domingo, 26 de fevereiro de 2017

Os blocos tomam conta da cidade

Trombones, pistons, baterias...

Além da presença marcante dos instrumentos musicais de sopro, os jovens da classe média brincam nas ruas de São Paulo. Em Recife, Rio e Salvador isso é normal. Mas em São Paulo o normal é o medo e a repressão. 

As Escolas de Samba, com todo o esforço das comunidades negras, de repente perderam o espaço no noticiário. Uma pena, já que ambos são importantes. 

O bonito é ver os jovens brancos, bonitos e universitários incorporar a cultura popular oriunda das camadas mais pobres e excluídas. No entanto, não é recomendável que a praça seja ocupada pelos brancos, enquanto os negros ficam no espaço definido pelos brancos: O Sambrodomo. 

Quando teremos o povo misturado? 
Brancos e negros, bonitos, universitários e brincando o carnaval. 
Sem repressão e sem violência.

Nós, que moramos na Vila Madalena, estamos vendo mais o lado branco e bonito. Mas também queremos ver o povo todo de São Paulo.

Um novo carnaval está surgindo. 
Uma nova São Paulo também. 

Com samba, suor, chuva e cerveja. É claro.

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