sexta-feira, 31 de março de 2017

A grandeza de Fernanda Montenegro

Ainda temos as Fernandas

Não sei porque, mas sempre tive a impressão que as pessoas têm a ver com os nomes. Por exemplo, as Fernandas que eu conheço geralmente são pessoas ativas e expressivas. No caso do teatro, temos as duas Fernandas, mãe e filha, que sempre leio artigos e entrevistas sobre as duas. Num país tão travado, as duas sempre surgem com novidades e esperanças.

Hoje, saíram reportagens sobre a mãe, Fernanda Montenegro, tanto na Folha como no Estadão. O artigo da Folha, em função da diagramação que prioriza o anúncio de propaganda em detrimento do artigo, eu acabei não lendo. Mas o artigo no Estadão, além da diagramação ser mais agradável, o texto é uma obra de arte.

O nome do artigo é "Flor de obsessão"
, e está publicado no Caderno 2, que continua sendo o melhor caderno do jornal Estadão. A autora é Maria Eugênia de Menezes. Vou ver se consigo reproduzi-lo neste fim de semana.Quando vejo um bom artigo como este, sendo publicado num jornal em crise e com poucas assinaturas, fico com vontade de reproduzi-lo para que as pessoas que não têm acesso ao jornal tenham conhecimento.

Além de todas as belezas de Fernanda Montenegro
, o que mais admiro é o fato de ela estar com 87 anos de idade e ser uma das principais luzes que iluminam nossa cultura, nossos valores e nossa necessidade de resistir a tudo de ruim que está acontecendo atualmente no Brasil.

"Nessa idade, tenho convicção de que já estaria de bengala
, doente em casa, se não fosse pelo teatro", diz Fernanda Montenegro. Na verdade, o Brasil ainda precisa da energia de Fernanda Montenegro. Ela convivei com os períodos felizes e com os períodos sombrios da nossa história.

Quando ela diz: "Eu venho de uma família pobre
, sou neta de imigrantes, não tenho curso superior. Tudo que tenho foi o teatro que me deu". Ela está provando sua dignidade, está mostrando que a grande maioria dos brasileiros têm a sua mesma história de passado pobre, que evoluiu, muitos ficaram ricos, mas negam seu passado, negam seus familiares e seus colegas de vida.

Precisamos recuperar o Brasil de Fernanda Montenegro
, o Brasil de nossos pais, o Brasil de Celso Furtado, de Dom Paulo, de Montoro, de José Gregório e de tantos que lutaram para fazer deste país uma Nação.

Os corruptos, entreguistas e mercenários passarão,
"e nós sobreviveremos", diz nossa estrela guia Fernanda Montenegro.

Por ironia, hoje é 31 de março,
data registrada do golpe militar de 1964. Hoje, 31 de março de 2017, além das ótimas reportagens sobre Fernanda Montenegro, em todo o Brasil estarão acontecendo manifestações contra as reformas do governo Temer. Reformas que querem acabar com a aposentadoria, com o emprego e com a dignidade nacional. O governo entreguista de Temer está fazendo mas mal ao Brasil do que a ditadura militar e o governo de FHC juntos fizeram.

Nós resistiremos,
Nós sobreviveremos,
Nós estaremos juntos comemorando
o Brasil de todos, com todos e para todos.

Ainda temos as Fernandas...

quinta-feira, 30 de março de 2017

Folha: Novo projeto editorial e velhas gafes

Seria bom se fosse verdadeiro

Quando houve o golpe de 1964, a Folha (da época) o apoiou. Durante a ditadura militar, a Folha da época, não só apoiou os torturadores, como cedeu veículos e espaço nos seus jornais.

Mais tarde, quando a Folha liderou jornalisticamente a campanha das Diretas Já, cresceu e se credenciou como o principal jornal brasileiro na época. As gerações dos anos 70 e 80 acreditaram que, com a redemocratização, o Brasil teria um jornal com padrão internacional.

Com a conquista de eleições diretas para presidente, a Folha em vez de satisfazer as expectativas dos milhares de leitores e assinantes, resolveu priorizar a defesa do Neoliberalismo e a criticar quem era contra o neoliberalismo. Isto é, a economia passou a ser mais importante do que a política. E a própria verdade...

A partir deste período a Folha passou a praticar uma regra terrível:

A versão era mais importante que o fato.
O fato deixou de ser registrado pelo jornal,
passando a existir somente a versão.

O seu principal concorrente na época, O Estadão,
continuou publicando os fatos, mesmo quando fazia uma interpretação conservadora. Mas publicava o fato e a versão, deixando ao leitor a escolha. Na Folha a escolha tinha deixado de existir. Atualmente, na política, Estadão copia a Folha.

Com estes dois jornais noticiando de forma conflitivas, acabei tomando a decisão de assinar os dois. Depois passei a ler também os jornais Valor e O Globo. Estava cada vez mais difícil saber a verdade na democracia brasileira. Ainda bem que surgiu a internet e as redes sociais...

Para matar de tristeza os assinantes e leitores mais à esquerda, a chamada grande imprensa brasileira, que apoiou o golpe de 1964, não satisfeita com o novo período de democracia, resolveu patrocinar um novo golpe. Só que, em vez de ser um golpe militar, fizeram um golpe civil, parlamentar e jurídico. Uma nova moda lançada no mundo pelos governos ocidentais. Golpes legais,porém, ilegítimos. A verdade faz mal à nossa imprensa?

Hoje, quando fui pegar os jornais, tive duas surpresas:

- a primeira foi que, em vez de receber dois jornais, nós recebemos QUATRO! Dois de cada. Depois vi que era propaganda...

- a segunda surpresa
foi o destaque dado pela Folha ao seu Novo Projeto Editorial. Fiquei animado e fui ler com atenção para ver se, depois do golpe atual, a Folha voltaria a tentar ser democrática e pluralista. O discurso é muito bonito. Diz já na primeira linha da capa: "O compromisso de distinguir notícia de falsidade". Isto é, distinguir a versão do fato.

Talvez ainda por falta de aplicabilidade, ao chegar no caderno "Mercado", deparo-me com relevante notícia, na parte superior da página A29:

"PF não foi responsável, afirma Kátia Abreu"

Parei perplexo. A senadora Kátia Abreu recuou da acusação de que a Polícia Federal fez um estardalhaço político com as empresas de carne brasileiras para beneficiar a concorrência estrangeira e destruir seus proprietários?

Já no primeiro parágrafo a matéria diz:

"Ex-ministra da Agricultura no segundo mandato de Dilma Rousseff, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) AFIRMA QUE FALTOU RESPONSABILIDADE da Polícia Federal na Operação Carne Fraca."

Faltar responsabilidade é bem diferente de "PF não foi responsável". Por mais que a língua portuguesa permita a dubiedade na frase "não foi responsável", o jornal ou foi displicente ou agiu de má fé. Qualquer que seja a alternativa será negativa para o jornal. Sem contar com a insistência do jornal em querer comprometer a autoridade da senadora por ter sido ministra da Agricultura de Dilma Rousseff.

Será que a Folha está querendo "limpar" a imagem da Polícia Federal?
Será que a Folha faz parte da campanha para denegrir a imagem da senadora Kátia Abreu?
Será que a Folha concorda com a campanha que a PF fez contra as empresas nacionais?

Como o novo Projeto Editorial foi lançado publicamente hoje
, eu, como leitor e assinante da Folha desde os anos setenta, mesmo sendo chamado de "leitor idiota por assinar este tipo de jornal", vou manter minha assinatura e continuar lendo o jornal.

Talvez isto revele um lado masoquista da minha parte, mas eu prefiro ter que ler muitos jornais como forma de formar minha opinião, a ficar com ideias dogmáticas e, muitas vezes, desestimuladoras da democracia e da liberdade.

A Folha diz que defende a democracia representativa, eu defendo a democracia participativa. Eu, mesmo sendo de esquerda, cursei a faculdade de Administração de Empresas da FGV-SP por achar importante que o Brasil seja um país pluralista, de economia de mercado e de inclusão social. O Brasil tem tudo para ser uma grande Nação. O que atrapalha é a nossa estrutura conservadora e o medo que se tem da pluralidade e da participação.

Praticar a democracia, respeitar a liberdade individual e coletiva, respeitar a decisão do povo e valorizar os acertos e os erros como aprendizagem é muito difícil. Mas, como dizia Betinho, se cada um fizer sua parte, a gente muda o Brasil para melhor.

Vou morrer tentando ver o Brasil como um país de democracia sólida e de economia competitiva internacionalmente.
Vou morrer tentando ver o jornal Folha de S.Paulo ser igual ao New York Times.
Vou morrer tentando ajudar à esquerda ter uma rede de rádio, TV, blogs, jornais e revistas no Brasil.

Sem a esquerda não tem a direita.
E sem a direita não tem a esquerda.
Uma sem outra, só existem ditaduras.
O resto é conversa mole.

Que tal fazermos parte de uma grande campanha por DIRETAS JÁ?



quarta-feira, 29 de março de 2017

Governo Temer: sem povo, sem legitimidade e sem vergonha

Temer e o golpe no "golpe do golpe"

Já tínhamos visto o golpe do impeachment,
quando derrubaram o governo legítimo de Dilma-Temer.

Depois presenciamos o golpe no golpe,
quando Temer assumiu a presidência, governando para os empresários, para as multinacionais e para os oportunistas. Ignorando que foi eleito com um programa Popular e Democrático. O mesmo aconteceu com a maioria dos golpistas com mandatos de deputados federais e senadores. Traíram seus eleitores e seu programa eleitoral. Perdendo a legitimidade e ficando com uma legalidade enganadora e sustentada por um judiciário também golpista.

Agora estamos vendo a discussão do golpe no "golpe do golpe".

Como Deus escreve certo por linhas tortas, o PSDB entrou com o pedido de impeachment da chapa eleita democraticamente e composta por Dilma e Temer. O PSDB, que de social democrata tem apenas o passado da época de Montoro e Covas, agora é um partido golpista e que está usando o governo Temer para fazer as reformas que nem FHC, no seu governo, teve coragem de fazer. Estão destruindo o Brasil...

Ainda em função da ação movida pelo PSDB contra a chapa Dilma-Temer, o TSE - Tribunal Superior Eleitoral, comandado pelo ministro Gilmar Mendes (também estrategista do PSDB)está dando curso ao processo e terá que julgar Temer, usando as mesmas regras que julgou Dilma. Daí o dilema: Se julgar coerente com a lei, o TSE deve cassar Temer; se julgar conforme a conveniência e a servidão de Temer ao PSDB, o TSE aumentará o desgaste do Judiciário nacional.

Vivemos uma realidade nacional em que o presidente da República não tem legitimidade, o Congresso Nacional está envolvido com a Operação Lava Jato, está refém do Judiciário e ameaçado pela Polícia Federal. O Judiciário extrapola suas funções, deixando até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso constrangido...

Agora, sentindo-se ameaçado pelo julgamento do TSE e pela dubiedade cínica do PSDB, Temer articula depoimentos e entrevistas de "personalidades" que topem defender que "é melhor com Temer do que sem ele". Que sem Temer o substituto será escolhido por um Congresso Nacional mais venal, mais desmoralizado, mais à direita do que seu próprio governo. Seria como na época da ditadura militar e o Colégio Eleitoral onde Maluf seria melhor que um general fardado ou uma Junta Militar. Falácia, tergiversação, embuste e falta de respeito com o Povo Brasileiro.

Já ameaçam até em não fazer eleições em 2018

Delfim Neto e Elio Gaspari saíram na frente, conclamando os empresários e o judiciário a dar sustentação ao governo Temer até o final de 2018. Cabendo ao Congresso Nacional ficar subserviente a Temer como forma de não serem investigados, levados coercitivamente a depor, passar uns meses na cadeia e serem execrados pela imprensa e pelos novos delegados e promotores públicos. Lembra até a Revolução Cultural de Mao Tsé Tung na China.

Se Temer for cassado pelo TSE quem escolhe o interino é o Congresso Nacional? Legalmente é, mas temos o POVO.

As ruas se esvaziaram?

As ruas dos militantes fascistas, da direita e dos inocentes úteis, sim.

As ruas dos trabalhadores do campo e da cidade, que estão perdendo a aposentadoria, perdendo o emprego, sendo terceirizados com salários irrisórios e sem benefícios sociais, as ruas das professoras, dos artistas, dos trabalhadores rurais, dos jovens desesperançados, estas ruas estão cada dia mais cheias. Já vimos isto no dia 15 de março, vamos ter um novo "esquenta" agora no dia 31, sexta-feira e estamos preparando uma Greve Geral com mobilização de todos os setores da sociedade que são contra o governo golpista de Temer e contra este Congresso Nacional cheio de mercenários.

O povo quer um governo legítimo,
que respeito o programa eleitoral,
que fale a verdade para o povo
e que esteja à serviço do povo.

O povo está exigindo FORA TEMER!
O povo está tomando seu destino para si
e está defendendo a soberania nacional.

Fora Temer!
Eleições Gerais, Já!


Que as leis sejam iguais para todos!
A Verdade liberta!

terça-feira, 28 de março de 2017

China mostra que "outra economia é possível"

A China e a socialização do investimento

O jornal Valor tem sido o melhor jornal do Brasil nos últimos anos. Hoje registrei que, por não ser publicado nos sábados e domingos, o Valor acabou publicando matéria "velha" sobre a reestruturação da BRF. Ficou atrás da Folha, que publicou na sábado e do Estadão, que publicou ontem, segunda-feira.

Para compensar a ausência de edições de sábado e domingo, o Valor publica um excelente caderno de assuntos gerais chamado EU & Fim de Semana.

No último dia 10 de março de 2017, o jornal publicou excelente artigo assinado pelos professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Elias K. Jabbour e Luiz Fernando de Paula, com o título: A China e a socialização do investimento. Uma obra prima!

Além de propor superação de pobres paradigmas, como "mercadistas" x "estatistas", a abordagem destaca o protagonismo do Estado no processo de desenvolvimento.

Considerando a qualidade do artigo e a raridade em ser publicado num jornal tradicional, resolvi reproduzi-lo abaixo.


A China e a socialização do investimento

Elias K. Jabbour e Luiz Fernando de Paula
Valor – 10/03/2017 – professores da UERJ

O processo de desenvolvimento econômico chinês é um dos fenômenos mais impressionantes do mundo onde vivemos: o crescimento médio do PIB nos últimos 35 anos foi de 9,5% a. a., ao mesmo tempo em que a renda per capita no período passou de US$ 250, em 1980, para US$ 9.040, em 2014. Por detrás desse processo, há de se destacar a alta relação investimento/PIB (45,6% em 2015), suas imensas reservas cambiais (US$ 3,1 trilhões em dezembro de 2016) e enorme volume de comércio externo (35,9% do PIB).

Não são poucas as interpretações sobre esse impressionante fenômeno. As abordagens convencionais destacam em geral o papel das privatizações, do capital estrangeiro e da desregulamentação do mercado. Uma abordagem estruturalista, contudo, aponta a centralidade do papel do Estado, a interação entre instituições e a existência de um sistema financeiro público e grandes conglomerados estatais em setores¬ chave da economia como elementos fundamentais à explicação do sucesso chinês, além do gradualismo e caráter experimental das reformas.

O ponto crucial da análise do desenvolvimento da China passa pela elaboração de uma abordagem capaz de explicar a formação de um “policy space” adequado à socialização do investimento em um ambiente internacional de finança globalizada. Para tanto, desenvolvemos uma abordagem analítica, a partir das contribuições de John M. Keynes, Alexander Gerschenkron, Ignacio Rangel e Albert Hirschman, que permita um entendimento abrangente do desenvolvimento chinês.

Keynes, em sua “Teoria Geral”, colocou a necessidade do Estado de influenciar as decisões de investimento privado e a propensão ao consumo das famílias via impostos e política de taxa de juros. A socialização do investimento seria a “única forma de assegurar o pleno emprego, embora isso não implique a necessidade de excluir ajustes e fórmulas de toda a espécie que permitam ao Estado cooperar com a iniciativa privada”. A aplicação dessa noção ao caso chinês pode ser encontrada tanto no papel do Estado em definir variáveis econômicas cruciais para estimular os gastos privados, em particular taxa de juros e taxa de câmbio, quanto no caráter complementar entre investimento público e privado.

Já Gerschenkron, em sua análise do desenvolvimento retardatário, destacou o papel do Estado e das instituições financeiras voltadas para o financiamento de longo prazo capazes de substituir, inicialmente, a falta da existência de um núcleo empresarial e de um sistema financeiro privado mais desenvolvido. Trata-se de elementos fortemente presentes na recente experiência chinesa, onde uma rede complexa, tendo como eixo imensos bancos de desenvolvimento estatais, deu suporte à expansão das atividades produtivas, podendo ser percebidos como o coração do chamado “socialismo com características chinesas”.

Rangel, um dos pais do desenvolvimentismo brasileiro, demonstrou em vários trabalhos que ao final de cada ciclo breve da economia mudanças institucionais se fazem necessárias tanto a promoção de transferência intersetorial de recursos quanto a reorganização de atividades entre o Estado e a iniciativa privada. Trata¬se de um movimento dialético onde privatizações são acompanhadas pela estatização de outras atividades. No caso da China, não é surpreendente que a cada mudança cíclica da economia percebem-¬se alterações institucionais que dão margem a uma completa reorganização de atividades entre os setores estatal e privado da economia.

Hirschman, por sua vez, desenvolveu a conhecida hipótese do “desenvolvimento desequilibrado”, segundo a qual o desenvolvimento é visto como um processo de saltos entre um desequilíbrio e outro: a utilização de mecanismos de indução e investimentos governamentais em indústrias¬-chave permitem não só a superação de pontos de estrangulamento da economia como a criação de oportunidades de investimento e de “encadeamentos para frente e para trás” ao setor privado. No caso da China, percebe-¬se que o encadeamento industrial e seus efeitos de “input¬-output” têm nas grandes companhias estatais o seu núcleo difusor, sendo o novo setor privado o beneficiário direto da geração de oferta em pontos de estrangulamento da economia.

As reformas econômicas chinesas iniciam-¬se a partir dos anos 1980 com a permissão aos camponeses de comercializarem seus excedentes de produção agrícola. Desde então, a “permissão ao enriquecimento” transformou o país numa “fábrica de fabricantes”. As elevações da renda e da produtividade do trabalho agrícola foram fator de deslocamento de mão de obra sobrante não às grandes cidades litorâneas, e sim no próprio vilarejo, às Empresas de Cantão e Povoado (ECPs). Uma das características fundamentais do processo de desenvolvimento recente chinês está no caráter rural da grande manufatura.

Uma miríade de formas de propriedade foi fundada por essas empresas sob o guarda-chuva da “propriedade coletiva dos meios de produção”. Em 1978, o número total de empregados nas ECPs era de 28,3 milhões de trabalhadores, triplicando em dez anos para 93,7 milhões e chegando 138,7 milhões em 2004. No final da década de 1990, 40% da produção industrial chinesa estava sendo processada nas ECPs, que respondiam por 27% das exportações de manufaturados do país em 2004.

Em uma perspectiva histórica pode-¬se aferir que antes de uma plena “restauração capitalista” ocorreu uma sistemática readequação de atividades entre estatal e privado, tendo o Estado a perspectiva de contínua recolocação estratégica. Por exemplo, a estratégia de implantação gradual das Zonas Econômicas Especiais (ZEEs) incluiu não somente a construção de plataforma de exportações, mas também um processo de reunificação do país sob o mantra da proposta de “um país, dois sistemas”.

A China criou um sistema de financiamento voltado para a transformação estrutural da economia que se revelou bastante funcional ao desenvolvimento. Entre 1978 e 1984, o Banco Popular da China se tornou responsável pela regulação financeira, enquanto quatro bancos setoriais estatais foram formados (“big four”), atendendo a exigências do desenvolvimento de agricultura, construções urbanas, infraestrutura e financiamento de exportações e importações. Na década de 1990, o avanço da urbanização e o lançamento do Programa de Desenvolvimento do Grande Oeste demandaram a formação, ex ante, de grandes bancos provinciais e municipais de desenvolvimento.

As empresas estatais ¬ apesar de forte redução ¬ continuaram importantes, mais intensivas em capital e tecnologia e mesmo mais lucrativas em relação ao setor privado, observando¬-se na década de 1990 um intenso processo de fusões e aquisições no setor estatal. O núcleo duro do setor produtivo chinês passou a se concentrar sobre 149 conglomerados empresariais estatais localizados nos setores estratégicos (refino de petróleo, química, carvão e máquinas e equipamentos), sinalizando o papel de investidor “na frente” aos demais setores. O Estado como coordenador do investimento ganha corpo com a formação, em 2002, da Sasac, criada para representar os interesses do Estado nas principais companhias do país.

A resposta chinesa à crise de 2008 demonstrou uma impressionante capacidade de coordenação do Estado, onde percebeu-¬se grande simbiose entre o sistema financeiro público e a capacidade de execução do pacote de estímulos por parte dos conglomerados estatais. Em 5/11/2008, o Conselho de Estado da China anunciou ao mundo um vigoroso pacote de estímulos à economia da ordem de US$ 600 bilhões (12,6% do PIB). Em alguns anos o país estaria cortado por novos e milhares de quilômetros de linhas de trens de alta velocidade, metrôs e estradas.
No caso da China, percebe¬-se que a reorganização contínua de atividades entre os setores estatal e privado não prescindiria do controle do Estado sobre o núcleo duro da finança e do sistema produtivo, como também sobre os mecanismos fundamentais do processo de acumulação, como as taxas de juros e câmbio,¬ de modo a permitir o necessário isolamento da política monetária dos humores da economia internacional via controles extensivos sobre os fluxos de capitais.

A abordagem aqui proposta nos permite absorver o conjunto da dinâmica de desenvolvimento na China como algo longe de ser espontâneo. Ao contrário, os instrumentos utilizados foram sendo lapidados a cada rodada cíclica de mudanças institucionais e consequente transformação nos marcos de atuação do Estado e da iniciativa privada, nos termos propostos pelos autores acima referidos.

A “socialização do investimento” e seus mecanismos foram a expressão máxima de um processo de construção de instituições capazes de refletir, ao longo do tempo, a estratégia do país. Essa abordagem, além de propor superação de pobres paradigmas (“mercadistas” x “estatistas”), destaca o protagonismo do Estado no processo de desenvolvimento, criando nas palavras de Hirschman “tensões, desproporções e desequilíbrios”.

É notório que a China vive atualmente uma transição interna de dinâmica de acumulação, cujos desdobramentos não estão claros. Combinada com uma difícil realidade econômica internacional, essa transição interna chinesa ganha contornos mais complicados com uma série de explosivas contradições de ordem social, regional e ambiental vindo com força à tona. Assim, novas modalidades de ação estatal e planejamento terão que ser preparadas. Liberalizações sempre têm sido seguidas de atuação estatal em outro patamar. Esse é um dos grandes atuais desafios a serem enfrentados pelos governantes chineses.

Elias K. Jabbour é professor¬adjunto da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCE/Uerj).
Luiz Fernando de Paula é professor titular da FCE/Uerj e pesquisador visitante da Freie Universitat Berlin.



Crise na BRF e crise da Carne Fraca

Abílio Diniz no centro da crise

O jornal Valor perdeu o timing do noticiário sobre a composição do conselho de administração da BRF. Provavelmente foi em função de o jornal não circular nos fins de semana. A Folha fez uma ótima reportagem na sábado e o Estadão noticiou o assunto na segunda-feira, ontem.

Hoje, terça-feira, o Valor trás na capa o título:

" Crise da "Carne Fraca" ajudou a reaproximar donos da BRF"

"O conselho de administração, que busca superar as divergências que se aprofundaram no último ano, deve se reunir para decidir a nomeação de executivos na empresa.

Devem ser definidos os substitutos do vice-presidente de finanças e de relações com investidores e do vice-presidente de marketing, os dois são ligados à Tarpon, gestora que detém 12% da BRF e que, em 2013, teve papel crucial na vinda de Abílio Diniz para o comando do conselho de administração da empresa.

A intenção da BRF é que um amplo plano de reformulação da gestão seja anunciado nas próximas semanas, para que possa ser dissociado da Operação Carne Fraca. Com faturamento superior a R$30 bilhões, a BRF teve o primeiro prejuízo de sua história em 2016."

Contextualizando

Prejuízo financeiro, crise de imagem em função da Operação Carne Fraca, retração nos mercados nacional e internacional, somado a crise de relacionamento pessoal ou profissional, tudo isso aumenta a responsabilidade do empresário Abílio Diniz. Ainda mais quando ele vinha se aproximando do governo Temer...

Tudo indica que os empresários brasileiros, e mesmo os internacionais, devem rever suas análises e seus planos em relação ao Brasil. Acreditou-se que bastava tirar a presidente Dilma Rousseff que a vida brasileira se normalizaria, mas, além da economia continuar em recessão e com desemprego, parcela dos empresários passou a obrigar Temer e seus aliados no Congresso Nacional fazerem reformas antipáticas, impopulares e a entregar às riquezas nacionais aos empresários internacionais.

Nunca na história deste país se viu um governo tão entreguista
e tão mercenário como está sendo o governo Temer
e seus aliados no Congresso Nacional.

Como "Deus escreve certo por linhas torta", da mesma forma que Abílio Diniz soube superar o desgaste com a venda do controle acionário do Grupo Pão de Açúcar, Abílio saberá superar o novo desgaste com o prejuízo da BRF. Só erra quem faz ou tenta fazer.

Abílio só não precisa ficar tão calado.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Centrais Sindicais convocam GREVE GERAL

Contra as Reformas do Governo Temer

- Vamos parar o Brasil,
no dia 28 de Abril!


- Contra o fim da aposentadoria
- Contra o fim do emprego
- Contra a terceirização
- Contra o desemprego
- Contra a recessão
- Contra a corrupção

Vejam a Nota Unitária das Centrais Sindicais convocando o povo brasileiro:


- Dia Nacional de Mobilização no dia 31 de março,
- Greve Geral no dia 28 de abril.
- Todos unidos para fazer um grande 1o. de Maio.

Nota a imprensa


Reunidos na tarde desta segunda-feira (27), na sede nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo, os presidentes das centrais sindicais, dirigentes sindicais analisaram a grave situação política, social e econômica que o país atravessa e decidiram que:

Dia 28 de abril
Vamos parar o Brasil


As centrais sindicais conclamam seus sindicatos filiados para, no dia 28, convocar os trabalhadores a paralisarem suas atividades, como alerta ao governo de que a sociedade e a classe trabalhadora não aceitarão as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado pela Câmara, que o governo Temer quer impor ao País.

Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT.
Por isso, conclamamos todos, neste dia, a demonstrarem o seu descontentamento, ajudando a paralisar o Brasil.

São Paulo, 27 de março de 2017.

Adilson Araújo
Presidente da CTB

Antonio Neto
Presidente da CSB
José Calixto Ramos
Presidente da Nova Central

Paulo Pereira da Silva (Paulinho)
Presidente da Força Sindical
Ricardo Patah
Presidente da UGT

Vagner Freitas
Presidente da CUT

Edson Carneiro (Índio)
Secretário Geral Intersindical

Luiz Carlos Prates (Mancha)
Presidente da CSP-Conlutas

Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira)
Presidente da CGTB


domingo, 26 de março de 2017

Abílio Diniz "em observação"

Abílio atua calado. Bom para quem?

Desde quando a PF apresentou ao público sua Operação Carne Fraca que Abílio Diniz está em silêncio. Considerando a importância do empresário e cidadão brasileiro, o povo quer e tem direito de saber qual é a opinião de Abílio Diniz sobre o que está acontecendo. Abílio não pode ficar calado.

Como Abílio não tem falado nada, a Folha foi investigar e sua equipe conseguiu escrever o melhor artigo desde quando Abílio vendeu o controle do GPA - Grupo Pão de Açúcar para o Casino, francês. Gostei tanto do artigo e o considero tão oportuno que resolvi reproduzi-lo na íntegra.

Vale a pena todos lerem:



Acordo entre acionistas da BRF
dá novo fôlego para Abilio Diniz


FOLHA, 26/03/2017 02h00 – Renata Agostini e Raquel Landim

O empresário Abilio Diniz ganhou uma nova chance
dos maiores acionistas da BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, para tentar reverter a profunda crise vivida pela gigante de alimentos.

Na sexta (24), os principais sócios decidiram lançar uma única chapa para o conselho de administração da companhia e renovar o mandato de Abilio na presidência.
Se não aparecer outra chapa proposta por minoritários, o que é pouco provável, os nomes serão referendados na assembleia no fim de abril.

Com o empresário no comando, acertou-se ainda manter a presidência nas mãos de Pedro Faria, que chegou ao cargo com as bênçãos de Abilio e do fundo Tarpon. A gestão de Faria vem sendo duramente criticada pelos acionistas depois que a empresa apurou no ano passado o primeiro prejuízo desde sua criação em 2009, um rombo de R$ 372 milhões.

Os sócios decidiram que é preciso "pacificar" a empresa para reagir às acusações da Operação Carne Fraca, que investiga um esquema de pagamentos a fiscais do Ministério da Agricultura por frigoríficos.

Se a BRF não responder rapidamente
, corre o risco de perder o esforço de décadas para conquistar o mercado internacional. O controle da companhia, que tem ações em Bolsa, é difuso. Os principais sócios são o fundo Tarpon (12%), o fundo dos funcionários da Petrobras, a Petros (11,4%), e o fundo de pensão do Banco do Brasil, a Previ (10,7%). Luiz Fernando Furlan e Walter Fontana Filho, herdeiros do fundador da Sadia, Attilio Fontana, têm participações minoritárias, assim como Abilio Diniz.

VIGILÂNCIA

O comando foi mantido, mas o restante do conselho passou por transformação com a troca de cinco membros — entre eles, o consultor Vicente Falconi e o ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine — e a criação de um novo posto. As mudanças indicam que Abilio conta com a confiança dos fundos, mas terá passos seguidos de perto. A Petros, que estava afastada da BRF e cogitava vender parte de suas ações, apontou o novo vice-presidente do conselho de administração, o advogado Francisco Petros.

Também foi criado um "comitê especial de resposta à crise", que irá avaliar as decisões tomadas pela empresa.
Ele será presidido por Furlan,
ex-presidente do conselho da Sadia e ex-ministro do Desenvolvimento.

Furlan esteve em Brasília na semana passada para reuniões com o governo sobre os desdobramentos da Carne Fraca.


IMAGEM


Abilio, no entanto, mostrou que tem força ao emplacar como conselheira Flávia Almeida, executiva da Península, empresa de investimentos do empresário.
Com as outras trocas na composição do conselho, os acionistas querem passar a imagem de que equiparam a cúpula com quadros mais "técnicos".
Para isso, entram Marcos Grasso, que foi presidente no Brasil da Mondelez, dona de marcas como Royal, Bis e Oreo; José Aurélio Drummond Jr., ex-presidente da Alcoa no Brasil e da Whirpool na América Latina; e Carlos Parcias, executivo da CPFL. Os herdeiros da Sadia chegaram a tentar emplacar o nome de Eduardo Fontana D'Avila, mas não tiveram adesão.

FRUSTRAÇÃO


Até a deflagração da operação da PF, na sexta (17), havia um debate intenso sobre o futuro da atual administração, muito criticada por perder mercado para a rival da JBS e cometer erros graves na gestão de estoque, que prejudicaram a margem de lucro.

Em reunião antes do Carnaval, o representante da Previ no conselho chegou a pedir que se deliberasse sobre a permanência de Faria. Decidiu-se por mantê-lo.
Os sócios seguiam ainda mais aborrecidos, porque Abilio tinha prometido elevar o preço das ações a R$ 100,

...após tomar o controle da empresa junto com o fundo Tarpon,
substituindo Nildemar Secches,
executivo responsável pela criação da BRF.

Na sextra (23), as ações da BRF estavam cotadas a apenas R$ 35,80.

As paineiras estão florindo

Fim de Março e início de Abril

Como acontece todos os anos, as paineiras de São Paulo estão florindo, embelezando a cidade e preparando a chegada das flores dos Ipês.

Pena que a cidade esteja tão cheia de buracos nas ruas e avenidas. Parece que o novo prefeito está mais preocupado se vai candidatar-se a governador ou a presidente. Isso porque tomou posse há apenas três meses. Serra fez isso é não deu certo...

Voltando a beleza das flores na cidade, é tão bonito andar pelas ruas e praças e ver as árvores floridas, todas com de rosa.

São Paulo merece está festa.

sábado, 25 de março de 2017

O Egito e o Fim das Primaveras

Ditadura egípcia liberta Mubarak

O ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, deposto em 2011, foi solto ontem após quase 6 anos de prisão.

A libertação foi interpretada como o FIM DA REVOLUÇAO e de suas reivindicações de justiça social.

A queda de Hosni Bubarak em 2011, após um governo de 30 anos (!!!), propiciou a primeira eleição livre do Egito.

O eleito democraticamente, depois de milhares de pessoas nas manifestações, foi Mohamed Morsi, vinculado ao grupo Irmandade Muçulmana, (que não tinha o apoio do Ocidente), foi deposto depois de um ano no cargo, pelo comandante do Exército, Sisi. Em 2014, foram convocadas novas eleições e que foi o vencedor? O general golpista Sisi. Que conta com o apoio do Ocidente, principalmente dos Estados Unidos.

Nos últimos anos, desde o golpe de Estado de 2013, ativistas e movimentos que se levantaram contra Mubaraksofreram uma brutal perseguição e milhares de jovens acabaram na cadeia.

Estas trágicas notícias estão publicadas no jornal Estadão de hoje.

Com a volta dos ditadores no Egito, acabaram as Primaveras Árabes
, que contavam com o apoio do ocidente e a expectativa que as ditaduras fossem substituídas por sistemas democráticos. Só a primavera da Tunísia sobreviveu.

Destaque-se que o Ocidente, além de promover primaveras e golpes de Estado, promove intervenções armadas diretas, como fez com o Iraque e a Líbia.

Estas experiências "democratizantes" no Oriente Médio,
serviram de aprendizado para que governos europeus e americano começassem a promover golpes populares como o da Ucrânia e da América Latina. Tudo promovido pelas "Forças Ocultas" e ampla cobertura da imprensa. Saíram os militares na América Latina e foram substituídos pelo Judiciário, Ministério Público e a Imprensa.

Vivemos tempos de pré-guerras regionais que poderão virar mundiais como foram as guerras mundiais no século passado. Quem viver, verá...

A tragédia brasileira continua

Agora vão vender as terras aos estrangeiros

Crime de Lesa-Pátria, é o mínimo que podemos dizer deste governo ilegítimo, corrupto, imoral e entreguista. Estão desmontando tudo que tinha de bom no Brasil e entregando nosso país em pedaços, e a preço de bananas, aos estrangeiros.

Vejam a manchete no caderno Economia e Negócios no jornal Estadão deste sábado:

"Projeto que autoriza venda de terras a estrangeiros será enviado ao Congresso"


"Tido como uma das prioridades do governo Temer, o projeto passará pelos últimos acertos em reunião prevista para ocorrer na segunda-feira entre o ministro-chefe Padilha, e o relator do projeto, deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG)."

Este Newton Cardoso Júnior deve ser filho do ex-governador de Minas, Newton Cardoso. Tal pai, tal filho.

É uma tragédia depois da outra.
Parece o governo Vichy, na França ocupada pelos Nazistas...


1 - Fima da Aposentadoria
2 - Fim do Emprego
3 - Fim do Pré-Sal brasileiro
4 - Fim da Petrobras brasileira
5 - Fim do Ensino Público e gratuito
6 - Fim da Saúde Pública e gratuita
7 - Fim da Publicidade brasileira
8 - Fim da Advocacia exclusivamente nacional
9 - Fim do crescimento econômico
10 - Fim da inclusão social
11 - Fim do Judiciário apartidário e sério
12 - Fim da imprensa neutra e ética
13 - Fim das Liberdade Democráticas
14 - Fim do Legislativo respeitado pelo povo
15 - Fim dos governos que priorizam o povo

15 crimes cometidos por este governo do PMDB, que tem o número 15 como símbolo na cédula. Que vergonha! Vendidos aos PSDB para fazer o serviço sujo, juntamente com as bancadas conservadoras e evangélicas. Mentem para o povo. Mas o povo como o tempo vai perceber a traição que estão fazendo com o Brasil.

É o que dá interromper governos eleitos e colocar usurpadores em mandatos tampão. Como não foram eleitos, topam tudo por dinheiro, seja em caixa dois ou em caixa um.

Aos poucos o povo vai percebendo que estão destruindo o Brasil.
Aos poucos o povo vai reagindo.
Aos poucos teremos força suficiente para acabar com esta baderna.

Isto é um verdadeiro CRIME DE LESA-PÁTRIA!

sexta-feira, 24 de março de 2017

A destruição do "Brasil para todos

O Brasil está mais para Índia que para Bélgica

Os economistas criaram a expressão Belíndia para mostrar que o Brasil tinha uma parcela da economia que se parecia com a Bélgica e outra parcela da economia que se parecia mais com a Índia.

O Sul e o Sudeste eram a Bélgica e o Nordeste e o Norte eram a Índia. O Centro Oeste ficava no meio, por ser pouco povoado e pouco explorado.

O Brasil cresceu muito dos anos 60 para cá.


Urbanizou-se, industrializou-se, incorporou todas as regiões do país na vida econômica, cultural e social e passou a ser visto internacionalmente como um grande potencial de consumo em todas as áreas. Com a redemocratização houve melhoras significativas na educação, na saúde e nas políticas públicas. Mesmo ainda persistindo, houve diminuição da violência e dos assassinatos. Até as instituições passaram a ser mais democráticas e transparentes, culminando com a imprensa adquirindo grande papel formativo de opiniões.

Acontece que o modelo político, econômico e social, desenvolvido a partir da redemocratização levou o país a um impasse. No governo Sarney ainda se acreditava na construção de um país democrático, desenvolvimentista e participativo. Um país que entraria no cenário internacional como um grande parceiro, defensor das liberdades democráticas e da economia de mercado. Acreditava-se que "ditaduras, nunca mais"...

De repente, a visão desenvolvimentista começou a ser corroída pelo processo inflacionário, minando as instituições e as esperanças de inclusão social. O mundo também começou a viver o impasse entre o desenvolvimentismo e o neoliberalismo. Com Reagan nos Estados Unidos e Thatcher na Inglaterra, começou a destruição do modelo do "bem estar social". Com a implosão da União Soviética, abriu-se plenamente o caminho para a implantação do neoliberalismo no mundo e no Brasil.

A polarização deixou de ser "capitalismo x comunismo",
para ser "neoliberalismo x desenvolvimentismo".


No Brasil, formou-se uma grande frente neoliberal liderada pela imprensa - diga-se Rede Globo e Folha - os banqueiros e pelo PSDB. O judiciário foi aderindo aos poucos.

Com a vitória de Collor e a resistência do PT em participar do governo Itamar Franco, abriu-se a porta para os neoliberais do PSDB assumirem o ministério da Fazenda, fazerem o plano Real e ganhar facilmente as eleições presidenciais. Afinal, o fim do processo hiperinflacionário credenciou o PSDB a governar o país.

Com o PSDB de FHC na presidência em 1994
, começou a desmonte do Estado Social brasileiro, as privatizações a preço de banana e a redução da classe média oriunda das empresas estatais e do funcionalismo público, aumentando assim a concentração de renda e a exclusão social. Com a crise cambial e a maxidesvalorização do real, FHC perdeu a credibilidade e assim o PT ganhou as eleições de 2002.

Lula fez o milagre de incluir 40 milhões de brasileiros
, respeitar a democracia, divulgar o Brasil internacionalmente e crescer a economia e o consumo. Lula foi o melhor presidente que o Brasil já teve. Mas, além de não ter conseguido fazer as reformas estruturais que o Brasil precisa, error em apoiar a reeleição da sua sucessora em 2014. Lula deveria ter voltado à presidência. Com Dilma e com a crise econômica, ficou fácil para os neoliberais, defenderem a derrubada do governo e a composição de uma nova maioria no Congresso Nacional. Uma maioria e um presidente da República que não foram eleitos para executar o programa de governo neoliberal e entreguista que estão executando.

Foi o golpe dentro do golpe.

O PMDB aceitou fazer o serviço sujo do PSDB e o Brasil está sendo destruído.

Estão acabando com todas as conquistas sociais, ampliando o desemprego, criando mecanismos de barateamento da mão de obra, de redução de custos tributários e de pessoal, dificultando a capacidade de organização e de resistência dos trabalhadores. Até a classe média da região sudeste está sendo destruída com as novas medidas dos golpistas. Por exemplo, jornalistas vão ter que trabalhar como PJ - pessoas jurídicas, em vez de assalariados. Perdendo férias, 13o. e FGTS. Isto já está acontecendo em todas as áreas de profissionais liberais e vai ampliar para todos os assalariados.

Estamos deixando de ser uma Bélgica para ser uma Índia.


A imprensa comemora, as entidades patronais torram dinheiro com anúncios comemorativos pela conquista da terceirização plena e o direito do trabalho escravo ou serviçal. O Judiciário desmoraliza-se acusando um ao outro, além de servir aos golpistas.

O povo, que a tudo assistia passivamente,
aos poucos vai mostrando que não está gostando.

No dia 15 de março participou de manifestações.
Unido contra o fim da aposentadoria.


Agora também estará unido contra o fim do emprego.


Março significou o "ponto de inflexão" dos golpistas.
Abril pode ser a grande vitória do povo e o fim dos golpistas.

O Brasil só voltará a ser respeitado com novas eleições.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Carta Aberta a Abílio Diniz

Abílio, seu silêncio sobre a Carne Fraca nos incomoda

Prezado Abílio Diniz,

O Brasil e o mundo estão discutindo as denúncias da Polícia Federal contra os Frigoríficos. O impacto foi violento. As reações foram as mais diversas possíveis.

O ministro da Agricultura reclamou muito da forma amadora e maldosa da denúncia.
O próprio presidente da República passou o domingo reunido com ministros, senadores e deputados, procurando minimizar os estragos nacionais e internacionais que as denúncias provocaram.

Até a imprensa, que no início saiu multiplicando a denúncia, já percebeu que o estrago foi muito grande e todos estamos perdendo com isso.

Agora alguns frigoríficos estão diminuindo a produção, os agricultores e pecuaristas estão apavorados com a suspensão dos abates e com a redução das exportações.

Abílio, você sempre foi uma liderança empresarial e nacional.

Você que é presidente do Conselho de Administração da BRF, a segunda maior empresa brasileira de produção e comercialização de aves, não pode ficar em silêncio. Todos queremos saber qual é sua opinião sobre tudo isso. Você conhece toda a cadeia produtiva. São mais de 4 milhões de brasileiros e brasileiras que dependem direta e indiretamente da produção, consumo e exportação de aves e gado.

A BRF publicou matérias pagas sobre as denúncias e jurando que respeitava o consumidor, a fiscalização, os governos e o povo brasileiro. Todos nós queremos saber o que você, Abílio, acha disso tudo.

Abílio, ´

Sua opinião é muito importante para todos nós.
Afinal, nós gostamos de você.

Contamos com você,

Nós, consumidores de carne e
admiradores de Abílio Diniz

São Paulo, 23 de Março de 2017.

terça-feira, 21 de março de 2017

A destruição do Brasil

Demissões e baixarias nas Operações Especiais

Enquanto os golpistas comemoram os três anos da operação lava jato, os jornais informam que "Empreiteiras demitiram 300 mil pessoas - Passa de 300 mil o número de empregados demitidos por seis empreiteiras envolvidas no escândalo da lava-jato desde o início da operação, há três anos. Diz o jornal Valor.

Ao lado e como chamada principal de capa, o mesmo jornal Valor avisa que "Operação Carne Fraca já afeta as exportações brasileiras". Se houver retração nas vendas de carne para o exterior, o Brasil poderá ver mais de centenas de milhares de demissões. Afinal, a cadeia produtiva de carnes e derivados abrange mais de 4 milhões de trabalhadores. A maior cadeia produtiva do Brasil.

Tanto a Lava Jato, quanto a Carne Fraca, investem na desmoralização e descrédito de pessoas e empresas, aumentando a crise econômica, política, jurídica e social.

Fico imaginando o que pensam as pessoas que procuram nosso blog para saber notícias do Brasil. Além de países tradicionais como Estados Unidos, Alemanha, Uruguai e França, ultimamente temos visitas do Peru, do Paquistão, da Turquia, da Letônia, da Índia, da Irlanda e várias vezes do Vietnã. Devem achar que o Brasil virou uma baderna, uma republiqueta de banana...

Abílio Diniz continua em silêncio.
Ele que apoia Temer, precisa explicar ao povo brasileiro o que está acontecendo com a BRF e as demais empresas denunciadas pela Polícia Federal.

Por falar em silêncio, alguém viu alguma declaração do pessoal do PSDB sobre a Carne Fraca?

Mesmo com o pessoal do PSDB em silêncio, já estão falando até em vender a Embraer para os estrangeiros. O governo Temer está acabando o serviço sujo que FHC começou e não terminou. Privatizar tudo e vender as empresas à preço de bananas aos estrangeiros. É a destruição do Brasil.

segunda-feira, 20 de março de 2017

O Brasil que destrói o Brasil

Vejam as críticas à Polícia Federal

Com a Operação Carne Fraca, a Polícia Federal conseguiu criar um grande problema ao Brasil. Principalmente contra o governo Temer e sua autoridade.

Vejam o que dizem os jornais desta segunda-feira:


Folha:


- O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, criticou a Polícia Federal por erros técnicos na operação.
- O ministro chamou de idiotice a acusação da PF.
-Ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra, diz que “exagero dá a impressão de que carne é toda fraudada”.
- Diz ainda que... “foi muito forte esse discurso IRRESPONSÁVEL, fruto de levantamento ainda incompleto da própria operação da PF.”
- O presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Francisco Sérgio Turra, diz que “operação criou discurso irresonsável sobre carne”.
- Foi algo exagerado, dando a impressão de que carne brasileira é toda fraudada, nada é confiável.
Folha informa que “PF analisou produtos de só uma empresa”.

Estadão:


- Blairo critica PF, vê fantasias e idiotice em conclusões sobre carne.
- O fiscal do Ministério da Agricultura, Daniel Gouvêa Teixeira, foi o denunciante do esquema.
- Vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Pedro de Camargo Neto, diz que Polícia Federal foi irresponsável e que há dano ao setor.
- Pedro diz que quem vai pagar a conta é o pecuarista, o elo mais fraco da cadeia.
- O estardalhaço que a Polícia Federal fez para apresentar o que encontrou depois de dois anos de investigação é o que eu não consegui entender. Quando você vai para os fatos...
- A PF aumentou o problema... Ela tem de se explicar.
- Acho que a LPF foi irresponsável ao apresentar como a maior operação da sua história uma coisa na qual identificou pontualmente alguns problemas. Essa zorra não existe.

Valor:


- A demora da Polícia Federal em agir contra frigoríficos que adulteraram carnes, inclusive com o uso de itens vencidos a fabricação de alimentos industrializados, provocou PERPLEXIDADE no setor privado.
- A condução ESPALHAFATOSA da investigação colocou sob suspeita toda a carne produzida no Brasil.
- O ministro da Agricultura também afirmou ter questionado o DIRETOR-GERAL DA POLICIA FEDERAL, Leandro Daielo, sobre a ausência do Ministério da Agricultura nas investigações para dirimir eventuais dúvidas técnicas.
- Uma fonte da indústria questionou a responsabilidade da PF na alimentação dos brasileiros, dadas evidência sobre graves problemas ocorridos em frigoríficos menores. A PF deixou o povo comendo alimentos estragados durante dois anos?

O Globo:


Na capa e na manchete principal:
Governo promete apertar fiscalização a frigoríficos.
Carne em putrefação e carcaça em embutido. – No Fantástico o fiscal Daniel Gouvêa Teixeira, que denunciou o esquema, disse que frigorífico usava carne estrada em putrefação mesmo, e sobras da carcaça de frango em embutidos.

Concluindo:


Enquanto os importadores de carne brasileira vão suspendendo as entregas, gerando milhões de dólares de prejuízo, o governo atônito tenta descobrir porque não ficou sabendo de nada.

Perguntas que não querem calar:


Afinal, é governo ou não é?
Quem manda na Polícia Federal?
Porque qualquer juiz de primeira instância está podendo causar tanto estrago na economia brasileira?
Quem vai segurar os milhares de empregos dos funcionários dos frigoríficos, pecuaristas e exportadores?
Quando o Legislativo vai botar limite no Judiciário?

Sem governo forte e sem Legislativo que se faça respeitar,só chamando eleições gerais o mais rápido possível.

domingo, 19 de março de 2017

O Brasil e o mundo em desordem

Carne Fraca e Trump servem como advertência

Muitas coisas estão fora da ordem.
Da nova ordem, mundial...

Parafraseando Caetano Veloso,
o mundo e o Brasil estão fora de ordem.

O governo Temer, desmoralizado pela Polícia Federal e por algum juiz de plantão que deu legalidade a operação de impacto mundial, fez reuniões neste domingo tentando diminuir os impactos negativos sobre o comércio internacional brasileiro, sobre o partido do presidente Temer, o PMDB, e sobre a desmoralização da presidência.

Os prejuízos são imensos.

Nunca vi coisa igual.

Mais triste do que ver o Brasil ser desmoralizado
pela Polícia Federal e por algum juiz de plantão,
é ver os Estados Unidos caindo em descrédito
em função do comportamento de seu novo presidente.
O que Trump fez com Merkel,
primeira ministra da Alemanha, não se faz.

Enquanto o mundo e o Brasil se desmancham,
Lula vai até Monteiro, na Paraíba, para dialogar
com seu povo, sua base eleitoral e seus companheiros.

Lula foi até lá, foi lá em Monteiro, na Paraíba,
comemorar um dos maiores feitos da História do Brasil.
A transposição das águas do Rio São Francisco.

Pena que Luiz Gonzaga e Gonzaguinha não puderam estar presentes.

Paraíba machimina, mulher macho sim senhor, já cantava Gonzagão.

Quando lama virou pedra e mandacaru secou,
Quando viração de seca bateu asa e voou,
Foi aí que vim embora...

Lula veio criança para São Paulo,
mas nunca esqueceu seus conterrâneos,
nunca esqueceu que o Nordeste precisa
ser transformado.

Que o Nordeste precisa de água,
de indústria, de agricultura irrigada
e de muitas escolas com boa educação.

Lula voltou ao Nordeste e
voltará a governar o Brasil.

O povo não esquece,
quem nunca lhe esqueceu.

Flores fracas e lavadas?

Flores de Março

Vejam que belas...



Flores do Paque Villa Lobos




Flores da Roman


E as famosas mariazinhas 

sábado, 18 de março de 2017

A carne fraca e as forças ocultas

Concorrentes internacionais fazem a festa

Vejam o que diz Sonia Racy, direto da fonte, no Estadão:

"Concorrentes internacionais da carne brasileira estão soltando fogos
para a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal.

É que ela atinge em cheio a credibilidade do
MAIOR EXPORTADOR DE CARNE DO MUNDO, O BRASIL.

E, apesar de não acreditarem, segundo se apurou, que empresas como a BRF ou JBS possam jogar no lixo todo o investimento em marketing, produção e profissionalização para cair em "corrupção barata para liberar carne podre para consumo", os estrangeiros se organizam."

Agora os policiais e a imprensa,
estão dizendo que o esquema beneficiava o PMDB e O PP.

ENtenderam?

A orientação das forças ocultas é desmoralizar o PMDB.

Temer é de qual partido?
Se você respondeu PMDB, acertou.

O judiciário está à serviço do PSDB.

O Diabo é que estão desmoralizando o Brasil inteiro.
Estão destruindo a imagem do Brasil perante o mundo.

Do jeito que vai, logo, logo,
O PSDB vai pedir intervenção direta
Das forças armadas americanas.

Vão dizer que Lula é comunista e bolivariano,
Como pretextos para a intervenção militar Americana.
E a proibição de Lula ser candidato.

O negócio é tirar Temer e fazer eleições gerais
Com nova Constituinte e novo presidente
Eleito pelo povo.

Chega de ladroes, corruptos e judiciário manipulador.

O Brasil para os brasileiros!

sexta-feira, 17 de março de 2017

A "Carne é Fraca" e desmoraliza o governo Temer

A destruição das empresas brasileiras

Abílio Diniz deve estar se sentindo enganado.
Resolveu virar "arroz de festa" do governo Temer e,
além de ver o prejuízo na BRF,

agora vê a Polícia Federal de Temer

DESMORALIZAR AS GRANDES EMPRESAS FRIGORÍFICAS BRASILEIRAS.

As empresas estão erradas?
Com certeza estão.

Mas, desde que eu me conheço como gente, que as fiscalizações são precárias e que os fiscais, muitas vezes, cobram propinas das empresas para não multa-las ou para sequer registrar advertências. Mutretas existem em todos os níveis e fazem parte da cultura brasileira.

A pergunta que não quer calar, é?

Por que este escândalo todo?

1 - A primeira hipótese é porque as empresas se recusaram a pagar os valores solicitados;

2 - A segunda e mais provável é que "as Forças Ocultas" resolveram "criar um grande desgaste do governo Temer";

3 - A terceira é que tem gente no Brasil ganhando dinheiro para destruir a boa imagem das empresas brasileiras, tanto no mercado brasileiro, como no mercado internacional. É a guerra suja e a participação dos quintas colunas...

E agora, Abílio?
Vai ficar calado ou vai contar a história toda?

A Polícia Federal não age sozinha,
e, se agisse seria colocar-se acima das instituições.
E aí seria golpe dentro do golpe.

Alguém está mandando a Polícia Federal fazer o serviço...


quinta-feira, 16 de março de 2017

A lista de Janot e a lista de Schindler

Uma lista para matar e outra para salvar

Cheguei tarde em casa e, para minha surpresa, enquanto eu tentava entender a tal da Lista de Janot, minha esposa assistia na TV a Lista de Schindler.

Sempre que há uma polêmica no país, aparecem filmes com temas parecidos na TV.

Vivemos numa ditadura jurídica, sustentado por um Congresso Nacional corrupto e desmoralizado.

A Lista de Janot, parece que é sobre os políticos que têm forum especial, enquanto que a Lista de Schindler é sobre o alemão nazista que salvou da morte centenas ou milhar s de judeus, ao emprega-los em sua fábrica.

Enquanto a Lista de Janot pretende "matar politicamente" algumas pessoas e proteger outras, a Lista de Schindler salvou vidas. Ambas as listas abordam a guerra suja nas ditaduras.

O Brasil, a cada dia que passa, as instituições ficam mais desacreditadas.

quarta-feira, 15 de março de 2017

O povo brasileiro disse NÃO a Temer

Brasil vive seu "Turning Point" - Fora Temer!

13/março/2017 vai entrar para a História

O dia em que o povo brasileiro disse NÃO:


- Não ao governo Temer;

- Não à Reforma da Previdência;

- Não ao fim da aposentadoria;

- Não à Reforma Trabalhista;

- Não ao desemprego;

- Não ao sucateamento da Petrobras;

- Não aos juros altos;

- Não à corrupção;

- Não ao Congresso Nacional corrupto;

- Não ao governo Temer.


O BRASIL PAROU!



Todos os 27 Estados e Brasilia fizeram paralizações e grandes manifestações. Trabalhadores rurais, professores, petroleiros, bancários, metalúrgicos, motoristas de ônibus, cobradores, metroviários, carteiros, pessoal de limpeza e gente de todas as profissões e de todas as idades.

O Brasil acordou!


A imprensa não conseguiu esconder e teve que mostrar as greves e manifestações.

O próximo passo é aprovar UMA VIGÍLIA NACIONAL
ocupando praças, escolas, rodovias e tudo que for possível.

Enquanto o Congresso Nacional NÃO reprovar este projeto de reforma da aposentadoria, o povo ocupará as praças, escolas e todos os espaços públicos.

Vamos fazer como a Espanha, a França, a Itália, a Grécia e os Estados Unidos. O povo não aceita o fim das aposentadorias. O povo não aceita o fim do emprego e a precarização do trabalho.

O povo quer que as próximas greves sejam para PARAR TUDO!

segunda-feira, 13 de março de 2017

BRF e Abilio Diniz na mira da imprensa

Estadão e Valor informam sobre o prejuízo da BRF

Abílio Diniz continua sendo notícia.

O Estadão deu duas páginas e capa sobre o "Prejuízo da BRF"


BRF muda estratégia para voltar à origem

Gestão da Tarpon na BRF é posta em xeque

Em matéria assinada por Mônica Scaramuzzo, no Estadão de hoje, ela escreve:

"Ao assumir a condução de uma grande empresa, a gestão da Tarpon à frente da BRF tem sido colocada em xeque. Embora a gigante de alimentos tenha registrado seus melhores desempenhos entre 2014 e 2015, a estratégia de longo prazo da companhia está sendo questionada.""

Enquanto corre boato de que Abílio pode deixar a BRF para se dedicar ao Carrefour no Brasil, o jornal Valor informa que o Carrefour no Brasil faz IPO neste ano, ainda conforme Abilio.

Já o Grupo Pão de Acúcar, controlando pelo Casino, de Jean-Charles Naouri, afirmou que os recursos obtidos com a venda da Via Varejo poderão ser utilizados para expandir o número de lojas do grupo.

Ao mesmo tempo, também corre boato de que Naouri teria interesse em enviar parte do dinheiro adquirido com a venda da Via Varejo para a França. A Via Varejo fechou o dia de sexta-feira valendo 4,7 bilhões de reais...

Enquanto a economia sofre com a recessão e o desemprego, o consumo cai em todos os níveis e as empresas ficam em estado de alerta. Ou os executivos ficam espertos com o governo Temer, ou a tendência é serem surpreendidos com prejuízos e descapitalização.

P.S.:

Por falar em BRF, vocês se lembram que a BRF andou publicando páginas de propaganda onde aparecia um grupo de funcionários, sempre mais homens do que mulheres, e NENHUM NEGRO OU NEGRA?

Pois, o Estadão de hoje publica uma página sobre Midia e MKT, onde destaca que, "a exemplo do que já acontece nos EUA, o Brasil começa a pensar no FATOR RAÇA dentro dos conteúdos audiovisuais". Na grande foto, ninguém mais do que nossa querida Camila Pitanga e o grande ator baiano Lázaro Ramos.

Talvez a propaganda racista da BRF, ignorando os negros, pode ter contribuído para o prejuízo...

domingo, 12 de março de 2017

BRF demite executivos

Bodes expiatórios

Prometida por Abilio Diniz, a BRF demitiu o Vice-presidente de Finanças e o vice-presidente de Marketing. A saída dos executivos ocorre em função dos fracos resultados da empresa em 2016, quando teve prejuízo líquido de 372 milhões de reais. Conforme matéria do jornal Valor do dia 10/03/2017.

Abilio reconheceu erros de gestão na empresa. Não reconheceu porém que o principal erro foi subestimar a recessão provocada pelos golpistas que derrubaram o governo eleito.

As pessoas e as empresas não vivem em ilhas de fantasias.Estao subordinada s as variáveis nacionais e internacionais.

À frente do Conselho de Administração da BRF desde 2013, Abilio tem pouco mais de 5% das ações da empresa, mas conta com o apoio do principal acionista atual que é o grupo Tarpon.

Com quase 13 milhões de brasileiros desempregados, constatamos que até os diretores das empresas também começam a ser demitidos. Quase todos eles quando voltam a trabalhar, é quando bem menos do que ganhava...

Até as cervejas já estão dando prejuízos.

Para onde vai o Brasil?

sábado, 11 de março de 2017

Lula, Lua e o Rio São Francisco

UO Sertão vai virar mar...

Já cantavam os cancioneiros:

"O sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão"

Música de Sá e Guarabira, que estão de volta
gravando disco e fazendo shows.

"Quando lama virou pedra e mandacaru secou..."


"Já faz três anos que não volto à minha terra..

"Belmiro deu a ideia e Apolônio aproveitou,
Getúlio fez o decreto e Dutra realizou...

"Setembro chegou, outubro e novembro,
já estamos em dezembro, meu Deus que é de nós...

"Riacho do Navio
, corre pro Pajeú,
o rio Pajeú vai desaguar no São Francisco,
E o rio São Francisco vai morrer no meio do mar...

São músicas imortalizadas por Luiz Gonzaga.


O Brasil dos retirantes famintos, com suas crianças magras
existe apenas nos filmes e livros,como Vidas Secas de
Graciliano Ramos.

Atualmente o Nordeste passa por uma seca
que já dura seis anos. Outro dia meu irmão mandou
uma mensagem dizendo que as crianças
que tem menos de cinco anos e nasceram no Nordeste,
ainda não viram chuva. Não sabem o que é a chuva.

Mesmo com a seca, não falta água.

seja em função das CISTERNAS,
dos carros pipas, ou até mesmo da água encanada.

Agora vai ter água corrente
em regiões
onde os rios secas e tudo morre ao seu redor.
Depois de 500 anos, finalmente o Rio São Francisco
chegou em regiões onde a população não sabia o que
era água corrente. As fotos são lindas.

Sem água não há vida na Terra,
em função da água, se mata, se destrói e
se faz diásporas e escravidões...

Água é vida
. E os nordestinos sabem que
quem garantiu esta transposição foi Lula,
filho de Garanhuns, no sertão de Pernambuco,
pau de arara e retirante sofrido que,
mesmo morando em São Paulo,
nunca esqueceu sua origem.

Lula e Lua, o apelido de Luiz Gonzaga,
merecem as nossas homenagens por mais
esta conquista do povo brasileiro.

Pena que os políticos atuais sejam medíocres.
Poderiam fazer uma grande festa, chamando a
todos que contribuíram para a vitória alcançada.

Como cantou Luiz Gonzaga:


Belmiro deu a ideia e Apolônio aproveitou
Getúlio fez o decreto e Dutra realizou.

Gonzagão não esqueceu ninguém.

Já os golpistas, querem esconder a história,
os fatos e a verdade.

O povo não esquecerá!




sexta-feira, 10 de março de 2017

Escola da Vila, FGV-SP, racismo e cidadania

Para que servem as escolas?

Escola da Vila vendida a Fundo de Investimento


No dia 15 de fevereiro publiquei um comentário sobre a venda da querida Escola da Vila. A notícia tinha saído publicada no Estadão, bem escondidinha. Como faço parte dos admiradores da Escola, li e reproduzi a informação. De lá para cá, todos os dias alguém acessa o blog para ler sobre o assunto. Reproduzo a informação no final do comentário de hoje.

Quase um mês depois, finalmente a Folha hoje toca no assunto, desta vez informando mais sobre as preocupações dos pais dos alunos sobre a sobrevivência do Projeto Pedagógico. Informa também que a Vila, como nós a chamamos, tem 1.556 alunos e a mensalidade no ensino médio está em R$3.177,00.

Na outra página da Folha, há uma grande matéria com o título:

“Bolsista negra é hostilizada na FGV de SP”.


“Negrinha , aqui, não!”, ouviu a caloura do curso de administração...” continua a matéria da Folha. O jornal também informa que as mensalidades do curso de Administração de Empresas na FGV-SP são superiores a R$3.500,00.
Minha filha estudou na Escola da Vila e eu estudei na FGV-SP, onde fiz o curso de Administração de Empresas. Fui aluno muito atuante naqueles anos de 1974 a 1978. Período onde a ditadura militar ainda era muito forte, mas a GV protegia e formava seus alunos, fossem eles burgueses ou esquerdistas. Lá convivemos eu, Gushiken, Ricardo Young, Marcelo Barbieri, Osmar Santos, Claudia Costin e muitos outros. Não me lembro de ter um aluno negro...
O interessante é que os cursos particulares das duas escolas, a da Vila e a FGV, estão custando 3.500,00 reais por mês. Quem pode pagar este preço ou valor por cada filho na escola? Esta “seleção natural” já indica para onde está indo a educação brasileira.

Até os anos setenta a educação pública era boa. Eu e meus irmãos, todos estudamos em escolas públicas, tanto em Serrinha-Bahia, como em São Paulo. Fizemos boas faculdades: FAU-USP, FEA-USP, FISICA-USP, FGV-SP, Belas Artes de SP, Medicina na UFBA, além de mestrados e doutorados.

Mesmo as escolas particulares de nossa filha, a Vila e o Vera, antigamente tinham preços módicos. Recordo-me que em viagem à trabalho, numa reunião na Holanda comentei que pagava 500 dólares por mês na escola de nossa filha e o funcionário de um banco holandês respondeu surpreso que na Holanda a Educação era gratuita e de qualidade para todos. E 500 dólares hoje correspondem a 1.600,00 reais. Bem menos que os 3,5 mil reais....

Naquele tempo de GV, anos setenta, eu já falava da importância da CIDADANIA, do Brasil para todos, da importância das liberdades democráticas, do respeito aos trabalhadores se organizarem em partidos e sindicatos. Já perguntava onde estavam os negros de São Paulo?

Quarenta anos depois, os problemas aumentaram, a tolerância diminuiu – ou explicitou-se a intolerância – as escolas públicas definharam, sem recursos e sem prioridade pelo poder público e todo mundo passou a preferir as escolas privadas, os convênios médicos particulares e a andar de carro, mesmo que seja sozinho e o trânsito fique infernal. Ao contrário da Holanda, da Alemanha e da França.

Para que servem mesmo as escolas?


Agora revejam a notícia publicada no dia 15 de fevereiro de 2017.

Escola da Vila vendida para a Bahema Investimentos
O Brasil virou um mercado persa


O jornal Estadão de hoje, noticia no rodapé da página B10, do Caderno de Negócios. Afinal, Educação no Brasil virou NEGÓCIOS.

A informação diz que:

"A Bahema assinou ontem contrato de compra de 80% do capital daESCOLA DA VILA, em São Paulo, por R$ 34,5 milhões.

A operação prevê ainda a aquisição de 5% da Escola Parque, no Rio de Janeiro, por R$7,75 milhões."

A Escola da Vila é um símbolo em educação em São Paulo.
Nossa filha estudou lá e temos ótimas lembranças da época da escola.

Vamos ver se a nova proprietária manterá o compromisso pedagógico e a formação social que sempre estiveram presentes na escola, nos professores e nos alunos.

No Brasil tudo está à venda.
E o povo vai virando mero consumidor.

Um país que está nas mãos de multinacionais,
sem projeto próprio e sem empresários competitivos internacionalmente.

Um país sem autoestima e sem perspectiva.
sem contar o desemprego, a recessão e as reformas que acabam com
as Políticas Públicas.

Triste Brasil.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Caixa um é ilegal? Logo, tudo é ilegal.

A Constituição passou a ser de conveniência

Ficou comprovado que estamos vivendo num regime de excessão.
A regra passou a ser a ausência de regras.

As leis passaram a depender da vontade do juiz ou dos juízes.
A Constituição passou a ser de conveniência.

O pior é que o Congresso Nacional passou a ficar refém desta conveniência jurídica. A culpa é do excesso de leis. O legislativo aprova leis demais que abrem brecha para que o judiciário as usem conforme a sua vontade, em vem de seguirem as regras de forma clara e isonômicas.

Se todas as doações legais de campanhas eleitorais são passíveis de ser julgadas ilegais, ninguém irá fazer novas doações e assim os candidatos dependerão de "financiamento público das campanhas". É isso? Mas isso não está previsto nem regulamentado em lei.

Os partidos tendem a desaparecer.
Sem partidos não tem governo,
e sem governo é o caos...

Além da crise econômica e social,
esta crise jurídica ajuda a
desmoralizar o Brasil.

Vivemos sob uma ditadura jurídica?

Onde iremos chegar?
Derrubaram uma presidente eleita para isso?
Deram um golpe de Estado para isso?

quarta-feira, 8 de março de 2017

O PIB, as mulheres e os amigos

A direita brasileira perdeu a vergonha

1 - A RECESSÃO


A maior recessão da história do Brasil!
Quem são os responsáveis?
A direita cínica diz que foi Dilma e o PT.
A esquerda diz que foram os golpistas.

E o povo paga a conta.
Sofre o desemprego, o fima da aposentadoria,
o arrocho salarial, o alto custo de vida,
as escolas caras e a saúde de matar.

Além de os políticos e empresários falarem mentiras,
triste é ver a imprensa mentir e enganar
da forma mais cínica do mundo.
No Brasil, já não sabemos em quem acreditar.

2 - Dia Internacional das Mulheres


A situação brasileira é tão caótica
que o presidente ilegítimo da república
declarou, às vésperas do
Dia Internacional da Mulher,
que não aceitará mudar o projeto de lei
que impõe 65 anos para as mulheres aposentarem-se.

As mulheres terão que trabalhar até morrer,
ou morrer trabalhando.
Principalmente se forem trabalhadoras rurais
ou professoras.
Triste Brasil!

3 - Lula é o AMIGO


A direita brasileira agora arranjou mais
um pretexto para condenar Lula e impedi-lo
de ser candidato a presidente da república.

Agora a imprensa e os promotores públicos dizem
que a Odebrecht declarou que LULA ERA O AMIGO,
que aparece na lista dos que receberam dinheiro.

A Odebrecht deu mais dinheiro para o PSDB e seus políticos
do que ao PT e a Lula ou Dilma.
Mas, para a direita brasileira,
o importante é arranjar um pretexto para
impedir a candidatura de Lula.

Esta direita brasileira perdeu a noção de ética,

honestidade, transparência e cidadania.

Somente o povo, através de novas eleições,
restabelecerá a boa imagem do Brasil.

Diretas Já!

Por uma nova Constituinte!

Pelo fim deste governo corrupto,

mercenário e entreguista das riquezas do Brasil.

terça-feira, 7 de março de 2017

Temer exige 65 anos para as mulheres

No dia internacional das mulheres

Temer exige manter 65 anos para as mulheres se aposentarem.

Perseguição as mulheres, principalmente as professoras e as trabalhadoras rurais.

Aposentadorias com jornada tripla de trabalho é morrer antes de aposentar-se.

Todas as mulheres devem ir às manifestações de amanhã.

Lutem agora ou não se aposentem!

segunda-feira, 6 de março de 2017

Alckmin saiu do armário: É candidato a presidente

As candidaturas vão se definindo

O ano de 2017 começou acelerado. Enquanto a economia definha, destruindo a imagem do PMDB, o PSDB também vai queimando seus cartuchos e queimando velhas lideranças como Aécio Neves. O mineirinho virou presidente do partido pró-forma... Serra movimenta-se sem muita chance e finalmente o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin avisa em palestra pública de que vai disputar a presidência da República.

Como ficarão os demais partidos conservadores e golpistas?
O DEM ficará com o PMDB ou com o PSDB?

E a direita evangélica?
Se seguir o que fazem em São Paulo, ficarão com o PSDB?

E quem ficará com Bolsonaro? Uma andorinha não faz verão.

Ou, o que é mais provável,
todos os conservadores se unirão contra LULA?


Para complicar a disputa,
ainda teremos outros candidatos disputando pela esquerda.
Deve sair candidato Ciro Gomes pelo PDT e
outros candidatos pelo PSOL e de partidos menores.

Como a direita perdeu a vergonha e,
já tivemos o golpe do impeachment,
depois veio o golpe das reformas
contra o povo e contra o Brasil,

A direita jurídica, política e da imprensa poderá tentar
a última carta contra a democracia no Brasil.

A direita pode não deixar Lula ser elegível,
alegando pendências jurídicas no Lava Jato.

Mas, seguindo a vontade do povo,

LULA SERÁ CANDIDATO E O POVO ESTARÁ COM ELE.


Da mesma forma que os jovens gritaram no carnaval: Fora Temer!
Não subestimem a vontade do povo.

O povo exigirá que Lula seja candidato a presidente da república.
E disputará contra todos os golpistas e traidores do povo.

domingo, 5 de março de 2017

Nandina de dia e de noite

Uma bela jardinagem

Quando mudamos para a Vila Madalenas plantamos vários tipos de flores no jardim. Com o tempo, o que foi ficando mais bonito foram os pés de Nandinas.

Vejam as fotos de Nandinas depois da chuva:





Agora, vejam as Nandinas à noite, sob a luz:





Sempre bonitas.

sábado, 4 de março de 2017

O quê vai sobrar depois da Odebrechet?

A destruição da economia, da política e do social

Quando a sociedade não atua organizadamente, sempre aparece algum bonapartista. Alguém ou um setor da sociedade que se sobrepõe aos demais e impõe uma "ordem', normalmente não democrática.

O Brasil, pós ditadura de 1964 a 1985, vinha sendo construído tomando por base a Constituição de 1988. Um Brasil pluralista, de economia de mercado, competitivo interna e internacionalmente, laico e "cheio de amor para dar".

Viveu a experiência aventureira de Collor, viveu a experiência neoliberal e privatista de FHC, viveu a experiência messiânica de Lula, viveu a experiência "sem cintura" de Dilma e acabou voltando ao passado com um novo golpe, desta vez um golpe somente civil e manipulado ostensivamente pela imprensa e pelo judiciário.

O judiciário passou a exercer a função bonapartista de "tutelar o Brasil"
, atuando articulado com a imprensa, as empresas multinacionais, parte do empresariado nacional e, principalmente, uma aliança oportunista com o PSDB, já que este não conseguia ganhar as eleições presidenciais contra Lula e o PT. Para a direita brasileira, um golpe a mais não mata ninguém, apenas suspende a democracia temporariamente, depois volta a ter eleições normais sob uma nova hegemonia conservadora.

O quê não se esperava era que o judiciário
estivesse à serviço de um projeto neoliberal e elitista, isto é, atuasse articulado com os interesses econômicos do PSDB e dos Estados Unidos. O judiciário passou a ser o braço político do PSDB. O PMDB e demais partidos são apenas coadjuvantes e merecedores de parcelas das benesses do aparelho público, incluindo financeiro.

A destruição de empresas como a Odebrecht
, mais a destruição da política democrática e o verdadeiro golpe contra os trabalhadores e a transferência de benefícios para as empresas, incluindo a destruição do que resta do "Estado de Bem Estar Social" e a transformação do Brasil numa Índia, com sua pobreza, seus milhões de desempregados estruturais e sua passividade religiosa e social.

A imprensa teve e tem o papel principal
neste processo golpista, sem ela o judiciário não teria legitimidade para ignorar a Constituição e os direitos individuais.

A Folha, que apoiou o golpe desde o início, depois da vitória golpista, cede espaço para posições não golpistas, talvez com a tentativa de passar uma imagem pluralista. Mesmo sendo golpista, ainda é um espaço importante na luta democrática.

Um dos seus articulistas, André Singer, é uma das raras autoridades em democracia e respeito à liberdade.
André Singer andava sumido, hoje voltou com um artigo que é uma grande pergunta. "Quem vai sobrar?"

Leiam a íntegra do artigo de André Singer, professor da USP e que escreveu o melhor estudo sobre Lula e o Lulismo.

Quem vai sobrar depois da delação de Odebrecht?


André Singer – Folha de S.Paulo
04/03/2017

Quando o sigilo for levantado, conviria ler o depoimento integral do empresário Marcelo Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na Quarta-feira de Cinzas juntamente com um bom perfil dos lobistas Jorge e Bruno Luz, presos em pleno sábado de Carnaval. Somadas, a longa delação do megaempreiteiro e a biografia da família cujo pai é considerado o decano do lobismo no país —atuava desde o governo Figueiredo (1979-1985)—, devem revelar o quadro mais completo de como funcionava o financiamento da grande política nas últimas quatro décadas.

A delação de Odebrecht —assim como a teia dos Luz— distribui culpas de maneira democrática. Dilma, Temer, Aécio, Marina, por exemplo, são envolvidos no recebimento de dinheiro ilegal para as suas últimas campanhas. Os personagens, em uníssono, negam qualquer ilicitude; as contribuições solicitadas seriam oficiais.

O capitalista concede que, nas conversas que manteve com os principais atores, os valores específicos e a forma de pagamento eram deixados de fora. Cabia a "executivos", dos dois lados (pagadores e recebedores), acertar tais detalhes. O expediente, plausível, abre uma válvula de escape jurídica, pois, quem sabe, não seja possível provar que as lideranças tivessem conhecimento do caráter criminoso dos recursos utilizados.

Porém, perante o tribunal da opinião pública, já estão condenados. Tome-se o caso de Temer, hoje o mais poderoso dos acusados. Ao dizer que jantou com o então vice, falou de dinheiro, mas não acertou um valor específico, o empreiteiro enfraquece a acusação de pagamento de propina direta ao presidente. Mas ao confirmar encontro na residência oficial, no qual foi tratado aporte para o grupo do peemedebista, cauciona a convicção de que Temer chefiava esquema doloso.

O elo extralegal do sistema fica reconhecido nas palavras do advogado José Yunes, amigo muito próximo e ex-assessor especial de Temer no Planalto. Cerca de 15 dias atrás, em depoimento espontâneo à Procuradoria-Geral da República, Yunes afirmou ter recebido em 2014 um pacote a pedido do atual ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, embrulho o qual teria sido retirado de seu escritório em seguida. O ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba, dá a entender que o "pacote" continha dinheiro e foi entregue por um doleiro.

Como a confirmar a veracidade da acusação de Cunha, Padilha, hoje o principal articulador do governo, se licenciou em seguida do palácio sem data para voltar. Parece evidente que o "pacote" era forma ilícita de contribuição, acertada genericamente no jantar do Jaburu com Odebrecht.

Amparado em detalhes judiciais, Temer poderá até permanecer no cargo, mas quem restará, em qualquer dos partidos importantes, para sucedê-lo em 2019?

sexta-feira, 3 de março de 2017

As empresas e os prejuízos com o golpe

Primeiro foi a BRF, agora é a AB In-Bev

Pela primeira vez na história, a BRF teve prejuízo
.
Culpa de Abílio? Não! Culpa da economia de Temer.

Pela primeira vez na história,a AB In-Bev não vai distribuir bônus
para seus dirigentes?
Culpa da turma da G3? Não! Culpa das vendas no Brasil, que caíram 20% no ano passado, derrubando o resultado mundial da empresa. Por que as vendas caíram no Brasil? Por causa da recessão e da crise de Temer.

Por mais que os empresários, o governo e a imprensa tentem esconder a crise econômica, jurídica, política e social, os números vão aparecendo e evidenciando que o golpe do impeachment levou o Brasil a ficar pior do que estava.

Mentiram, engaram, forjaram processos jurídicos e espionagens ilegais, mas não adiantou nada. Contra fatos não há argumentos. O golpe foi contra o povo, os pobres e contra os trabalhadores. O golpe foi contra o Brasil.

As montadoras de automóveis continuam apresentando queda nas vendas e prejuízos significativos.
As industrias de autopeças estão quebrando ou sendo fechadas, já que a importação e os juros dificultam a sobrevivência de nossas indústrias.
A Petrobras está sendo fatiada e vendida a preço de banana no mercado internacional. Agora é uma empresa francesa que morde uma parte significativa do Pré-Sal.

A indústria farmacêutica já foi toda vendida aos estrangeiros.
As universidades privadas estão sendo todas vendidas aos fundos de investimentos estrangeiros.
O setor de infraestrutura está sendo vendido aos chineses. Os ricos da vez...

Até nossa agricultura está sendo vendida aos estrangeiros. O governo está fazendo uma nova lei que autoriza vender as terras brasileiras aos estrangeiros. Sinais dos tempos...

Para que serve a Fiesp?

Se seu presidente não tem empresa e usa os recursos da entidade para fazer campanha partidária e enganar o povo ao dizer que "não quer pagar o pato", quando na verdade faz o povo pagar as sonegações das empresas entre outras coisas.

Para que serve a Federação da Agricultura
de São Paulo se o seu presidente vitalício usa a entidade para empregar seus filhos, como mostrou a Folha de São Paulo?

O Brasil está sem interlocutores
.
Os empresários estão com medo e acovardados. Num país que sempre teve caixa 2 e que os políticos sempre usaram caixa 2 em campanhas eleitorais, agora, sob ameaça de ser denunciado e fiscalizado clandestinamente, os empresários estão apavorados e vendo suas empresas perderem dinheiro. O Brasil está refém de um judiciário que julga usando as leis conforme a conveniência, sem isonomia e sem seguir a Constituição.

Quem está ganhando dinheiro no Brasil?

Adivinhem?
Se você pensou nos BANCOS, está certo.
Os bancos estão ganhando dinheiro porque a taxa de juros no Brasil é a maior do mundo!
Enquanto na Hungria a taxa de juros está em 0,9% ao ano, no Brasil anda pelos 14% ao ano!

A taxa de juros no Brasil é tão vergonhosa

que até o Banco Central reconhece
e diz que vai baixar. Para quanto?

Velho Brasil, quantos crimes comentem em teu nome.


Precisamos recuperar a dignidade nacional.
Precisamos de um novo governo,
Um novo Congresso Nacional,
Uma nova Constituição que priorize o trabalho,
o saber e a igualdade de direitos e deveres.

Precisamos de um Novo Brasil.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Brasil virou país de delatores e vazadores de informações

Como levar o Brasil a sério?

A imprensa hoje está debatendo sobre os vazamentos do depoimento de Marcelo Odebrecht.

Quem vazou?

Com certezas, ou foram juízes, ou foram procuradores, ou foi o ministério público ou foram os advogados.

Os jornalistas têm tido acesso a depoimentos antes dos advogados dos acusados ou condenados.

Estamos vivendo num país sem lei, sem ordem e sem segurança.

Se a regra é não ter regra,

como os empresários irão investir no Brasil, se não podem prever nada?

como os trabalhadores vão acreditar num governo que usa a lei conforme a conveniência?

como os aposentados vão acreditar num governo que quer mudar as regras do jogo?

O pior é que, até o presidente da Odebrecht, um dos empresários mais importantes do Brasil, além de passar meses na cadeia e ver sua empresa ser destruída pelo Judiciário e as Forças Ocultas, vê sua declaração "sub judice" de que

"não era o dono do governo,

ERA O BOBO DA CORTE DO GOVERNO".


ONDE VAMOS PARAR?



quarta-feira, 1 de março de 2017

Começou o mês de Março

Como vai acabar, ninguém sabe...

Hoje é dia primeiro de março.

Hoje acaba o Carnaval e o Brasil
entra efetivamente no ano normal,
de trabalho, estudo e muitas lutas.

O mês de março começa
banhado pela energia dos jovens que clamaram em todo o Brasil: "Fora Temer!"

Cada dia serão mais mobilizações
, discussões nos locais de trabalho, nas escolas e nas moradias, buscando organizar a população contra as medidas do governo ilegítimo de Temer.

O MTST já está acampado na Avenida Paulista
,
a mesma avenida onde os golpistas acamparam exigindo a derrubada do governo Dilma.

Os professores de todo o Brasil já estão organizando
uma
greve nacional a partir do próximo dia 15.
Muitas outras categorias profissionais
também farão greves parciais, de 24 horas
e até por tempo indeterminado.

No próximo dia 08, dia internacional das mulheres
,
o Brasil verá manifestações em todos os estados. As mulheres são as mais prejudicadas com a reforma da previdência e o fim da aposentadoria pelo INSS. Além de terem tripla jornada, agora, o governo Temer, quer que as mulheres trabalhem até morrer. Isto é, morrerão trabalhando, já que não poderão se aposentar.

Além das reformas criminosas,

o Brasil presencia governadores deixando de pagar salários dos servidores, o desemprego cresce, já chegando a 13 milhões de desempregados, a recessão continua afetando a economia, fazendo com que milhares de lojas e fábricas sejam fechadas.

Já viram falar no golpe dentro do golpe?


Pois é, uma parcela importante da população brasileira foi às ruas exigir o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff. Imaginaram que a economia iria melhorar, o desemprego diminuir, a corrupção acabar e o Brasil voltaria a crescer e a classe média voltaria a viajar para Miami e para a Disney. Ledo engano. Mal tomou posse, a quadrilha liderada pelo PSDB, começou a aplicar os pacotes econômicas, as reformas contra o povo e a favor dos bancos e das multinacionais estrangeiras. Nunca na história desse país se viu um governo tão entreguista como esse. Até as Forças Armadas estão assustadas. O povo, decepcionado, se cala. Fica passivo e desconfiado. Não foi para isso que foram para as ruas.

Querem até acabar com o lava jato.

Ah! O lava jato. Venderam a ideia de que a lava jato era para combater toda e qualquer corrupção. Mas, aos poucos, foi ficando claro que a lava jato era apenas para "queimar o PT, Lula e Dilma", facilitando o golpe do impeachment, a reforma eleitoral e a derrocada do PT nas últimas eleições. Tirou o PT, e os podres do PMDB apareceram. Mas, do PSDB não aparece nada. O Judiciário está segurando tudo que possa igualar o PSDB aos demais partidos. Afinal, a estrutura do governo brasileiro é corruptora, obrigando os partidos e candidatos a usarem subterfúgios nas campanhas eleitorais e durante os governos. Falta transparência em todas as instâncias.

Mesmo nesse "lar de lama" que está o Brasil,

cresce o boato de que Temer não acabará o mandato golpista.
Os empresários reclamam, as entidades da sociedade civil reclamam,
o próprio comandante do Exército disse que o Brasil está à deriva...

Temer deixar o governo será bom para todos.

Como o Congresso Nacional também está comprometido com Temer,
é necessário que se convoque ELEIÇÕES GERAIS.

Vamos reorganizar o Brasil!
Vamos reconstruir mecanismos de confiança e de transparência!

O povo brasileiro merece respeito!


Ou se respeita o povo brasileiro,
ou teremos que ocupar as praças e as ruas,
como aconteceu em Madri, em Paris, em Nova York
e nas outras grandes cidades do mundo.

Só uma greve geral de 24 horas não resolve.
É preciso uma mobilização nacional permanente.

É preciso uma Vigília Nacional em defesa do Brasil.

O Carnaval e o "Fora Temer!"

Um clamor nacional

Duas novidades marcaram o carnaval deste ano:

A primeira foi o fato de os Blocos de Rua terem tanta gente.
A segunda, talvez pela grande presença de jovens,
foi que, em todas as cidades e em todos os lugares,

os jovens gritavam: FORA TEMER!


Principalmente se viam uma pessoa com o microfone da Rede Globo ligado.
Foram tantos "Fora Temer!", que a emissora resolveu reconhecer os fatos e fazer uma reportagem.
No canal 40, Globo News, a reportagem ficou tão interessante que as pessoas passaram a perguntar se também a Rede Globo já desistiu de Temer. Tudo indica que sim.

Afinal, nem os amigos estão suportando este governo tão desmoralizado e mercenário.

Se a Rede Globo reconheceu a grande dimensão do "Fora Temer!",
por que um jornal tão lido como a Folha continua protegendo seu pupilo?

Será que, ao contrário das Diretas Já!,
a Folha vai ficar atrás da Globo?


Será que a Globo tomou a iniciativa sem combinar com a Folha?

Antigamente tinha uma música que era mais ou menos assim:

"É o sapo dentro do saco,
e o saco dentro da maleta."

Parece que era de Jackson do Pandeiro.

Esta música me faz lembrar a situação de Temer.
Foi usado para tirar Dilma,
virou um presidente incompetente e corrupto,
e agora, até os empresários e PSDB estão cansados dele.
Temer virou um sapo!

E os jovens são a nova esperança brasileira:

- Fora Temer!
- Diretas Já!


- Por uma Constituinte soberana e um novo Brasil.


Que as ruas sejam ocupadas pelo povo.

Que as políticas públicas sejam reforçadas,
Que a APOSENTADORIA seja Direito de Todos.

Pelo fim da recessão, do desemprego e da corrupção.
Um novo Brasil é possível!