domingo, 12 de fevereiro de 2017

A calamidade do Estado brasileiro

Os Estados e Municípios em Estado de Calamidade

Finalmente saiu um bom texto sobre a crise brasileira e a crise dos Estados. Seu autor é Diego Viana e foi publicado no Caderno de Fim de Semana do jornal Valor, no dia 10 de fevereiro de 2017. O título é "Estado de calamidade". Busquem o texto e leiam com muita atenção.

Porque é um bom texto? Porque não fica manipulando a política para justificar os conservadores ou os petistas. Prioriza informar e acrescentar comentários úteis e pertinentes.

O curioso é que o jornal Valor foi comprado 100% pelo Grupo O Globo, da família Marinho. Mas este tipo de artigo ainda não vi na Folha nem no Estadão. Também não vi n'O Globo.

Se a crise é econômica, política, jurídica e social, ela está presente na vida das pessoas, das empresas e também nos municípios, governos estaduais e governo federal. A crise atinge a todos de forma diferenciada, como as formas de enfrentá-la também é diferenciada.

O Brasil vivia uma democracia desde 1985, mas econômica e socialmente vive uma crise de como implementar as Políticas Públicas definidas na Constituinte de 1988. Educação, Saúde, Transporte, Segurança e Cultura passaram a ser "Direito do Cidadão". Mas os recursos econômicos são escassos e a democracia ainda era frágil. Facilitando o golpe do impeachment.

Se caberia aos governos implementar as políticas públicas, caberia ao legislativo aprovar leis que viabilizassem estas demandas sociais e caberia ao judiciário garantir a implementação dos direitos constitucionais. No entanto, estimulado pela Imprensa, o Brasil virou de cabeça para baixo e a crise tomou conta de tudo.

Estamos vendo governos estaduais atrasar salários dos funcionários públicos e principalmente dos policiais militares. Provocando greves, manifestações e mortes.

O caso mais emblemático é o do Rio de Janeiro. 

Estado onde fica a sede da Petrobrás, onde tem mais Pré-Sal, onde realizou a Copa do Mundo e as Olimpíadas, tudo que poderia gerar muito dinheiro e fama para o Estado. No entanto, estamos vendo o ex-governador preso em Bangu com sua esposa; a Petrobrás sendo vendida a qualquer preço; os salários atrasados e os militares ameaçando parar tudo. Até o atual governador está ameaçado de ser cassado e destituído.

E a agência de rating internacional Standard & Poor's fez do Rio de Janeiro, o primeiro estado brasileiro a ser considerado porto seguro para investimentos. É sério? Ironia ou incompetência?

Vivemos um novo episódio da história de crises e tensões 
entre o poder central e a descentralização no Brasil,
diz o autor do artigo, Diego Viana.

O ódio e as manipulações, tanto do governo, como dos demais setores, como imprensa, judiciário e oposição, estão turvando nossa capacidade de pensar e encontrar solução para o Brasil. Enquanto não recuperamos nossa capacidade de superar estas crises, os predadores estão entregando as empresas e as riquezas brasileiras aos estrangeiros. Vendendo tudo a preço de banana, como fizeram com o Banespa e outras empresas.

O Brasil está perdendo a sua soberania.
O povo, os empresários, o judiciário, os políticos
e a imprensa não reagem. Silenciam bovinamente.

Esta é a maior calamidade brasileira.
Vamos ter que, mais uma vez,
apelar às Forças Armadas?

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