domingo, 30 de abril de 2017

1o. de Maio, Greve Geral e Democracia

O direito de explicitar as diferenças

O 1o. de Maio
é o dia internacional dos trabalhadores, como o dia 8 de março é o dia internacional das mulheres e o dia 1o. de janeiro é o dia internacional de confraternização. Estas datas têm seus significados. Qual é a data internacional comemorativa dos patrões? Ou dos empresários, para ser moderno? Não conheço. Talvez não exista. Mas, o fato de não existir não significa que não tenha importância.

A revolução francesa
é o marco internacional do fim do absolutismo das monarquias e o começo do reconhecimento internacional dos Direitos Humanos. Isto é, dos direitos do cidadão. Direito de ser diferente em todos os sentidos.

A ideia de "cada cidadão um voto" é extremamente libertária
,
por se propor reconhecer que, embora haja hegemonia de classe, no caso histórico da classe dos proprietários sobre os não proprietários dos meios de produção e de riqueza. A proposta de cada país ter uma CONSTITUIÇÃO, onde os direitos e deveres do povo deste país estão regulamentados é de fundamental importância para se diminuir as guerras, os golpes e as manipulações.

Historicamente, as revoluções acontecem mais com guerras do que através do voto. Um dos poucos casos onde o voto se sobrepôs à luta armada e ao golpe foi a África do Sul, graças a Mandela. Na Europa atual, o voto também tem se sobreposto às armas. Já nos países periféricos como o Egito e o Brasil, os golpes voltaram a ser regra e o voto voltou a ser pró-forma.

Amanhã teremos mais um 1o. de maio.

Em função da necessidade de se priorizar a preparação da greve geral de 28 de abril, as centrais sindicais convocaram o 1o. de maio como dia comemorativo, com músicas e confraternizações. Para isso mandaram ofícios ao governador e ao prefeito de São Paulo. Tudo ia bem até o fato de o prefeito marqueteiro resolver tentar impedir que o ato seja realizado na Avenida Paulista, mesmo sendo feriado. Para isso, usou o que tem sido comum nos últimos anos, o poder arbitrário do judiciário e de um tal Ministério Público. O risco de ter violência na avenida é muito grande.

A Democracia no Brasil está sendo desacreditada.
A quem interessa acabar com a Democracia?


Por que os governadores conservadores estão usando a Polícia Militar de seus Estados para agredir os manifestantes? Por que as forças de segurança estão sendo usadas como provocadores e agressores? Esta repetição de agressões provocarão reações e porão em risco a já frágil Democracia.

Os trabalhadores, os negros, os índios, as mulheres, os gays, os religiosos, os artistas, enfim, todos os segmentos da sociedade têm direito de se organizar e se manifestar pacificamente.

Não cabe nem as PM dos Estados,

nem aos Black Blocs fantasiados de "ninja",
agirem com violência contra as pessoas que estão nas manifestações, nem contra o Patrimônio Público, nem contra as lojas comerciais. Se, por um lado, os governadores não podem estimular a violência das PM's, por outro lado, os movimentos sociais não podem aceitar a violência dos "Black Blocs" da vida.

Nenhum dos lados deve fazer concessão à violência.

Violência chama violência e, se sabemos como começa,
nunca sabemos como acaba. Assim são as guerras...

O prefeito de São Paulo tem sido um provocador.
O governador de São Paulo está cada vez mais conservador.

Ambos estão ignorando as regras democráticas,
estão estimulando a violência policial e para-militar.
Ambos estão liberando os demônios da violência coletiva.

Ou o povo põe limite na violência,
ou a violência tomará conta de nós.

A imprensa e o judiciário não podem estimular a violência.
Nem acobertar quem a estimula.

Vivemos com um governo ilegítimo,
um Congresso Nacional desmoralizado e corrupto,
e um país à deriva.

O melhor para o Brasil é a convocação de
ELEIÇÕES GERAIS, já!


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