quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Quem segura o Brasil?

O passado ou o presente?

Como nossa imprensa perdeu o pudor e agora só noticia fatos a favor de suas posições política e econômicas, as redes sociais ficam com a responsabilidade de mostrar o outro lado das versões da imprensa. O duro é que as redes sociais também tendem a dar apenas suas versões... E assim vamos vivendo, com a obrigação de ler os dois lados para tentar entender melhor o que está acontecendo.

Os jornais de ontem e de hoje estão dizendo que o Brasil em Davos está sendo um verdadeiro sucesso. Ao olhar o site do Brasil247, a notícias é exatamente ao contrário. Que o Brasil está secundarizado até pela Argentina! Que quando foram discutir o Sistema Financeiro Internacional não tinha nenhum banco brasileiro no painel, além dos outros eventos.

É normal que ninguém nutra simpatia por Temer. Ele é pior do que picolé de chuchu... Mas, o Brasil não pode ser punido em função de seu presidente e de seus ministros. Vamos tentar descobrir como foi o desempenho do Brasil em Davos?

Da mesma forma que a imprensa vem manipulando as notícias, os empresários que estão apoiando o governo também estão vendendo alegrias e ilusões...

Abriram mão da soberania brasileira?

Tenho perguntado às pessoas se elas têm conversado com alguns empresários brasileiros sobre o fato de nossas empresas e nossa economia, com nossas riquezas naturais, estarem sendo vendidas a preço de banana aos estrangeiros. O curioso é que as pessoas respondem que já não existem empresários nacionalistas. Todos estão aceitando ser sócios minoritários dos estrangeiros. Isto é, estão aceitando a perda da nossa soberania!

Que os políticos sejam venais, é compreensível.
Que o judiciário tenha sua parcela de venalidade, também é compreensível.
Mas, que o empresariado nacional aceite entregar nosso país aos estrangeiros, é lamentável!

Vai restar somente ao Povo e às Forças Armadas defender o Brasil.
Qual setor da economia, público e privado, não está sendo entregue aos estrangeiros?
Até nossas terras e nossa riqueza natural!
Agora vão privatizar e vender aos estrangeiros, as empresas públicas de água e esgoto. Internacionalmente um setor com grande margem de corrupção privada e pública.

Para tentar me animar, vários amigos e amigas pediram-me para ler o livro "MAUÁ - Empresário do Império". 
Como não tinha o livro, tive o prazer de ganhar um exemplar de presente de final de ano. O pedido das três amigas, que me deram o livro, foi para eu ler e não perder a esperança com o nosso Brasil. Estou lendo vários livros sobre as guerras mundiais do século passado, lendo também sobre o Câmbio e o livro O Capital no século XXI, muito interessante.

Como ando sem esperança nos empresários atuais, vou começar a ler o livro sobre Mauá. Talvez assim eu volte a me motivar com a História, com os movimentos sociais, com os empresários e com o Brasil. Caso contrário, vou voltar a ler a história do Tenentismo e os levantes militares. Alguém tem que fazer alguma coisa.

Nos livros das histórias da guerra, é comum os ingleses escrever: "Era tarde demais!"
Isso vale para o fato já acontecido, quando o fato já é passado. No presente, nunca é tarde demais para se evitar novas tragédias. Os chineses, na sua sabedoria milenar, diziam aos americanos que perder a soberania por oitenta anos era pouco tempo para um país de dez mil anos de vida organizada.

Este ano em Davos, a pessoa mais ouvida está sendo exatamente o presidente da China. Que voltou a ser um país protagonista da Ásia e do mundo.

Os chineses nunca desistiram.
Os brasileiros precisam aprender a resistir e não desistir.
Além de querer ter um país soberano.
É preciso ter autoestima e vontade de vencer.


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