segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Ouvindo as pessoas

Cada uma com sua história 

Neste início de ano, tenho mais ouvido o que as pessoas têm a falar, 
do que eu tomar a iniciativa de falar. O que é uma raridade...

Normalmente o início de ano é mais para leituras e descansos.
 Mas, tenho aproveitado o descanso para ouvir mais do que falar.

Entre todos os assuntos, os dois mais presentes são: 
o medo de perder o emprego e o custo de vida. 

Se as pessoas que estão empregadas 
estão reclamando do custo de vida, 
imaginem as desempregadas?
 Estão em pânico.

O curioso é que tenho dito que, tanto o desemprego quanto o custo de vida, estão sendo determinados pelo governo. 

Isto é, os economistas neoliberais do governo Temer, estão estimulando as demissões, como forma de reduzir custos e também para diminuir a capacidade de resistência dos trabalhadores. 

Já o custo de vida, os economistas estimulam os empresários a manterem os preços altos como forma de fazer a recomposição da renda nacional. Isto é, como Lula aumentou os salários, principalmente o salário mínimo, agora os empresários, ao aumentar o custo de vida, transferem renda dos trabalhadores para o capital (dos empresários).

Outro assunto que aparece em terceiro grau é a situação dos aposentados e da aposentadoria. 
Quem já está aposentado está com medo de o salário do aposentado ser reduzido - já aconteceu muito isso, a pessoa se aposentar com seis salários mínimos e logo depois, receber apenas um e meio.
Já os que estão perto de se aposentar, estão morrendo de medo de perder o direito. E perguntam? Será que o Congresso vai ter coragem de aprovar o projeto de Temer? Eu, laconicamente, respondo: Este congresso aprova qualquer coisa...

O pânico só aumenta.
Que fazer? Perguntam.
Vamos muitas manifestações, respondo.
Vai adiantar? Perguntam.
O pior é não fazer nada, respondo.

Como vai ficar, só Deus sabe.
Sem contar quando o pessoal fala 
da saúde e do preço dos remédios.

Aí não tenho resposta.
Ando fragilizado para falar dessas coisas...
Por isso, ando mais ouvindo,
do que falando.

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