terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Bolsonaro, os judeus e as guerras

Brincando com os demônios

Neste carnaval, tenho aproveitado os dias livres e com trânsito bloqueado na Vila Madalena, para ler o livro "De volta do inferno" de autoria do historiador inglês Ian Kershaw e editado pela Cia. Das Letras. Bom livro, embora de vez em quando me deixa meio angustiado.

Estamos caminhando para a terceira guerra mundial?
Será que a Terra sobreviverá à está guerra nuclear?
Se sobreviver, os humanos sobreviverão?

Estava querendo escrever sobre o clima pré primeira guerra, o clima pré segunda guerra e minhas impressões sobre este clima de pré terceira guerra.

Por exemplo, marcou-me muito o fato de saber que na época da primeira guerra mundial, 9% da população da Polonia era de judeus. 9%!!! É uma porcentagem muito grande. Sendo a Polonia católica e conservadora, será que esta quantidade 9% de judeus estimulou os conservadores a entregarem tantos judeus aos nazistas? Talvez a resposta venha na segunda guerra...

Outra coisa que me marcou no livro, é ver como os conservadores apoiam ditaduras contra as Democracias e o voto popular. Mesmo que os novos ditadores resolvam prender, torturar e matar parentes dos conservadores...

Hoje fomos surpreendidos com a matéria da Folha sobre o convite De parte da comunidade judaica de São Paulo - ou do Brasil? - para que Bolsonaro fosse fazer uma palestra no Clube Hebraica. Todo mundo sabe que Bolsonaro é fascista e provocador, aproveitando-se do fato de ser policial federal e parlamentar para andar armado e ameaçar as pessoas. A direção do clube foi pressionada e acabou suspendendo o debate. Apesar de muitos judeus terem declarados que Bolsonaro é aliado em função de ele apoiar a política conservadora e belicista do governo atual de Israel.

Da mesma forma que, ao ler o livro sobre as guerras, ficamos tristes ao ver com os democratas e progressistas deixaram a extrema direita tomar o poder e levar o mundo a grandes guerras, pequenos episódios como este de Bolsonaro com os judeus pode prenunciar novas alianças espúrias que levem os países para novas ditaduras e novas guerras.

Para que Israel passasse a existir, o apoio internacional foi fundamental. Para sobreviver, além de manter as guerras contra os palestinos, é preciso também manter o apoio internacional. Israel só terá Paz se respeitar o direito de os palestinos também terem seu país. A Palestina. Caso contrário teremos novas diásporas e mais violência.

O Brasil vive uma desagregação e uma desconstrução como NUNCA teve na sua história. O brasileiro cordial deixou de existir. O caminhamos para reconhecer a diversidade na Democracia, ou viveremos pela primeira vez um clima de hostilidade e de violência que nos levará à guerra. Os desdobramentos são imprevisíveis. Com certeza diferentes de 1930 e 1964. Estará mais próximo de Canudos do que para dia do fico.

Os Bolsonaros precisam aprender a respeitar a Democracia e a diversidade. Se os democratas fecharem os olhos, quando acordar será tarde demais, como dizia Churchill. Too late!



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