domingo, 2 de abril de 2017

A Folha ler a Folha?

O Brasil está podre,

o governo perdido,
o Congresso corrompido,

o judiciário destruindo a democracia
e
a imprensa incendiando tudo.

A frase de que “o Brasil está podre” é de Clovis Rossi, a frase de que “o governo está perdido” é o mesmo sentido de “Temer e Meirelles estão perdidos”, presidente e ministro da Fazenda, os dois principais cargos do governo. A frase é de Jânio de Freitas.

Ambos escrevem na Folha. A mesma Folha que, juntamente com a Rede Globo, são a principal base de sustentação do governo Temer e das práticas tresloucadas do PSDB.

Por falar em PSDB, a revista porta-voz dos fascistas diz na capa que o presidente do PSDB recebeu dinheiro por fora e depositado em Nova York. Luiz Nassif diz que Serra é um dos brasileiros mais ricos e tudo isso foi conseguido com negociatas.

No Brasil atual, quem sobra? Qual instituição sobra?


Somente novas eleições gerais e nova constituinte podem estabilizar o Brasil. A Folha que foi a favor das Diretas Já, precisa mandar seus editores ler a própria Folha e ajudarem a redemocratizar o Brasil, além de ajudar a combater a corrupção.

Leiam o artigo de Jânio de Freitas na Folha de hoje.


Temer e Meirelles estão perdidos,

incapazes tanto de fazer quanto de compreender

Jânio de Freitas na Folha de hoje, 02/04/2017
Nem a complacência interessada com que o poder econômico e a imprensa/TV tratam Michel Temer – conduta que serve de proteção para um lado e ilusão para o outro– consegue escapar desta realidade deprimente:

Temer e Henrique Meirelles estão aturdidos, perdidos no emaranhado de suas afirmações e logo recuos, incapazes tanto de fazer quanto de simplesmente compreender.

E a verdade daí decorrente é que, em dez meses,
a situação do Brasil só se agravou,
arrastando nesse despenhadeiro todos os não dotados de recursos fartos.

Sob o domínio da incompetência e da perplexidade, o Brasil sufoca.


Em um só dia, o já estigmatizado 31 de março, as páginas iniciais nos sites dos principais jornais e do UOL davam, com diferentes níveis de exibição, estas informações: "Corte orçamentário atinge transporte, habitação e defesa".

O governo superestimou as receitas, prática que dizia repelir, daí resultando um rombo de R$ 58,2 bilhões nas suas contas. Como remendo, já em março Meirelles achou necessário o corte de mais de R$ 42 bilhões nos investimentos do governo. Só as obras do PAC perderão mais de R$ 10 bilhões. Os investimentos do governo são, historicamente, o que ativa a economia. Logo, o corte é contrário à recuperação econômica.

Outra:
"Contas públicas têm pior resultado para fevereiro em 16 anos", ou desde que começado esse registro em 2001. A despesa do governo no menor mês foi R$ 23,5 bilhões maior do que a receita.

Mais: "PIB recua 3,6% em 2016". É o país empobrecendo. Meirelles propalou, nos primeiros meses do governo Temer, que antes do fim do ano (2016) a recuperação econômica já estaria em curso. Com o corresponde resultado no PIB. As previsões vieram caindo em voz baixa. E o resultado real é o desastre noticiado.

Ainda:
"Governo Temer é aprovado (apenas) por 10%" (pesquisa CNI/Ibope, que em dezembro indicava 13%). Aquele número reflete o tamanho da legitimidade com que Michel Temer se põe a agravar as distorções da Previdência. E reduzir ainda mais o valor do trabalho, com a terceirização indiscriminada.

Para encurtar
, por desnecessidade de mais: "Brasil tem 13,5 milhões sem emprego e a economia continua em retração". Esses milhões são o cálculo do IBGE para os que procuraram emprego. Incluídos os que desistiram de procurá-lo ou não chegaram a fazê-lo, há estimativas que vão a 20 milhões. Se "a economia continua em retração", a probabilidade de desemprego é crescente. E suas consequências, idem.

É o Brasil de Michel Temer em poucas linhas.
O governante dos recuos empurrando o país para a calamidade.


Em tal situação, disseminar notícias precipitadas de êxitos governamentais é mais do que fantasiar incertezas.

O governo não se entende com a economia e
não é verdade que se entenda com o Congresso,
a menos que sucessivos recuos não sejam apenas
falta de entendimento, de avaliação e competência.
E de moralidade, com tantos símbolos da corrupção
revigorados nos cargos ministeriais e
palacianos recebidos de Michel Temer.

Na história brasileira,
não há nada semelhante a esse governo


que perde, em sua média, um figurão por mês, levado por acusação de improbidade (em um caso, por tê-la encontrado dentro do palácio presidencial).

Devastado pelos bandoleiros dos subornos,

negociatas, desfalques,
e estelionatos com nome de "sobras de campanha",

este país agora sofre a ameaça de ser destroçado
por um governo de ineptos,
protegido em troca de alguns retrocessos de legislação.

Um comentário:

  1. Gilmar você é o meu ídolo . Muito oportuna e uma analise real infelizmente.

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