sábado, 25 de março de 2017

O Egito e o Fim das Primaveras

Ditadura egípcia liberta Mubarak

O ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, deposto em 2011, foi solto ontem após quase 6 anos de prisão.

A libertação foi interpretada como o FIM DA REVOLUÇAO e de suas reivindicações de justiça social.

A queda de Hosni Bubarak em 2011, após um governo de 30 anos (!!!), propiciou a primeira eleição livre do Egito.

O eleito democraticamente, depois de milhares de pessoas nas manifestações, foi Mohamed Morsi, vinculado ao grupo Irmandade Muçulmana, (que não tinha o apoio do Ocidente), foi deposto depois de um ano no cargo, pelo comandante do Exército, Sisi. Em 2014, foram convocadas novas eleições e que foi o vencedor? O general golpista Sisi. Que conta com o apoio do Ocidente, principalmente dos Estados Unidos.

Nos últimos anos, desde o golpe de Estado de 2013, ativistas e movimentos que se levantaram contra Mubaraksofreram uma brutal perseguição e milhares de jovens acabaram na cadeia.

Estas trágicas notícias estão publicadas no jornal Estadão de hoje.

Com a volta dos ditadores no Egito, acabaram as Primaveras Árabes
, que contavam com o apoio do ocidente e a expectativa que as ditaduras fossem substituídas por sistemas democráticos. Só a primavera da Tunísia sobreviveu.

Destaque-se que o Ocidente, além de promover primaveras e golpes de Estado, promove intervenções armadas diretas, como fez com o Iraque e a Líbia.

Estas experiências "democratizantes" no Oriente Médio,
serviram de aprendizado para que governos europeus e americano começassem a promover golpes populares como o da Ucrânia e da América Latina. Tudo promovido pelas "Forças Ocultas" e ampla cobertura da imprensa. Saíram os militares na América Latina e foram substituídos pelo Judiciário, Ministério Público e a Imprensa.

Vivemos tempos de pré-guerras regionais que poderão virar mundiais como foram as guerras mundiais no século passado. Quem viver, verá...

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