domingo, 31 de dezembro de 2017

As ditaduras se copiam... Brasil e Egito

Egito é modelo de ditadura

Hoje eu não pretendia falar de política, mas, ao ler uma nota de pé de página no Estadão de hoje, não resisti.

Mais uma vez se comprova que o golpe e a ditadura no Egito serviram de modelo para os demais países que "desobedecem às forças ocidentais". é a tal da "guerra invisível".

Leiam a Nota do Estadão:

"EGITO - Ex-presidente Morsi é condenado por insultos


Uma corte criminal do Cairo
sentenciou o ex-presidente egípcio Mohamed Morsi - DEPOSTO POR UM GOLPE DE ESTADO em 2013 - e outras 19 pessoas a três anos de prisão por INSULTOS AO JUDICIÁRIO.

Morsi também foi multado
2 MILHÕES DE LIBRAS EGÍPCIAS (R$ 371 mil) enquanto que os outros julgados pela corte receberam multas entre 30 mil e 1 milhão de libras."

Lá e cá


No Egito


Os militares egípcios, sob mando dos Estados Unidos e Europa, derrubaram o presidente eleito democraticamente no Egito e reimplantaram uma ditadura civil-militar.

Depois fizeram uma eleição fajuta e se dizem "representantes do povo" e julgam e condenam quem querem e da forma que querem. Tudo isto com amplo apoio ocidental.

Já no Brasil


Também depuseram um governo por um golpe de Estado, mudaram as principais leis do país, venderam tudo que tinha de importante, inclusive a soberania nacional, e estão usando o Judiciário como forma de condenar Lula e o PT.

Igualzinho ao Egito...


Uma nova farsa está montada para o pretenso julgamento de Lula no próximo dia 24 de janeiro.

E a imprensa tenta passar a imagem de que "o julgamento é honesto e democrático".
Uma outra farsa.

E ainda não chegamos em 2018...

sábado, 30 de dezembro de 2017

Porque hoje é sábado, devemos falar de coisas boas

Lembram da poesia de Vinícius de Morais?

Por que hoje é sábado? Não lembram?
Talvez seja porque o nome oficial seja: "O dia da criação".
Mas popularmente o nome conhecido é: Porque hoje é sábado!

Vinícius declama esta música, acompanhado pelo "Quarteto em Cy". Lindíssimo!

Prestem também atenção que Vinícius a compôs em 1946, no fim da segunda guerra mundial. O mundo, apesar de destruído, estava cheio de esperanças e de conciliação. O ódio e a guerra-fria ficaram para mais tarde.

Também talvez por causa da guerra, a poesia é imensa, são III partes. Vou mostrar apenas a primeira.

Vamos curtir mais este sábado com os familiares e com os amigos.
Amanhã, além de ser domingo, será a passagem para o dia primeiro de Janeiro. O ano que pode levar o Brasil para a Paz ou para a Guerra. Como sou otimista e os brasileiros não gostam de guerra, acredito que, apesar de tudo, teremos a Paz.

Porque hoje é sábado. Leiam...

O DIA DA CRIAÇÃO

Rio de Janeiro , 1946
Macho e fêmea os criou.
Bíblia: Gênese, 1, 27


I

Hoje é sábado, amanhã é domingo

A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Racismo no Brasil - Um tema incontornável

O Estadão também assumiu o tema racismo

Como despedida de um ano que vai entrar para a história do Brasil como o ano do retrocesso de 100 anos, o Estadão, depois da Folha, também assumiu a necessidade de se priorizar a questão racial no Brasil.

Aos poucos, a imprensa, as empresas, os governos, os movimentos sociais e populares vão percebendo que a questão racial é a maior divida que o Brasil tem para com os negros e negras.

A professora Lilia Moritz Schwarcz tem publicado e promovido bons debates e estudos sobre a questão racial na nossa história. Hoje ela publica um grande artigo no caderno 2 do Estadão, com bom título: "Um tema incontornável".

Ela escreve um parágrafo que reflete bem o nosso momento:


"O certo é que, se o ano de 2017 vai ficar na história como aquele que "não foi", em um aspecto ele "foi": a questão racial estourou no País todo, nos mais diversos setores e deixou mais claro para os brasileiros a realidade dura da discriminação e do racismo histórico e estrutural vigente no País."

Na capa do Caderno 2
tem um grande artigo de autoria de Maria Fernanda Rodrigues abordando "Caminhos de Resistência". Muito interessante.

É importante considerar que, mesmo entre a esquerda e entre os acadêmicos, a questão racial sempre foi tratada de forma menos importante do que precisa.

No movimento sindical, por exemplo, as mulheres têm paridade com os homens, isto é, 50% para cada. Enquanto para os negros e negras, há vagas, mas não há cotas. Quem precisa mais de "politicas afirmativas", os negros e negras, ou as mulheres brancas e as mulheres negras?

Considerando que ambos têm mais de 50% dos brasileiros, eu usaria critérios iguais de inclusão e participação.

Que se acabe o ano de 2017 e que venha o ano de 2018.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O dilema da Folha: Sustentar uma farsa ou ser um bom jornal?

Crise de direção

O jornal Folha de S.Paulo
vive uma profunda crise de identidade. Não sabe se prioriza seu lado moderno e democrático, ou, se prioriza seu lado reacionário, apoiador de golpes - militares e/ou civis - e defensor de que "os meios justificam os fins".

Ontem elogiei o jornal
em função do espaço que vem dando para os negros e as negras. Finalmente a imprensa começa a pautar a questão racial no Brasil e reconhece que os negros merecem mais espaço na imprensa, nas empresas e na sociedade como um todo. Afinal, no Brasil, mais de 50% é de negros e negras. O Brasil não precisa viver o apartheid oficial...

Hoje, ao ver o editorial do jornal, fiquei transtornado.

Que apelação! Que pobreza de argumentos! Nem parece a Folha.

Dizer num editorial de que "Lula tenta afrontar abertamente as instituições de um Estado democrático" é de um cinismo incomum. Quem violentou o Estado de direito e às instituições foram os golpistas liderados pela Folha. O golpe do impeachment já entrou para a História do Brasil como um dos fatos mais vergonhosos da nossa história. Comparável a queimar os arquivos da escravidão...

Dizer que "Lula quer DESLEGITIMAR A SENTENÇA" é outra tentativa de enganar o povo brasileiro. Nem o governo Temer tem legitimidade, nem o Judiciário, que foi pré-requisito para o golpe, nem o judiciário, afirmo, tem LEGITIMIDADE, para prender pessoas e obriga-las - sob tortura - a inventar depoimentos contra Lula e o PT, para servir como "fundamentos jurídicos condenatórios". É tudo um jogo de cartas marcadas, e a Folha lidera esta farsa jurídica e política.

Esta operação Lava Jato é uma farsa jurídica e política.


Mesmo considerando que haja parte de fatos reais, como a confissão de que os empresários corromperam políticos e executivos desde a época da ditadura militar, incluindo os governos do PSDB, e continuam corrompendo mesmo no governo ILEGÍTIMO DE TEMER.

Destaque-se que o governo Temer só existe porque a imprensa, os empresários e o judiciário se juntaram a políticos corruptos para derrubar um governo legitimamente eleito por mais de 50 milhões de brasileiros e brasileiras. Este sim é ilegítimo e corrupto comprovado.

O caso do apartamento triplex em Guarujá é documentalmente comprovado que NUNCA foi da família de Lula. Tanto é verdade que a Folha diz: "Não faltam provas quanto às reformas feitas sob medida no apartamento."

FALTAM PROVAS SIM!


Nem a Folha, nem os promotores, nem a PF, nem os depoentes, nem as empresas, NINGUÉM apresentou um documento sequer que prove que o apartamento era ou é da família de Lula.

Os sustentadores do golpe e da Lava Jato dizem que "havia intenção de compra" e que isto é suficiente para condenar Lula.
Entre intenção de comprar e comprar ou ser proprietário, ou ainda ter recebido benefícios ilegais, entre tudo isto há um universo. Isto só evidencia o carater partidarizado da justiça. Os golpistas contra Lula e o PT.

O golpe já houve, agora é necessário legalizar a ditadura.


E a melhor forma de legalizar uma ditadura é forjando uma eleição onde os golpistas sejam eleitos para fazerem as novas leis "em nome do povo". Lembram da ARENA, o maior partido político do mundo? Ela era legal, mas não era legítima, porque a eleição era manipulada. Como a Justiça na época também era manipulada. Como também era a imprensa...

A Folha, como os demais golpistas, ficarão todos os dias dizendo que a justiça é legal, é legítima e é honesta.
E quanto mais a imprensa falar, mais será para esconder o seu constrangimento e para tentar enganar o povo.

Se os golpistas não têm medo do POVO, deixem o povo julgar Lula e o PT.


Quando será que a Folha escolherá ser UM BOM JORNAL?

Ou será que o Brasil precisará abrir o mercado da mídia para que venham jornais como NYTimes, a BBC, a NHG, a Al Jazira e tantos outros meio de comunicação mais honestos e mais transparentes do que a mídia atual?


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Folha: Vieram para ficar?

Os negros e negras ganham espaço na Folha

Alguma coisa aconteceu na Folha.
Há dias que o jornal vem dando espaço para reportagens com negros e negras.

Isto é uma Revolução!


Tomara que a direção do jornal banque e sustente a iniciativa. Exatamente quando vemos o Brasil ser tomado pelo ódio, só faltava os leitores brancos e ricos da Folha começarem a reagir ante a tanta presença de negros nas páginas do jornal.

Hoje, por exemplo, além de uma linda foto na capa, há uma página inteira no caderno Ilustrada.


Quem é personalidadde?
IZA, de 26 anos de idade.

Uma jovem em início de carreira,
mas que já canta para 45 mil pessoas e impressiona!

Por frequentar espaços em que negros não eram a maioria,
ela diz ter percebido o preconceito cedo,
ainda que não o entendesse a fundo.

"Eu era a única negra na escola ou na sala,

era sempre muito diferente de todo mundo. Era um E.T.
Sempre fui muito popular, vamos deixar isso claro,
nunca fui uma criança excluída,
mas sempre sofri com preconceito, com racismo", diz.

Sempre falei para o pessoal da Folha estimular o tema solidariedade e cidadania. Ultimamente tenho reforçado a questão racial por considerar o maior atraso do Brasil continuar tendo um alto índice de preconceito enrustido.

Se evoluímos para ser um país plural, diferente com equidade e diversidade, temos que estimular as empresas, as escolas, os bairros e tudo que for possível representar a grande parcela dos negros e negras em todo Brasil.

A Folha, quando quer, faz a diferença.

Preste atenção na presença de negros e negras nas páginas da Folha.
Quem sabe assim ela deixe de apoiar golpes e deixe o neoliberalismo.

A Folha pode ser boa e conviver com a democracia plena,

valorizando o desenvolvimentismo e a inclusão econômica, política e social.

É preciso ter fé, garra, sempre...
Que venha 2018!

Boa sorte para IZA!

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Se o povo é contra "privatizar", porque os neoliberais privatizam?

Porque os neoliberais não respeitam o povo

Muito curioso a Folha resolver mostrar com destaque de capa que, segundo suas pesquisas, a maioria do povo é contra privatizar as empresas do governo.

Tenho mostrado que os neoliberais e golpistas, sejam eles economistas de direita, juízes venais, jornalistas cínicos e políticos corruptos, estão vendendo o Brasil à preço de bananas e acabando com a soberania nacional.

O Brasil está perdendo sua base industrial, intensifica a venda das terras e da produção agropecuária, destroi as reservas naturais e, com a reforma trabalhista e o fim da aposentadoria, destroi o poder aquisitivo dos trabalhadores assalariados. Transformando empregos em bicos...

Quando o povo vai reagir para impedir tanta destruição?


Já está reagindo, já está demonstrando que, se deixarem Lula ser candidato, Lula ganhará já no primeiro turno.

Quando crescerá a reação nos locais de trabalho?

Quando as demissões crescerem e ficar claro que os demitidos serão substituídos por pessoas ganhando a metade ou menos da metade do que ganhavam os demitidos.

Passamos e Natal e logo passará o Ano Novo.


Logo, logo, a agenda de 2018 tomará conta do nosso dia a dia.

Por mais que que os golpistas neoliberais e seus aliados não respeitem o povo, quem decide qualquer eleição é o povo. E o povo exige ser respeitado.

Quem viver, verá!

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Um bom presente de Natal: Informações sobre o Brasil

Leiam esta entrevista sobre o Brasil e o mundo.

Uma verdadeira aula, tanto do jornal Valor, como do entrevistado, Manuel Castells.


Publicado no caderno Fima de Semana de 15dezembro2017, o jornal Valor vai se consolidando como o melhor jornal do Brasil. Deixando a Folha lá para trás.

Informações importantíssimas e imprescindíveis para quem quer entender o que se passa no Brasil...

A agonia de um modelo social

Por Helena Celestino - Valor - 15/12/2017 - 05:00

Manuel Castells é comumente chamado de profeta das redes, mas ele mesmo não tem Facebook e no Twitter usa um perfil com nome falso para escapar de ataques pessoais. "A internet que criamos é anjo e diabo ao mesmo tempo, exatamente como o que somos", diz, meio rindo e meio sério. Baixo, cabelos brancos, rápido nas respostas, o sociólogo espanhol de 7 5 anos escreve três livros por ano, uma coluna semanal no "La Vanguardia"e fica confuso quando tem de dizer onde mora. "Empiricamente, metade do ano na Califórnia e a outra metade, na Catalunha", diz.

Ele dá aulas nos dois continentes - na Universidade do Sul da Califórnia e na Universidade Livre de Barcelona -, faz conferências pelo mundo e esteve semana passada no Rio, "a convite da FGV e do amigo Tarso Genro", para dar palestras sobre a crise da democracia liberal, o mesmo tema de "Rupturas", seu primeiro livro escrito em espanhol, depois de uns 30 em inglês. É um livro híbrido, só com 120 páginas, mas conectado na web a outras mil para comprovar a sua tese bombástica: "Ninguém mais acredita na democracia. Os cidadãos, no mundo todo, acham que os políticos e os partidos não os representam legitimamente. É o fim de um modelo político de dois séculos", diz, sorrindo de novo.

Como sair disso?


Os cidadãos de cada país é que terão de descobrir, avisa. Pensador original e influente por seus estudos sobre transformações sociais na era da internet, Castells acompanhou os protestos pelo mundo e lançou "Redes de Indignação e Esperança" (Zahar), em que constatava um mesmo padrão de comportamento em todos esses movimentos: a indignação fez os jovens do mundo superarem o medo, o sentimento básico de todos nós, e irem para as ruas com palavras de ordem libertárias e pela igualdade.

"Agora, essa ânsia de mudanças se desviou dos movimentos positivos, como os Occupy, e passou para os movimentos destrutivos, populistas de direita", diz ele. E não adianta culpar as redes sociais. Sorrindo de novo, cita frase de uma sentença de tribunal federal dos Estados Unidos em 1996: "É certo que a internet é um caos, mas, nos EUA, há o direito constitucional ao caos".

Valor: Em "Redes de Indignação e Esperança" (2012), sobre protestos de jovens, o senhor mostrava como acabara a confiança nos políticos, na mídia e nos magos das finanças. De lá para cá, a crise da representatividade democrática se aprofundou?

Manuel Castells: Vivemos agora uma crise da democracia em todo o mundo. Ninguém mais acredita em democracia. Independentemente de corrupção, problemas políticos, há algo em comum: nas mentes dos cidadãos de todo mundo, entre 60% e 7 5% dos cidadãos não creem que os políticos e seus partidos os representem legitimamente. Isso é importante porque os governos legítimos deixam de ter instrumento para debelar outras crises.

A matriz de todas as crises é a da representatividade política, e isso existe nos Estados Unidos, na Europa, na América Latina e, obviamente, no Brasil. Quando uma crise dessa importância é geral, não depende de um contexto politico, é comum ao Brasil e aos Estados Unidos, podemos pensar que é uma crise de um modelo.

Valor: Quais as perspectivas de sair dessa crise? Alguma boa notícia?

Castells: Nenhuma, cabe aos cidadãos de cada país achar saídas. Existe é uma rejeição muito forte na maior parte do mundo contra o sistema estabelecido. Essa rejeição tem nomes: [Donald] Trump e Brexit. Isso também se traduz no fim dos partidos tradicionais, na ameaça de acabar a estabilidade política na Alemanha, o sistema mais estável do mundo. No Brasil, transformou-se numa crise total. No Chile, é evidenciado pelos 20% dos votos dado a um movimento completamente antissistema nas últimas eleições [a Frente Ampla, de centro-esquerda, com linha semelhante ao espanhol Podemos].

E isso acontece em todo o mundo, podemos pegar país por país.

No imaginário coletivo, a Escandinávia tinha governos decentes e social-democratas, mas, neste momento, há partidos xenófobos aliados aos governos de toda a Escandinávia, com exceção da Suécia. Quais são os sistemas que resistem? China e Rússia, sistemas autocráticos e não democráticos. Podemos, portanto, falar de uma crise da democracia liberal clássica, aquela que serviu de modelo político por dois séculos.

Valor: A crise afeta países ricos e pobres? Não vale mais a velha frase "é a economia, estúpido"?

Castells: Agora "é a politica, estúpido".


Trump não seria eleito em nenhum outro momento. É machista, xenófobo, ignorante, provocador, isolacionista, contra a solidariedade mundial - retira-se do acordo climático, do acordo sobre imigração. Isso não aconteceria há cinco anos. É todo o establishment político que foi colocado em questão. Ele foi eleito precisamente porque era antiestablishment, foi um voto de protesto contra a política dos EUA. Se falamos de outros países, acontece o mesmo, são as classes populares que votam contra o sistema. Nos EUA, os brancos se mobilizaram por um sentimento racista contra as minorias. E antes tinham votado em [Barack] Obama, mas já não acreditam em nada.

"Em situações extremas, como a do Brasil, precisaria de algo que venha da sociedade, e não do sistema político, deslegitimado"

Valor: O senhor diz que a política é feita de emoções e o medo se supera pela indignação. O medo dos cidadãos está levando a eleições como a de Trump e ao crescimento da extrema direita na Europa?

Castells: Exatamente. Os valores não são os mesmos, mas a reação obedece a mecanismos semelhantes: indignação, desesperança. Essa indignação tem distintas expressões políticas segundo países e momentos: traz valores de extrema direita ou progressistas. Nos EUA, antes houvera o Occupy, movimento progressista e jovem: a expressão política dele foi o senador Bernie Sanders, mas o aparato do partido Democrata escolheu Hillary Clinton, a candidata totalmente establishment. Ganhou Trump, também um candidato antiestablishment, que incorporou até alguns elementos do Occupy - como o rechaço aos partidos, à Wall Street, às guerras, todas essas foram bandeiras comuns a Trump e ao Occupy.

Valor: Na Europa, há também a destruição dos partidos tradicionais... Manifestantes durante as jornadas de junho de 2013: "Movimento de jovens se dirigiu contra todo o sistema político"

Castells: Na grande democracia francesa, todos os partidos tradicionais foram eliminados. O atual presidente, cuja popularidade despencou em seis meses, não é parte do sistema francês; é um Trump à francesa, muito mais elegante, inteligente, neoliberal. Tem um partido chamado En Marche, cuja sigla é EM, ou seja, Emmanuel Macron: o partido é ele. Na Itália, a primeira força nas próximas eleições é o Cinco Estrelas, que propõe a extinção do Parlamento, a saída da União Europeia e do euro, uma crítica mais ambiguamente de esquerda contra todo o sistema político. Na Espanha, os dois partidos tradicionais tinham 7 5% dos votos; na última eleição de 2015, tiveram menos de 50%, acossados pelo Podemos, de esquerda, e pelo Ciudadanos, nacionalista de direita.

Valor: Quando o senhor tratou dos protestos, havia um otimismo de que algo de bom poderia ser construído. E agora?

Castells: Havia otimismo dos jovens, das partes da sociedade que buscavam mudanças, igualdade de gênero e de raça, liberdade. Em todos os países, as elites dirigentes, de esquerda ou de direita, estiveram contra esses movimentos, não tiveram visão.

Essa ânsia de mudanças se desviou dos movimentos positivos - como os Occupy - e passou para os movimentos destrutivos, populistas de direita.


Valor: O senhor diz que os protestos sempre morrem, o importante é o legado. Na Espanha, criaram o Podemos e as coalizões que elegeram as prefeitas de Barcelona e Madri. Mas a independência da Catalunha agora embaralhou tudo...

Castells: É uma mudança política importante, elegeram prefeitos em muitas cidades importantes. Mas o Podemos está declinando: é atacado por todos os meios de comunicação e a crise da Catalunha complicou. O Podemos - uma coalizão de 20 partidos diferentes - tem uma atitude de princípio: os catalãos têm o direito de fazer um plebiscito e escolher seus destinos, mas o Podemos é contra a independência. É muito difícil de entender num momento ultrarradicalizado e, com isso, o Podemos cai nas pesquisas e sobe o Ciudadanos, o que é péssima notícia.

Partidos de extrema direita, ultranacionalistas, voltam a ser importantes na Espanha, houve manifestações nostálgicas do franquismo. Com isso, se parece com o Brasil.

Valor: Mesmo assinalando que era cedo para dizer, o senhor achava que os protestos no Brasil poderiam levar a uma reconciliação nacional. O caminho foi inverso: impeachment, mais intolerância, agora censura e boicote à discussão sobre gênero. Como vê isso?

Castells: Preocupa-me a situação brasileira.


Li uma entrevista do [ex-] presidente Fernando Henrique, em que dizia que nunca viu uma situação tão ruim. Não conheço o Brasil o suficiente, mas se uma situação não tem saída com os instrumentos conhecidos, há que mudar os instrumentos. Se a reconciliação não passa pelo Congresso, tem de ser uma reconciliação da sociedade. A sociedade não confia nos políticos, nem separados nem juntos. A Revolução Francesa, criadora das liberdades, começou com o chamado Terceiro Estado, reuniões e assembleias da sociedade com forças sociais, intelectuais e políticos não corruptos que se reuniram para proclamar uma Nova República.

Em situações extremas, como a do Brasil, precisaria de algo desse tipo que venha da sociedade e não do sistema político, totalmente deslegitimado. Não é daí que pode haver um processo de legitimação. Vejo necessidade de uma mobilização social antes da construção política.

Valor: Mas esse não foi o caminho seguido pós-manifestações de 2013 e 2015...

Castells: O problema é que essas manifestações com frequência são manipuladas.

O protesto de 2013 foi espontâneo, claramente um movimento de jovens, e se dirigiu contra todo o sistema político: direita e esquerda - como na época, o governo era de esquerda, foi contra o governo também.

A manifestação de 2015, importante para demitir a presidente Dilma, foi realmente manipulada. Há dados: a atuação do Movimento Brasil Livre foi chave e ele era financiado e apoiado pelas empresas Koch, os mesmos que financiaram sempre o Tea Party nos Estados Unidos.

Tudo o que se desenrolou depois foi apoiado pela "altright"americana - uma confederação de grupos de extrema direita nazistas, fascistas, cujo ideólogo é Steve Bannon, o ex- conselheiro de Trump -, que tem uma grande potência midiática e financeira. Esses grupos estão intervindo muito fortemente no Brasil, apoiando as tendências de extrema direita. O Brasil é um pais decisivo na América Latina, e creio que há um processo de desestabilização da democracia do Brasil, ligado a uma ofensiva em todo mundo da extrema direita e das forças econômicas mais conservadoras. Não é Wall Street, são as empresas depredadoras do capitalismo, empresas com interesse em controlar as riquezas naturais no mundo - seja fazendo fracking [extração de gás e óleo de xisto considerada poluidora] ou controlando a Amazônia.

Não é mais a embaixada americana que organiza as conspirações [risos],
são essas empresas que apoiam os extremistas.


Valor: A autocomunicação - como o senhor chama o sistema de comunicação nas redes sociais - resultou nas " fake news", nos " haters", no uso de robôs para multiplicar posts, na difusão de mensagens baseada em algoritmos com critérios não transparentes. Criamos um monstro?

Castells: Não. Criamos um anjo e um diabo, ao mesmo tempo, exatamente como o que somos. Internet e redes sociais são uma expressão muito potente da sociedade, com muito poucos controles. No período anterior, o sistema de comunicação de massa estava controlado por empresas e pelo Estado. Facebook não controla o conteúdo, o que lhes interessa é tráfico e publicidade. Toda a sociedade se expressa nas redes sociais. Mentimos? Sim, todos mentimos. Inventamos notícias falsas? Sim. Mas também difundimos abusos e escândalos que estão ocultos, difundimos corrupção, falamos sobre coisas que antes não podíamos falar porque não havia instrumentos: a sociedade se liberou nas redes sociais.

A liberdade tem custos:
podemos usá-la para caluniar, ofender ou podemos participar de um debate civilizado - mas, para isso, precisamos estar civilizados. Se somos não civilizados, a internet reflete o que somos, o problema é que, por vezes, não nos aceitamos como somos.

Valor: A internet serve também para manipular eleições, campanhas políticas. Os russos, por exemplo, são acusados de favorecer Trump na campanha. E aí?

Castells: Todo mundo interfere na internet.

Vivemos nessa sociedade de redes e não há volta para trás. A discussão nostálgica é absurda, temos de discutir os efeitos das redes. Um deles é a capacidade, praticamente ilimitada, livre e horizontal de nos expressarmos. Os russos intervêm, mas também os movimentos sociais, os hackers, os movimentos contra abusos às mulheres, intervêm, todo mundo. Antes, através do controle dos meios de comunicação, controlava-se a informação e a sociedade.

Agora ninguém controla nada.


Houve mudanças positivas: claro que há "fake news", de todas as partes, da extrema direita - como não tem grande apoio da sociedade, inventa notícias para poder manipular. Todo mundo utiliza toda classe de intervenções na internet. Que defesa existe? O jornalismo profissional. Vocês, os jornalistas, não as empresas de comunicação que buscam o lucro. A credibilidade das empresas é importante para manter o lucro. Quando dizem que há "fake news" sobre os conflitos internacionais, é bom lembrar que o "New York Times"publicou que havia armas de destruição no Iraque quando a jornalista sabia que não havia.

Valor: O senhor é a favor da regulamentação da internet? Há campanhas de ódio que destroem reputações, assediam mulheres, difundem racismo.

Castells: Não sou a favor da regulamentação, porque é impossível.

Ninguém destrói minha reputação, porque não estou no Facebook, não quero ficar nervoso por ataques pessoais. Nos Estados Unidos, há uma famosa sentença de 1996 de um tribunal federal - ratificada pelo Supremo -, que reconhece que há problemas com a internet e há possibilidades de interferência, mas a liberdade de expressão está assegurada. Uma frase da sentença é maravilhosa:

"É certo que a internet é um caos, mas nos EUA há o direito constitucional ao caos".

domingo, 24 de dezembro de 2017

O melhor Natal para o Brasil é garantir que Lula se candidate

Os gestores da Economia e o Judiciário são os ditadores de hoje

O maior presente de Natal para os brasileiros é o fim deste governo entreguista, corrupto e neoliberal.
É preciso acabar com esta crise econômica imposta por este governo e por seus aliados. Esta crise não é de incompetência, é de má fé.

A crise econômica deste governo faz parte do ideário neoliberal


Dizer que “temos assistido ao fracasso da política econômica do governo Temer” é negar o caráter neoliberal do governo.
Negar por decisão tática ou porque não percebeu que tudo que acontece de ruim para o povo – desemprego, arrocho salarial, enfraquecimento dos sindicatos, desconstruir a Justiça do Trabalho e reduzir as Políticas Públicas e privatizar tudo - faz parte do planejamento econômico de concentrar a renda, aumentar o poder de consumo de uma minoria, depender mais politicamente das grandes empresas e das instituições patronais do que do voto do povo?

Para os neoliberais, o povo é apenas coadjuvante.


Como os neoliberais brasileiros, liderados pelo PSDB, não conseguiam ganhar as eleições presidenciais contra o PT de Lula, a direita neoliberal formou uma grande aliança que incluiu empresários internacionais, governo americano, empresários brasileiros, judiciário, imprensa e políticos conservadores, incluindo os corruptos.

Os governos do PT eram governos voltados para a inclusão social, melhoria da distribuição de renda, valorização do salário mínimo e das aposentadorias, valorização da agricultura familiar e forte estímulo à produção e à exportação.
Com a crise financeira de 2008 o governo Lula enfrentou seus impactos no Brasil, mas o governo Dilma não teve a mesma capacidade de resistência que Lula teve. Percebendo a fragilidade do governo Dilma na economia, na política e no relacionamento humano, a direita brasileira, liderada pelo PSDB partiu para o ataque, fragilizando ainda mais o governo Dilma e pressionando o judiciário para forjar um golpe na forma de impeachment.

Consumado o golpe do impeachment, coube ao ex-banqueiro, Henrique Meirelles, implementar o neoliberalismo da sua forma mais radical. Pior do que fez Fernando Henrique Cardoso. Agora o Brasil vive sob um golpe, o principal partido de resistência – o PT – está nas cordas, pressionado pelo Judiciário, as centrais sindicais e os movimentos populares, foram perdendo capacidade de resistência ante ao violento desemprego e medidas contra os direitos dos trabalhadores. O Brasil retroagiu a antes de 1917. Vargas passou a ser apenas História. Agora o que determina a economia é o neoliberalismo. O povo voltou a ser mero coadjuvante.

Este é um fenômeno que vem acontecendo em todo o mundo. O Brasil não está sozinho. O que chamou atenção foi a frágil resistência da classe trabalhadora. Mesmo perdendo seus direitos, ainda resiste a voltar a ter no PT e na CUT, seus principais aliados. Seu vínculo maior ainda é com LULA.

Daí o por quê os golpistas estão fazendo tudo para impedir que ele seja candidato.

Lula, no voto, é imbatível!


Se Lula politicamente é imbatível, nem o PT nem a CUT podem errar no diagnóstico econômico. Não podemos repetir o Plano Real, quando setores da esquerda, principalmente economistas, disseram que o Real seria mais um fracasso e que a inflação voltaria com arrocho salarial e desemprego...

A economia brasileira atual está um caos. Mas é um caos planejado para enfraquecer a capacidade de resistência da classe trabalhadora, para facilitar a concentração do capital, através da venda dos ativos nacionais sub-valorizados, entregar nossas riquezas para as multinacionais e consolidar uma legislação eleitoral em que a esquerda fique impossibilitada de ganhar novas eleições presidenciais.

E, se ganhar, que não possa governar, nem alterar as leis neoliberais aprovadas durante o golpe e a ditadura. Deixando o Brasil de ser uma ditadura sem legitimidade para ser uma ditadura civil, com leis duras que impeçam os progressistas de governar, mesmo com eleições diretas, mas sem igualdade de competição.

É a hegemonia do capitalismo neoliberal, com ou sem eleições, ficando o Brasil formalmente subordinado aos Estados Unidos. Mesmo sem a ameaça do comunismo ou do islamismo.

O povo em si é que e a verdadeira ameaça ao neoliberalismo.


Para os desenvolvimentistas, o povo é tudo.
Para os neoliberais, o povo é apenas coadjuvante.

O Brasil viveu um período de ouro com Lula, passou a viver sob forte tensão com Dilma, agora vive sob uma ditadura neoliberal. E, para impedir que Lula volte a ser presidente, a direita pode aumentar o tempo da ditadura, como aconteceu em 1968, com o AI-5.

Resistir é preciso!


A economia deve estar à serviço do Povo e da Sociedade.
As empresas são importantes, mas não podem estar acima do Povo nem do Estado de Direito.

O Judiciário também é importante, e também não pode estar acima do Povo nem do Estado de Direito.

Um Feliz Natal não cai do céu, ele deve ser construído por nós.

sábado, 23 de dezembro de 2017

A Folha está ficando chata, além de neoliberal

Agora deu para bloquear artigos e matérias

E eu que sou assinante da Folha e da UOL há mais de 30 anos, não consigo ler estas matérias no computador.

Quando pedem para eu entrar e eu aperto o link, aparece um aviso de que os computadores não estão se entendendo... E, eu que sou assinante duplo, não consigo ler o que eu quero.

É uma chatice e assim a Folha vai perdendo leitores...


O jornal Valor também tem um sistema de cadastramento, mas sempre consigo ler o que eu quero. Basta identificar-me.
Se a Folha continuar assim, vou cancelar minha assinatura e ficar com o Valor.

Por exemplo, a reportagem sobre a entrevista coletiva de Lula, a publicação no Valor ficou bem melhor que a da Folha. Mas não foi surpresa, é que a Folha é mais partidarizada (PSDB) que o Valor (empresariado). E olhem que o Valor, que já foi metade da Folha e metade da Globo, agora é só da Globo.

O NYTimes é mais fácil de ser acessado e de assinar.


Por isto que eu venho defendendo a abertura do mercado da mídia e imprensa para as empresas estrangeiras.

Rádios, jornais e TVs podendo ser de alemães, ingleses, japoneses, chineses, franceses, espanhois, e até russos.

Se é capitalismo para todos os setores da economia, incluindo Hospitais e Faculdades, que se abram também o mercado da imprensa.


Prefiro ver os programas da BBC, do Canal 5 da França, o NHK do Japão, a ficar vendo programas evangélicos ou o noticiário ruim dos canais brasileiros.

Nem a TV Cultura se salva mais.
A Rádio Cultura está mais ou menos, mas a TV virou lixo neoliberal.
Hoje mesmo, por volta das 16:00h, liguei o rádio do carro na Radio Cultura e estava sendo apresentado um programa sobre a "musica negra" no tempo e no espaço. Muito bom. A Rádio Cultura, que faz 40 anos, continua mantendo qualidade.

Mas a Folha... Pelo menos, agora está incluindo os negros e as negras na pauta regular do jornal.

Acho que a Folha deveria aproveitar o espírito de Natal e mandar melhorar estes bloqueios chatos.


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

580 mil visualizações de 135 países. Tem algum sentido.

A internet pode ser mais importante que a ONU

O mundo acompanha as redes sociais e formam mais valores econômicos, políticos, religiosos e sociais do que a ONU.

Quando vejo que nosso blog já passou de 580 mil visualizações
,
com gente de 135 países diferentes, de todos os continentes,
fico estimulado a continuar a escrever diariamente
minhas considerações sobre a atualidade brasileira e mundial.

São mais de 3.153 postagens
, lidas em países como Malta, Turcomenistão, Etiópia, Fiji, Papua-Nova Guiné,Guam, Jamaica, Brunei, Nepal e Azerbaijão. Há alguns países que nos acompanham talvez por segurança, sem saber se sou ameaçador ou não. Estados Unidos, Rússia, China e Israel são típicos destes países que monitoram as redes...

Graças a esta integração mundial,
fica cada vez mais difícil a impunidade, a violência do Estado e das Forças Armadas. Nossa pátria passou a ser a Terra, com suas fragilidades, seu aquecimento global, sua violência contra animais indefesos e a degradação dos mares.

Juntos, podemos melhorar o mundo.

Mesmo considerando que o mundo tem caminhado mais para o fascismo e as ditaduras do que para a solidariedade e para a democracia.

Mas superaremos esta fase, como superamos tantas outras.
Sem luta não tem vitória.
Sem resistência não se preservam as etnias, os valores e a liberdade.

Washington Olivetto desistiu do Brasil?

O publicitário trocou SP por Londres?

Se for verdade, nossa imprensa comeu "barriga".

Na coluna de Sonia Racy, no Estadão de hoje,
tem uma foto de WO e a mensagem:

"Polaroid
Bye bye Brasil.
Washington Olivetto se despediu dos amigos e da família com festa no rooftop da Galeria Ouro Fino.
O publictário trocou SP por Londres."


Vou perguntar a Fernando Morais
se é verdade que WO desistiu do Brasil e foi morar em Londres. Para quem não sabe, Fernando Morais escreveu um ótimo livro sobre a W/Brasil e sobre WO. O nome do livro é "Na toca dos leões" e é muito gostoso de ler.


Washington Olivetto é daqueles brasileiros que você lê tudo que aparece sobre eles. É um gênio e uma pessoa maravilhosa.

Concordo que o Brasil está passando por uma crise imensa, mas, daí ir embora e ninguém fazer reportagens explicando o quê deu em WO, isto é um crime de omissão aos brasileiros.

Nós temos direito de saber porque WO partiu!



P.S.:

Mandei mensagem para Fernando Morais e a resposta foi:


"Não sei se ele já foi, mas tinha planos de vender a parte dele na agência para a Mccann Erickson e cair fora. Como já vendeu, deve ter ido..."

Que tristeza! Um país destroçado.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Superar o Racismo com a Diversidade Racial

Escondemos nosso preconceito e usando subterfúgios

Ando contente em ver que a imprensa tem mostrado que os negros e as negras estão conquistando ou ganhando espaço no mundo dos negócios, incluindo agências de publicidade, alunos de faculdades caras (portanto, seletivas de etnias e de renda familiar), bancos e quem sabe na BRF.

O curioso é que quando se lê os artigos, as matérias e as reportagens, não vejo quase nada falando do racismo, do preconceito com os negros e negras. Vejo mais falar da "diversidade racial". Talvez seja o politicamente correto.

Uma coisa não precisa esconder a outra.


Podemos estimular a diversidade racial e também podemos estimular as pessoas a perceberem ações politicamente incorretas, onde evidencia-se o preconceito racial, étnico, religioso e de classe social.

Podemos exemplificar um acúmulo de preconceitos com um exemplo:


Vejam o caso dos imigrantes africanos, que são bem negros, são de etnias bem distintas das nossas, são muçulmanos e sem falar nossa língua, sem dinheiro, sem trabalho e ainda ficam com a imagem de que podem ser "traficantes" e/ou ladrões. É muita miséria junta!

Quer ver um exemplo ao contrário?


Se for imigrante argentino, perfil italiano, olhos verdes, católico, culto em relação aos valores culturais ocidentais, falam portunhol, fingem que tem dinheiro, conseguem trabalho mais rápido do que os brasileiros e ainda são bem recebidos pelas mulheres. É a síndrome do desejo de ser o que a Argentina foi no início do século passado...

Mesmo enaltecendo o fato de a Folha estar dando espaço para os negros e negras, vou transcrever dois parágrafos de uma boa reportagem que saiu no dia 17 passado, domingo, no caderno Mercado, para mostrar que o tema é complexo.

1 - "Enquanto a propaganda ainda tem dificuldade de mostrar a diversidade racial do país, começam a surgir iniciativas para ampliar a diversidade nos quadros das agências de publicidade.

2 - A J.Walter Thompson lançou o Programa 20/20 de equidade racial, que visa garantir pelo menos 20% de profissionais negros em cargos estratégicos nas áreas de planejamento, mídia, criação e comunicação."


Estimular a inclusão dos negros e negras em nossa sociedade, em nossas empresas, em nossos bairros e em nossas escolas, requer um processo permanente onde todos precisam contribuir.

Parece que, desta vez, negro vai deixar de ser caso de polícia, para efetivamente ser Cidadão Brasileiro.

Parabéns para a Folha, para o Valor, para o Roda Viva e tantas empresas que começaram a investir nesta nova etapa da nossa história.

Yes, black is beautiful!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Juízes sem voto querem impedir o povo de votar em Lula

Lula tem os votos do povo. E, na democracia, quem vota é o povo.

Os golpistas querem impedir Lula de ganhar as eleições

Por não ter votos, todos os dias, vemos, ouvimos e lemos golpistas, representados pela imprensa, pelos políticos liderados pelo PSDB, o Judiciário que não foi eleito, os empresários corruptores e até professores universitários que assessoram os patrões e ganham para ferrar os trabalhadores, toda esta gente, diariamente apela para que o “Judiciário que não foi eleito”, condene Lula a qualquer coisa, desde que Lula fique impedido de disputar as eleições presidenciais.

Eles sabem que, se Lula for candidato,
Lula ganha já no primeiro turno.

Economia em crise, corrupção generalizada, injustiça e políticos inescrupulosos. Este é o quadro atual.
Por não poder ganhar de Lula, os golpistas querem impedir Lula de ser candidato.

Desemprego, arrocho salarial, saúde, educação, aposentadoria, orgulho de ser brasileiro e viajar pelo Brasil e pelo exterior...
– Com Lula, tudo era melhor.

Os golpistas só falam em duas alternativas:

1 – Que a Economia será tema central nas eleições.
2 – Que o Judiciário condene Lula, não deixando Lula disputar as eleições.


Vejam algumas informações apresentadas em longa reportagem publicada no jornal Valor de hoje e de autoria da jornalista, Denise Newmann, experiente e muito competente.

- Na maioria das pesquisas, a maior demanda da população é por SAÚDE, chegando a 43% dos eleitores.

- Após a recessão de 2014 a 2016 e na sequência do “pibinho” de 2017, o quadro será de retomada do crescimento, retomada do emprego, inflação baixa e juros baixos.

- A questão é com qual momento o eleitor vai comparar 2018?

- “O curto prazo beneficia o governo, mas a comparação com o passado mais distante pode beneficiar Lula.” Declara Renato Ribeiro, analista político da MCM Consultores.

- Para Mauro Paulino, diretor do Datafolha, 67% dos brasileiros têm renda familiar abaixo de três salários mínimos e são que decidem a eleição.

- A Economia, acrescenta ele, sempre tem uma influência grande.

- O exemplo mais claro foi o Plano Real, em 1994, quando elegeu FHC.

- Depois, em 2002, com o desemprego alto, a promessa de criação de 10 milhões de empregos foi o mote da campanha de Lula.

- Os dados do emprego formal no Brasil mostram que foi mesmo no GOVERNO LULA que o país passou pelo ritmo mais intenso de criação de EMPREGO FORMAL das últimas décadas.

- É justamente do emprego que vem a força eleitoral de LULA nas atuais pesquisas de intenção de voto.

BRF continua em crise e perde valor

Ações caíram 13,9%, perdendo 4,9 bi em valor de mercado.

Há mais mistérios em disputa na BRF do quê a nossa vâ economia de mercado.
As “forças ocultas” estão atuando fortemente entre os acionistas.

Mesmo com um governo entreguista, ou talvez por causa disto, estão tirando os fundos de pensão Petros e Previ, da gestão da empresa, mesmo sendo os maiores acionistas da empresa e salvadores tanto da Perdigão como da Sadia, quando as duas estavam com ameaça de quebrar.

Abílio Diniz andou falando muito e criticou publicamente os fundos de pensão. Os investidores exigem resultados e a BRF, sob gestão de Abilio, está perdendo competitividade e tendo prejuízos.

Vejam a notícia do jornal Valor de hoje:

Ação da BRF já caiu mais que a da rival JBS


Por Luiz Henrique Mendes – Valor – 20/12//2017

Com pouco mais de uma semana como CEO da BRF, José Aurélio Drummond já pôde ter uma prévia do desafio que aceitou. Com a relação conturbada entre sócios e demonstração de desconfiança dos investidores, as ações da BRF caíram ontem ao menor patamar desde a crise da Carne Fraca, em março.

Maus resultados e incertezas pressionam novo CEO da BRF A desvalorização dos papéis preocupa os fundos de pensão Petros e Previ, maiores acionistas da empresa, e não foi estancada nem com a escolha do novo CEO, diferentemente do que analistas e acionistas imaginavam.

Desde 22 de novembro, quando o nome de Drummond foi aprovado, as ações caíram 13,9%,
o que fez a companhia perder R$ 4,9 bilhões em valor de mercado. Ontem, a empresa estava avaliada em R$ 28,7 bilhões.

No ano, a BRF já se desvalorizou mais que a rival JBS.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Marcelo Odebrecht sai da prisão e pega JATO para SP

Marcelo livra-se da cadeia e pega JATO particular para vir para São Paulo

Um dia a História vai contar o porquê o PSDB resolveu “entregar” a Odebrecht
para os golpistas do Judiciário. A família Odebrecht era íntima de FHC e seus colegas mandantes do PSDB.

Um dia Marcelo contará...


Enquanto isso, o maior símbolo de demonstração de força dos golpistas do Judiciário deixará a cadeia hoje e virá para São Paulo, onde ficará em prisão domiciliar na sua mansão no Morumbi.

Porque os empresários brasileiros se acorvadaram e não prestaram solidariedade aos empresários presos? Porque aceitaram estes abusos do Judiciário? Porque não delataram o PSDB? Porque preservaram as corrupções em São Paulo?

Enquanto os fatos não são esclarecidos, vejam como vai ficar a vida de Marcelo Odebrecht, o principal empresário preso pelos golpistas.

Marcelo retorna para mansão em São Paulo em jato particular


Por André Guilherme Vieira – Valor – 19/12/17

Marcelo Odebrecht deixará hoje o regime fechado de prisão em que é mantido desde 19 de junho de 2015 - quando foi preso preventivamente pela Lava-Jato -, e passará ao cumprimento de prisão domiciliar em tempo integral, com uso de tornozeleira eletrônica pelo período de dois anos e meio.

O empresário deixará a custódia da Polícia Federal em Curitiba às 10 horas.


Depois passará por audiência conhecida como "admonitória" com a juíza de execução criminal Carolina Moura Lebbos. Nesse ato processual, previsto na legislação penal, o réu beneficiado pela suspensão condicional da pena é advertido pelo magistrado sobre as consequências de praticar nova infração penal e descumprir as condições impostas. Em seguida Marcelo colocará a tornozeleira eletrônica.

A Odebrecht usará um jato particular ou fretado para transportá-lo
até o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A opção pelo avião particular levou em conta a chance de ele ser hostilizado em voo comercial. De Congonhas seguirá de carro até a sua mansão, no Morumbi, onde será recebido pela mulher, Isabela, e pelas três filhas.

A progressão de regime de Marcelo está prevista em seu acordo de delação premiada, mas o empresário conviverá com uma série de restrições até 19 de junho de 2020, quando ficará livre para sair à rua.

Estará proibido de manter contato
com outros investigados; poderá receber seus advogados, familiares de até quarto grau de parentesco, visitas de profissionais da saúde (médicos e dentistas) e de 15 pessoas - algumas ligadas ao grupo Odebrecht -, cujos nomes terão de constar de uma lista entregue à 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba, juízo responsável pela execução de pena do empresário.

Não há reserva de visitantes para convidados da mulher e das filhas.
Durante os dois anos e meio de cumprimento do regime domiciliar de prisão, Marcelo terá direito a duas saídas, que terão de ser previamente comunicadas ao juízo de execução penal. Uma delas será para assistir à cerimônia de formatura de uma das filhas, em 2018.

Em 19 de junho de 2020,
Marcelo passará ao regime semiaberto diferenciado, podendo sair de casa durante o dia, mas permanecendo na residência à noite, nos fins de semana e feriados, com prestação de serviços comunitários por 22 horas semanais.

Em 2022 o empresário estará autorizado a progredir para o regime aberto,
com recolhimento domiciliar em fins de semana e feriados e ainda prestando serviços comunitários. O tempo total de restrição é de 10 anos, metade dos quais - incluindo o tempo em Curitiba - sem poder andar na rua.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

João Vaccari e Marcelo Odebrecht. Um fica outro sai?

No Brasil, o Judiciário é usado para fazer política

Nunca na história deste país o Judiciário foi usado de forma tão explícita
para fazer política como está sendo usado agora com a Lava Jato. Até a OAB - Ordem dos Advogados do Brasil, que tinha uma tradição de neutralidade, posicionou-se a favor do golpe do impeachment e não consegue exigir neutralidade na Justiça brasileira.

Amanhã, dia 19, será libertado
o representante maior do empresariado nacional PRESO POR CORROMPER POLÍTICOS. Amanhã sairá da cadeia do Paraná, Marcelo Odebrecht, o filho do dono da Odebrecht e seu presidente na época da prisão. Usaram Marcelo Odebrecht como modelo de demonstração de força do Judiciário. Como disse o policial federal ao reitor da UFMG: agora você não tem mais direitos. Agora mandamos nós (os ditadores usam o mesmo argumento).

Entre os presos, poucos foram presos por ter recebido dinheiro das empreiteiras, principalmente se for político. Sendo que, na maioria dos presos, estão políticos do PT e do PMDB. Os políticos do PSDB, mesmo com provas, não são presos nem cassados. Vide Aécio Neves.

Amanhã Marcelo Odebrecht vai pegar o avião da família
e vem para São Paulo preparar-se para passar o Natal e o Ano Novo com a família.

Curiosamente, a Folha resolveu vir hoje,um dia antes da libertação de Marcelo Odebrecht, com uma reportagem de página inteira e fotografia de João Vaccari. Por que?

A matéria é mais ou menos assim: ONZE RÉUS, ONZE PRISÕES QUE FICOU APENAS UM.

"Ações penais abertas pelo juiz Sergio Moro acabaram ficando DE LADO NA PAUTA de julgamentos da Lava Jato no Paraná com a assinatura de uma série de acordos de delação desde o ano passado.

Os despachos da Justiça COSTUMAM citar A PRIORIDADE DAS AÇÕES COM RÉUS PRESOS.

Um dos processos em que os delatores formaram "maioria" envolve os núcleos Odebrecht e João Santana, ex-marqueteiro do PT.

Hoje, tanto os EXECUTIVOS DA ODEBRECHT quanto o marqueteiro e a mulher dele, Monica Moura, admitem esses crimes.

SOBROU COMO NÃO DELATOR NA AÇÃO
, entre 11 réus, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, detido desde 2015."


Por que Vaccari está preso?


Unicamente por ter sido tesoureiro nacional do PT.
Mas o PT é um partido legalizado, sendo a segunda maior bancada federal e tendo o melhor presidente da República que o Brasil já teve.

Por que os juízes mantêm Vaccari preso?


Porque o processo conhecido como Lava Jato é essencialmente político.
Os casos de comprovações de corruptores e corruptos servem para todos os partidos e políticos em função do sistema eleitoral e partidário depender de contribuições legais e de caixa dois.

Se serve para todos os partidos, porque estão priorizando o PT?

Porque os pais da Lava Jato é o pessoal do PSDB, que, frustrados por não conseguirem derrotar o PT nas urnas, apelaram para um Golpe de Estado, chamado neste caso de impeachment. Para dar o golpe, a ação do Judiciário foi e é imprescindível.

Existe alguma prova contra Vaccari?


Até agora, ninguém encontrou nada, repetido nada contra Vaccari. Nenhuma gravação, nenhuma foto, nenhuma testemunha. Apenas ouvi falar, ouvi dizer, dizem que ele era o mandante, etc e tal. NADA, NADA E NADA.

A última mentira foi de Monica Moura
, mulher de João Santana. Ao depor, encomendado pelos interrogadores, disse: João Santana me disse que Vaccari mandou fazer assim (mandar dinheiro para o exterior). Não apresentou gravação, fotos nem nada. Apenas João me disse. Mas João Santana também não tem gravação, nem fotografias nem nada.

O argumento que os juízes e procuradores usam é:

"Se todos dizem que Vaccari era o mandante, logo, deve ser verdade."

Vocês já pensaram existir julgamento assim? Sem provas? Sem confissões? Isto é o arbítrio do arbítrio do arbítrio.

E a Folha, repetindo a mesma lógica dos prendedores - juízes e procuradores - afirma: "TODOS CONFESSAM"

Isto é, se prender e torturar, mesmo que seja psiquicamente, além do constrangimento familiar, os presos acabam confessando. Têm baixa resistência. Presos sob tortura tendem confessar até o que nunca fizeram. A ditadura militar usou e abusou de torturas. Os nazistas usaram e abusaram das torturas e o regime de Stalin foi famoso pelos "processos stalinistas". No Brasil, só estão faltando os campos de concentração e os Gulags.

João Vaccari não é e não será DELATOR.


João Vaccari agiu dentro da Lei.


João Vaccari teve sua residência invadida,
suas contas e de seus familiares devassadas,
inventaram depósitos mentirosos que foram desmentidos,
e envolveram sua filha como forma de intimidação.

João Vaccari é um preso político.

Vaccari está preso por ter sido tesoureiro do PT.
O Brasil devia ter vergonha disto.

Neste Natal e neste Ano Novo,
João Vaccari estará nos corações e nas mentes dos milhões
de militantes e filiados do Partido dos Trabalhadores,
nos orações e mentes dos milhões de sindicalistas da CUT e das demais centrais sindicais.
João Vaccari, presente!

Neste Natal e neste Ano Novo,


O Brasil continuará a mostrar ao mundo

que aqui ainda tem presos políticos,
que aqui o Judiciário está à serviço de golpistas,
que aqui ainda temos racismo, muita pobreza e
muita falta de transparência.

Como na República Velha,
agora querem fazer eleições de fachada,

querem burlar a legislação para tentar impedir Lula de ser candidato.

Democracia sem povo e sem liberdade, não é democracia.

É ditadura. Seja ela civil ou militar.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Sebastião Salgado sensibilizou à Folha

A Amazônia e os índios agradecem

De vez em quando a Folha deixa seu lado reacionário de lado e volta a ser um grande e moderno jornal.
Neste domingo publicou um caderno especial sobre uma etnia indígena que está ameaçada de extinção - mais uma das centenas de etnias extintas - mas ainda temos Sebastião Salgado e, de vez em quando ainda também temos a Folha.

Vejam que boa apresentação do caderno:

"Eles estão com medo


O fotógrafo brasileiro mais importante e reconhecido do mundo transforma a maior floresta da Terra em estúdio para produzir o que talvez seja seu último grande projeto:

"AMAZÔNIA"
.

Seu olhar está voltado aos povos autóctones do país, indígenas classificados como de pouco contato com a "cultura branca", caso dos KORUBOS.

Convidada pelo artista e pelos índios, a reportagem da FOLHA acompanhou parte da expedição à terra desse grupo, no oeste do Amazonas.

É a primeira vez que uma equipe de documentação se hospeda com os Korubos, conhecidos como violentos e chamados de "caceteiros", em razão de usarem bordunas, em vez de arco e flecha.

Ameaçados hoje pela exploração clandestina das riquezas do seu território, os Korubos estão tensos, temem pelo futuro de sua etnia e querem falar."

Ainda podemos salvar à Terra, à Amazônias e suas comunidades indígenas e novos moradores do imenso território.

Um outro mundo é possível!

sábado, 16 de dezembro de 2017

Grandes negócios e grandes mistérios

Petros, Itaúsa, BR Distribuidora e Leilão das elétricas

Aparentemente são apenas compras e vendas de ações, na verdade, são transferências de controles de negócios, grandes negócios que, se fosse no governo do PT seriam vistos como escandalosos e surgiriam dezenas de juízes e procuradores, além de senadores e deputados exigindo CPIs e Lavas Jatos...

Será que a Petros vendeu sua preciosa participação na Itaúsa
apenas para fazer caixa? Será que o preço pago foi justo?
A Itaúsa é a melhor empresa brasileira, na atualidade. E está ampliando seus negócios. Parece que também está ampliando seus parceiros.

De repente surge uma triangulação, onde uma FUNDAÇÃO aparece como compradora, sendo esta FUNDAÇÃO, sócia da AMBEV, empresa que todo mundo sabe que tem relações com o PSDB, que por sua vez tem suas relações com os bancos nacionais e internacionais.

Mas, aparentemente, está tudo dentro das normas da Bolsa de Valores e do Banco Central.


Já a BR Distribuidora
, empresa pertencente à Petrobras, que pertence ao governo brasileiro, atualmente sob golpe civil, jurídico e empresarial, que resolveu vender 29% das suas ações. Quem são os compradores? Quais foram as condições para se fazer estas vendas?

Mais uma vez, vão criando legislações e normas onde um grupo minoritário assume a gestão de grandes empresas. Que tipo de capitalismo é este? Qual tem sido o papel das empresas do governo, incluindo os Fundos de Pensão das Estatais, na facilitação e composição de transferências de grandes negócios?


Já o LEILÃO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO foi um sucesso.

Para quem, cara pálida?

Já vimos que as empresas chinesas e as indianas estão interessadas em comprar nossas empresas energéticas. Mas os brasileiros precisam entender melhor o que passa com estes leilões e quem são os envolvidos.


Enquanto o Brasil vende tudo, o próprio Estadão, em seu caderno de Economia, diz que

no Brasil 52 milhões vivem abaixo da linha de pobreza.

Segundo o IBGE, com renda inferior a R$ 387 por mês.


E pensar que a China e a Índia é que eram pobres...


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Natal com pouco dinheiro

Não faça dívidas que você não pode pagar

Estamos chegando ao final de ano e as pessoas reclamam que os preços estão absurdos, as lojas não fazem promoções e que, até a 25 de março, está cara.

Eu recomendo a todos para evitar fazer despesas desnecessárias e praticar mais solidariedade e fraternidade. Isto é, colocar o amor e a amizade, acima dos presentes materiais e das bebedeiras.

Devemos priorizar a fraternidade e a busca do equilíbrio emocional e financeiro.

Como se organizar?

Tenho falado para todas as pessoas que, "tudo na vida pode e recomenda-se que seja PLANEJADO."

Na questão financeira, além do planejamento, devemos organizar um FLUXO DE CAIXA, com lançamentos de débitos e créditos.

Nos últimos 20 anos, nunca passei um final de ano tão apertado como este. Culpa do golpe e de sua recessão com preços altos.

A vida está cada vez mais difícil e não tende a melhorar no curto prazo. Tanto econômica, como politica e socialmente.

Mas, se houver planejamento e fluxo de caixa, Deus ajuda mais do que se hão houver "administração cientifica".

Deus disse:

Vai por mim que te ajudarei.
Mesmo que demore um pouco.
Desde que você faça a sua parte.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Desmonte da Infraestrutura, da Petrobras e do Brasil

Agora são os INDIANOS e CHINESES QUE ESTÃO COMPRANDO

Venda de nossos ativos e da nossa soberania nacional

Os brasileiros estavam acostumados com a ideia de que o Brasil era o país que mais crescia no mundo, que "aqui se plantando, tudo dá", que éramos o seleiro do mundo etc e tal.

Aprendemos também que a China e a Índia eram dois países pobres, ex-colônias da Inglaterra e o Brasil era muito mais rico...

Hoje, lendo a capa do jornal Valor, fiquei com uma tristeza imensa. "Chineses e Indianos vão disputar linhões" de transmissão de energia.

O governo ilegítimo de Temer está vendendo tudo à preço de bananas. Inclusive vendendo a Soberania Nacional.

A maior empresa de energia da China, a State Grid, que constrói em parceria com a Eletrobrás o primeiro linhão de BELO MONTE, do Pará ao SUDESTE, também deve participar.

TRES COMPANHIAS INDIANAS deverão apresentar lances; Sterlite Power Transmission, Adani Transmissiona Limited India e a Power Grid Corporation.

Venderam o Pré-Sal, vão vender parte da BR-Distribuidora e venderão muito mais.

Estão desmontando o Estado brasileiro, estão vendendo nossas empresas à preço de bananas...

E os militares continuam calados.

Ainda bem que o povo brasileiro começa a reagir.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Direita brasileira se unifica contra Lula

Vejam as capas dos jornais de hoje

O Globo

"Julgamento de Lula em janeiro antecipa quadro eleitoral

Se for condenado, ex-presidente ficará inelegível"

O Estado


"TRF-4 marca julgamento de recurso de Lula ara janeiro

Eventual condenação imposta no caso do tríplex do Guarujá pode antecipar campanha presidencial de 2018"

Valor

"Julgamento que pode tirar Lula da eleição é marcado para 24 de janeiro."

Folha

"Tribunal marca julgamento de Lula para o dia 24 de janeiro"


Todos os jornais unidos na luta contra Lula.

Mais uma vez fica claro que os jornais, rádios e TVs estão à serviço do golpe contra Lula e o PT.

Mais uma vez fica claro que o Judiciário, em todos os níveis, está à serviço do golpe contra Lula e o PT.

Mais uma vez fica claro o porquê os empresários estão pagando para os políticos corruptos fazerem reformas que prejudicam o povo brasileiro e o Brasil.

Mais uma vez fica claro o porquê as empresas gastam tanto dinheiro com propaganda de páginas inteiras defendendo o governo e as reformas.

Enquanto o povo sofre, os parasitas ganham dinheiro fácil para trair o Brasil e acabar com a soberania nacional.


Estão destruindo as Universidades públicas,

estão destruindo os programas sociais,

estão destruindo a dignidade nacional.

E as Forças Armadas estão caladas...

O povo está reagindo e vai reagir cada vez mais.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Abílio Diniz, a BRF e os Clientes

A crise não está superada

O Estadão desta segunda-feira, ontem, trouxe uma chamada de capa sobre a BRF e Abílio Diniz. A matériapublicada na capa do caderno de economia pareceu "encomendada", mas serve para destacar algumas questões:

A chamada interna é: "Conflitos entre sócios e crise na BRF foram superados, afirma Abilio Diniz"

Já na chamada superior, as informações são importantíssimas:

Para empresário, dono de (apenas) 3,92% da gigante de alimentos e PRESIDENTE do conselho de administração, companhia vive "outro clima" após troca de presidente e melhora de resultados; Fundos de Pensão, no entanto, dizem que continuam insatisfeitos com desempenho do negócio.

Vejam que informações delicadas:


1 - Por magia do mundo de ações, regulado pelo deus "mercado", Abílio Diniz com apenas 3,92% das ações, indica o presidente do Conselho de Administração, por contar com o apoio de alguns outros acionistas. Abilio é aliado da Tarpon, que tem mais ou menos 10% das ações.

2 - Os Fundos de Pensão - Petros e Previ, MAIORES ACIONISTAS, com 11% cada um, estavam contra o fato de Abílio Diniz continuar indicando o presidente, pelo fato de, nos últimos três trimestres a empresa ter fechado no vermelho.

3 - O cliente também reclama.
Neste sábado, quando fui comprar frango, o dono da banca começou a reclamar que estava difícil comprar da BRF. Os vendedores antigos tinham sidos substituidos por vendedores novos, sem experiência, que faziam os pedidos errados, provocando devoluções de produtos e perda de vendas na ponta.

O vendedor de frangos repetia que não conseguia os produtos da BRF que queria comprar e não entendia o porquê de haver tanta gente querendo comprar e as empresas não ofereciam os produtos.

Mesmo tendo estudado administração de empresas na FGV-SP, sempre tive dificuldade de entender o capitalismo brasileiro. Sempre dependente do Estado, cheio de jogo sujo e de baixa competitividade. Sem contar que os empresários adoram políticos corruptos e pedir apoio do judiciário e da polícia contra os trabalhadores.

Esta história de Abílio Diniz na BRF precisa de mais transparência...

Folha trocou editor internacional?

Mostrando o outro lado, fora do Brasil

Normalmente a Folha tem publicado o caderno Mundo (Internacional) sempre com uma visão de defesa da política americana, seja ela apoiando golpes,guerras, invasões, boicotes e aplicação do neoliberalismo.

É a prática da ditadura do olhar único, acobertado por uma pretensa liberdade...

Não sei o quê aconteceu hoje, o caderno Mundo vem bem melhor que o caderno internacional do Estadão. Vejam três exemplos:

1 - Nas eleições do Chile


A Folha fez campanha aberta para os conservadores, declarando que Pineda ganharia no primeiro turno. O povo votou diferente do que queria a Folha. Neste final de semana será o segundo turno e, para evitar novo vexame,a Folha publica longa matéria com o candidato socialista, que, aparentemente está atrás em 2%, mas pode ser que ganhe quando for apurar os votos.

Recomendo que leiam a entrevista do candidato apoiado pelos progressistas, Alejandro Guillier.


2 - Eleições na Venezuela


Na parte inferior da página com a entrevista do candidato progressista do Chile, há uma matéria sobre as eleições municipais na Venezuela. Para quem não lembra ou não sabe, a Folha sempre apoiou qualquer iniciativa contra o governo Caves e agora contra o governo Maduro.

Acontece que a Folha considerava Maduro um "cachorro-morto", isto é, um presidente desqualificado e que perderia qualquer eleição que disputasse.

O título da matéria de hoje é: "Sozinhos, chavistas vencem eleições municipais".

Oposição boicota pleito e governistas conquistam 90% das prefeituras venezuelanas.

Depois das eleições para a Constituinte, a oposição vem perdendo força e o governo vem se recuperando. Parece que a Folha não anda acertando seus prognósticos...


3 - Guerra na SÍRIA


Uma matéria rara na Folha. O jornalista Igor Gielow faz uma análise bastante realista, sem adjetivar os personagens, e mostrando que o governo americano errou na forma de se relacionar com a Síria, abrindo espaço para o crescimento de Putin na região.

O título do artigo é: "Putin canta vitória na guerra síria e amplia ação no Oriente Médio".

Fazia tempo que não via na Folha uma análise internacional tão bem feita.


Será que a Folha trocou o editor internacional?

Ou a Folha resolveu aprender com o New York Times?

O importante é que continue melhorando, garantindo a pluralidade e a diversidade...

Quem sabe, com o tempo a Folha também volte a ser plural no noticiário nacional?

domingo, 10 de dezembro de 2017

Negros, prisões de reitores e a nova ditadura

Queria mostrar a vida dos negros, mas a política não deixa

Estou desde sexta-feira passada com o caderno EU&fim de semana, do jornal Valor, que tem 19 fotografias de negros e negras e o título: "Alunos da Primeira Classe".

"Estudantes narram histórias de ascensão e frustração dez anos depois da formatura da turma que inaugurou a Zumbi dos Palmares, faculdade com mais de 80% de negros."

Ainda não consegui tempo para ler a reportagem, um dos motivos foi porque tive que ler a reportagem sobre a palestra do juíz Barroso e repercuti-la neste blog. Depois tive que ler as mentiras e as verdades sobre a convenção do PSDB, a Caravana de Lula no Rio de janeiro e ainda ler sobre os abusos da Polícia Federal contra os reitores e às universidades federais e estaduais.

A ditadura voltou?


Prender reitores agora dá Ibope e aumento salarial
para a Polícia Federal e os juízes que autorizarem?

E o Estado de Direito?
Também acabou para os professores universitários?

Tentei aproveitar partes da denúncia muito bem feita de Élio Gaspari,
mas, mesmo sendo assinante da Folha e da UOL, não consegui baixar o texto.
Depois reclamam que nas ditaduras, o povo não tem acesso a certas informações. Aqui não se tem acesso, mesmo pagando. Êta capitalismo chifrim...

Mas eu prefiro falar dos negros e negras de São Paulo


Ao abrir o caderno do Valor, fui procurando página por página e não encontrava a reportagem sobre os negros e negras. Várias entrevistas neoliberais e de gente branca antecipavam as notícias raciais...

Lá na página 18, em página dupla apareceu: "A classe da pele", e quem assinava era a grande jornalista Maria Cristina Fernandes, a melhor jornalista do melhor jornal do Brasil...

A reportagem vai até a página 27, com fotos, bonitas fotos e muitos depoimentos. Vou ler tudo com carinho. Leiam também!

O nosso sindicato, dos Bancários de São Paulo, sempre teve diretores e diretoras negras. Agora tem um diretor que acabou o mestrado e foi aprovado no doutorado. No Mackenzie.... Maravilhoso, não?

Quando eu cheguei em São Paulo, em Janeiro de 1970, em me perguntava:

"Onde estão os negros de São Paulo?"


Aos poucos fui descobrindo e hoje, tenho orgulho em ver Julio, nosso diretor, matricular-se no doutorado. E ver os negros e negras de São Paulo brilhando no Passarela da Vida, de igual para igual com os brancos paulistas, os brancos estrangeiros e melhor do que muita gente que vemos por aí.

Os negros e negras de São Paulo já fazem parte da nossa vida e das nossas alegrias.

O novo livro de Zuza está caro

Fui comprar e levei um susto: R$82,00!

Tenho quase todos os livros de Zuza Homem de Mello.

Leio quase todos os seus artigos e agora tenho tido o prazer de ouvir seus programas na Rádio USP. Mesmo com toda a idade, ouvir Zuza e suas histórias, é como ouvir e ler Fernanda Montenegro e alumas outras pessoas maduras e idosas que representam "o Brasil que deu certo". Pessoas que não se corromperam nem deixaram de ser o que sempre foram.

Guardei comigo o Caderno 2 do Estadão, de sexta-feira passada, dia 08, para ler a longa crítica de Julio Maria ao novo livro de Zuza, "Copacabana - A trajetória do Samba-Canção", editado pela 34, que é um ótima editora, no nível da Companhia das Letras.

Por mais que o livre represente 13 anos de pesquisas, considero o preço alto.

Estamos em clima de Natal e se gasta com tantas coisas que fica difícil comprar livros com preços acima da média. Porque a Pinguim consegue vender livros tão baratos? Livros clássicos e históricos? Eu pagaria 60 reais com tranquilidade e ainda compraria vários exemplares para dar de presente, como já fiz em anos anteriores. Acho que a editora poderia ter definido uma estratégia melhor.

Se Zuza passava férias em Copacabana nos anos 50, em nasci em 1953, mas convivi com todo tipo de música dos anos 40 para cá. Nossa mãe é uma exímia cantora, nascida em 1923, e que canta até hoje. Outra convivência com estas música, foi ouvindo-as nos sistema de alto-falante dos parques de diversões. Crianças e adolescentes, íamos para a cama ouvindo: "Conceição, eu me lembro muito bem..." ou então: "Será que sou feia? Não é não senhor. Então eu sou linda? Você é um amor..." Sem contar as músicas de Francisco Alves. Tudo isto em Serrinha, no interior da Bahia.

Já nos anos 70, vivendo em São Paulo, íamos para os shows de Bethânia e Gal, ouvir Índia, Antonico, e as músicas dos festivais... Já era a ditadura e a tropicália. Com exílio e muita censura. A Bossa Nova ficou no meio entre as música cantadas por nossa mãe e as músicas dos festivais.

Minha primeira convivência com a Bossa Nova foi ouvindo uma colega cantando e dizendo que precisava aprender músicas brasileiras para cantar nos Estados Unidos. Isto em 1972... Ela cantava: "Um cantinho, um violão... da janela vê-se o Corcovado, o Redentor..." Depois passei a ouvir "O Corcovado" na voz maravilhosa de Nara Leão.

Zuza, fale com a Editora 34 para pensar uma forma de baratear o preço do livro. Eu ajudo na divulgação.

Que tal fazer um comercial com Fernanda Montenegro e Jô Soares contando histórias das músicas que você aborda no livro?

Quem sabe se vender mais livros de Zuza, a gente ajude a reencontrar o caminho que leve o Brasil à Paz e a Inclusão Social, que transforme este país numa Nação soberana?

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Até o juiz Barroso deixou-se picar pela vaidade

Juízes e Procuradores se colocam acima da sociedade

Até então, Barroso vinha sendo um juiz exemplar, numa conjuntura em que os novos ditadores são juízes – em qualquer nível – mais os procuradores, contando também com a ação indefinida da Polícia Federal.

Para que servem o executivo e o legislativo, quando o judiciário se coloca acima dos demais poderes?

Quem garante tantos poderes a estes bacharéis?


Os empresários suicidas? As empresas estrangeiras? Os governos estrangeiros? As Forças Armadas?

Onde fica o POVO?

Não sei a resposta, só sei que o golpe começou liderado pelo PSDB, que comprou o apoio do PMDB e do Centrão, tudo isto articulado com os bancos, as multinacionais e a imprensa.

E é muito curioso que esta palestra de Barroso, tenha sido NOS ESTADOS UNIDOS.

Vejam os sinais de Barroso... publicado no site do jornal Valor de hoje.

“Refundação do Brasil não tem volta, diz Barroso em palestra nos EUA


Por Vinicius Mota (Folhapress) – Valor – 08/12/2017

PALO ALT O (EUA) - O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, disse durante palestra na Universidade Stanford (EUA) que as mudanças iniciadas pelas grandes operações anticorrupção representam uma "refundação do país que não tem volta", apesar de hoje haver uma reação oligárquica contra elas.

Barroso fez a fala de abertura do seminário "Estado de Direito na América Latina", que ocorre nestas quinta (7 ) e sexta-feiras (8) na universidade da costa oeste dos EUA.

"O retrato hoje é devastador, mas o filme é claramente bom", afirmou Barroso. Ilustrou o "retrato"para uma audiência composta também por pesquisadores estrangeiros, mencionando a quantidade de políticos citados em delações, processados e condenados no Brasil recentemente.

Além disso, o ministro brasileiro identifica um "pacto oligárquico"na base do que chamou de reação natural contra os avanços da Lava Jato. "Essas pessoas têm aliados por todos os lados", disse. Sobre o "filme", relembrou conquistas do país nas últimas três décadas: estabilidade institucional e monetária, além da redução da pobreza em magnitude "talvez só menor que a da China no período".

O filme deve prevalecer sobre a foto, segundo Barroso, porque a sociedade está sintonizada com a luta contra os privilégios e porque há independência de fato nas organizações de controle, como o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal. Para o futuro, Barroso recomendou uma agenda calcada numa reforma política que aproxime o eleitor de seu representante e baixe o custo das campanhas.

Também defendeu a ampliação da inclusão social,

citando descaso com a educação e o saneamento básico, e a liberalização da economia.

A sociedade brasileira está "viciada em Estado", que se tornou uma entidade apropriada pela oligarquia, afirmou. "Reduzir o Estado é a atitude progressista correta a tomar", disse Barroso, que defendeu também a reforma na Previdência para ajustar as contas públicas ao perfil demográfico do país.”

CUT e Centrais na luta em defesa da APOSENTADORIA!

CUT define campanha de resistência
contra a Reforma da Previdência



Ainda sob o efeito da confusão plantada pela UOL-Folha, as centrais sindicais reuniram-se hoje para atualizar a estratégia de resistência contra a Reforma da Previdência que acaba com a aposentadoria.

Entramos no período de tudo ou nada e o governo, que tinha dito que votaria no dia 18, já fala em adiar para fevereiro do ano que vem.

Ou o governo está mentindo,
ou o governo não tem votos suficiente.

A verdade é que o POVO BRASILEIRO está contra esta reforma.


Quem está a favor de acabar com a Previdência são os banqueiros e
os mercenários que estão ganhando dinheiro para enganar o povo.

Acompanhem as informações no site diário da CUT, participe das atividades do seu sindicato e da sua associação comunitária. Agora somos nós contra eles. É matar ou morrer!

Leiam a nota publicada pela CUT:


CUT e centrais deflagram
Estado de Greve


A greve acontecerá no dia em que os golpistas colocarem na pauta de votação a reforma da Previdência:

“se botar para votar, o Brasil vai parar”

Escrito por: Tatiana Melim e Marize Muniz • Publicado em: 08/12/2017 - 14:58 • Última modificação: 08/12/2017 - 16:18

Em reunião na sede da CUT nesta sexta-feira (8), as principais centrais sindicais do Brasil – CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central, Intersindical, Conlutas e CGTB – definiram entrar em estado de greve contra a reforma da Previdência. Uma nova reunião já foi agendada para o próximo dia 14 para avaliar as movimentações na Câmara dos Deputados e a possível colocação da reforma em pauta.

“A greve acontecerá no dia em que os golpistas colocarem para votar a nova proposta de reforma”, disse Vagner Freitas, presidente da CUT.
E durante todo o mês de dezembro, as centrais realizarão com seus sindicatos, federações e confederações uma jornada de luta para mobilizar, aquecer e preparar a greve em todo o Brasil.

O centro da estratégia discutida na reunião desta sexta é impedir a votação da nova reforma da Previdência, utilizando todo o tipo de pressão já a partir deste domingo (10), quando começa a jornada de luta, que consiste em ações como, recepção aos parlamentares nos aeroportos, idas aos gabinetes dos deputados e deputadas, denúncias em suas bases eleitorais, assembleias com os trabalhadores e trabalhadoras, panfletagens à população.

O dia 13, quarta-feira, será um dia especial para a base da CUT mobilizar os trabalhadores e as trabalhadoras com atos em todas as capitais e grandes cidades, visitas às bases dos parlamentares e panfletagens. “Tudo isso é um aquecimento para greve que faremos no dia em que a Câmara colocar a proposta em votação”, salienta Vagner.

Com esse tipo de ações impedimos a aprovação do desmonte da aposentadoria até agora, lembra Vagner, que afirma:

“Eles não votaram porque nós conseguimos disputar a opinião pública e vencer.

O povo entendeu que não é reforma, é desmonte, é o fim do direito de se aposentar
.”

Segundo Vagner, a pressão nas bases eleitorais dos parlamentares e a mobilização das categorias em todo o Brasil estão surtindo efeito. “Não podemos ter dúvidas disso. Precisamos intensificar as ações na próxima semana e, se for necessário, a greve será mais um instrumento da nossa luta”, explica o dirigente.

Vagner diz que vai ter greve, sim,
mas isso só ocorrerá quando a Câmara colocar na pauta a votação da nova proposta de reforma.


“O dia em que colocarem para votar,
nós vamos parar o Brasil”,
garante o presidente da CUT.


O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, explica que o golpista Temer (PMDB-SP) não tem a menor preocupação com a classe trabalhadora, nem mesmo com a opinião pública, já que se conformou com a popularidade de 1% nas pesquisas.

“Ele tem uma tarefa a cumprir e está sendo pressionado para isso. Votar a reforma da Previdência a qualquer custo este ano é o recado que o governo precisa dar ao mercado”, diz Sérgio.

Segundo ele, quem tem preocupação com a opinião pública são os deputados, pois estão de olho nas eleições de 2018. “O governo sabe que ano que vem pode ter mais dificuldade em passar a reforma, por isso está tentando de tudo para aprovar e nossa tarefa urgente neste momento é manter a pressão”.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, reforça que a base da Central está em estado de greve e pode cruzar os braços a qualquer momento. “Estamos criando as condições necessárias para que os sindicatos e os trabalhadores e trabalhadoras possam realizar uma grande e excelente greve”, explica.

“A CUT está junto dos seus sindicatos na construção da greve para o que der e vier”, completa.

“A greve geral do dia 28 de abril é um excelente exemplo do que podemos fazer caso ousem votar a reforma da Previdência na última semana antes do recesso parlamentar”, alerta Vagner.

Na Pressão: quem vota, não volta em 2018!

É hora de colocar pressão nos parlamentares e dizer que eles não serão reeleitos caso votem pelo fim do direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras. De acordo com levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), 167 deputados declararam que vão votar a favor da reforma. Outros 152 disseram que vão votar contra e 198 estão indecisos.

Uma das formas de pressionar os deputados e deputadas é utilizar o site Na Pressão, uma ferramenta da CUT lançada em junho deste ano e que permite contatar os parlamentares por e-mail, mensagens, telefone ou redes sociais.

O Na Pressão possibilita enviar, de uma só vez, e-mail para todos os parlamentares indecisos ou a favor do governo do ilegítimo Temer pelo link "Ativar Ultra Pressão". Ao clicar na foto individual do parlamentar, é possível acessar informações completas do deputado, como partido, estado e até mesmo contato para envio de mensagens por meio do whatsapp. Entre agora e pressione!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Mobilização total: Temer marca votação da aposentadoria para dia 18


O governo marcou a votação da Previdência, O BRASIL VAI PARAR!


As centrais vinham discutindo fazer greves e manifestações no dia 13, quando o governo cogitava por em votação a reforma da Previdência que acaba com a aposentadoria.

Agora o governo decidiu que a votação será no dia 18.

Uma segunda-feira, antes do Natal, quando normalmente o Congresso Nacional, o Judiciário e os servidores públicos já estariam em férias de final de Ano.

Agora estão suspensas as férias, as folgas de ambos os lados.

É MATAR OU MORRER!


Ou nós derrotamos o governo, ou estes corruptos acabam com a aposentadoria.


Ou os trabalhadores, do campo e das cidades, impedem que este Congresso Nacional corrupto aprove o fim da aposentadoria, ou os trabalhadores ficarão sem se aposentar, as mulheres deverão trabalhar muito mais, os jovens morrerão antes de se aposentar e quem quiser ter algum dinheiro, vai ter que procurar os bancos para fazer previdência privada. PRIVADA!

São os quinze dias mais importantes da história recente do Brasil.


Esta pode ser a primeira e grande derrota deste governo corrupto e ilegítimo!

É hora de impedir que os 308 deputados aprovem este crime hediondo chamada reformada da Previdência.

Precisamos discutir e acertar quando começam as mobilizações e greves, como organizar as vigílias e orientar a sociedade de que as manifestações só acabarão quando o projeto for derrotado em votação ou seja tirado da pauta.

O Brasil e a classe trabalhadora não perdoarão os que votarem contra o povo brasileiro.

Vejam as informações resumidas confirmando a votação para o dia 18:


Temer acerta com líderes votação da Previdência dia 18 de dezembro


UOL – ECONOMIA - Ricardo Brito 07/12/201720h37

O presidente Michel Temer acertou, em reunião com lideranças da Câmara na tarde desta quinta-feira (7), somente colocar em votação a nova versão da reforma da Previdência na semana entre os dias 18 e 22 de dezembro, a última de atividade legislativa do Congresso.

Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que "ficou acordado que o dia para podermos apreciar a PEC da reforma da Previdência seria no próximo dia 18".

A avaliação foi que, com mais uma semana de trabalho para convencer deputados da base, será possível garantir uma margem de segurança para aprovar o texto.

No meio da tarde, o presidente recebeu no Palácio do Planalto a visita do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e dos líderes do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), do PP, Arthur Lira (AL), do DEM, Efraim Filho (PB), do PRB, Cleber Verde (MA), e um dos vice-líderes do governo na Casa, Beto Mansur... -
CUT repudia má-fé da Folha de S. Paulo

Central não negocia retirada de direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, muito menos com um governo golpista, ilegítimo e corrupto

Escrito por: CUT Nacional • Publicado em: 07/12/2017 - 10:24

A CUT repudia a má-fé da Folha de S. Paulo que distorce e manipula informações com o claro objetivo de enfraquecer a luta do movimento sindical contra os ataques aos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Uma nota do Painel da Folha insinua que o governo irá liberar recursos em troca de apoio a nova proposta de reforma da Previdência que praticamente acaba com a aposentadoria.

Em minutos a nota virou manchete do UOL,
como se fosse uma verdade incontestável.

É mais uma mentira da Folha de S. Paulo!

O governo não está liberando nada. Esse dinheiro pertence a CUT e demais centrais e foi bloqueado indevidamente pela Caixa Econômica Federal.

Temer não faz mais do que a obrigação ao liberar um dinheiro que pertence à classe trabalhadora e vai ser usado na luta contra os ataques aos direitos sociais e trabalhistas patrocinado por esse governo usurpador e corrupto, como afirmou o ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.

A Folha de S. Paulo repete o que já se tornou tradição no jornal, manipula as informações para induzir o leitor a acreditar que a CUT e demais centrais estão negociando recursos em troca de apoio ao desmonte da Previdência.

- A CUT, a maior e mais combativa central sindical do país,
reafirma que não negocia direitos dos trabalhadores.

- A CUT reafirma também que não negocia nada com o governo ilegítimo e golpista de Temer.

- A CUT denuncia a manipulação e a má-fé deste jornal golpista que tem interesse em defender o fim das aposentadorias.

- Um aviso a Folha e ao governo: se botar para votar, o Brasil vai parar!


Vagner Freitas

Presidente Nacional da CUT

Temer libera 500 milhões para as Centrais Sindicais?

Painel da Folha, publicado na UOL provoca as Centrais Sindicais

- Se venderam?

- Vão fazer greves e manifestações apenas pró-forma?

- O dinheiro era direito das Centrais ou "moeda de troca", como fazem os políticos?

Não podemos nos omitir, é importante ter transparência na representação da Classe Trabalhadora.

Vejam a íntegra da Nota do Painel da Folha na UOL de hoje:

Em meio a ofensiva pela Previdência,
governo libera R$ 500 milhões para centrais sindicais


Por Painel – Folha – UOL -07/12/2017

Mel na sua boca Em meio às negociações para a aprovação da reforma da Previdência,
o Planalto fez um aceno às centrais sindicais que se opõem às mudanças.

Michel Temer garantiu, na terça (5), que baixará portaria semana que vem para liberar o pagamento de cerca de R$ 500 milhões em verbas do imposto sindical que estavam retidas na União.

O dinheiro é fruto de um acordo entre as entidades, o MP, a Caixa e o governo. O ministro Ronaldo Nogueira (Trabalho) vai assinar o texto.

Erro
Os R$ 500 milhões foram bloqueados por falhas no preenchimento de dados obrigatórios para o pagamento.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Ser marxista-cristão é perigoso?

A despedida de Martinho da CUT foi um sucesso

Milhares de pessoas acessaram este blog para ler a bela mensagem de despedida que Martinho Conceição escreveu para os amigos do facebook. Eu a achei tão bonita que a reproduzi com edição especial e foi um grande sucesso de público.

O curioso foi que Martinho declarou-se Marxista-Cristão!


Algo "demodê" mas, perto dos jihadistas, poderia dar a impressão que ele fazia parte de uma organização perigosa.

Tão perigosa que chamou à atenção dos serviços especiais americanos e houve mais de 700 acessos oriundos dos Estados Unidos...

Eu já conhecia os Socialistas, Espíritas da Teologia da Libertação, Espíritas de Esquerda, como eu me declaro e muitos amigos também, mas nunca tinha visto a expressão "marxista-cristão". Eu já tinha visto livro de Engels que aborda fenômenos mediúnicos, algo que tem a ver com espiritismo, mas ainda não tinha visto cristão-marxista.

Agora que ganhei "a biografia definitiva de Marx",

de autoria de Gareth Stedman Jones,
vou descobrir se Marx também teve experiência mediúnica.

Se o mundo tem um papa argentino que faz muito sucesso,

porque não podemos ter marxistas-cristãos para trazer bastante amor,
democracia e economia solidária para todos?

O nosso Martinho pode fazer tanto sucesso sendo cristão-marxista,
quanto o Martinho Lutero fez com o Protestantismo.

Portanto, ser marxista-cristão NÃO É PERIGOSO!

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Martinho despede-se da CUT. Àquele abraço!

Martinho Conceição:

Um bom militante, um bom companheiro e um bom amigo, despede-se da CUT

05 DE DEZEMBRO DE 2017. E LÁ VOU EU....

32 anos se passaram. Muito estudo, trabalho e lutas. Dei muitos cursos, seminários, debates que avalio importantes no "fazer-se" de muitos homens e mulheres que se tornaram lideranças nas lutas da classe trabalhadora brasileira. Fiz o que esteve ao meu alcance. Se houve erros, também tenho culpa.

Sou um comunista-cristão, que apreendeu de Marx e muitos outros de seus seguidores as ferramentas para fazer a crítica à sociedade capitalista na qual vivemos e de São Francisco de Assis compreendi que humildade é um valor fundamental na construção da alteridade. Talvez, por esta razão, não falei tudo que poderia falar e nem ousei em tudo que poderia ousar. Me propus mais a ouvir.

E ouvindo argumentos e práticas, mais que falando, vivi minhas últimas três décadas e meia uma vida com sentido: escrevendo, ensinando e apreendendo. Assim, compreendi que na vida não existe sorte. Existem oportunidades que demandam escolhas das quais resultam o que somos ou seremos.

Apreendi que o hoje, foi futuro ontem e será passado amanhã. Se chegamos aqui como chegamos, é porque talvez em nem tudo acertamos. Exatamente por isso, perceber e se importar com as intrínsecas relações existentes entre memória, história e representação, pode nos conduzir a um caminho menos doloroso rumo ao horizonte que almejamos.

Tenho orgulho de ter dedicado grande parte da minha vida, contribuindo para a construção da maior e mais importante Central Sindical existente no Brasil - a Central Única dos Trabalhadores. Por ela sonhei, com ela apanhei, em "tempos nublados" o sono perdi, em outros momentos quase chorando, por ela e com ela voltei a sorrir.

Atesto que não há no Brasil uma universidade da vida, para nos fazer mais humanos, que a experiência vivida coletivamente em tempos de glórias e mesmo sombrios, que o espaço construído no sindicalismo classista, quando os princípios da solidariedade, da cooperatividade, da coletividade e da impessoalidade se impõem. São forças motoras que nos fazem enfrentar tempestades.

E quantas tempestades enfrentamos nestas três últimas décadas. Por isso, o sentimento que nutro e manifesto aos meus e minhas inúmeros e inúmeras camaradas do movimento sindical e do meio acadêmico, é da minha mais profunda gratidão. Minha aposentadoria chegou. Muito ainda há por se fazer.

Vivemos em um cenário de golpe institucional. Um momento complexo, duro ao extremo para quem imaginou, depois de derrotada a ditadura militar nos anos 80, jamais voltar a experimentar a vida em um Estado de Exceção. Momento que nos faz aflorar uma gama de inquietações e contradições.

Porém, marxista-cristão que sou, concebo as contradições não como sinal de uma crise fatal ao que nos propusemos construir, e sim como uma das fontes para as necessárias e profícuas reflexões sobre onde queremos chegar. Para mim, de tudo que importa e fica, são as incontáveis histórias, sorrisos e lágrimas que foram derramadas por amor ao "fazer-se" sujeito na luta de classes e na busca em querer acertar, para a vida do povo trabalhador melhorar.

Assim, vou eu ! Fica o recado:


QUANDO EU MORRER, NÃO QUERO CHORO NEM VELA, QUERO UMA BANDEIRA VERMELHA, ESTAMPADA COM O NOME DELA - CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES E DAS TRABALHADORAS. Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii..

Muito calor e clima de vale tudo

Será o "salve-se quem puder?"

De manhã cedo a gente comprar o pão e estranha que cada dia o tamanho do pão é diferente.

Vai ler os jornais e fica impressionado com tantas notícias de corrupção na política, manipulação no judiciário e noticiário dirigido para um olhar conservador. A verdade desaparece...

Vai de carro para o trabalho e sofre com o calor e com o trânsito. Dizem que é o Natal...

No trabalho, ficamos assustados com a quantidade de problemas para ajudar a resolver. Será que, se as regras fossem mais transparentes, não seria mais fácil de tomar decisão e ajudar as pessoas a superar os novos desafios de 2018?

Com o calor e o corre-corre, aumentam os problemas de saúde, consumimos mais remédios e ficamos mais tensos.

Ao voltar para casa, temos a surpresa de o aparelho de TV parar de repente, como se não quisesse que a gente visse tantas notícias ruins e que, em vez de ver TV, que a gente vá ler livros e conversar em família.

E amanhã, a vida continua,
com calor, trânsito e mais reuniões...

Sorria, isto é Natal.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Temer chama servidores públicos de privilegiados

Temer ataca servidores e coloca em risco
serviço público no País


Taxados de privilegiados por Temer, que se aposentou aos 55 anos com 30 mil,
servidores públicos no Brasil recebem em média R$ 3 mil por mês

Escrito por: Tatiana Melim - CUT • Publicado em: 01/12/2017 - 18:56

Os servidores públicos entraram na mira do governo ilegítimo e golpista de Michel Temer (PMDB-SP) na nova proposta de Reforma da Previdência, encaminhada para a Câmara dos Deputados. A votação estava marcada para o dia 6, mas foi retirada da pauta porque o governo não tem os 308 votos necessários para a aprovação das mudanças.

Pela nova proposta apresentada, para ter direito à aposentadoria, os servidores públicos, que hoje fazem parte do Regime Próprio de Previdência (RPPS), terão de contribuir no mínimo 25 anos para receber uma aposentadoria correspondente a 70% da média salarial. Há ainda exigência da idade mínima de 65 anos homem e 62 anos mulher para terem direito ao benefício.

“Vamos morrer trabalhando. É isso o que Temer quer”, critica José Carlos de Oliveira, coordenador Geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Estado de Pernambuco (Sindsep).

Além disso, os servidores, que são tratados com desprezo e taxados de privilegiados pelo governo, inclusive sendo alvos das propagandas oficiais enganosas sobre a reforma, terão de contribuir durante 40 anos para atingir o valor integral da aposentadoria, que passará a ser o teto do INSS, de R$ 5.531,31.

“A propaganda do governo tenta fazer a população acreditar que
os problemas da Previdência são, única e exclusivamente, culpa do servidor público”, contesta José Carlos. “Querem jogar a opinião pública contra os servidores e utilizam os meios de comunicação para atacar o seu próprio corpo técnico. É um desestímulo e uma provocação sem tamanho”, completa.

A opinião do dirigente dialoga com a recente decisão da juíza da 14ª Vara Federal de Brasília, Rosimayre Gonçalves de Carvalho, que, ao perceber a manipulação nas propagandas do governo que atacavam diretamente os servidores, decidiu pela imediata suspensão dos anúncios publicitários.

Em sua decisão, ela afirmou que “a despeito de nada informar, propaga ideia que compromete parcela significativa da população com pecha de pouco trabalhar e ter privilégios, como se fosse essa a única razão da reforma”.

José Carlos questiona a provocação do governo de que servidor público tem privilégio com a realidade salarial dos servidores no Brasil, perguntando se receber, em média, R$ 3 mil por mês é ser privilegiado. “Quero saber qual é o privilégio disso”, diz ele, que destaca: “a maioria desses servidores prestam serviços nas escolas, hospitais, universidades, segurança, administração pública, entre outros serviços essenciais à população”.

“Privilégio, na realidade, é o que o Temer conseguiu.

Se aposentou aos 55 anos e ganha 30 mil reais,” devolve a provocação o dirigente CUTista.

É importante toda a classe trabalhadora saber que quase metade do salário de muitos servidores públicos é gratificação por produção, ou seja, não faz parte do salário. Isso significa que o servidor perde cerca de 33% do valor da sua remuneração ao se aposentar, pois gratificação não conta nos cálculos da aposentadoria.

“O ataque é brutal”, diz o coordenador-geral do Sindsep, que lembra ainda que o servidor público não tem direito ao FGTS, nem à negociação coletiva.

Segundo ele, o governo ilegítimo de Temer está esfacelando completamente o conceito de Seguridade Social para dar espaço ao mercado com os pacotes de previdência privada e complementar. “Para governos como este, com uma política neoliberal, servidor público é despesa. Só esquecem que, em países com maior IDH, o serviço público de qualidade é uma premissa.”

Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, a proporção de servidores públicos em relação ao total de trabalhadores em países como os Estados Unidos, por exemplo, é de 23%. Tem países desenvolvidos que essa relação ultrapassa os 30%.

“Aqui no Brasil a relação é de 12% e ainda temos muito para investir e, não, cortar, como quer este governo corrupto e ilegítimo que não teve voto para estar onde está”, diz Vagner. “Parlamentar que votar essa proposta não volta em 2018”, finaliza o dirigente.

Votação adiada
Prevista inicialmente para ser votada no dia 6 de dezembro, a reforma Previdenciária, que acaba com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e trata os servidores públicos com desprezo, teve a data da votação adiada, após a pressão dos trabalhadores e trabalhadoras.