domingo, 23 de abril de 2017

Duas preciosidades no mesmo jornal

Ella Fitzgerald e Guernica no Valor de Fim de Semana

De sobra ainda temos os textos de Zuza Homem de Mello.

Depois que comprei o CD triplo de Bob Dylan, ando ouvindo uma bela música antiga, "How Deep is The Ocean". Fui procurá-la no Google e vi uma bela gravação de Eric Clapton. Neste domingo fui procurar a música para mostrar à minha esposa. Achei a música com a linda interlpretação de Ella Fitzgerald.

Depois do almoço, peguei o caderno de Fim de Semana do Jornal Valor para ler. Para minha surpresa, tinha uma reportagem sobre "A voz radiosa do jazz". De quem era a autoria? Nosso querido Zuza Homem de Mello. Um texto sentimental, saudosista e lindo. Como sempre. Zuza também conta a passagem de Ella pelo Brasil e o fato de ele ter sido intérprete da cantora. Com muito mérito. Nessa temporada iniciada em abril de 1960, cantou no Teatro Record de São Paulo e no Copa no Rio de Janeiro. Velhos tempos intimistas...

Depois de ler os ótimos artigos de Zuza, pulei a reportagem sobre as eleições francesas e dei-me de cara com um dos assuntos que mais me impressiona: Guernica.

Um longo artigo, de autoria de Matias M. Molina, para o Valor, de São Paulo. Um texto como nunca tinha lido. E olhem que tenho muitos livros sobre a Espanha e também sobre a Guerra Civil Espanhola, a guerra que deu início a segunda guerra mundial.

No artigo cita que a Igreja Católica espanhola apoiou os fascistas de Franco. Como também a Itália de Mussolini, a Alemanha de Hitler, a Inglaterra de Churchill e os Estados Unidos de Roosevelt. Tudo isto dói muito. Em nome de se combater o Estado laico, a democracia social e as diversas tendências da esquerda, como anarquistas, trotskistas e comunistas pró-Rússia,além da guerra civil destruidora, voltaram à monarquia, à inquisição e à barbárie. Foram mais de 50 anos de ditadura na Espanha. De chorar...

O título do artigo é: "As cinzas de Guernica", de autoria de Matias M. Molina.


O ataque e a destruição de Guernica foi em 26 de Abril de 1937.

O dia 26 de abril deste ano, cai na próxima quarta-feira.
São 80 anos de lembranças e sofrimentos.

Vejam que parágrafo dramático:


"A destruição de Guernica foi experimento de bombardeio de saturação para arrasar um cidade; um teste do poder aéreo como arma psicológica para desmoralizar a população civil.
Hermann Goering, comandante da força aérea alemã, queria provar a Hitler a superioridade da aviação, o martelo de Thor, para ganhar uma guerra.
Hitler decidira enviar a Luftwaffe à Espanha após ver a opera Siegfried, de Wagner; o código da operação recebeu o wagneriano nome de Fogo Mágico, inspirado no terceiro ato dessa ópera.
No tribunal de Nuremberg, onde foram julgados os líderes nazistas, Goering disse que GUERNICA FOI CAMPO DE PROVAS".

E o povo basco de Guernica foi a cobaia. As Igrejas Católicas foram destruídas, matando centenas de moradores que tentavam se proteger das bombas incendiárias.

Uma vez, visitando Madri, fomos até o museu onde está a pintura de Picasso, Guernica, além da história da destruição e de como Picasso planejou e executou a pintura. É de chorar.

Além das alegrias e tristezas dos artigos do Jornal Valor, ficamos com a impressão de que estamos vivendo novamente às vésperas de novas guerras e de novas barbáries.

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