domingo, 19 de fevereiro de 2017

Milton Nascimento e os negros no Brasil

A beleza e a dívida social

Há dias que estou com duas paginas do jornal Folha de São Paulo para comentar sobre a presença de negros na Escola de engenharia da USP e de medicina em Ribeirão Preto, também da USP. Tão raro ver negros médicos e engenheiros em São Paulo formados pela USP, que estou há dias querendo agradecer à Folha ter ter mostrado essas raridades. 

Ontem guardei uma página do Caderno 2, do Estadão, falando sobre o Samba, e os NEGROS, como Pixinguinha e o racismo brasileiro e da imprensa na época. Em 1922 o jornal Última Hora foi racista explícito. Lamentável! Mas o Caderno 2 continua sendo ótimo!

Hoje, em pleno domingo, mesmo sendo aniversário da Folha, quem fez a melhor matéria foi, mais uma vez, o Caderno 2, do Estadão. Duas paginas, capa e contra capa, com MILTON NASCIMENTO.

Simplesmente divino!

Palavras maravilhosas como:  

"Agora, sinto que estou me caçando de novo. 
Tenho o prazer de ver as montanhas, as nuvens e as árvores".

Este é o nosso Milton Nascimento, 75 anos de idade e 50 de lançamento da música TRAVESSIA, com seu amigo Fernando Brandt. 

Milton Nascimento está preparando seu novo show SEMENTE DA TERRA, com aquelas musicas maravilhosas. Desde "O Cio da Terra" a "Fé Cega, Faca Amolada". 

O Brasil sem os negros não é o Brasil.

O Brasil sem Milton Nascimento, Naná Vasconcelos
Sem os nosso atletas,
Sem os nossos trabalhadores
E trabalhadoras negros e negras,
Jamais seria este Brasil 
Lindo e trigueiro...

O Caderno 2, como nossos artistas,
Continua sendo uma fronteira 
De resistência e defesa da nossa cultura.

Os ditadores e fascistas ainda não destruíram
O Caderno 2, do Estadão. 

Não sei se lá há jornalistas negros,
Mas sei que existem ótimos profissionais.

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