlado SOMENTE pelos patrões.
Já o imposto sindical, é dividido entre patrões e empregados.

Quem fica com mais e quem fica com menos?

Outro detalhe importante:

Na longa matéria do jornal Valor, ela não fala nada do Sistema S, que é tão compulsório quanto o imposto sindical.
Também na longa matéria da Folha, ela não fala nada do imposto sindical, sendo ambos recursos públicos.

Como dizia o poeta, "Pra que mentir?"

sábado, 15 de julho de 2017

Imposto Sindical, Sistema S, Horário Eleitoral e Subsídios. Todos dependem do Estado/governo

Por quê tanta mentira?

Os empresários compraram o golpe parlamentar e as reformas trabalhista, previdenciária e orçamentária.
Os empresários compraram os políticos corruptos para que estes aceitassem vender as empresas estatais, privatizassem a infraestrutura e abrissem mão da Soberania nacional.

Para comprar tanta coisa, comprar somente os políticos era pouco, precisavam da cumplicidade do judiciário e de muito dinheiro para a imprensa. Dinheiro em propaganda, é claro...

Os empresários e a imprensa agora só falam em acabar com o imposto sindical.
No entanto, tanto os empresários como a imprensa, escondem que o imposto sindical sustenta somente os sindicatos dos trabalhadores.

O que sustenta os sindicatos patronais é o IMPOSTO chamado "taxa para o Sistema S". Mais conhecido como SESI, Sesc, SNA, SNT e tantos outros. Por exemplo, enquanto a FIESP recebe seis milhões de imposto sindical, recebe cem milhões de sistema S. conforme artigo de Helio Gaspari na Folha.

Acabar somente com o imposto sindical é manipulação e mentir para o povo.

Quem é mais dependente de impostos? AMBOS SÃO DEPENDENTES,

A solução para superar a dependência passa pela não obrigatoriedade do pagamento, passando a ser um ato voluntário e não obrigatório. Podem chamar de taxa negociá-lo, custas processualista, custas culturais ou o que for. Mas a palavra final se vai pagar ou não deve ser do trabalhador ou do patrão, caso o sindicato seja do trabalhador ou dos patrões. É importante observar que quem não pagar nada não pode ter direito a nada. Nem aumento salarial, nem representação coletiva nem individual. O sindicato deve ser um prestador de serviço. Vejam serviço como campanhas salariais, campanhas gerais por legislação protetiva e de lazer.

O que surpreende atualmente é ver como a imprensa manipula o noticiário.
Isso acaba facilitando o trabalho sujo dos políticos e de parte do judiciário.

Corrupção, corrutos e corruptores deve ser punidos.

Sindicalismo tem a ver com Democracia Participativa,
Tem a ver com defesa coletiva dos trabalhadores(as).

Para melhorar o Brasil,
O bom é fazer Nova e Constituinte.

Brasil sem legitimidade e sem normalidade

Ditadura Civil busca consolidar-se

Passados os golpes parlamentar, orçamentário e trabalhista, agora os golpistas e novos ditadores passam a priorizar que o judiciário decida pela ilegibilidade de Lula e pela destituição de Temer.

O próximo passo, depois de demitir Temer, será a reforma política, que podemos chamar de "pacote de abril do Geisel" onde será definido o calendário eleitoral e as regras partidárias.

Tudo isso contando com a garantia jurídica de que Lula estará impedido de disputar. Assim a nova hegemonia do Mercado se consolida contra a anterior hegemonia democrática e popular de Lula e do PT.

Só falta combinar com os russos, como dizia Garrincha...

Com a economia parada, o desemprego crescendo, a corrupção escancarada e uma quadrilha governando, a tendência é que o povo se rebele. Afinal, brasileiro é pacifico mas não é bobo.

Alguns juízes e procuradores do Ministério Público falam em normalidade. Mas é fato que não existe normalidade na ilegitimidade que vivemos. Vivemos um período de anormalidade, onde o judiciário decide sob orientação política dos golpistas e novos ditadores. Quem ler a sentença do Juiz Sérgio Moro e os processos abertos pelo MPF fica horrorizado com a inconsistência jurídica e com o excesso de "domínio dos fatos", ou seja, a vontade política conservadora faz com que as leis sejam manipularas. Para este pessoal, eles são a lei. Eles são o Estado e são também a vontade do povo. Acontece que eles não foram eleitos pelo povo. São funcionários concursados, mas não eleitos. Portanto, tem legalidade mas não tem legitimidade.

A pressão das ruas, as manifestações de juristas e do mundo acadêmico, denunciando a ilegitimidade e também a ilegalidade constitucional deverão ser parte da contestação desta nova ditadura civil.

Nem o povo, nem a OAB, nem a academia, nem os artistas devem aceitar este embuste.

A melhor forma de combater a corrupção é convocar eleições gerais, eleger novo Congresso Nacional, fazer uma Nova Constituição e depois eleger governadores e presidente.

Democracia se aprende praticando.

O Brasil merece respeito.

O povo deve ser soberano para decidir o seu destino.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

As novas leis da Nova Ditadura brasileira

COM legalidade e SEM legitimidade

Em 1964 a imprensa e a Igreja Católica
apoiaram o golpe militar e a ditadura que durou mais de vinte anos. A Igreja rompeu primeiro, já a imprensa foi desigual. O Estadão rompeu primeiro, bem depois rompeu a Folha e a Globo apoiou os militares até o fim.

Em 2015 a imprensa foi a grande articuladora do golpe
e continua sendo a grande apoiadora da Nova Ditadura brasileira.

Já as religiões, a Igreja Católica
NÃO apoiou nem o golpe, nem a nova ditadura.


Já os bispos das Igrejas Evangélicas Pentecostais,
estes passaram a ser a PRINCIPAL BASE DE SUSTENTAÇÃO PARLAMENTAR E SOCIAL tanto ao golpe como à Nova Ditadura. Estes evangélicos estão, na sua grande maioria, NO CENTRÃO. Isto é, no setor mais fisiológico do Congresso Nacional. Estes evangélicos também começam a ter força no Judiciário, além da força que já tem nos rádios e TVs.

Esta nova ditadura brasileira tem corpo mas não tem cabeça única. É uma hidra de Lerna, além de ter várias cabeças, quando cortadas, renascem. Quem manda no governo é o "mercado", isto é, os bancos, as confederações patronais como a CNI e CNA, as multinacionais, a banca de advogados conservadores e fisiológicos, uma parcela de peso do judiciário, um bando de políticos que também são empresários e, decididamente, a imprensa, destacando-se a Globo. A Folha vem como coadjuvante da Globo. Perdeu o protagonismo.

As novas leis da nova ditadura são claras:


Fim da aposentadoria, fim do emprego formal, fim das férias, do 13o. salário, fim dos convênios médicos de qualidade, fim da hora de almoço e do repouso remunerado. Além de destruir os direitos trabalhistas, a nova ditadura também faz leis que enfraquecem os sindicatos dos trabalhadores, enquanto usam o Sistema S como fonte de sustentação financeira das entidades patronais. São os pelegos representantes dos patrões, sendo muitos deles empresários decadentes. Tudo isto com o recurso de demissões em massa, gerando mais de 14 milhões de desempregados, enfraquecendo a capacidade de resistência da classe trabalhadora.

O próximo passo para a nova ditadura brasileira
passou a ser derrotar Lula juridicamente, impedindo-o de disputar as próximas eleições presidenciais. A nova ditadura tem muito dinheiro e muitos juízes, mas não tem votos para ganhar uma eleição presidencial. Os ditadores precisam de um novo "Pacote de Abril", um pacote legislativo que impeça que os representantes do povo saiam vitoriosos.

Quem quiser entender a nova ditadura brasileira, é só estudar a nova ditadura no Egito. A diferença é que lá no Egito as Forças Armadas estão diretamente envolvidas no golpe e na ditadura, enquanto que, aqui no Brasil, o judiciário está fazendo o papel das Forças Armadas.

O triste é ver que, muitos que foram exilados pela antiga ditadura militar, hoje são os articuladores da nova ditadura. Mesmo ambas sendo de direita. São os novos capitães do mato. Já que estão falando tanto em Senzala e Casa Grande...

O Brasil merece respeito!
O povo brasileiro é a voz da Democracia e da Liberdade.


Resistir, Lutar e voltar a Conquistar a Democracia.

Por um governo democrático e com Estado de Direitos.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

A Lava Jato e a nova Ditadura no Brasil

Judiciário, empresários e golpistas: tudo a ver

O fato de no dia seguinte à aprovação da reforma trabalhista ter sido aprovada, o juiz Moro tornar pública a sentença contra Lula faz parte da trama articulada pelos golpistas e novos ditadores. Isto acontecia também na época da ditadura militar. Só que os militares não disfarçavam,enquanto os novos ditadores ainda estão envergonhados...

Enquanto o Brasil discute a condenação injusta de Lula, a imprensa passa a reforma trabalhista para os cadernos de Economia, como forma de esconder o crime que estão cometendo contra os trabalhadores.

Quanto ao processo sobre o "triplex de Lula", a sentença tem 218 páginas de manipulações e versões de fatos que a maioria deles não foi comprovada. Lava Jato foi criado como forma de destruir a legalidade do governo Dilma e a legitimidade de Lula ante o povo brasileiro e o mundo.

Lava Jato continua sendo um instrumento de manipulação dos golpistas.


Acontece que só o golpe contra Dilma não foi suficiente para derrubar a popularidade de Lula. Como o governo Temer está sendo um vexame, quanto pior fica Temer, melhor fica Lula nas pesquisas eleitorais. Daí a necessidade de os golpistas voltarem a recorrer ao juiz Moro para que este dê mais uma mãozinha aos golpistas e condene Lula à ilegibilidade.

Os golpistas precisam impedir que Lula dispute as próximas eleições.



O juiz Moro não se fez de rogado e apresentou um extenso documento para municiar a imprensa e os golpistas, onde apresenta afirmações sobre tudo e sobre todos, servindo de citações para serem mostradas na TV, nos rádios, revistas e jornais, sendo acompanhadas com a informação de que "foi sentença de um juiz legal", legal aqui com duplo sentido.

Vocês já repararam no silêncio de Gilmar Mendes?


A sentença do processo que deveria ser sobre o apartamento, que nunca foi de Lula, virou o instrumento formal para impedir que Lula concorra às eleições.

E eleições sem Lula é fraude.

E mais do que fraude,
é submeter o Brasil a uma eleição sob uma ditadura civil.
Vão fazer um "pacote de abril" como o general Geisel fez.

Querem garantir a maioria no governo e no congresso de qualquer jeito.
Mesmo que tenham implantar nova ditadura.


O Brasil copia a ditadura do Egito.
Ao reproduzir a nova ditadura civil do Egito,
o Brasil submete-se ao modelo de obediência aos Estados Unidos.
Vocês já perceberam o silêncio do governo americano?

O duro é ver a quantidade de "especialistas" cínicos, golpistas e manipuladores, que aparecem na imprensa para justificar o novo golpe, a nova ditadura e a manipulação do judiciário...

O povo, aos poucos vai percebendo que está sendo enganado pelos golpistas e novos ditadores, e voltará à luta por melhores condições de vida. É possível enganar por um tempo, mas não é possível enganar o tempo todo. Lembram?

Como cantava Chico Buarque: "Vai passar..."


Augusto Campos está na UTI

A Democracia brasileira também

Ontem, dia 12 de julho de 2017, avança a ditadura no Brasil.

Quando fomos fazer uma reunião para avaliar a aprovação da reforma trabalhista, que acabou com o emprego formal, fomos avisados da sentença contra Lula e também fomos avisados que nosso grande amigo e líder sindical, AUGUSTO CAMPOS, estava na UTI do Hospital Nove de Julho, perto do Masp, onde se realizaria a manifestação de apoio a Lula.

Augusto Campos e Lula são minhas duas maiores referências sindicais.


Augusto foi o maior estrategista sindical que já conheci, e Lula, foi e continua sendo o maior líder de massa da história do Brasil. Ambos estão sendo atacados. Augusto por um câncer e Lula por uma doença chamada "ódio de classe", isto é, perseguição da direita e dos golpistas contra o fato de ele ter sido o melhor presidente do Brasil e estar em primeiro lugar nas pesquisas para as próximas eleições. Ambos têm mais de 70 anos de idade e têm muitas histórias para contar.

Quando constatamos que, além do golpe do impeachment, agora entramos numa fase de ditadura mais explícita, com o judiciário fazendo o papel que os militares fizeram na ditadura passada, não sei dizer quem está sofrendo mais: se Augusto com sua doença física ou Lula com tanta perseguição política e tanto cinismo da imprensa.

Uma coisa bem marcante, tanto de Augusto como de Lula, é que, em mais de 40 anos de convivência, nunca vi um ou outro abrir mão da democracia como prática de tomada de consciência política.

Augusto Campos, mesmo no auge da repressão da ditadura militar, quando vários colegas bancários foram assassinados, Augusto nunca deixou de atuar no sindicato e de disputar eleições para a diretoria; e Lula, mesmo tendo mais de 80% de popularidade, nunca aceitou mudar a Constituição para ter direito a concorrer a mais do que os dois mandatos. Lula nunca quis imitar Fernando Henrique nem Hugo Chaves. Daí ser a maior liderança viva no mundo.

Precisamos lutar em defesa de nossos companheiros.


Augusto
deve superar mais este desafio hospitalar e voltar à rotina em Santos, onde mora atualmente. Nossas vibrações deverão contribuir para Augusto continuar vivo o suficiente para ver a democracia voltar ao Brasil. Augusto ainda vai poder votar para Lula presidente, afinal, Lula sabe o quanto o "véio do rio" foi e é importante para nós.

Lula
está enfrentando o ódio dos reacionários, dos manipuladores, dos invejosos e dos que não suportam perder no voto para o povo brasileiro. Lula vencerá, como venceu com os metalúrgicos do ABC a política econômica da ditadura militar, como venceu os ditadores quando foi preso e cassado do sindicato, como venceu quando fundou e construiu o maior partido de esquerda que o Brasil já teve, como venceu quando disputou vaga na Constituinte e foi do deputado federal mais votado do Brasil, como venceu quando perseverou e ganhou as eleições presidenciais de 2002, venceu a perseguição da direita, venceu as eleições de 2006, elegeu a primeira mulher presidente do Brasil, e venceu o ódio e o preconceito.

Augusto Campos e Lula vencerão!

Nós venceremos!

O Brasil merece respeito.
Para nós, Democracia é princípio, não é conveniência.



quarta-feira, 12 de julho de 2017

Golpistas violentam as leis trabalhistas

As mulheres na luta pelos direitos

Duas coisas interligadas:

O golpe contra os trabalhadores e
a presença das mulheres na defesa dos direitos.

Não foi por acaso que o golpe conservador e neoliberal se deu contra a primeira mulher eleita presidente do Brasil.

Não foi por acaso que o golpe se deu quando a presidente regulamentou a lei dos direitos das trabalhadoras domésticas.

Não foi por acaso que ontem no senado, foram as mulheres senadoras as principais protagonistas na resistência à votação contra a reforma trabalhista.

Não foi por acaso que estas perdas de direitos presentes na reforma, afetam principalmente as mulheres.


No Judiciário, será que o acaso pode interferir positivamente no STF pelo fato de ser presidido por uma mulher? Será que ela vai pensar na importância das mulheres no mundo do trabalho?

Na Imprensa, será que a grande quantidade de mulheres como jornalistas pode refletir na compreensão da importância das mulheres no mundo do trabalho, além da vida familiar e dos filhos?

Dos 50 senadores que votaram contra os trabalhadores e trabalhadoras, quantos são homens e quantos são mulheres?

Resistir é preciso.
Os homens precisam aprender com as mulheres.

Da mesma forma que as mulheres foram fundamentais na ocupação do Senado ontem, veremos brotar milhares de ocupações em todo Brasil, sempre lideradas pelas mulheres. Aí poderemos mobilizar o Brasil pelas Diretas Já! Por uma Nova Constituinte e por um novo Brasil. Os golpistas não perdem por esperar. Resistiremos e venceremos.

O Brasil merece respeito!

Viva a luta das mulheres!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Dias decisivos no Brasil - Terrorismo de Estado

Reforma Trabalhista, Recurso de Vaccari,
Decisão sobre Lula e Denúncia contra Temer.

1 – Reforma Trabalhista

- Até o final do dia saberemos se esta criminosa reforma trabalhista foi aprovada ou não. Se aprovada, estaremos voltando a antes de 1930. Os trabalhadores perderão seus direitos básicos e os patrões terão mais facilidades para demitir, reduzir os salários e acabar com outros benefícios como feras, 13º. e jornada de 40 horas. Voltaremos à servidão e à escravidão.

2 – Recurso de Vaccari

- Até o final de amanhã saberemos se houve ou não o julgamento do recurso de Vaccari na 8ª. Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região, em Porto Alegre.

O jornal Estadão deu capa de hoje, denegrindo a imagem de Vaccari e servindo de pauta para a TV e as Rádios. Este papel policialesco teve a Folha na época da ditadura militar, quando dava noticias falsas para despistar as ações dos torturadores e assassinos. Esperamos que os juízes julguem sem se contaminarem com as pressões da imprensa, nem de Sérgio Moro.

Por falar em Sérgio Moro, em sua resposta ao TRF-4, o juiz reconhece formalmente a honestidade de Vaccari e tenta imputar algum crime a Vaccari, Moro diz que “Vaccari roubava para o PT”. Por um lado mostrando mais uma vez seu lado grosseiro, e por outro lado, mostrando sua partidarização e manipulação da Justiça, abusando de seus poderes.

3 – Decisão sobre Lula

- A imprensa está pressionando Sérgio Moro a condenar imediatamente Lula em relação ao apartamento da OAS que os perseguidores de Lula dizem que é de sua propriedade. Mesmo juridicamente não tendo nada que comprove qualquer vínculo de Lula com o apartamento. Este processo em si já é uma farsa...

4 – Denúncia contra Temer

- O mais certo do que pode acontecer até a próxima semana é a formalização do processo de destituição de Temer da presidência da República. Denunciado como corrupto, incompetente e obstrução da Justiça. Com o fracasso do golpe na economia e o vexame na política nacional e internacional, até os empresários já ficaram contra o governo Temer. A substituição de Temer por Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal é uma questão de dias. Tudo indica que já está acertado tudo com a Rede Globo...


Em muita crise contra o povo brasileiro, contra a Democracia e contra o Estado de Direito, nunca o Brasil passou tanta vergonha como está passando agora.

O Brasil merece respeito!
Diretas Já!
Eleições Gerais e
Constituinte livre e soberana.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

PSDB usou Temer e o PMDB

Partido utilitarista usa também o nome do Brasil

Foi constrangido que ouvi hoje, na rádio CBN,
as declarações tanto do governador de São Paulo, Alckmin,
e do prefeito da capital, Doria.

Ambos reforçaram que, depois da votação da reforma trabalhista,
onde defendem os interesses patronais contra os trabalhadores,
orientarão o PSDB a DEIXAR O GOVERNO TEMER.

O cinismo é tão grande que, para esconder seus interesses,
dizem que fazem isso pelo "Bem do Brasil".

Isto é, em nome de aprovar suas propostas,
fazem acordo com qualquer um. Seja da direita ou da esquerda.


Fizeram acordo com Collor, depois com Itamar, depois,
mesmo perdendo as eleições para o PT,
também fizeram "acordos" com o PT e
se juntaram aos golpistas para derrubar o governo Dilma e
implantar esta tragédia chamada governo Temer.

Para piorar ainda mais a imagem do PSDB,
as delações da JBS estão cheias de nomes do PSDB.
Tanto para pegar dinheiro para campanha,
como para pagar dívidas pessoais de Aécio & Cia.

O próprio presidente atual do PSDB, Tasso Jereisatti,
já declarou que Temer perdeu a governabilidade
e deve ser substituído depois da votação da reforma trabalhista.

domingo, 9 de julho de 2017

Flores de inverno: sol e frio

As flores também gostam do frio

Nunca tinha imaginado isso. Sempre pensei que as flores gostavam da Primavera. A estação das flores. No entanto, neste inverno as flores estão dando um show...

Flores de Cunha, perto de Paraty.

Vejam alguns exemplos:

Jasmins distribuindo perfume e beleza.

Copos-de-leite na mata indicando as pedras floridas.










Orquídeas que nascem sobre as pedras.

sábado, 8 de julho de 2017

Será que Mantega era um estúpido?

Guido Mantega foi o segundo ministro da Fazenda mais longevo.

Professor da FGV, italiano de nascimento, assessor de Lula por muitos anos. Que eu saiba, nunca foi filiado ao PT. Considerado durante muitos anos um economista muito competente, nos últimos meses têm sofrido acusações por parte da Lava Jato e da imprensa.

Todos tinham demonstrado solidariedade com Mantega em função de seu histórico e em função da saúde de sua esposa. Sergio Moro e a PF chegaram a cometer a loucura de íntima-lo coercitivamente quando ele estava no Hospital Albert Einstein acompanhando cirurgião da esposa. Ante o vexame, tato Moro como a PF desculparam-se.

Outro dia Mantega mostrou seu calcanhar de Aquiles, sua fraqueza, quando confessou que errou ao omitir na declaração de renda que tinha dinheiro no exterior por ter vendido uma herança na Itália. Perdeu a pureza...

Quando houve a denúncia da JBS, constatei que Joesley também depõe incrimando Mantega.

Agora vem esta notícia na Folha dizendo que Pallocci afirmou a Sergio Moro que Mantega negociava informações com os banqueiros. Mantega disse que achou estranha esta informação de Pallocci. O Brasil inteiro também achou.

Ou a Folha está mentindo, ou Pallocci está mentindo, ou quem passou a informação para a Folha está mentindo.

Parece que estão empurrando o pepino para Mantega.

Ou será que Mantega é estúpido?

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Folha também quer Maia no lugar de Temer

A Globo ganha mais uma da Folha

A Globo ganhou com a denúncia da JBS e agora ganhou com a indicação de Maia.

A Folha deve estar em crise interna. A famosa crise de direção...

O melhor para a Folha é voltar a defender DIRETAS JÁ!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Golpistas reconhecem derrota na Reforma da Previdência

Os empresários e seus representantes jogaram a toalha

Com Temer, a reforma da Previdência não passa. Este é um dos motivos para demitir Temer da presidência, após a aprovação ou não da reforma trabalhista. O teste vai ser na próxima semana, nos dias 11 e 12 de julho. Por ser maioria simples, avaliam os golpistas que seja mais palatável e mais barato. Enquanto a reforma da Previdência precisa de muito mais votos, por ser maioria absoluta, isto é, demandar mais de 50% do Congresso.

Vejam o quê diz Miriam Leitão, no Globo de hoje:

Capa: "Crise política adiará a reforma mais urgente" (para eles).

"O agravamento da crise política praticamente
selou o destino da REFORMA DA PREVIDÊNCIA.


No melhor cenário, o que se espera é a aprovação de um projeto fatiado, com apenas a idade mínima, com uma diferença ainda maior para a mulher e entrada em vigor muito gradativa. Em outros países do mundo são feitas reformas sequenciais porque a idade da população está mudando todas as equações."

Já o jornal Valor - também pertencente a Globo - dá destaque na capa que Rodrigo Maia, presidente da Câmara, já negocia com as forças ocultas assumir a presidência com a saída de Temer. Saída aqui leia-se: ou Temer renuncia, ou será demitido. Como diz o ditado popular: "Quem não tem competência, não se estabelece". Temer está dormindo com os inimigos.

Parece romance de Shakespeare...

Uniram-se todos os corruptos, pastores evangélicos, Tiriricas e empresários inescrupulosos para destituir uma presidente difícil no trato, mas eleita por mais de 50 milhões de brasileiros e agora brigam entre si para ver quem ganha mais dinheiro da forma mais rápida possível.

O PSDB, que adora dar golpes, está negociando com Maia, que é do DEM - ex-PFL, ex-Arena, e eterno apoiador da ditadura militar - a melhor forma de se livrar de Temer.

Temer, afinal, virou efetivamente uma temeridade.

Voltando ao que diz o jornal Valor de hoje:

Tem ganhado força que Temer será afastado. Maia assume como interino por seis meses, mantém a coalizão de partidos da base e aprova reforma mínima da Previdência.

Esta solução conta com apoio de empresários e agentes do mercado. Diga-se, apoio dos Bancos, da Folha, da Globo e das grandes empresas nacionais e internacionais.

Não interessa o que o POVO pensa, interessa é o que os empresários querem que seja feito. Por isso que estas reformas estão sendo feitas num governo golpista, corrupto e desmoralizado. Num governo democrático e participativo, o POVO seria o agente principal e o mais consultado tanto durante a elaboração das reformas como na sua aprovação. E pensar que o judiciário tem sido usado para legalizar o golpe e as reformas contra o povo brasileiro.

O Brasil está em crise profunda.

O PSDB, o PMDB, os partidos que apoiaram o golpe do impeachament e mentiram para o povo terão que explicar direitinho nas próximas eleições. Se o povo esperar até lá... Estamos virando uma Argentina... e poderemos virar uma Venezuela.

Eu prefiro ter como modelo a Alemanha ou a França.
Ambas têm parlamentarismo, respeito aos mandatos e ao Povo.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Ipês e Cerejeiras em São Paulo

Apesar do frio...

Ao passar em frente aos cemitérios Araçá e Consolação ficamos hipnotizados com a quantidade de Ipês floridos dentro dos cemitérios. Lindas árvores cobertas de flores rosas... Ao pegar o viaduto sobre a avenida Sumaré, também encontramos ipês floridos. Na rua da Consolação também os ipês floridos.

Em algumas ruas e praças privilegiadas encontramos as cerejeiras em flor. Em pleno inverno... O sol dá brilho às flores e folhas. Da nossa janela vemos o brilho do sol nas folhas da árvore em frente de casa. Parece flor...




Está árvore também dá flores lá no alto...

Enquanto nos deliciamos com as flores, ficamos tristes com o noticiário político, econômico e social. Que desânimo! Estão destruindo o Brasil.

Precisamos reverter esta tragédia. Além de tirar Temer, é preciso renovar este Congresso Nacional e regulamentar melhor as relações entre os três poderes - Legislativo, Executivo e Judiciário - restabelecendo o Estado de Direito, as Liberdades Democráticas e a confiança nas instituições.

Além de melhorar para as pessoas, com certeza a economia também melhora e o Brasil volta a ter seu papel no mundo.

Apesar dos políticos, o Brasil ainda merece nossa confiança e nosso trabalho. O Brasil merece respeito.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Festival de Corrupção Explicita

O vale-tudo para ficar no poder

Inclusive vender o Brasil e destruir o Estado de Direito.

Depois da redemocratização, quem imaginaria que o Brasil iria passar pelo que está passando?

Os empresários comemoram o fato de estarem destruindo o Estado do Bem Estar Social e implantando a precarização de tudo. Para isso pagam aos políticos e a parcela de juízes.

A serviço de quem está a imprensa?
A serviço deles mesmos é pouco. Tem muito mais dinheiro nisso.

O Congresso Nacional cobra tudo que faz. Inclusive dar apoio a um presidente que deveria estar na cadeia por corrupção explicita.

As corporações públicas como o Judiciário e o Ministério Público aos poucos vão perdendo a credibilidade. Vai chegar o momento em que os empresários vão se desfazer delas ou de seus dirigentes.

O Brasil merece respeito.

Mas, como salvar o Brasil?






segunda-feira, 3 de julho de 2017

Vaccari está para ser LIBERTADO

Relator trabalhou até no domingo

No dia 29, quinta-feira passada, o desembargador federal e relator do recurso de Vaccari, João Pedro Gebran Neto,determinou à autoridade coatora para que preste COM URGÊNCIA as informações que entender pertinentes ao julgamento da presente ação mandamental.

Após, dê-se vista ao Ministério Público Federal para PARECER.

Retornem conclusos PARA JULGAMENTO PELO COLEGIADO
(grifo meu).

Documento eletrônico assinado pelo RELATOR, na forma do artigo 1o., inciso III, da Lei 11.419, de 19/12/2006 e Resolução TRF-4a. Região no. 17, de 26/03/2010.

Informações adicionais da assinatura: João Pedro GEBRAN Neto, 02/;07/2017 18:16. DOMINGO!


"A tese da defesa no sentido de que inexistiriam razões diferenciadas entre os dois decretos prisionais - ou mesmo que a segunda prisão é mera implicação da primeira - comporta exame em sede de HABEAS CORPUS, até mesmo porque o segundo decreto prisional não chegou a ser impugnado perante este Tribunal, onde a respectiva apelação criminal pende de parecer ministerial e julgamento."

Serão ouvidos o Ministério Público Federal e
o juiz Sergio Moro, além da defesa de Vaccari,
para finalmente SER JULGADO PELO COLEGIADO do TRF-4a.

Enquanto Vaccari e seus amigos esperam ansiosamente sua libertação, a gente vê na imprensa Aécio e seus parceiros de rolos serem libertados e comemorarem com seus familiares.

Se foi reconhecido o não envolvimento de Vaccari com as denúncias da Petrobras, porque ficar protelando a libertação de Vaccari?

domingo, 2 de julho de 2017

A hora e a vez de LIBERTAR VACCARI

Depois de soltarem Aécio e seus sócios...

Nesta semana, mais uma vez, o Tribunal Regional Federal da 4a. Região vai decidir se, mais uma vez, determina que Sergio Moro liberte Vaccari.


A Justiça e o Direito não podem ser usados conforme a conveniência política deste ou daquele juíz. Tanto a Justiça, quanto o Direito precisam ser imparciais e iguais para todos os cidadãos brasileiros.

Sergio Moro antecipou para a imprensa, na semana passada, de que não cumpriria a decisão judicial do TRF-4a., e assim fez.

O jornalista que mais noticia a Lava Jato é Fausto Macedo, do Estadão. Este jornalista tem livre acesso a todas as informações dos processos e tem servido para dar recados aos envolvidos e aos interessados.

No último dia 30 de junho, ele publicou notícias sobre o novo recurso da defesa de Vaccari, como também publicou o recurso na íntegra. O quê foi positivo, por que assim todos podem ter acesso a este importante documento jurídico.

Este recurso, assinado pelos advogados Luiz D'Urso e Ricardo Velloso é uma preciosidade e, se a Justiça for feita, com certeza Vaccari deve ser libertado nesta semana.

Vejam a íntegra do RECURSO PELA LIBERTAÇÃO DE VACCARI:



EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR
FEDERAL RELATOR JOSÉ PEDRO GEBRAN NETO DO
EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO

URGENTE – REQUERENTE PRESO

Processo nº 5012331-04.2015.4.04.7000

JOÃO VACCARI NETO
, já qualificado nos
autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública, vem,
respeitosamente, perante Vossa Excelência, por seus advogados
que esta subscrevem, REQUERER SUA LIBERTAÇÃO, após mais
de dois anos de encarceramento “cautelar”, expondo o quanto
segue:

1. No dia 27/06/2015, em continuação
ao julgamento do Recurso de Apelação interposto pela defesa, o i.
Desembargador Victor Laus, seguindo o voto do i. Desembargador
Leandro Paulsen, absolveu o requerente por insuficiência de
provas, restando vencido o i. Desembargador João Gebran, o que,
por consequência, levou à revogação da prisão preventiva do
requerente, decretada no processo. Registra-se, de plano, que
milita, em favor do requerente, TODAS as condições para que
responda seu processo em liberdade, até o trânsito em julgado da
decisão.

2. Após a comunicação para a primeira
instância da decisão absolutória,
o i. Magistrado da 13ª Vara
Criminal Federal de Curitiba determinou a expedição de alvará de
soltura, com ressalva, para que o requerente não fosse colocado
em liberdade.

3. Acatando-se esse despacho
, o
requerente não foi colocado em liberdade, pois tal ressalva
constante do alvará de soltura, dava conta da existência de um
segundo mandado de prisão expedido no processo de nº 5016405-
59.2016.404.7000, que também tramita perante aquela e. 13ª
Vara Criminal Federal de Curitiba – PR.

Adverte-se que inexistiu decretação de nova prisão preventiva, pois o que ocorreu foi a
extensão da ordem de prisão anteriormente decretada neste
processo, em 13/04/2015 (evento 8), para o segundo processo.
Vejamos, diante da comunicação de absolvição, como o
Magistrado de 1ª instância decidiu:

“A Egrégia 8ª Turma do TRF4, por maioria,
deu provimento à apelação de João Vaccari
Neto, para absolvê-lo das imputações
apresentadas na ação penal 5012331-
04.2015.4.04.7000.

Assim, expeça-se alvará de soltura,

relativamente à prisão de João Vaccari Neto
determinada nestes autos de nº 5012323-
27.2015.404.7000, eis que instrumental à
referida ação penal.

Consigne-se que, não obstante, ele não
deverá ser colocado em liberdade, eis
que vigente a prisão preventiva contra
ele decretada no bojo da ação penal nº
5013405-59.2016.404.7000 e que está
baseada em outras provas.

Evidentemente, se for o caso, caberá ao
TRF4 estender ou não os efeitos da
revogação da preventiva ao outro
processo.

Encaminhe-se o alvará de soltura
para
cumprimento por Oficial de Justiça com a
ressalva acima.” (processo nº 5012323-
27.2015.404.7000, evento 109) (grifo
nosso)

4. Essa decisão está em total
descompasso
com o que realmente ocorreu, pois, conforme se
verificará abaixo, jamais houve nova (segunda) “decretação” de
Prisão Preventiva, mas tão somente a extensão daquela
decretada neste primeiro processo (em 2015) para o segundo
processo, por ocasião da sentença daquele outro.

5. Também, inexistem “outras provas”

que teriam embasado essa suposta e inexistente (segunda)
decretação de prisão preventiva. Vejamos a decisão que estendeu
a Prisão Preventiva para o segundo processo, na oportunidade da
sentença deste:

“Considerando que a nova condenação
confirma o papel central de João Vaccari
Neto no esquema criminoso da Petrobrás e a
prática habitual por ele de crimes de
corrupção e lavagem, com danos até mesmo
à integridade de uma campanha
presidencial, ESTENDO a prisão
preventiva decretada na decisão de
13/04/2015, evento 8, do processo
5012323-27.2015.404.7000, a este feito,
REMETENDO TAMBÉM AOS DEMAIS
FUNDAMENTOS ALI EXPOSTOS. Assim
e com base no art. 387, §1º, do CPP, João
Vaccari Neto não poderá apelar em
liberdade. Expeça a Secretaria novo
mandado de prisão preventiva, com relação
a este feito. Concomitantemente, expeça-se
guia de execução provisória desta
condenação, a fim de permitir, com a
unificação da condenação na ação penal
5012331-04.2015.4.04.7000, que o
condenado possa fruir dos beneficíos do
progressivo cumprimento das penas.”
(sentença proferida nos autos do
processo nº 5013405-59.2016.4.04.7000,
evento 553) (grifo nosso)

6. Como se confirma no trecho da
decisão do segundo processo reproduzido acima
, não houve NOVO
decreto prisional preventivo, apenas uma extensão da prisão
preventiva anteriormente decretada em 2015, remetendo,
GENERICAMENTE, às razões já elencadas naquele decreto
prisional de 2015.

7. Não foi exposto qualquer
fundamento legal para a extensão, apenas foi dito que se
remetia aos demais fundamentos expostos no primeiro
processo
(nº 5012323-27.2015.404.7000).

8. Em primoroso voto, o e. Ministro Celso
de Mello reforça
a necessidade de fundamentação do decreto
prisional em suas próprias razões e não em “reforços” de outras
decisões, devendo elas – as razões – serem expostas por ocasião da
decretação da prisão cautelar. Vejamos:

“ (...) eis que a legalidade da decisão que
decreta a prisão cautelar – considerada a
diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria – há
de ser aferida em função dos
fundamentos que lhe dão suporte, e não
em face de eventual reforço advindo dos
julgamentos emanados das instâncias
judiciárias superiores. Como se sabe, não
basta justificar 'a posteriori', já no âmbito
do próprio processo de 'habeas corpus', as
razões que deveriam ter sido expostas
por ocasião da decretação da prisão
cautelar, pois a existência
contemporânea da motivação constitui
pressuposto de legitimação do próprio
ato decisório. Impõe-se relembrar que a
jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal não admite seja suprida a omissão
(ou a insuficiência) da decisão judicial que
ordena a prisão cautelar, seja pelas
informações que a autoridade judiciária, a
pretexto de justificar tardiamente o seu
ato, venha a prestar apenas em sede de
'habeas corpus', seja, ainda, pelas decisões
proferidas pelas instâncias judiciárias
superiores, ao julgarem, em momento
posterior, o remédio de 'habeas corpus' ou
eventuais recursos interpostos contra a
decisão inicial que decretou,
originariamente, a prisão do paciente: '(...)
A motivação, portanto, há de ser
própria, inerente e contemporânea à
decisão que decreta o ato excepcional de
privação cautelar da liberdade, pois -
insista-se - a ausência ou a deficiência de
fundamentação não podem ser supridas 'a
posteriori (...)” (HC 96351 SP. - DJe-197
16/10/2008 - Relator Min. CELSO DE
MELLO)
(grifo nosso).

9. Portanto, reitera-se, não houve nova
decretação de prisão preventiva no segundo processo
, uma vez
que essa prisão preventiva foi estendida do presente processo para
aquele, sem qualquer “fundamentação própria, inerente e
contemporânea”, o que, por si só, já evidencia sua ilegalidade, pois
se baseia em decretação de prisão anterior, expedida há quase
dois anos, não apresentando, para esse momento posterior,
qualquer fundamentação própria demonstrando sua necessidade e
atualidade, limitando-se, apenas, a remeter, genericamente, às
razões da primeira decretação de 2015.

10. Embora tenha havido determinação de
expedição de novo mandado de prisão, isto não supre a
necessidade da decretação de uma nova prisão preventiva
fundamentada.


11. Portanto, só existia uma decretação
de prisão preventiva,
decretada no primeiro processo, que
culminou com a absolvição do requerente, prisão esta revogada.
Ora, diante da absolvição do requerente no primeiro processo, no
qual foi decretada sua prisão preventiva, por óbvio não pode
subsistir o segundo mandado de prisão, isto porque inexistiu
nova decretação de prisão e, também, porque inexistiu nova
fundamentação.

12. Assim sendo, revogada a prisão
preventiva decretada no processo que ocorreu a absolvição, não
subsiste sua extensão, de modo que, revogado o principal, revogase,
também, o acessório que, no principal, encontra a razão de
existir.


13. Mesmo quando o i. Magistrado de
primeiro grau, na sentença do segundo processo
, refere-se a
“outras provas”, o faz genericamente, sem sequer indicar uma
delas para estender a custódia preventiva do requerente, o que
também está eivado de vício, levando à revogação do segundo
mandado de prisão (referente à prisão estendida).

14. Pela manifestação do juízo

monocrático, em seu despacho que determinou a expedição do
alvará de soltura, fica claro que o mesmo não desejou imiscuir-se
dessa matéria, remetendo, expressamente, à apreciação do
Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a possibilidade de
“estender ou não os efeitos da revogação da preventiva ao outro
processo”.

15. Por derradeiro, mesmo que se
admitisse que a referida extensão da prisão preventiva suprisse a
decretação expressa de nova preventiva, isso não afastaria o
caráter genérico verificado, pois inexiste fundamentação para esta
nova cautelar, que se limita à remessa aos fundamentos
(ultrapassados) da outra decretação, o que não se pode admitir
tratando-se de prisão preventiva.


16. Só para registro, essa extensão da
prisão preventiva ocorreu de ofício, pois o Ministério Público
Federal, no segundo processo, jamais viu necessidade ou
conveniência da prisão preventiva do requerente naquele segundo
feito.


17. Embora este pedido de liberdade nada
tenha com o mérito do referido segundo processo,
apenas a título
de informação, nesse segundo processo o requerente também foi
condenado, por decisão baseada, EXCLUSIVAMENTE, em palavra
de delator, sem que houvesse qualquer prova para corroborá-la.
Contra tal decisão já existe Recurso de Apelação tramitando nesse
Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

18. Dessa forma, diante da absolvição do
requerente
em sede de Recurso de Apelação, da revogação de sua
prisão preventiva decretada em 2015, bem como da falta de
fundamentação para a prisão preventiva no segundo processo de
nº 5013405-59.2016.404.7000, requer-se a revogação da segunda
prisão preventiva estendida, uma vez que esse mandado de
prisão, dela decorrente, nada mais é do que mera extensão da
ordem de prisão decretada no primeiro processo, a qual foi
revogada, expedindo-se, dessa forma, o competente alvará de
soltura, para que o requerente, após mais de dois anos
encarcerado injustamente, possa ser colocado em liberdade, por
ser de JUSTIÇA.


19. Caso V. Exa. indefira este pedido,

requer, desde já, que o mesmo seja levado à apreciação da 8ª
Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, por ser de
Direito.


Termos em que
p. deferimento.

São Paulo, 29 de junho de 2017.

LUIZ FLÁVIO BORGES D’URSO

OAB/SP nº 69.991

RICARDO RIBEIRO VELLOSO

OAB/SP nº 182.634

Bahia x Vitoria Abraço de afogados?

Futebol baiano está ruim

É uma pena ver o futebol baiano e nordestino em geral em má qualidade. Tudo bem que a gente torce para O Corinthians, s quê compensa o futebol nordestino, mas eu acho que o problema do Nordeste é mais de administração do que de dinheiro.

Se os nordestinos s são bons de música e educação, também podem ser bons no futebol e demais esportes.

Acorda Nordeste!

sábado, 1 de julho de 2017

Referência obrigatória para um NOVO BRASIL

Nosso passado nos ensina...

Oswaldo Aranha, a Revolução de 1930 e o pós-guerra,
quando o Brasil industrializou-se, urbanizou-se e
deixou de ser uma “grande fazienda”
para ser uma grande esperança.

O futuro sorria para nós...
Aí veio 1964, depois 1985, depois 1988, depois 1991, depois 1994, depois 2002, depois 2010, depois 2014. Cada data uma transformação, para o bem e para o mal...

Como recuperar as esperanças?
Este artigo de Matias Spektor, publicado no meio do caderno Ilustrada da Folha de hoje, nos dá uma série de dicas importantes.

Leia o artigo e vamos virar a mesa para reconstruir o nosso Brasil!

Fotobiografia de Oswaldo Aranha
se torna referência obrigatória


MATIAS SPEKTOR – Folha - 01/07/2017 02h00
OSWALDO ARANHA - UMA FOTOBIOGRAFIA (ótimo)
AUTOR Pedro Corrêa do Lago
EDITORA Capivara
QUANTO R$ 70 (412 págs.)

Então governador do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas hesitava em deslanchar o golpe para derrubar o presidente Washington Luís. Quem o pressionou e ameaçou foi Oswaldo Aranha, seu articulador político mais fiel.

Com 36 anos, Aranha era um fenômeno. Começara a fazer política na faculdade e aprendera as manobras do ofício durante os dez meses de guerra civil que rachara o Rio Grande do Sul, em 1923.

Sua trajetória foi meteórica. Durante a revolução de 1930, coube a Aranha organizar a base de apoio a Getúlio, além de obter material bélico e munições na Argentina e na Tchecoslováquia.

Instalado no poder, Aranha virou ministro da Justiça e da Fazenda. Lá, institucionalizou os poderes discricionários de Vargas, dissolveu o Congresso e criou o quadro de exceção que deveria durar até a eleição da constituinte.

Coube a ele a gestão da crise econômica de 1929 e, quando São Paulo se levantou contra Vargas, foi ele quem cuidou da contenção do movimento constitucionalista.

Sua relação com Vargas era sempre tensa. Não à toa, em 1934, o presidente despachou seu articulador para longe, como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Durante os quatro anos que lá permaneceu, Aranha cavou um espaço próprio junto ao governo Roosevelt.

Sem ele, o Estado Novo quiçá não tivesse contado com a anuência americana, e o Rio de Janeiro jamais recebesse tratamento preferencial na América Latina.

Aranha voltou ao Brasil, a pedido de Vargas, em 1939. Começava a Segunda Guerra e o embaixador ocuparia a pasta das Relações Exteriores. Como chanceler, selou a aliança com os americanos, afastando o país da Alemanha de Hitler.

O Brasil terminou declarando guerra ao Eixo, mas Aranha se desgastou com Vargas e perdeu a quebra de braço na cúpula do poder.

Afastado da vida pública antes mesmo de a guerra terminar, voltaria mais tarde para representar o país junto às Nações Unidas e para ser ministro da Fazenda de Vargas, em 1953. Um ano depois, foi dele o principal discurso no enterro do chefe.

A nova fotobiografia apresenta ao leitor um acervo iconográfico primoroso. A edição cuidadosa oferece uma síntese dos principais episódios da vida de Aranha, além de numerosas citações de amigos, desafetos e estudiosos. A bibliografia completa e o índice onomástico a transformam em referência obrigatória.

Acima de tudo, o livro oferece o melhor retrato de uma época na qual a política brasileira ainda produzia gigantes.