domingo, 7 de maio de 2017

França: ganhou o neoliberal social

Os franceses disseram NÃO à extrema direita

A França surpreendeu o mundo duas vezes.
A primeira, quando o povo excluiu do segundo turno os partidos tradicionais.
A segunda vez, quando elegeu um jovem, de apenas 39 anos, para presidente do país.

Macron aglutinou todos os neoliberais, todos os conservadores, excluindo os fascistas e os nacionalistas que pretendiam minimar a importância da União Europeia e o Euro. A imprensa brasileira fez campanha para Macron já no primeiro turno. Se os golpistas brasileiros apoiam Macron, algo nos alerta.

É evidente que Macron será melhor do que Sarkozy e do que Hollande. Como será melhor par a França, do que Trump está sendo para os Estados Unidos. A Europa é mais do Bem Estar Social do que os Estados Unidos.

Já os países mais atrasados, como Brasil, Argentina e demais países da América Latina, conviveremos com o crescimento do fascismo e das ditaduras, mesmo que legalizadas.

O que está evidente é que o modelo francês de 1789, da revolução burguesa, está saturado, superado e há um vazio sendo ocupado pelo modelo chinês e russo. Isto é, da não existência de democracia parlamentar com garantia da pluralidade e da liberdade de informação.

Assim, o mundo caminha para modelos ditatoriais como do Egito e da América Latina, monitorado pelos Estados Unidos. Teremos governos plebiscitários como o russo, modelo autoritário como o chinês e o modelo americano, que é o do "Big Stick", isto é, democracia do porrete, da hegemonia branca e servil ao modelo financeiro americano.

Como podemos ver, a democracia representativa e a participativa estão em baixa. Ou o mundo reverte este quadro, ou caminharemos para mais violência e menos liberdade.

Que venham os jovens neoliberais sociais,
mas que respeitem a democracia, a liberdade e a fraternidade.

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