segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Radicalizar a Economia

Para se ter mais Democracia

Talvez por viver na França, o economista, professor e grande especialista em desigualdade econômica e social, Thomas Piketty, sinta mais necessidade de se radicalizar a democracia do que a economia.

Mas democracia não enche barriga, o que enche barriga é a economia.


Vejam estas frases tiradas da entrevista de Piquetty ao jornal Valor, no caderno Fim de Semana:

1 - A União Europeia não encontrará seu rumo
enquanto suas decisões derivarem do embate de seus ministros de FINANÇAS e não dos eleitos pelos parlamentos nacionais.Leiam o livro "Por uma Europa Democrática".

2 - Os países mais ricos do mundo adotam, á mais de um século, uma política de progressividade fiscal cujo desconhecimento no BRASIL bloqueia seu desenvolvimento.

3 - OS PAÍSES MAIS RICOS SE DESENVOLVERAM PORQUE DISTRIBUÍRAM.
Leiam o livro "Tributação e Desigualdade".

4 - é preciso mudar a organização política da Europa e do mundo.

5 - A unanimidade serve para travar decisões modernizadoras. O ponto é dotar uma assembleia europeia do poder de tomar decisões. QUEM TIVER A MAIORIA COMANDA.

6 - Lamento que Macron, na França, tenha optado por uma reforma que dribla a necessidade de melhorar a representação dos sindicatos e dos assalariados na gestão das empresas.

7 - Nos modelos alemão e sueco,
há forte presença dos sindicatos e dos assalariados desde os anos 1950 (pós guerra), nos conselhos de administração das empresas. São representantes que não se limitam a uma presença consultiva. ELES TÊM PODER DELIBERATIVO.

8 - Na Suécia, um terço dos assentos dos conselhos de administração das empresas é composto por representantes dos empregados.

9 - Na Alemanha
, os trabalhadores ocupam metade dos assentos e participam das decisões estratégicas das empresas.

10 - A França, como também o Reino Unido e os Estados Unidos, sempre se recusaram a isso com o argumento de que todo o poder é dos acionistas.

11 - MACRON CEDEU AO PATRONATO FRANCÊS.


12 - Só os choques violentos é que transformaram o status quo das elites que rejeitavam a redução das desigualdades.

13 - No caso do BRASIL,
há de fato um nível de concentração muito excessivo para o país se desenvolver. O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Só concorre com a África do Sul, que saiu do apartheid recentemente.

Nas próximas edições, teremos mais depoimentos relevantes do grande economista Thomas Piquetty.
Nem tudo está perdido...

domingo, 15 de outubro de 2017

Finalmente acabaram com o Imposto Sindical

Vitória no conteúdo e derrota na forma

Já diziam os espíritas: "Quem não aprende no amor, aprende na dor."

Getúlio Vargas criou o imposto sindical, tanto para os patrões como para os empregados. Assim, preparou o Brasil para a industrialização nacional e também contribuiu fortemente para para consolidar um modelo de sindicalismo "chapa branca", isto é, que dependia mais do imposto do que da contribuição voluntária dos sócios dos sindicatos.

O imposto sindical também teve outro desvio, fortaleceu a ideia de que "as conquistas salariais, de condições de trabalho e de qualidade de vida" realizadas nas campanhas salariais eram "coisas dos patrões" já que a maioria dos trabalhadores recebiam sem ter participado diretamente das lutas para conquistá-las.

Vou listar alguns direitos que foram conquistados com muitas greves e negociações:

1 - jornada de trabalho
2 - previdência social - Fundos de Pensão
3 - pisos salariais
4 - ajuda alimentação
5 - ajuda refeição
6 - licença maternidade
7 - licença paternidade
8 - férias
9 - faltas abonadas
10 - datas base para negociar a atualização dos direitos, etc.

Poderia ficar aqui o dia todo escrevendo "CONQUISTAS COM LUTAS", para mostrar a importância dos sindicatos. Com o tempo, as empresas vão mostrando aos seus funcionários que "os direitos listados acima são benefícios dados pela empresa".

E agora, com a derrubada do governo Dilma e a compra dos parlamentares, acabaram com a maioria dos direitos conquistados em UM SÉCULO DE LUTAS. Como os sindicatos, na democracia, se fortaleceram,os empresários juntaram-se e deram o golpe do impeachment.Afinal, Dilma sancionou os direitos das empregadas domésticas! Que afronta!

O Brasil voltou a antes de 1930. Antes de Getúlio Vargas.

Com o fim do imposto sindical, mas a manutenção do Sistema S, se Sesi, Sesc, Sebrae e tantas outras siglas para proteger os patrões e prejudicar a organização da classe trabalhadora, o movimento sindical, além de enfrentar um governo corrupto e entreguista, também enfrenta um TST - Tribunal Superior do Trabalho que legisla contra os direitos coletivos dos trabalhadores e contra o movimento sindical.

Além de acabarem com o imposto sindical, sem negociar com os sindicalistas, o governo e o TST acabaram com a "contribuição assistencial", que custeava as campanhas salariais, alegando que o dinheiro do imposto sindical era para isto. Mas, se acabaram com o imposto sindical e com a contribuição assistencial, como custear as campanhas salariais? Ou eles não querem que tenha campanha salarial? Nem a ditadura militar fez isto!

Enfim, muita água vai rolar até definir como vai ficar. Hoje a Folha trás manchete comemorando o fim do imposto sindical, além de página inteira contando as dificuldades dos sindicatos dos trabalhadores.

Os golpistas comemoram.

Mas o Brasil vai sair perdendo, por que, como diz o prêmio Nobel de economia, Angus Deaton:

"Com a perda de influência do movimento sindical, os patrões ficam mais fortes e os trabalhadores mais fracos para combater as tendências rentistas da economia atual".



sábado, 14 de outubro de 2017

Economia, Saúde, Educação e Violência

Uma interfere na outra

O mundo moderno, independente do sistema político de cada país,
está dependente destas quatro prioridades:
Economia, Segurança, Saúde e Educação.

Por incrível que pareça, entre as quatro prioridades, a economia e a segurança tem prioridade sobre a saúde e a educação.

Quando a economia está desorganizada, os problemas de saúde aumentam, a educação fica em segundo plano e a violência cresce em todas as áreas. Com o crescimento da violência, cresce o apoio popular à repressão e a perda da liberdade. Até porque, quando a violência cresce, como os assaltos e assassinatos, as pessoas ficam com medo e abrem mão da liberdade, em troca da segurança.

O mundo está em crise, só quem está surfando sobre a economia mundial é a China. O Japão patina há anos, a Alemanha está contaminada com a Europa e os Estados Unidos, que ajudaram a criar o modelo chinês atual, agora sofre com a concorrência chinesa. América Latina, África e Oriente Médio estão fora da competição. Como no futebol, fazem parte da segunda divisão...

Ante a derrota do modelo econômico social democrata e o crescimento do neoliberalismo destruidor dos Estados Nacionais de Proteção Social,o mundo discute como recuperar o crescimento econômico com inclusão social, resolvendo também os problemas com a imigração em massa e com as guerras estimuladas pelos países ricos.

Uns dizem: Temos que "Radicalizar a Democracia".
Que bicho é este? Por que a Europa não radicaliza a democracia?
Se a Europa não consegue, como fazer isto nos países mais pobres?
Até os Estados Unidos entraram em parafuso e elegeram um maluco.

Da mesma forma que, na Europa da Idade Média, para combater a fragilidades das monarquias frágeis, surgiu o rei poderoso, que conseguia proteger os países frágeis e unificar suas forças internas, o mundo, antes de discutir a radicalização da democracia, precisa discutir como fazer com que a "economia seja para todos e não para as minorias". Para que isto aconteça, é preciso enfrentar as grandes estruturas empresarias, mas também é necessário enfrentar as estruturas conservadoras dos Estados, aí incluindo o judiciário.

Enquanto a Europa mantém grandes investimentos na saúde e na educação, os países latino-americanos estão sendo invadidos pela proposta neoliberal de privatização da saúde e da educação, acabando com o pouco existente de saúde e educação públicas, desenvolvendo assim uma estrutura privada, cara e para 30% da população, deixando os 70% restante a mercê do serviço público de má qualidade.

Além de aumentar a concentração de renda,esta política aristocrática, também chamada de "meritocracia", estimula o ódio social e o aumento das quadrilhas e milícias.

O que se vem discutindo no Brasil é se este governo corrupto e entreguista, quer transformar o Brasil num México ou numa Venezuela.

As leis aprovadas por este Congresso Nacional venal sinalizam mais para o modelo mexicano...

Além de as leis aprovadas serem entreguistas e contra os trabalhadores, o judiciário esmera-se em contradições e decisões contra os trabalhadores e que protegem os corruptos, sejam eles parlamentares ou empresários. Os que foram presos até agora, foram muito mais para delatarem Lula e o PT do que pelo "espírito moralizador" do judiciário.

No Brasil e na América Latina
, para a esquerda voltar ao poder, precisa ter propostas objetivas para a segurança, a economia, a saúde e a educação. E recuperar a credibilidade perante o povo. Lula teve grande oportunidade de ajudar o povo, Dilma não teve a habilidade de Lula. E agora temos que superar um governo medíocre, corrupto, entreguista e que está fazendo mudanças nas leis para que o Brasil passe a ter governos que protegerão os empresários internacionais e que deixarão o povo mais pobre, mais doente e mais ignorante.

O resultado tende a ser mais violência,
seja violência oriunda do Estado, de quadrilhas ou de rebeliões populares.

Se o modelo mexicano tiver sucesso, ficaremo na mão do crime organizado...

Ou já estamos?

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Brandão, Bradesco e Brasil. Tudo a vê!

Texto imperdível sobre a História do Brasil e um dos maiores protagonistas

O texto é longo, mas vale a pena. Não conheço o autor, mas é primoroso.

Um monge na Cidade de Deus: Lázaro Brandão

Jornal Valor – 13/10/2017 – William Salazar

"Cheguei me enfronhando no serviço. Tinha que ter alguém cuidando do curso dos procedimentos, dos controles. Criei a inspetoria para crivar os procedimentos, o desempenho, a qualificação do pessoal. E tinha o comando de inspetores, para ir na agência e sempre inspecionar e ver se estava tudo em ordem, tudo bem com os controles."

Cuidar dos procedimentos, dos controles, dos custos tem sido o princípio e o norte da carreira de Lázaro de Mello Brandão desde que, aos 16 anos, em 1942, entrou como escriturário na Casa Bancária Almeida & Companhia, em Marília, instituição que, no ano seguinte, se transformou no Banco Brasileiro de Descontos, atual Bradesco.

A ideia original era ficar pouco tempo lá, até prestar concurso para o Banco do Brasil. Só que Brandão nunca mais saiu da instituição. De Marília, foi para Lins, e logo mudou para São Paulo, a nova sede do banco. Daí para a Cidade de Deus, o centro administrativo criado pelo mítico Amador Aguiar em 1953, no município de Osasco.

As mais de sete décadas que dedicou ao Bradesco tiveram seu capítulo final nesta semana quando Brandão, aos 91 anos, decidiu renunciar à presidência do conselho de administração do banco. Mas isso não significa o fim de sua história com a instituição. Ele permanece no conselho de administração das sociedades controladoras do banco. Filho do administrador de fazendas José Porfírio Bueno Brandão e dona Anna Helena Mello, Lázaro Brandão nasceu na cidade de Itápolis, interior de São Paulo, em 1926.

"Com 12, 14 anos", já pensava em trabalhar em banco, a fim de ter "uma vida muita mais controlada, confortável", com "estabilidade, respeito da comunidade", contou ao Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea da Fundação Getulio Vargas (CPDOC/FGV - "Lázaro de Mello Brandão - Senda de um Executivo Financeiro", título escolhido por ele mesmo).

Brandão "se enfronhou" tanto no serviço que apenas dois anos depois de iniciar a carreira foi promovido de escriturário a subchefe e logo a chefe da seção que ele próprio criara: a lendária Inspetoria Geral do Bradesco. Nela, pontificou pelos 20 anos seguintes, até galgar a diretoria-executiva, em 1963, e colocar-se como "sombra" de Amador Aguiar - o homem que fez da modesta casa bancária o maior banco privado brasileiro.

Sua atuação como inspetor geral antecipou em três décadas a preocupação mundial com a regulação bancária prudencial, a supervisão e as melhores práticas do mercado financeiro. Esse foi o escopo do Comitê de Supervisão Bancária da Basileia instituído em 1975, como reação à turbulência provocada nas finanças internacionais pela quebra do banco Herstatt, e que resultou na criação de organismos de controles internos e compliance, hoje obrigatórios nos bancos de todo o mundo. Com Luiz Carlos Trabuco Cappi, ao passar o bastão de "chairman" do banco Brandão tem muito poucos amigos.

Mal sai de casa, não vai a cinema, não tem vida social. Seu fim de semana resume-se a uma visita ao sítio em Itatiba, 80 km a noroeste de São Paulo, voltando a tempo de almoçar em casa. Eventos, festejos, solenidades, só se têm sentido profissional, referentes ao banco ou ao sistema bancário, como as reuniões do Sindicato dos Bancos ou da Associação de Bancos do Estado de São Paulo (Assobesp), de onde nasceria a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Foi nessas entidades que Roberto Konder Bornhausen conheceu Brandão, na década de 1960, quando era o principal representante do Banco Indústria e Comércio de Santa Catarina, conhecido como Banco Inco. Foi com Brandão que Bornhausen tratou os termos da aquisição do Inco pelo Bradesco, em 1968. "Redigimos o contrato nós dois, sozinhos, sem advogados", sublinhou Bornhausen.

"No Bradesco, com seu conhecimento profundo da atividade, por sua origem como bancário de banco comercial, Brandão foi ganhando espaços aos poucos, até assumir plenamente as funções de Amador Aguiar. É o Brandão quem bate o martelo no Bradesco!" E bate três vezes!

"Na minha época, o pessoal dizia assim: Olha, quem precisa aprovar isso aqui são três pessoas, o Lázaro, o Mello e o Brandão! Tudo, tudo passava por ele. Ele examinava tudo", relembra Alcides Lopes Tápias, que deixou a vicepresidência do Bradesco em 1996, depois de trabalhar 49 anos no banco, 15 deles compartilhando com Brandão o famoso mesão da diretoria-executiva na Cidade de Deus.

"Ele sempre foi uma pessoa muito observadora, muito atenta às coisas e sempre teve a confiança absoluta do sr. Amador Aguiar, tanto é que quando o 'seu' Amador ficou adoentado, ele passou a presidência para o 'seu' Brandão." Aliás, a mudança do nome Banco Brasileiro de Descontos para Bradesco só foi possível com a colaboração de "seu" Brandão.

"Discutíamos na diretoria-executiva que os clientes não chamavam o banco pelo nome completo, mas preferiam a denominação do endereço telegráfico Bra-Des-Co. Mas quem tinha coragem de dizer isso a 'seu' Amador, que dizia que nome de banco não se muda?" Os diretores levaram a proposta a Brandão. Ele orientou que discutissem à exaustão, até não sobrar dúvida de que a mudança era para melhor. No dia que foram tratar com Aguiar, "seu" Brandão disse que os diretores estavam trazendo uma proposta para ele analisar e deu a palavra a Tápias.

"Alguém tinha que por o guizo no gato. Eu me prontifiquei. 'Seu' Amador ouviu, ouviu e, finalmente, acatou: 'Olha, acho que é uma boa ideia que vocês tiveram!'" Juntamente com a atenção aos interlocutores e à discrição, é unânime a impressão da enorme capacidade de trabalho e da dedicação monástica ao Bradesco.

"Brandão sempre foi muito espartano, chegando todo dia no banco às 7h, mesmo quando já estava na presidência, fosse da diretoria, fosse do conselho. Quando queria falar com ele, chegava antes das 8h, porque era um horário mais tranquilo", descreve Gabriel Jorge Ferreira, o vice-presidente jurídico do Unibanco que forjou a fusão com o Itaú.

"Brandão é um ser humano especial, a quem você poderia chamar de tudo menos de banqueiro. É simples, humano, até humilde. Fez uma carreira sem grandes impulsos, sem grandes arroubos. É uma pessoa extremamente discreta, extremamente reservada. Nos congressos dos bancos, nos anos 60 e 70, suas intervenções eram feitas de forma extremamente singela, conciliatória, ouvia tudo muito atentamente antes de emitir uma opinião."

Brandão sucedeu Aguiar, primeiro, em 1981, como presidente-executivo e depois como presidente do conselho de administração, em 1990, acumulando os dois cargos ao longo da década. Em 1999, entregou a presidência executiva a Marcio Cypriano, diretor da rede de agências do Bradesco que então presidia o Banco de Crédito Nacional (BCN), adquirido em 1997.

Agora, passou a presidência do conselho de administração para Luiz Carlos Trabuco Cappi, que acumulará temporariamente a função com a presidência executiva do banco. "Ele não é só testemunha - é ator da evolução que os bancos experimentaram nos anos 1960"
No ano de sua indicação como presidente, ao lado do fundador Amador Aguiar A aquisição do BCN pelo Bradesco ficou marcada na memória do deputado Ricardo Berzoini (PT), que confrontou "seu" Brandão do outro lado da mesa de negociações como presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

"O sindicato queria que o Bradesco se comprometesse a manter o quadro, evitar demissões. Ele deu sua palavra de que não haveria demissões e, de fato, cumpriu praticamente 100%; não houve demissões em massa, só o movimento de simplesmente cortar redundâncias", diz.

Mas custos "seu" Brandão sempre cortou sem dó. Essa obsessão levou a decisões comprometedoras para os negócios do banco, como fechar os postos de atendimento bancário (PABs), a fim de reduzir o quadro de pessoal. Só que os PABs eram um substituto para as agências de vantagens ponderáveis: geravam receitas das contas correntes, cartão de crédito, pagamento de contas, empréstimos dos funcionários das empresas em que se instalavam, sem imobilizar capital em agências, nem pagar aluguel, água, luz ou telefone.

Outra decisão nessa linha foi proibir a liberação de cheques no mesmo dia - isso na década de 1980, no tempo da hiperinflação de taxas de 80% ao mês. As empresas, principalmente as maiores, reclamaram. Brandão fez os diretores visitá-las, em todo o Brasil, para explicar a posição do banco.

As empresas retrucaram que, se o Bradesco não liberava cheque, a concorrência liberava.

Sob pressão da concorrência, que mantinha seus PABs e liberava cheques, o Bradesco teve que se adaptar - assim como fizera com o Documento de Ordem de Crédito (DOC), que Amador Aguiar detestava por sua fragilidade a fraudes, mas teve que ceder ante o uso disseminado por outras instituições financeiras.

De olho na concorrência, Brandão imprimiu um novo rumo ao banco na virada do milênio. Primeiro banco de massas do Brasil, dizia-se que o Bradesco atendia a Sadia, a padaria e a dona Maria, sem distinção. Tanto que foi um dos últimos, senão o último grande banco, a ter uma área dedicada a atender grandes grupos empresariais, o chamado segmento "corporate".

Brandão encarregou Cypriano, que trouxera a cultura e vários executivos chave do BCN para o Bradesco, de estruturar a segmentação dos negócios e da clientela, prática já corriqueira entre os bancos brasileiros.

Lázaro de Mello Brandão é o último remanescente da geração de banqueiros que viveu a transformação de um sistema bancário elitista, atomizado, fracamente capitalizado, de raio no máximo regional, para um sistema massificado, altamente concentrado, de expressão nacional e com musculatura para ensaiar sua internacionalização.

"Ele não é só uma testemunha da evolução - é um ator da evolução que os bancos brasileiros experimentaram nos anos 1960", sentencia Bornhausen.

Nessa época, as instituições bancárias totalizavam 350.

Em 1980, haviam caído para 111, resultado da deglutição das instituições menores e de caráter nitidamente regional pelas grandes instituições, concentradas em São Paulo, com o Bradesco e o Itaú à frente.

As incorporações, aquisições e fusões que transformaram esses dois bancos em conglomerados começaram já na década de 1940, logo após sua fundação.

Entretanto, o grande banquete dos tiranossauros Bradesco, Itaú e, em menor medida, Unibanco ocorreu efetivamente na segunda metade dos anos 1990, quando o Plano Real debelou a hiperinflação e desmamou um rosário de instituições que dependiam da desvalorização da moeda para sobreviver, incluindo os bancos estaduais.

Daí até quase o fim da década seguinte, o Bradesco digeriu nada menos do que 25 negócios, entre bancos, corretoras e carteiras de outras instituições, mantendo invicta sua liderança de quase 60 anos entre os bancos privados. Em 2008, porém, perdeu o título.
O Itaú, que até então havia se contentado com nove aquisições, fundiu-se com o Unibanco, que havia comprado apenas quatro (incluindo o Banco Nacional, que, em 1995, era o quinto no ranking dos privados).

Pareceu uma vingança do destino.

Amador Aguiar havia proposto a fusão ao embaixador Walter Moreira Salles, fundador do Unibanco, lá atrás, em 1972, quando eram o primeiro e o quarto maiores bancos privados do país. Se concretizada, a nova instituição ficaria atrás apenas do Banco do Brasil. Aguiar e Salles chegaram a assinar um compromisso. Mas o "choque das duas culturas", a "caipira" do banco de Osasco e a "cosmopolita" do banco do embaixador, se estranharam. A fusão morreu de inanição.

Décadas depois, os dois bancos voltaram a se aproximar, mas nunca chegaram a se entender, porque o Bradesco, com Brandão à frente, fazia questão de ter o comando da instituição resultante.

"O Itaú gosta de fusão", enquanto o Bradesco sempre comprou e ficou com o controle, justificou Brandão, que viu o Bradesco se tornar o principal banco brasileiro e perder a primazia, quando o arquirrival Itaú fez o que Aguiar e Moreira Salles haviam combinado: deixar o Unibanco com a presidência do conselho de administração e a diretoria-executiva com o Itaú.

Entregou os dedos para ganhar também os anéis.

Diz-se que o ambiente pesou no Bradesco quando a fusão Itaú-Unibanco, tratada como segredo de estado, foi noticiada. Ao CPDOC, Brandão minimizou o episódio. Argumentou que o Bradesco continuou à frente como conglomerado que atua na área de seguros (com 25% do mercado desde então) e bem à frente no número de agências (5.339 do Bradesco, incluído o HSBC, e 3.681 do Itaú, incluindo as do Citibank).

Fraco consolo numa época em que, como o próprio Brandão reconheceu, "o mundo dos bancos é cada vez mais digital".

Agora, em uma nova etapa, Brandão afirma que superou a preocupação de "entrar num vazio" com a aposentadoria. "Se recriou na minha cabeça a ideia de que se desligar e ter rotatividade para o conselho é importante", disse em entrevista a jornalistas na quarta-feira, após o anúncio de que renunciaria à presidência do conselho do banco. Brandão diz que, agora, fica com mais tempo disponível para a família e ao mesmo tempo continua próximo ao ambiente do Bradesco.

"Minha sala será mantida; o ambiente será parecido, mas sem a mesma carga de responsabilidade.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O Brasil desmoralizado

Por quanto tempo?

O STF - Supremo Tribunal Federal viveu ontem mais um triste capítulo da sua história. Por 6 a 5, subordinou-se mais uma vez ao PSDB. Caiu mais uma vez em contradição, mostrando que julga conforme a conveniência e está com medo de Gilmar Mendes.

Aécio Neves, com gravação e tudo, será protegido pelo Senado como forma de proteger os demais senadores.

Enquanto isso, o Brasil vai ficando cada vez mais desacreditado internacionalmente.

Por que cair tanto em tão pouco tempo?

E as empresas brasileiras continuam sendo vendidas aos estrangeiros.

A Petrobras e demais estatais continuam sendo desmontadas para serem vendidas à preço de sucata.

E os políticos continuam fazendo barbaridades.

Onde vamos parar?

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Lázaro Brandão, o Bradesco e o Brasil

História viva da formação capitalista brasileira

O sr. Lázaro Brandão está deixando a administração direta do Bradesco. Conclui-se assim uma importante etapa da formação capitalista nacional.

Com mais de 70 anos dedicados ao Bradesco, entre eles sendo presidente do Sindicato dos Bancos nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o Sr. Lázaro Brandão conviveu com tudo que tem a ver com a vida econômica, política e social neste período todo que esteve no banco.

Conheci o Sr. Lázaro Brandão em 1979, quando fizemos uma das greves mais pitorescas da história do Brasil. Na greve de 1979, em apenas dois dias, a Polícia Militar gastou mais da metade do estoque de bombas de gás lacrimogêneo contra os grevistas e a população que apoiava a greve dos bancários.

Numa das negociações, no edifício Conde de Prates, na Líbero Badaró com o Viaduto do Chá, enquanto o pau cantava nas ruas, um representante dos bancos, ao ver da janela do prédio, uns jovens brincarem de descer a rua sentados nas cadeiras dos bancos e fazerem de conta que estavam telefonando, o banqueiro repetia: "Bárbaros! Bárbaros!"

Seu Lázaro,com a frieza de sempre, falava: "Precisamos negociar e achar uma solução".

1979 ainda era na época da ditadura militar, e os ditadores intervieram no sindicato, afastaram quatro diretores, entre eles Luiz Gushiken.

A greve terminou com acordo salarial e com o início de um longo relacionamento dos bancários do Brasil com o sr. Lázaro Brandão.

O Bradesco foi o primeiro banco de varejo do Brasil, atendia os comerciantes, os pequenos empresários e a população em geral. Foi durante décadas o maior e mais importante banco do Brasil. Só perdeu a liderança quando o Itaú comprou o Unibanco. Esta é outra longa e importante história.

O Sr. Lázaro Brandão merece ter sua história escrita e documentada para que no futuro os jovens possam aprender o que foi a formação do sistema financeiro brasileiro e o papel que o Bradesco e seus profissionais tiveram neste processo histórico.

Mesmo não tendo mais a responsabilidade que tinha como presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, ainda mantive contato com o Sr. Lázaro Brandão e seus diretores. Tenho 45 anos de bancário, bem menos que os mais de 70 anos de bancário do Sr. Lázaro Brandão. Mas tenho certeza que nossa convivência foi muito positiva para a redemocratização do Brasil e na construção de uma sociedade mais justa e respeitosa.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Brasil em compasso de espera

Até as eleições de 2018

Como se entrasse em letargia, os brasileiros assistem a destruição do Estado de Bem Estar Social no Brasil e a privatização de tudo que for possível antes das eleições de 2018.

É a política de "Terra Arrasada".


Fazer o Estado Mínimo como forma de impedir que os próximos governos voltados à maioria da população possam governar priorizando as políticas públicas e a segurança social.

Passaremos a ser uma "Rocinha Nacional".


Isto é, o Brasil voltará a ser um país onde 10% da população controlam 70% da economia nacional e as políticas são voltadas para apenas um terço da população. Aumentando assim o risco social e a violência urbana.

Com mais de 200 milhões de habitantes, em vez de produzir para todos e todas, o mercado produzirá apenas para 60 ou 70 milhões de consumidores. É um mercado maior do que a população da maioria dos países europeus.

Como diz um empresário brasileiro, a matriz será na Europa e nos Estados Unidos, mas o mercado consumidor e onde se ganha dinheiro fácil - principalmente com a taxa de juros alta - o Brasil será apenas um mercado complementar.

Estamos imitando a Argentina


Que era um dos cinco países mais ricos do mundo e foi caindo... caindo... caindo. E poderá até ficar fora da Copa do Mundo na Rússia. Que tristeza!

Por que esperar até as eleições de 2018?


Por que não interrompemos este governo corrupto e sem legitimidade e começamos tudo de novo?

O que impede isto é que no momento, se houver eleições Lula ganha. E os golpistas deram o golpe para derrubar Dilma, mas também foi para tirar o PT do governo. Tanto Lula como o PT, erraram em defender a reeleição de Dilma. O candidato tinha que ser o Lula. Agora é tarde e Inês é morta, como dizia o escritor...

Os golpistas, com o apoio do Judiciário, vão tentar manipular as leis para que Lula seja impedido da candidatar-se. Tanto podem conseguir, como podem errar na mão e não acontecer nada do que eles querem.

Lula foi o melhor presidente para o capitalismo brasileiro e internacional. Nunca tantos brasileiros melhoraram de vida como aconteceu no governo Lula. Todos ganharam dinheiro e melhoraram de vida no governo Lula.

O povo prefere Lula
,
os golpistas preferem qualquer um que defenda o neoliberalismo e o entreguismo nacional. Lula defende a dignidade nacional, os golpistas defendem à servidão aos estrangeiros.

Ou ficar a Pátria livre,
ou morrer pelo Brasil.


Os golpistas preferem ser vassalos,
a fazer parte de uma grande Nação.

Que venha 2018...

domingo, 8 de outubro de 2017

A morte do reitor é um desencanto

A força dos covardes e a fraqueza dos fortes

Desde a Revolução Francesa, com o iluminismo, a Universidade é solo sagrado e seus professores são chamados de Mestres.
Na gana de mostrar serviço para angariar apoio dos incautos, os poderes judiciário, policiais e da própria imprensa, expuseram o reitor Cancellier à humilhação, destruindo-o e expondo um poder dos ditadores que mais representa a força dos covardes contra a fraqueza dos fortes.

Com o suicídio do reitor, o Brasil e o mundo tiveram mais um capítulo da tragédia que passa o Brasil.

Leiam a boa denúncia de Elio Gaspari.

Morte de Cancellier é um desencanto


Elio Gaspari, Folha, 08/10/17

Depois de ter afastado o professor Luiz Carlos Cancellier da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, proibindo-o de entrar na instituição e de ter determinado sua prisão provisória (revogada por outra juíza), a doutora Janaína Cassol Machado, titular da 1ª Vara Federal de Florianópolis atendeu a um requerimento da defesa e decidiu:

"Diante do parecer do Ministério Público, deve ser deferido o pedido, ressaltando-se que a última entrevista começa às 17h30, de modo que a autorização deve se estender para às 18h. No entanto, ressalta-se que o ingresso de Luiz Carlos Cancellier de Olivo nas dependências da UFSC deve ser deferido única e exclusivamente para participar da sessão pública, na data e horário acima especificado."

Tradução: o professor podia entrar na universidade no dia 5 de outubro, mas só das 15h às 18h. Terminado o serviço, devia ir embora.

Cancellier não usufruiu o benefício concedido pela juíza. Entrou na Federal de Santa Catarina três dias antes, no final da tarde de 2 de outubro, morto, para ser velado. Ele se suicidara, jogando-se no pátio interno de um shopping center de Florianópolis.

A morte do professor jogou nas costas dos cidadãos que o acusaram, investigaram e mandaram para a cadeia a obrigação de mostrar que fazia sentido submetê-lo ao constrangimento. Se a chamada "Operação Ouvidos Moucos" acabar em pizza, vai-se estimular a impunidade das redes de malfeitorias encravadas em dezenas de programas de bolsas de estudo do país.

Chegou-se a dizer que a operação policial na qual o professor foi preso investigava o desvio de R$ 80 milhões de um programa de educação a distância. Mentira. R$ 80 milhões foi o valor total do programa. As maracutaias não aconteceram durante a gestão de Cancellier. Havia trapaças no pedaço, envolvendo servidores e empresários, mas o reitor nunca foi acusado de ter desviado um só tostão.

Cancellier foi denunciado pelo corregedor da UFSC, doutor Rodolfo Hickel do Prado por tentar obstruir seu trabalho. Num artigo publicado depois de sua prisão, o reitor revelou que nunca foi ouvido pela auditoria interna. A Polícia Federal investigou o caso e a delegada Erika Marena, madrinha da marca Lava Jato (Flávia Alessandra no filme "A Lei é Para Todos"), pediu a prisão do reitor. Ela também não o ouviu. Depois de solto, Cancellier ficou proibido de pôr os pés na universidade.

Nos dias de hoje, proibir um reitor afastado de pisar na universidade serve apenas para humilhá-lo. Vale lembrar que a ditadura nunca proibiu os professores que cassou de entrar nas escolas. Um bilhete encontrado na jaqueta que Cancellier vestia quando se matou diz que "minha morte foi decretada quando fui banido da universidade" (Quando três ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal obrigam Aécio Neves a dormir em casa, produzem apenas barulho, a menos que estejam defendendo a temperança nas noites de Brasília e do Rio).

As patrulhas da polícia e do Ministério Público devem pensar pelo menos uma vez antes de pedir a prisão um cidadão. Isso porque abundam os sinais de que se pensa mais no espetáculo da publicidade do que nos direitos dos brasileiros. Era realmente necessário prender Cancellier? Soltando-o, era necessário proibi-lo de entrar na universidade?

Guimarães Rosa ensinou:
"As pessoas não morrem, ficam encantadas".

O reitor Cancellier tornou-se um desencanto para o Brasil da Lava Jato.

sábado, 7 de outubro de 2017

Doria e Bolsonaro ameaçam o PSDB e o mercado

O Brasil está liberando seus instintos selvagens

É sempre a mesma história, dão o golpe alegando problemas com o governo vigente, e depois o golpe vira ditadura que impede que os golpistas façam o que prometeram. Não conseguem restabelecer a democracia, e aí vão pedir ajuda para os golpeados.

Em 1964 o golpe militar e civil foi contra as Reformas de Base de Jânio e a tal "ameaça comunista". Logo depois começaram as cassações e muitos golpista foram cassados. Em 1968 o golpe virou ditadura militar, deixando de ser um golpe de militares comandados por civis. Passou a ser uma ditadura militar governada por militares e os civis não mandavam...

Aí os golpistas foram atrás das lideranças estudantis e dos trabalhadores para fazer manifestações contra a inflação, contra a carestia e contra a ditadura. Os golpistas também estavam precisando de liberdade de expressão, de anistia e de participação na vida parlamentar.

O Brasil vive novamente um pós golpe, onde os golpistas estão tentando consolidar uma ditadura neoliberal controlada pelo "mercado", isto é, um governo fantoche dos banqueiros, do agronegócio e das multinacionais. Podemos chamar também de ARISTOCRACIA... O governo dos ricos, para os ricos e com os ricos. O povão fica fora. Para eles, povo é mão de obra
barata.

Da mesma forma que pós o golpe de 1964, Carlos Lacerda, fascista carioca, tentou ser eleito presidente do Brasil, sendo cassado pelos militares, agora apareceram Doria e Bolsonaro, dois neoliberais e fascistas, querendo disputar a presidência do Brasil. Ambos oriundos das milícias golpistas e crescendo no eleitorado com um discurso de direita, conservador, contra o povo e contra as organizações populares. Se depender deles, o Brasil vai para o fascismo.

Ante esta possibilidade, os golpistas em geral e o PSDB em particular já começam a falar em organizar um "pacto social", restabelecendo a democracia e a obediência à Constituição e ao Estado de Direito. Mas foram os golpistas que desrespeitaram à Constituição e o Estado de Direito. Agora querem nossa ajuda para conter seus monstros...

Para que se restabeleça a paz, a ordem e o crescimento econômico com inclusão social e distribuição de renda, o melhor nome continua sendo Lula. Para que, tanto os golpistas como o mercado, aceitem Lula disputar, ganhar e governar, é preciso fazer uma nova carta ao povo brasileiro, mostrando como pretende governar, como vai combater a corrupção e a violência, mostrando como vai melhorar as políticas públicas e como não vai fazer concessões aos corruptos e aos corruptores. Além de se comprometer que será candidato apenas para um mandato.

Lula é a melhor pessoa para liderar a pacificação nacional. Liderar com os trabalhadores, os empresários, as Igrejas, o Judiciário, os partidos políticos, os movimentos sociais e, principalmente, colocando o Brasil acima das picuínhas. Sem ódio e sem rancor.

Para pacificar o Brasil, Lula presidente e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para definir novas regras de governabilidade e modernizar o Brasil. Lula foi o melhor presidente da história do Brasil. Nunca os empresários ganharam tanto dinheiro como nos governos de Lula. Nunca o Brasil teve a imagem internacional que teve nos governos de Lula.

Os brasileiros e o mundo esperam pela recuperação do Brasil. E a melhor pessoa para liderar o Brasil é Lula.



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Obama no Brasil

O que Obama veio fazer aqui?

O jornal Valor e o Banco Santander, articulados com as forças ocultas e o tal do mercado decidiram trazer Obama para o Brasil para fazer palestra. Provavelmente deve ter recebido algumas centenas de milhares de dólares para fazer a palestra. Faz parte das regras do mercado.

O curioso é que Obama representa o oposto do que é o atual presidente dos Estados Unidos. Enquanto Trump representa o atraso e o interior americano, Obama representou na Casa Branca o moderno e a Nova York americana.

E o que tem a ver Obama com o momento atual brasileiro?

Nada!

Vivemos sob um golpe civil, respaldado pelos Estados Unidos, com um congresso nacional que é o pior da nossa história, por ser ilegítimo e corrupto ostensivamente. Vivemos com um presidente da república desmoralizado, acusado de corrupção explicita e de chefe de quadrilha. Tudo isto não tem nada a ver com a modernidade de Obama e sua digníssima esposa.

Os empresários brasileiros que foram ver Obama, na sua ampla maioria, apoiou o golpe e está comprando os parlamentares golpistas para destruírem o Estado de Bem Estar Social brasileiro, estão corrompendo o governo para que privatizem tudo e entreguem a nossa soberania nacional.

Estão transformando o Brasil num México!


E Obama com isto?


Será que veio só ganhar dinheiro ou
porque quer defender um projeto democrático
e participativo como foi seu governo?

Um aspecto interessante desta visita comercial de Obama é que os empresários brasileiros devem ter pago uma bolada para assistir à palestra do primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos.

Quando teremos um presidente negro no Brasil?

Será que os brancos deixarão isto acontecer?

A primeira mulher a ser eleita presidente do Brasil não acabou o mandato.
Foi derrubada pelos homens golpistas e reacionários.

Obama, seja bem-vindo e venha mais vezes.

Precisamos estimular os brasileiros a fazer uma grande política de inclusão dos negros na vida brasileira. Afinal, os negros são a maioria da população brasileira.

Já quanto à nossa Democracia, não sei se Obama pode ajudar muito...

Obama é mais para o "yesman" do que para o denunciador das injustiças.

Obama precisa aprender com o Papa Francisco.

O mundo precisa de mais gente como o papa.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

"Vou te matar!" e "Mato quem delatar"

A morte anunciada do "brasileiro cordial"

Primeiro apareceu a fala de Aécio
dizendo que quem delatasse merecia morrer. Esta gravação era de um senador, presidente nacional do PSDB e candidato a presidente da República, que quase ganhou as eleições. E, se o ameaçado aparecer morto?

Depois houve o acidente onde estava um ministro do STF
que não rezava a mesma cartilha dos golpistas. Para os que controlam a situação "foi uma fatalidade", o ministro foi substituído por um profissional da política paulista.Coisas do destino...

Agora aparece com destaque no Estadão de hoje os seguintes diálogos:


"Saud, VOU TE MATAR", avisa aos gritos Funaro.

"Saud, TAMBÉM VOU TE MATAR", faz coro do aviso, o ex-ministro Geddel.

"Cala boca, seu gordo", responde Saud a Geddel.

Este bate boca não acontece no parlamento, nem no palácio do Planalto, nem no páteo do colégio, nem no bar da esquina, tudo isto está acontecendo no presídio da PAPUDA, em BRASILIA!

O estranho é que estes diálogos aconteçam e a imprensa tenha acesso e divulgue como se fosse "folclore". E se a morte se concretizar, quem serão os responsáveis? Lembram do filme "Quem matou Lúcio Flávio". Quantas pessoas já morreram dentro dos presídios brasileiros, somente este ano?

Agora vejam a notícia do Estadão:


"Na prisão, Geddel, Saud e Funaro trocam ofensas

A prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, do operador, Lúcio Funaro e de RICARDO SAUD, da JBS, tem provocado uma sessão de GRITARIA NO PRESÍDIO DA PAPUDA, em Brasília, onde estão recolhidos (PRESOS).

Segundo relatos, (De quem???), Funaro aguarda o fim do banho de sol e antes de voltar para a cela manda aos gritos recado para Saud, preso do outro lado.

"Saud, vou te matar", ATERRORIZA o delator que o entregou.

Do seu lado do muro, Geddel faz coro: "Saud, também vou te matar".

Saud devolve as provocações, mas só para Geddel. "Cala boca, seu gordo!"

Observação do blog:


E pensar que o brasileiro era cordial até o governo Lula.

Bastou eleger uma mulher presidente da República,

e os machos perderam a postura, viraram a mesa,

dando mais um golpe contra a Democracia no Brasil.

Agora, a morte é anunciada dentro dos presídios


e divulgadas na imprensa que patrocinou o golpe.

Triste, Brasil! Já escrevia Gregório de Matos.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Briga entre os Poderes?

O Judiciário está se colocando acima do Legislativo e do Executivo.

Vivemos com um presidente ilegítimo, desacreditado e não reconhecido pela ampla maioria da população. Se vivêssemos num sistema parlamentarista o governo já teria caído e seriam convocadas novas eleições. E a vida continuaria normalmente...

Como vivemos num sistema presidencialista, o defunto está no Palácio e ninguém tem coragem de enterrá-lo. Ficará lá até as eleições do ano que vem. Tudo isto para passar uma imagem de constitucionalidade. Tudo isto para manter uma farsa...

Por que o Judiciário está se sobrepondo ao Legislativo e ao Executivo?


Porque o Judiciário está servindo para executar, sem ter esta função constitucional, as mudanças que os empresários golpistas exigiram para dar o golpe contra Dilma e seus eleitores. A direita neoliberal, derrotada várias vezes nas urnas, decidiu dar mais um golpe no Brasil e para isto comprou os parlamentares mercenários e conservadores, da mesma forma impôs um parlamentarismo presidencialista, sob o mando dos empresários e orientados pela imprensa. O próprio judiciário está subordinado à imprensa e suas forças ocultas.

Por que o Senado subordinou-se ao Judiciário
no caso de Delcídio e não quer subordinar-se no caso de Aécio?

O crime de Delcídio foi deixar-se gravar enquanto negociava suposto apoio para o preso evadir-se e fugir para o exterior; enquanto o crime de Aécio foi "vender-se" por dois milhões de reais e ameaçar matar quem o delatasse. Tudo isto gravado por Wesley da JBS.

No caso de Delcidio o Senado foi rápido e servil. Por que? Porque Delcidio era do PT...

No caso de Aécio, além de ser do PSDB - partido chefe dos golpistas - foi candidato a presidente da República e é parente de Tancredo Neves. Se preso, sujaria o nome da família...

Além da família de Aécio ser Neves, os juizes também apoiaram o golpe contra Dilma, além de serem os operadores da destruição da imagem de Lula e do PT. Como os políticos golpistas não têm autoridade para acusar ninguém, a direita golpista combinou o jogo entre o judiciário, a imprensa e o mundo financeiro...

Apesar de todo poder do Judiciário e da Imprensa,
o povo já percebeu que tudo isto é uma farsa que transforma meias verdades e tragédias infinitas e escondem os mesmos problemas quando envolvem os golpistas, os tucanos e até mesmo membros do judiciário.

Para o povo, o melhor seria fechar tudo,

constituir um Comitê de Transição para convocar Eleições Gerais e a elaboração de uma Nova Constituição com regras duras contra corruptos e corruptores. São 35 partidos políticos mancomunados num sistema eleitoral e partidário de autoproteção e a custos imensos, enquanto o povo ganha pouco e não tem acesso aos privilégios dos políticos, do judiciário e dos megaempresários.

Antigamente chamavam este quadro acima de "briga de brancos"
, onde o povo, e principalmente os escravos, não deveria se meter. Era disputa entre os aristocratas corruptos, mas detentores do poder nacional.

Ainda temos tempo de retomar a Primavera Brasileira...

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Unilever compra Mãe Terra

O Brasil continua à venda

Os produtos da Mãe Terra estão entre os melhores no mercado de produtos naturais. Além dos produtos, a empresa prima pela qualidade das embalagens e pelo marketing. Somos consumidores antigos destes produtos.

Hoje formos surpreendidos com a notícia de que a empresa foi vendida à Unilever por 100 milhões de reais. Ou 25 milhões de Euro, ou ainda quase de 30 milhões de dólares.

É sempre uma tristeza ver as empresas brasileiras serem vendidas aos estrangeiros. Ficamos com a impressão de que os empresários brasileiros são imediatistas. Criam empresas, crescem e depois vendem ainda na primeira geração. Poucas empresas chegam a um século de vida.

O quê faz com que os empresários brasileiros sejam tão imediatistas?

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Tragédias e política

Onde vamos parar?

1 - Americano mata em plena festa

Uma pessoa mata ao menos 59 pessoas a tiros nos Estados Unidos. Uma cena que acontece quase todos os anos. Será que já não é hora de os americanos discutirem o fim da liberação de compras e uso generalizado das armas de fogo nos Estados Unidos?

Sempre defendi que armas devem ser de uso exclusivo das Forças Armadas e que os assaltos a mão armadas, o bandido deve ser severamente punido.

O Brasil continua com a liberdade do uso de armas inclusive o contrabando generalizado tanto para uso dos bandidos como de pessoas aparentemente normais.

Os Estados Unidos já tiveram seu tempo de glória das famílias armadas para enfrentar as dificuldades da vida.


2 - Quem matou o reitor?

Já no Brasil, um reitor de universidade suicida-se em pleno shopping como forma de protestar contra a prisão abusiva. O Brasil continua sendo uma terra de ninguém, onde todos atacam todos e todos ficam com medo. Estamos num processo de barbárie acelerada...


3 - A Folha imita a VEJA

Enquanto os abusos continuam, tivemos um dos dias mais vergonhosos da imprensa brasileira. Quem viu a manchete do jornal Folha de São Paulo teve vergonha de ser assinante ou leitor. Que a Folha foi a favor do golpe de 1964 já é notícia velha. Que a Folha foi a favor do golpe de 2015 também todos já sabem, mas que a Folha faça o mesmo que a revista VEJA, esta é a grande novidade. Em surto de fascista, a Folha conclama com destaque à prisão de Lula.

Sinais dos tempos...

Notícia boa mesmo, foi ver o Vitória ganhar do Botafogo e o Bahia empatar na Fonte Nova. Ambos saindo da zona de rebaixamento. Até o São Paulo também saiu do rebaixamento.

O campeonato está começando a ficar interessante!

domingo, 1 de outubro de 2017

Barcelona: Nada será como antes

Violência espanhola contra o plebiscito

Como se previa, o governo da Espanha, apoiado pelo judiciário espanhol, mandou tropas para tentar impedir o plebiscito da Catalunha.

Mesmo com a violência, o povo catalão foi votar e optar por sua autonomia total em relação à Espanha.

Os governos dos países europeus acompanham os fatos com apreensão. Os Estados Unidos, que historicamente e por influência inglesa sempre foi contra a Espanha, também se cala.

Quando eram os povos do entorno da Rússia, os países da OTAN e os Estados Unidos apoiavam abertamente a independência destes povos e regiões de países. Foi assim com Kosovo, Bósnia, Armênia e tantos outros. Com os curdos e com os catalães estes países se calam. São democratas de conveniência...

Até no futebol o plebiscito interferiu. O jogo do Barcelona está se realizando com os portões fechados. Mas os jogadores do Barcelona se posicionaram a favor da autonomia.

Nada será como antes...

sábado, 30 de setembro de 2017

Barcelona enfrenta Madri por independência

Rivalidade de longa data

Regime de Franco alargou as fraturas entre Barcelona e Madri, que agora estão fundas

Gilles Lapouge, Correspondente / Paris, O Estado de S.Paulo
30 Setembro 2017 | 05h00

O Barça, um dos maiores times de futebol do mundo, tem seu estádio, o Camp Nou, na capital catalã. Nos últimos dois anos, cada vez que o Barça joga, ocorre o seguinte: quando o relógio da partida marca 17 minutos e 14 segundos, um furor sacode o estádio e um imenso rugido sobe aos céus, acompanhado de slogans independentistas. São os torcedores comemorando a convocação pelo governo da Catalunha, presidido por Carles Puigdemont, do referendo pela independência catalã, marcado para amanhã. A convocação continua valendo, apesar da reação irada do governo chefiado por Mariano Rajoy.

E por que as manifestações começam exatamente aos 17 minutos e 14 segundos do jogo? Porque esse ritual remete a uma grande data histórica: em 11 de setembro de 1714 (daí os 17 + 14), no fim da Guerra da Sucessão da Espanha, as forças de Madri derrotaram as de Barcelona, dando a vitória aos Bourbons e pondo um fim brutal aos arrancos independentistas do grande porto catalão.

Nesse dia de luto, a Catalunha faz sua festa nacional, o que não deixa de ser meio bizarro – na maioria dos países, as datas nacionais costumam evocar vitórias. Barcelona comemora uma derrota, como para manter a sede de vingança que os catalães têm dos madrilenhos, ou castelhanos. Por aí se vê que o confronto entre Madri e os catalães não é uma explosão momentânea de cólera. A rivalidade é mais antiga que a existente entre o Barça, e seu arquirrival, o Real Madrid.

Já de início, a geografia separa as duas cidades: Madri, a capital dos reis, está no centro do país, em terras difíceis de lavrar. Barcelona, terra de pescadores, camponeses e comerciantes, fica de frente para a França, a Itália, a Grécia, a África. A Catalunha é muito mais rica que as terras áridas de Madri e do restante da Espanha. Ao longo da história, esses velhos antagonistas de orgulhos feridos conheceram momentos de tensão e calmaria.

O regime ditatorial de Francisco Franco alargou a fratura entre as duas regiões. Franco não gostava dos catalães – intratáveis, democratas (às vezes anarquistas) e, com frequência, revoltados. E os catalães alimentavam as diferenças. Eles insistiam e insistem, por exemplo, em não falar castelhano. Franco torceu o nariz e proibiu a língua catalã.

Foi uma péssima ideia. Eu, se por desgraça um dia vier a ser ditador, não tocarei na língua de meus adversários. A língua é sagrada. Afrontá-la é o melhor meio de se provocar uma revolta. Os catalães, que mostraram um grande heroísmo na Guerra Civil de 1936, desde então acusam os madrilenhos de serem cúmplices de Franco, o que é mentira. Foi em toda a Espanha que se desenvolveu uma resistência heroica, no fim vitoriosa, contra o franquismo.

Há uma dezena de anos que a impaciência independentista dos catalães não para de se renovar. O status de autonomia que Barcelona obteve não bastou para acalmar os grupos mais resolutos. Desde 2012, vemos renascer a festa do 11 de setembro, a Diada, como fator de reagrupamento dos independentistas. Um status de autonomia extremamente avançado chegou a ser concedido à Catalunha em 2006. Infelizmente, foi anulado pelo Supremo espanhol. A partir de então, os sobressaltos se sucederam. Mas o capítulo mais tenso pode ocorrer amanhã.

É preciso dizer que o poder central nada fez de concreto para acalmar os ânimos. Por cálculo ou por tolice, Rajoy, querendo apagar o incêndio, só fez atiçá-lo. Declarou o referendo inconstitucional, como confirmaram todos os tribunais constitucionais. Mas ele foi mais longe. Tentou sufocar a consulta, torná-la impraticável.

Todas suas medidas se mostraram vãs, mas aqueceram os ânimos. E Puigdemont não recuou. Sua resolução é total. Dá para medir sua força e sua vontade ao se examinar os três partidos que se associaram para o plebiscito: o de Puigdemont, o Partido Democrata Europeu Catalão, conservador de direita; o partido Esquerda Republicana Catalã, e a Unidade Popular, de esquerda radical. São três sensibilidades incompatíveis, mas que deixaram de lado os antagonismos para se unir contra Madri.

Pode-se prever o resultado? Se formos tomar por base Barcelona, com seu festival de cores da propaganda eleitoral, o agito de suas esquinas e cafés, acharemos que o campo da independência vai ganhar de lavada. De fato, os independentistas, talentosos, ruidosos, bons oradores, reduziram os adversários ao silêncio. Mas, segundo pesquisas e jornais, a disputa será bem mais equilibrada do que aparenta.

Há muitos catalães adeptos do centralismo de Madri, os “jacobinos”. Outros, embora tentados pela independência ou autonomia, temem que um “sim” num referendo proibido por Madri tenha efeitos catastróficos, talvez fatais.

Uma consequência o referendo já trouxe, bem lamentável: levou a cizânia ao coração das famílias. Algumas estão fortemente divididas. A jovem põe a língua para o avô, a mãe puxa os cabelos do marido, o sobrinho expulsa o tio com um chute no traseiro, o bebê rejeita tomar a mamadeira. Santo Deus! É uma situação bastante interessante para estudo, mas lamentável dentro da ordem política.

E não subestimemos o impacto internacional do drama catalão. Com sua pretensão, essa província espanhola não está sozinha na Europa. A Escócia, uma parte da Irlanda, a Liga do Norte, a Bélgica flamenga, os bascos espanhóis e franceses, os catalães da França e outras minorias também querem levantar voo. É verdade que o separatismo existe desde que o mundo é mundo. Mas no mínimo é preciso admitir há alguns anos ele vem se multiplicando, ganhando intensidade.

Quem poderia imaginar que a tendência de reaproximar povos e construir grandes blocos transnacionais, como a União Europeia, assustaria minorias e etnias e, na ânsia de unir, acabaria por multiplicar as fraturas? Se eu fosse um funcionário de alto escalão de Bruxelas nomearia uma comissão multiétnica para tratar do assunto. A “volta da nação”, no imaginário e no real, talvez marque os próximos anos. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ
É CORRESPONDENTE EM PARIS

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Jovens e Negros são os mais prejudicados com a crise

O Valor viu os jovens, não viu os negros

Costumo ler todos os fins de semana o caderno EU&fim de semana, do jornal Valor. A capa para este fim de semana está cheia de fotos de jovens e o título é:

"A crise tem rosto de jovem"

O tema da capa saiu como primeira reportagem, dando grande importância.
Já a entrevista principal é com Rodrigo Maia,
presidente da Câmara e membro do DEM, partido herdeiro da Arena e do PFL.
Como se uma coisa não tivesse nada a ver com a outra.

Quando fui ver a matéria sobre "A juventude encalacrada",
surpreendeu-me que nas fotos de São Paulo, os jovens eram todos... NEGROS.

Surpreendeu-me mais ainda o fato de eles serem negros não ser apresentado na matéria. Ato falho?

São jovens que estudaram, fizeram faculdade, viveram o boom do Real e dos governos Lula-Dilma, e agora estão vivendo o drama da crise econômica do governo ilegítimo de Temer e seus aliados golpistas. O sonho acabou?

"Além de moradores de periferia de grandes metrópoles e da energia própria da juventude, os dois compartilham com tantos outros uma mesma história:

Estudaram, se prepararam, mas o mercado de trabalho lhes fechou as portas."


Além da redução da renda familiar, há o desemprego e a redução do faturamento, quando são microempreendedores.
"Enquanto a perda de renda do trabalho da média da população foi de 1,77%, entre 2015 e o primeiro trimestre de 2017, a dos mais jovens, entre 15 e 19 anos, caiu 10,94%.

O jornal diz: "A cara e o endereço: NA PERIFERIA."

"Esta crise está jogando fora uma geração. Tivemos em 1980 uma década perdida, agora vamos ter outra", afirma José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas.

No final da terceira página da reportagem, aparece pela primeira vez a palavra NEGROS.
"Segundo o estudo do Observatório de Favelas, do Rio, que fez pesquisa sobre os últimos números do índice de homicídios de adolescentes, apurados em 2014, isto nas cidades com mais de 300 mil habitantes,

"os homens correm um risco 13 vezes maior de serem vítimas de homicídio do que as mulheres e OS NEGROS têm uma probabilidade quase três vezes maior que a média".

No final da reportagem que aborda os jovens da periferia em São Paulo,
há um belo relato da advogada Monique Godoy.

Monique trabalhou em um banco, estudou na Unifiel de Osasco, sem precisar de cotas. Passou na OAB, entrou num grande escritório, onde trabalhava 11 horas por dia. O serviço que fazia não era o que imaginava da advocacia. Pediu demissão e tentou ganhar a vida como autônoma.

Conheceu a Educafro, entidade dirigida em São Paulo pelo franciscano frei David, patrocinador de inúmeras ações públicas e judiciais relacionadas a cotas e à inclusão social.

Agora Monique está começando a organizar UM COLETIVO DE MULHERES NEGRAS
e quer fazer um documentário sobre protagonismo dos NEGROS na mídia.

E assim, no final da matéria, aparece o assunto negros pela segunda e terceira vez.

Continuo gostando muito do jornal Valor, mas esta prioridade em ver apenas jovens enquanto jovens da periferia e não registrar que, além de jovens que moram na periferia, eles e elas são negros e negras, me incomodou muito.

No Brasil a maioria da população é negra e as mulheres são maioria em relação aos homens.

Já é hora de todos nós aceitarmos esta realidade e contribuir para que todos sejam iguais perante a lei e perante a vida.

Novos países e nova economia

O mundo em transformação

De vez em quando o mundo passa por choques econômicos, políticos e sociais, tendo como resultado novas formas de estruturação da economia e da sociedade. Curiosamente as grandes mudanças aparecem mais no início dos séculos. Talvez em função das expectativas que mudar de século ou de milênio trás.

Em 1914,
a Europa começou uma guerrinha que transformou-se numa guerrona e teve como consequência o fim da hegemonia monaquista e a predominância de governos democráticos, presidencialistas ou parlamentaristas. Os Estados Unidos já se transformava no mais importante país do mundo.

Em 1917, com a Revolução Russa,
o mundo entrou em pânico e os países ocidentais se juntaram para impedir que a revolução se consolidasse e serviço de exemplo para os trabalhadores do mundo. Depois de muita guerra, a Rússia derrotou os invasores e seus aliados internos. Morreram mais de sete milhões de russos.

O mundo, sem ter derrotado a Rússia, apressou-se em ceder direitos aos trabalhadores. O capitalismo reconheceu que o mercado deveria contar também com os milhões de trabalhadores como mão de obra e como consumidores. A democracia avançou, as monarquias continuaram em decadência e o mundo passou por mais um período de tensão e medo. O mundo caminhava para sua pior fase. A segunda guerra mundial...

Chegamos em 1929.


A bolsa de Nova York entrou em colapso e levou a economia europeia a bancarrota. Com a crise econômica, os governos entraram em parafuso. Perderam a legitimidade. Ainda com medo do comunismo e em função da herança maldita da primeira guerra mundial, os países foram caminhando para o fascismo e para o nazismo. Os conservadores, com medo dos trabalhadores, aliaram-se direta e indiretamente aos nazistas. Mas os nazistas não queriam autonomia dos povos nem liberdade, os nazistas queriam construir o seu império, queria substituir a Inglaterra...

Mas o século XX já não era igual ao século XIX, a Inglaterra, mesmo em crise econômica, conseguiu liderar a resistência aos nazistas. A França blefou e passou vergonha. Já não era mais a França de Napoleão. Os conservadores e o mundo viram a destruição nazista matar milhões de pessoas e transformar outros milhões em trabalho-escravo. Era preciso derrotar os nazistas.

Chegamos em 1941.

Mais uma vez, o mundo constatou a força da Rússia. Mais uma vez um louco comando tropas e países, ousou invadir a Rússia, achando que a derrotaria em poucos dias. Foi aí que o nazismo começou a perder a guerra. Com a entrada pesada da Rússia, a resistência da Inglaterra e a entrada, mesmo que tardia dos Estados Unidos, os nazistas começaram a ser derrotados em todas as frentes de batalha.

Com o fima da guerra contra o nazismo, o mundo viu o comunismo apoderar-se de metade da Europa, a Rússia ser a segunda potência mundial e viu também os países serem reconstruídos e os povos espalharem-se pelos continentes. Finalmente, surgiu o Estado de Israel. Mas o mundo continuou tenso com a guerra-fria.

A economia mundial entrou em transformação profunda, modernizando-se e melhorando as condições de vida da população da Terra. Era a globalização em sua plenitude. Ninguém estava mais sozinho. Nenhum país poderia isolar-se.

Chegamos em 1980
e desta vez quem entrou em colapso foi a economia "comunista", implodindo o sistema soviético e deixando o mundo sob controle quase que absoluto dos Estados Unidos. Antes disto, com medo dos russos, chineses e americanos fizeram uma aliança que levou a China a transformar-se na principal economia do mundo no século XXI. O feitiço virou contra o feiticeiro. Os Estados Unidos, aos poucos, vai perdendo sua hegemonia...

Chegamos a novo milênio e novo início de século. Estamos em 2017...


2017. Um século da revolução russa.
2017. Os países do leste europeu agora são capitalistas e conservadores.
2017. Os povos que não tinham países conquistaram sua autonomia.
2017. Povos que ainda lutam por sua pátria começam a conquistá-la. Armênia, Moldávia, Bósnia...
2017. Os curdos fazem seu plebiscito e 93% dizem que querem sua Pátria!
2017. Barcelona lidera o plebiscito por autonomia da Espanha.

2017. O mundo nunca viu tanto consumo, bilhões de automóveis, aviões e aeroportos lotados, medicina que cura quase tudo, populações locomovendo-se em trens de alta velocidade. Os chineses são os novos turistas do mundo e os alemães finalmente conseguiram ser reconhecidos como o país mais importante da Europa.

E já estamos nos últimos meses de 2017...


Como serão os próximos anos???

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Um dia de muitas notícias

Fatos relevantes para reflexão

1 - Querem acabar com filosofia e política nas escolas e obrigar os alunos a terem aulas de religião. É o Brasil voltando ao tempo da Inquisição e da ignorância. E, o pior é que contam com o apoio de juízes do Supremo! De supremo não tem nada...

2 - Uma boa notícia foi ver Mano Menezes voltar a ser campeão. Mais um que passou pelo Corinthians e voltou a ganhar jogo. Parabéns aos cruzeirenses e também aos flamenguistas que jogaram bem e perderam nos pênaltis.

3 - Voltando às notícias ruins: Senado deve rejeitar o afastamento de Aécio. E tinha gente pensando que Aécio seria preso por corrupção explícita!

4 - Abílio quer seu amigo de volta à BRF e ele pode ganhar 6 milhões de reais. E depois falam que problemas são apenas nas estatais e no serviço público. Este jeitinho já faz parte da cultura brasileira.

5 - Voltando às boas notícias: Quem viu o que Neymar fez ontem e poderia ter feito mais, ficou sentindo um orgulho dos meninos do Brasil. Isto apesar dos cartolas, dos políticos e dos governos.

6 - Outra boa notícia: Pela primeira vez, a Folha fez uma grande matéria sobre Vaccari e não falou mal dele. Demorou mas reconheceu que Vaccari está sendo condenado pela imprensa, por juízes partidarizados e por delatores que querem ser soltos e se livrarem dos processos, mesmo que tenham que mentir e acusar pessoas sem provas.

7 - Duas notícias internacionais importantes:

7.1 - Curdos no Iraque votaram pela independência. 93% da população curda no Iraque querem ter seu próprio país. Os curdos são a maior etnia sem país. Os curdos e os palestinos ainda não tiveram apoio da ONU para terem seu país. A população curda passa de vinte milhões, enquanto há vários países com menos de cinco milhões de pessoas.

7.2 - A Catalunha pode virar um país? Com 7,5 milhões de habitantes, a Catalunha tem língua própria e uma história também distinta da Espanha. E a Catalunha também tem BARCELONA! A cidade mais charmosa da Espanha... e da Catalunha.

8 - Vamos fechar com mais notícias ruins no Brasil - Leilão de usinas da Cemig vende usinas aos estrangeiros. Quem mais comprou foi... a CHINA! E olhem que a China ainda se diz COMUNISTA!

9 - E quem quiser ler uma boa entrevista, vejam no Caderno Mercado, na Folha de hoje, THOMAS PIQUETTY, defender que o Brasil deve TAXAR os mais ricos e reduzir as desigualdades. Só se trocar o governo servil e entreguista de Temer.

10 - Para terminar, eu gostaria de mostrar as fotos de nossa primavera, nosso lágrimas de Cristo e nossa árvore que não sei o nome mas está florindo em grande quantidade. Ainda temos as flores, apesar do calor e do governo corrupto...

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Brasil: Sem açúcar e sem afeto

Estupros, suicídios, corrupção, assaltos, etc

As reportagens e as estatísticas mostram o crescimento da violência individual e coletiva. Estes números sempre foram escondidos, como os números sobre a escravidão e o extermínio dos índicos no Brasil. Este Brasil urbano, moderno, porém desestruturado, precisa ser conhecido e readequado. Precisamos enfrentar os desafios.

Vivemos sob o domínio do medo e da sensação de impotência.


Vivemos a constatação de desgoverno e de falta de credibilidade das autoridades. Quando já não confiamos em ninguém, ficamos esperando os messiânicos, os bonapartistas e os salvadores da pátria.

Crianças e jovens que se suicidam;
Mulheres que são estupradas e agredidas.

Idosos que são assaltados em pleno dia;
Casas que são invadidas por ladrões.

Histórias de políticos corruptos que continuam governando;
Brigas de quadrilhas pelo controle dos morros e do tráfico.

Professoras agredidas nas escolas;
Escolas que agridem os pais com os aumentos abusivos.

Juízes que se sentem acima da lei;
Imprensa que se sente acima de todos.

Com o aumento da crise governamental;
aumentam também as crises individuais e familiares.

Aumentam os divórcios, aumentam as pessoas carentes;
Aumenta o desemprego, aumentam as crianças fora das escolas.

Aumenta a impunidade, aumenta a justiça pelas próprias mãos;
Aumenta a corrupção, aumenta o descrédito na política e nos políticos.

O mundo moderno, com mais liberdade para as crianças e adolescentes,
com os direitos iguais entre gêneros e etnias, ajuda a incluir as pessoas na sociedade, com o aumento dos direitos e da liberdade individual, as carências e as necessidades também aumentam.

A superação dos problemas do mundo moderno passa pelo apoio às pessoas e também por políticas públicas.

Aos poucos as pessoas com mais de 60 anos serão maioria da população.
A vida para estas pessoas precisa ser repensada,
ser atualizada nos seus direitos e nos seus deveres.

O Brasil passa para uma implosão de valores individuais e coletivos.


A angústia também é individual e coletiva.
Sozinhos não encontraremos respostas para tudo.
Coletivamente poderemos minimizar o sofrimento.

Para adequar este novo Brasil, precisamos repensar tudo.
Para responder a tantos problemas, podemos começar por uma

NOVA CONSTITUIÇÃO
com os constituintes eleitos pelo povo.


Um novo Brasil é possível!

Assim superaremos esta fase "sem açúcar e sem afeto".
Ainda como canta Chico Buarque: O quê será que será????

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Zé Dirceu, Aécio, Palocci, Vaccari e tantos outros

A ditadura de toga pode ser pior do que a militar

A justiça julga e condena quem quer e como quer.

A imprensa comemora e dá ampla cobertura às prisões...

Juízes e procuradores semeiam a desconfiança contra todos e entre todos.

Já não podemos acreditar nem sequer nos juízes e procuradores...

Zé Dirceu é condenado por processos "montados"
e a partir de delações premiadas ou torturas de presos, mesmo que engravatados e milionários. Foram presos e torturados...

Aécio Neves, que podemos chamar de "chefe de quadrilha",
que ameaça de morte os dissidentes e delatores de seus comparsas, pode até ser afastado do mandato, mas não pode ser preso. Talvez em homenagem ao grande político Tancredo Neves. Este sim, sabia fazer política...

Palocci continua delatando a todos e a todas.

Não chegou a apanhar na prisão para dizer o que os torturadores queriam dele. Falou, delatou, inventou, copiou e entregou motivos por assuntos que só saberemos com o tempo. Ainda não delatou os banqueiros que doaram pelo caixa 2 e outras coisas mais...

Vaccari foi absolvido, por maioria, pela 8a. Turma, por insuficiência de provas.
Esta é a SEGUNDA DECISÃO do TRF-4 que ABSOLVE Vaccari.

Os ladrões e corruptos confessos foram soltos
, principalmente se forem do PMDB ou do PSDB.
Já Vaccari, ainda não conseguiram nada, absolutamente nenhuma prova contra ele e sua família.

Mas ele é mantido preso.


Qual o crime Vaccari cometeu?
A única acusação verdadeira contra Vaccari
é que ele foi ser TESOUREIRO DO PT.

Ser tesoureiro de um partido legalizado,
com as contas aprovadas pelo TSE,
é o suficiente para ser criminalizado e detido?

Em qualquer país democrático, isto jamais aconteceria...

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Extrema-direita ofusca vitória de Merkel na Alemanha

Merkel vence e direita radical surpreende

Por Assis Moreira, jornal Valor, 25/09/2017

No início da tarde de ontem, o popular jornal alemão "Bild" alertava para um "Wahlbeben" (terremoto eleitoral) no rastro da campanha eleitoral mais tediosa da história recente da Alemanha. Horas depois, Angela Merkel tinha a confirmação de seu quarto mandato como primeira-ministra da Alemanha, mas com algumas advertências.

Seu partido, a conservadora União Democrata Cristã (CDU), obteve o pior resultado desde 1949, com cerca de 33% comparado a 41,5% em 2013, por exemplo. Foi pior para o Partido Social Democrata (SPD), parceiro menor na coalizão com Merkel, que fez campanha centrado em justiça social e amarga o pior resultado de todos os tempos com cerca de 20% dos votos ante 25% há quatro anos.

Já a extrema-direita, com o Alternativa para a Alemanha (AfD), entra no Parlamento (Bundestag) pela primeira vez em 50 anos com uma campanha anti-imigração e antieuro. O descontentamento dos menos beneficiados pelo sucesso econômico alemão e temerosos da globalização jogou 22% de votos para os extremos (13% para o AfD e quase 9% para A Esquerda).

A maioria dos alemães votou como previsto, pela estabilidade e uma certa segurança de uma continuidade que tem dado bons resultados. Mas o novo cenário político antecipa tanto uma dificuldade para Merkel montar a coalizão para governar a maior economia da Europa nos próximos quatro anos, e uma contestação muito mais dura no Parlamento.

O sentimento entre analistas é de que a grande coalizão dos dois grandes partidos (CDU e SPD) não deve sequer se repetir. A política centrista dos anos Merkel acabou estimulando e jogando mais opositores para extrema-direita.
Dirigentes do próprio SPD, previsivelmente chocados com o resultado, nem querem ouvir falar no momento em nova grande coalizão, e preferem voltar a ser o grande partido da oposição.

"Não podemos ter um partido de extrema-direita liderando a oposição na Alemanha, portanto... vamos para a oposição", disse ontem o líder socialdemocrata Martin Schulz, referindo-se a possibilidade de o extremista AfD se tornar a maior força de oposição no país, podendo até mesmo ter a presidência da Comissão do Orçamento. "Nosso papel é bastante claro: somos o partido de oposição."

Com o grande número de assentos que obteve no Bundestag, obtendo a terceira maior bancada, o AfD vai poder contratar uma equipe de quase 400 pessoas, dispor de cerca de € 30 milhões de fundos públicos e de uma visibilidade sem precedentes na mídia. Um de seus líderes, Alexander Gaulard, deflagrou imediatamente a guerra contra Merkel:

"Vamos caçar Merkel, vamos retomar nosso país e nosso povo".

Criado há quatro anos como oposição econômica ao socorro a países do sul da Europa, o AfD progressivamente se tornou mais extremista, nacionalista e xenófoxo, mesmo com instinto neozanista, como diz o "Handelsblatt", jornal de economia alemão.

Além de antieuro e anti-imigração, o AfD contesta mesmo o fundamento da democracia, tenta reavivar uma certa identidade da Alemanha, questiona a economia social de mercado e a abertura para o mundo. Cerca de 70% de seus apoiadores são homens, com pouca instrução ou qualificação profissional.

A Alemanha, locomotiva da Europa, crescerá no próximo ano acima da média da zona do euro. O índice de confiança das empresas atingiu o maior nível em seis anos e meio, recentemente. A indústria manufatureira vai bem, as exportações continuam fortes.

Merkel sabe que poderá ter de acelerar a promessa de devolver parte dos € 24 bilhões de superávit do orçamento, na forma de cortes nos impostos nos próximos quatro anos, e também com mais gastos públicos em infraestrutura - como na economia digital.

Além disso, a crise dos refugiados continuará no centro da agenda política alemã e europeia. Merkel falou pouco sobre o tema, durante a campanha. Mas o AfD fez do tema o seu cavalo de batalha e isso vai pesar igualmente na eleição do Parlamento Europeu de maio de 2018.
Recentemente, Merkel deixou claro que os países que não respeitam as quotas de atribuição do direito de asilo na União Europeia (UE) poderão ver cortes na ajuda europeia em outros setores.

Ou seja, se não há solidariedade em torno da migração, não deve haver em outras áreas, numa advertência a países como Polônia, Hungria e República Checa, que recebem bilhões de euros como membros da EU, mas se recusam receber o número determinado de migrantes. A Hungria tem sido particularmente dura na oposição à política migratória europeia, recusando aplicar o plano de Bruxelas de partilha dos requerentes de asilo que chegam pela Itália e Grécia.

Depois da eleição de Emmanuel Macrom na França, cresceu o otimismo sobre o futuro da Europa. Iniciativas franco-alemã são consideradas centrais para dar um novo ritmo nas reformas na Europa.

Mas antes é preciso saber qual coalizão Angela Merkel vai poder formar para governar. Está claro que a defesa por reformas seria mais forte sob uma coalizão CDU/SPD, enquanto um governo entre a CDU e o Partido Democrático Liberal (FDP) deve focar mais em disciplina fiscal.

Certo é que os rumos da integração europeia dependerão crucialmente de Berlim e Paris. Macron defende uma forte convergência fiscal e social na zona do euro e apresentará amanhã suas propostas de reforma. De seu lado, Merkel apoia a ideia de um ministro de Finanças da zona do euro, mas seu papel na visão alemã difere daquela dos franceses.

A Alemanha e a França vão pesar também sobre o projeto da Comissão Europeia em torno de uma Europa com várias velocidades, na qual alguns países poderiam avançar mais rapidamente na integração do que outros mais céticos.

A expectativa é de que o novo governo alemão seja confirmado antes da cúpula de dezembro dos líderes da UE. Isso daria tempo para os outros países europeus aprofundarem o debate sobre as negociações do Brexit (saída do Reino Unido da UE), incluindo questões de direitos dos cidadãos europeus e o custo da fatura do divórcio.

Outra negociação na Europa na qual Angela Merkel, como a mais poderosa dirigente do continente, terá muito peso, é sobre a integração da defesa do mercado comum.

O presidente americano Donald Trump não cessa de criticar os europeus por gastar menos de 2% do PIB na defesa e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan, a aliança militar do ocidente). Líderes europeus dizem que a integração da defesa continuará, incluindo um fundo de € 5,5 bilhões.

domingo, 24 de setembro de 2017

Angela Merkel governa por 16 anos

Por que ela pode e Lula não pode?

Nossa imprensa, desde que perdeu o pudor e saiu do armário, assumindo seu lado golpista e antidemocrática, não se cansa de elogiar o que ela acha certo e criticar o que acha errado. Só não pode querer arvorar-se como democrática.

Eu fui favorável à Lula ter um mandato de intervalo e depois voltar a ser candidato para dar continuidade ao seu trabalho. Diariamente nossa imprensa bombardeou a proposta, estimulando até que Dilma tivesse o segundo mandato como forma de enfraquecer os governos petistas e voltarem ao poder.

Quando falamos em imprensa conservadora e antidemocrática, obviamente estamos também falando do PSDB e também de parte significativa do judiciário. Se o PMDB passa a imagem de corruptos e mercenarios, o PSDB e o judiciário passam a imagem de entreguistas das riquezas nacionais e vendedores da soberania nacional. Além da destruição do Estado mínimo.

Nunca na história deste país se viu um governo tão desmoralizado como este.

Qual é o limite para o Brasil e para o Povo?

Lula não disputou em 2014 porque não quis.

Agora, quer disputar em 2018 e os golpistas não querem deixar.

Não querem deixar o povo decidir.

Estão com medo do Povo.

Por que a Alemanha pode ter Democracia e o Brasil, não pode?

sábado, 23 de setembro de 2017

A primavera chegou!!!!

Apesar do cálor, as flores estão chegando...

Vejam alguns exemplos.











Com o calor da primavera, as folhas e as flores do pé de Lágrimas de Cristo começam a brotar. Aos poucos ficarão lindas...

Já o pé de Jabuticaba começa a ficar carregado de flores. Logo logo teremos jabuticabas. Lindas jabuticabas.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Petrobras quer desmoralizar funcionários

Diretoria da Petrobras quer destruir direitos dos funcionários

Segue resumo da proposta apresentada pela Direção da Petrobrás e subsidiárias a FUP - Federação Única dos Petroleiros em 21/09.
Principais pontos da proposta apresentada pela Petrobrás e subsidiárias:

• Reajuste salarial de 1,73% no salário básico e na RMNR

• 0% de reajuste para os Benefícios Educacionais

• Redução de 50% para as Horas Extras e dobradinhas (extra-turno)

• Redução do pagamento das horas da troca de turno. O pagamento será limitado a 15 minutos. Se o tempo for de até 10 minutos, não será mais remunerado.

• Fim do recebimento do auxílio almoço no contracheque. A empresa propõe a migração obrigatória para o Vale Refeição/Vale Alimentação

• O valor do Auxílio Almoço não será mais considerado no cálculo da Gratificação de Férias e do 13º

• Reajuste de 34% para a tabela de Grande Risco da AMS

• Fim da Gratificação de Campo Terrestre

• Fim do Adicional do Estado do Amazonas

• Fim do Benefício Farmácia, que será substituído por um programa de acesso limitado e com restrição de medicamentos

• Fim do Programa Jovem Universitário

• Implantação de uma nova modalidade de redução da jornada de trabalho do regime administrativo, de cinco para quatro dias semanais com redução de 20% da remuneração

• Redução da gratificação de férias, que passará a ser remunerada em 1/3. Os 2/3 restantes serão pagos em forma de abono

• Fim da promoção por antiguidade de Pleno para Sênior nos cargos de nível médio

• Alteração dos indicadores que compõem a metodologia do regramento para p...


Conforme declaração do Coordenador da FUP, José Maria Rangel,

os petroleiros estão abertos à negociação,
mas não podem aceitar os patamares que foram colocados,
ao propor mudanças estruturais para o Acordo,
que acabam com conquistas históricas e reduzem direitos.

E finalizou: “Quem quer paz, se prepara para a guerra”,

Fonte: FUP

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Menescal vai fazer 80 anos

No dia 25 de outubro...

Não é aniversariante em setembro, mas, por ser uma personalidade histórica da música brasileira, as comemorações começaram um mês antes. Merecidamente!

Apesar de o Estadão continuar um jornal reacionário e decadente, o Caderno 2 continua brilhante. Não sei se a Folha comeu bola ou deixou para publicar artigos mais tarde, mas o Estadão saiu na frente e está levando vantagem.

No Caderno 2 de hoje, na capa há um bom artigo de Júlio Maria, na página 6 há dois artigos interessantíssimos!

Continuação do artigo de Julio Maria -De volta aos dias de luz - outro de João Marcello Bôscoli.

Ontem, enquanto estava parado no trânsito de São Paulo, ouvi a entrevista de Menescal na Rádio Cultura. Uma preciosidade que precisa ser repetida várias vezes. Um astral maravilhoso, uma pessoa feliz e agradecida pelas homenagens.

Falar da Bossa Nova é falar do Brasil mais feliz que já tivemos. Onde você vá no mundo, você sempre ouvirá alguém tocando ou cantando Orfeu Negro, Garota de Ipanema, Wave e tantas outras músicas universais. E tudo começou no apartamento de Nara.

Nara no Japão tocando bossa nova com Menescal. Um disco simplesmente divino. Um cantinho, um violão...

Este Menescal realmente merece que o Brasil e o mundo cantem: Parabém para você...

Aniversariantes em Setembro

Muita gente especial

Talvez por terem sidos “produzidos” no período do Natal para Ano Novo, nove meses depois, no mês de setembro , há uma grande quantidade de aniversariantes.

Alguns aniversariantes são muito especiais por terem “partido” há pouco tempo.

Dom Paulo Evaristo Arns faz aniversário dia 14 de setembro. Como esquecê-lo?

Nelson Silva, nosso querido colega e amigo que viveu tantos com a gente. Também merece um destaque especial.

Augusto Campos fez aniversário dia 21. Pensei em telefonar para Lúcia mas fiquei inibido. Falar de Augusto sempre me comove. Ainda nesta semana eu dizia aos amigos que a única pessoa que sempre teve o povo e a classe trabalhadora como “a voz de Deus” foi Augusto. Ele sempre repetia: É preferível errar com o povo, do que acertar sem ele.

Meu sogro, imigrante japonês, também partiu num dia de setembro, dia 24. Um grande japonês que contribuiu muito com o Brasil.

Em setembro temos ainda dois irmãos que fazem aniversário e muitos colegas e amigos aniversariantes.
Não vou citar todos porque a lista ficaria muito longa, mas quero deixar um grande abraço para todos os aniversariantes do mês e pedir desculpas por não ter telefonado para todos.

E em setembro ainda temos a Primavera!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A crise chegou às Forças Armadas

Demorou mas chegou...

O silêncio que os militares vinham mantendo até agora, foi quebrado nesta semana.

O que motivou isto?

Já houve problemas com a Reforma da Previdência,

Já houve problemas com a reforma trabalhista,

Já houve problemas com os reajustes salariais,

E agora está tendo problemas com a apuração da corrupção no Brasil,

Mas tem muita gente achando que a crise piorou com a promessa dos tucanos e do governo federal em privatizar a Petrobras ou a BR Distribuidora.

Qual é o limite para os entreguistas mercenários?

Quanto custa a soberania nacional?

Para os tucanos, não custa nada, pelo contrário, eles ganham dando consultoria às multinacionais.

Já os militares, a grande maioria é de nacionalistas. E os nacionalistas defendem a Petrobras.

Agora, o último setor da sociedade que ainda não tinha entrado na disputa pelo poder nacional, os militares, entraram de alto e bom tom. Ou os governantes trabalham com seriedade e botam ordem na zona, ou os militares estarão prontos para garantir a governabilidade, a ordem e a segurança nacional.

Já deviam estar presentes antes.

O silêncio até aqui era um silêncio de consentimento com o golpe.

Voltamos a ter esperanças...

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Parlamentarismo na Alemanha e no Brasil

Ângela Merkel ficará 16 anos no poder

No poder desde 2005, Angela Merkel deverá ganhar as próximas eleições deste domingo, dia 24, completando assim 16 anos de poder. Merkel coordena a União Europeia, com 19 países e com crescimento econômico e desemprego em baixa.

Por que com o parlamentarismo na Alemanha, Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder e, no Brasil e demais países da América do Sul, o presidente não pode ficar tanto tempo no governo?

Enquanto que na Europa quase todos os países são parlamentaristas; nas Américas, quase todos os países são presidencialistas. Fruto da influência do sistema eleitoral dos Estados Unidos.

Qual sistema é melhor?

Eu sempre defendi que o sistema parlamentarista é melhor do que o presidencialista.

O parlamentarismo pressupõe que, necessariamente, quem tiver maioria no Congresso governe, isto é, quem não conseguir maioria no legislativo “não governa”. Obrigando as partes a se comporem para obter maioria ou então sendo convocadas novas eleições parlamentares.
Já no presidencialismo, o presidente eleito nem sempre tem maioria no Congresso.

Os casos mais gritantes no Brasil são os governos de Collor, de Fernando Henrique, Lula e Dilma.
Nenhum deles teve maioria no Congresso.
Todos compuseram com o PMDB e outros partidos conservadores e até mesmo fisiológicos, para não chamar de partidos corruptos... TODOS!

O povo precisa eleger Pessoas comprometidas com Programas.

E os eleitos devem executar os programas que se comprometeram. Ao ter que implementar os programas eleitorais, tanto o país ganha como todos aprendem a praticar a democracia.

Tem gente que diz que, no parlamentarismo, o povo não elege o presidente ou primeiro-ministro, mas, para os parlamentaristas, a governabilidade para implementar os programas é mais importante do que eleger um presidente de esquerda e ter que governar para a direita, ou vice-versa.

A prova de que o parlamentarismo é melhor aparece nitidamente no modelo alemão, enquanto que no presidencialismo, a experiência brasileira mostra casos de traição onde os eleitos por um programa social, derrubam a presidente e passam a implementar um governo neoliberal, entreguista e que vende a soberania nacional.

No parlamentarismo, quando se tira o presidente ou primeiro-ministro, o congresso, através da maioria, pode indicar um novo executivo, seja homem ou mulher.

E a vida continua,
sem grandes desgastes econômicos, sociais e políticos.

Precisamos ter coragem de experimentar.
A sociedade aceita o erro, o que não aceita é a omissão.


A solução do Brasil está no Judiciário?

Contra o golpe, só a Democracia Popular

Nas crises sociais e econômicas, é comum que as soluções passem por novas ditaduras. Sejam elas iniciadas através de golpes civis ou militares, mas a regra são rupturas através de golpes.

No Brasil atual, a opção foi por um golpe civil, sem a participação repressiva dos militares. Estes participaram como "avalistas silenciosos".

Passado o golpe, vem o impasse:

Como retornar ou começar o Sistema Democrático
com a participação direta do Povo? Como o Brasil vai voltar a ser uma Democracia reconhecida internacionalmente?

Da mesma forma que em 1964, o que aparentemente deveria durar alguns meses, passou por 1968 e durou mais de vinte anos, o novo golpe no Brasil ainda está muito recente, as forças políticas e econômicas ainda não se recompuseram. Todo mundo está com medo de todo mundo. Ninguém confia em ninguém. E o Povo observa ressabiado, desconfiando mais ainda...

A ditadura criada com o golpe de 1964 foi encerrada em 1985, quando definiu-se que haveria eleições diretas para presidente e também haveria nova Constituição. Com a inflação crescente e os empresários em novos patamares, criou-se um pacto social, preservando-se os bônus e os ônus da ditadura militar. Não houve ruptura para a democracia. Houve uma acomodação.

Os novos golpistas estão numa sinuca de bico:


Estimularam o empoderemento do judiciário e da imprensa, abrindo mão do poder legislativo e do executivo, deixando o país à deriva de vaidades e de "forças ocultas". Afinal, não há poder honesto no Brasil. Os poderes são compostos por pessoas. E as pessoas, para exercerem poderes, na grande maioria aceita fechar os olhos às irregularidades. As instituições e seus representantes sempre se locupletaram com a corrupção, a ilegalidade e o jeitinho brasileiro.

Os militares, em 1964, não combateram a corrupção. Combateram as reformas populares, sob o pretexto de se combater o comunismo. E para isto, o jeitinho brasileiro e americano passava por cima da legalidade... Isto faz parte da História e da composição do Brasil.

Agora surgiu um novo general Mourão conclamando o combate à corrupção.


Realmente é preciso dar um basta à corrupção no Brasil.
Em todas as instituições, publicas e privadas.
É preciso punir os corruptos e os corruptores.

O general Mourão delega ao Judiciário o poder moralizador. Este é um erro gravíssimo!
O Judiciário não tem autoridade histórica para exercer o poder moralizador do Brasil. Nenhuma instituição sozinha tem hoje esta autoridade.

Qualquer solução que não passar pela legitimação do voto popular levará o Brasil a novos impasses e a novas rupturas.

O maior problema atual é que os golpistas sabem que precisam do voto do povo para se sentir legitimados, mas estão com medo do povo. Não estão seguros de que, mesmo impondo Pacotes Eleitorais, conseguirão induzir o povo a votar em seus candidatos. Há uma imponderabilidade que afeta as definições necessárias para restabelecer a democracia no Brasil. Ainda vivemos numa profunda crise de hegemonia política, econômica e social.

Enquanto não se acertar a forma de se restabelecer a Democracia,
estaremos caminhando mais para 1968 do que para 1985.

Com generais ou sem generais.
Com o Judiciário ou apesar do judiciário.
Com a imprensa ou contra a imprensa.

É necessário restabelecer a Democracia no Brasil.


E não se iludam com as Igrejas Evangélicas partidarizadas.
A Igreja Católica já teve sua época de partidarização...

Precisamos de transparência absoluta nas instituições,
precisamos de uma estrutura de Estado simplificada,
precisamos criar mecanismos de participação efetiva do povo.

O povo sim deve ter a palavra final sobre seu governo e suas instituições.


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Janot se foi. E os outros?

Se Janot não era de confiança, quem seria?

Empresários fizeram acordos com juízes e procuradores, e estes acordos não foram respeitados;

Advogados fizeram acordos nos autos e reclamam que estão sendo ludibriados pelos juízes;

Polícia Federal invade casa de empresários em busca de documentos e dinheiro...

Políticos do PMDB são expostos como corruptos e bandidos, ridicularizando o governo Temer.
Com tantos políticos corruptos, porque só são expostos os políticos do PMDB?

Jornalistas destacam que o PMDB foi base importante nos governos petistas,
e no governo de FHC, o PMDB foi o quê? O segundo maior partido da base de FHC e do PSDB.

Então, porque escondem as histórias de envolvidos com corrupção nos governos do PSDB?

Em quem confiar: no governo? no judiciário? no legislativo?

Por isto que o povo anda silencioso, observando mas sem comentar nada.

O Povo não sabe em quem pode confiar...

Precisamos recuperar as esperanças e a vontade de participar.

domingo, 17 de setembro de 2017

Bahia e Vitória: Abraço de Afogados

A Bahia não pode deixar

O povo baiano deve tomar coragem e exigir dos times baianos que estão na primeira divisão que joguem mais futebol e saiam da zona de rebaixamento.

O Bahia tem tradição e o Vitória já teve muita qualidade para se deixarem levar para o rebaixamento.

A Bahia não pode ficar parecendo o que está acontecendo com o Brasil: tudo para baixo e muito pessimismo.

Vamos lá, Bahia!

Vamos lá, Vitória!

Ainda temos tempo de sair do rebaixamento!

sábado, 16 de setembro de 2017

Ainda temos Paris, Nova York, Roma, Istambul...

Apesar das tragédias

Ontem assistimos mais uma vez ao filme Casablanca.


Algo inesquecível, emocionante, um filme tão importante como "Os dez mandamentos", "Cidadão Kane", "Couraçado Poutenkin" e tantos outros filmes que marcaram a humanidade.

Pesquisando sobre o filme, vi que foi lançado em 1942, portanto, quando a segunda guerra mundial ainda não tinha acabado.

Um filma que fala da violência da guerra, mas que destaca a importância do sentimento, do amor, da solidariedade e dos caminhos da vida.

Não esmorecer, não abrir mão dos princípios, mesmo correndo risco de vida.

Quando olhamos para o mundo atual
, ficamos assustados com a degradação e a falta de perspectiva.

Quando olhamos para o BRASIL atual
, ficamos com vergonha do nosso país.
Em qualquer lugar as pessoas perguntam pelo Brasil glorioso e cheio de esperanças.

Os taxistas, os feirantes, os jovens, enfim, todo mundo acha que o Brasil foi tomado por ladrões, de gravata, de toga, de armas do Estado, de armas ilegais, enfim, a degeneração das instituições e das pessoas leva nosso Brasil a um impasse.

O Brasil não voltará a ser o que era...


com estes partidos,
nem com este judiciário,
nem com esta imprensa,
nem com estes "pastores",
nem com estes sindicalistas,
nem com estes estudantes,

muito menos com estes banqueiros,
e estes empresários.

Algo novo precisa ser feito,


cabendo ao Povo, na sua totalidade,
decidir o que quer do seu país.

Precisamos de Nova Constituinte,

simples, objetiva,
errou-pagou
repetiu-puniu mais duro,
acertou-valorizou

e assim todos ajudam a criar o Brasil de todos,
com todos e para todos.


Isto é DEMOCRACIA.

Fora isto:

ainda temos Paris, Nova York, Roma Istambul, Londres, Barcelona, Tel Aviv, Rio de Janeiro e todas as cidades profanas, cultas, que vivem 24 horas sem dormir e sem parar de cantar e sonhar.

O tempo passa,
e as Primaveras voltam.


As time goes by... com o sorriso lindo de Ingrid Bergman.