terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Empresários e Imprensa enganando

A economia vai melhorar?

A imprensa, que apoiou o golpe do impeachment contra Dilma, juntamente com os grandes empresários, estão fazendo uma campanha publicitária e de entrevistas tentando passar uma imagem otimista da economia.

O mote agora é dizer qua a Selic vai cair para um dígito até o final de 2017, que poderá chegar a menos de 10% a taxa de juros. Dizem os empresários e a imprensa faz propaganda dizendo que assim o povo vai fazer dívida, comprar mais, as empresas vão fazer empréstimos para produzir mais e assim o Brasil vai voltar a crescer e superar esta quebradeira econômica, política e moral.

É evidente que, se a inflação cair para 4% ao ano, a taxa Selic do Banco Central pode chegar a 9%, representando um ganho real de 5%. Bem mais do que a taxa dos Estados Unidos, Japão e tantos outros países. Ficando, mesmo assim, entre as taxas de juros reais mais alta do mundo...

Acontece que a inflação está baixa mas a recessão e o desemprego estão altos. Ao contrário da Argentina, que tem uma recessão menor que a brasileira, mas tem uma inflação de mais de 40% ao ano. Os caminhos escolhidos foram diferentes e o resultados também foram diferentes.

Os empresários e a imprensa estão acreditando no CETERIS PARIBUS?

Os economistas desenvolveram uma teoria de que é possível imaginar uma situação econômica em que as demais variáveis econômicas, políticas e sociais continuariam constante. O próprio presidente do Bradesco declara que o Brasil vai crescer mais de 2% em 2018, mesmo crescendo pouco em 2017. Isso desde que as demais variáveis também sejam positivas. Trabuco, o presidente do Bradesco, sempre foi otimista e educado. Mas, é bem provável que sua previsão não se realize.

Um governo fraco, um ministério vulnerável e envolvido em denúncias de corrupção, um Congresso Nacional desacreditado e que vota qualquer coisa sob pressão da imprensa e dos empresários e  um judiciário que desmoraliza tanto o Executivo como o Legislativo. Todos estes fatores juntos não podem estabilizar a economia...

Tudo indica que teremos uma Ceteris Paribus ao contrário.
Isto é, tende a crescer a desordem e não a ordem.
Dinheiro não gosta de incerteza nem de insegurança.

Quem fez negócio com o governo do Rio de Janeiro no pode estar tranquilo. Quem fez negócio com os Estados e Prefeituras também não pode se sentir seguro. E ninguém sabe qual será o próximo ministro que vai cair em função de novas denúncias...

Junto com toda esta desorganização, ainda temos que conviver com o desemprego e com a ameaça concreta da Reforma da Previdência onde o governo quer acabar com as aposentadorias, principalmente das mulheres e dos trabalhadores rurais.

Caminhamos mais para a desagregação social do que para a Paz Social.

Situação criada pela polícia de São Paulo ao prender o líder do MTST, Guilherme Boulos, mais ajuda a estimular a violência do que a acalmar o Brasil. A Violência só tem aumentado, enquanto a polícia tem priorizado reprimir os movimentos sociais em vez de garantir a segurança das famílias.

Está na hora de começarmos a discutir com todos os setores sociais um novo caminho para o Brasil. Um caminho que inclua os trabalhadores, os pobres, a intelectualidade, os artistas, os empresários e os três poderes - Legislativo, Executivo e Judiciário.

Um outro Brasil é possível!
Um outro Brasil é necessário!



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