segunda-feira, 24 de abril de 2017

Guernica, 80 anos depois

Um divisor de água da humanidade

Já tarde da noite de segunda-feira, dia 24 de abril, voltei a abrir os jornais. Ao olhar o Estadão de trás para frente, deparei-me com o artigo do bom crítico de cinema, Luiz Zanan Oricchio. Ele abordava o novo filme de Juan Francisco Urrusti, sobre a Guerra Civil Espanhola e sobre Guernica. Bombardeada sem defesa, por aviões da Alemanha nazista e da Itália fascista. O nome do filme é " No exílio: um Filme de Família".

Um filme feito com o coração.

Embora as imagens de Guernica sejam as mais chocantes, o mexicano, Urrusti, resgata a memória da família, que veio exilada da Espanha no res Aldo da vitória dos fascistas liderados por Franco.

Em favor da República lutaram não apenas os espanhóis, mas voluntários de muitos países, inclusive do Brasil.

Com certeza, nesta quarta-feira feira, dia 26 de Abril de 2017, quando a destruição barbara de Guernica estará completando 80 anos, muitas reportagens surgirão. Os fascistas, a Igreja Católica Espanhola da época e os conservadores, inclusive do Brasil, tentaram negar e esconder a violência contra Guernica. Mas não conseguiram. Guernica teve apoio de Picasso, de muitos jornalistas sérios e de milhares de intelectuais no mundo.

As pessoas podem morrer, mas a Verdade Histórica não se apaga.

Como diz Oricchio: tudo isso está lá, neste belo e emocionante documentário.

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