sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Fim das Primaveras. É Natal

Alepo, Ancara, Washington, Berlim e Brasilia

Hoje os comentaristas internacionais escrevem e falam que, com a retomada de Alepo pelo governo Sírio, fechou um ciclo de esperanças chamado "As Primaveras Árabes".

Como reflexo da guerra na Síria, o embaixador russo foi assassinado em Ancara, na Turquia. Parece até nome de filme e de livro: Assassinato em Ancara. Todos que entendem de história lembra logo do assassinato na Sérvia, do príncipe Ferdinando da Áustria. É mais uma longa guerra que começa?

A Europa vê o manto do terrorismo ameaçar as festas natalinas. Os turistas ficam com medo. Os moradores ficam com medo. O comércio cai, a crise política vira crise econômica, que vira votos radicais e assim as democracias vão sendo reduzidas.

A Europa reclama dos milhões de imigrantes muçulmanos, mas foi a Europa que apoiou os levantes pacíficos no início e armados depois, contra os governos do Oriente Médio. O curioso é que esses mesmos imigrantes não vão para os Estados Unidos. Sendo que o governo americano, tanto Bush como Obama, patrocinaram os levantes armados contra os governos árabes.

Ironicamente, as Primaveras estão virando Invernos. Inclusive na América Latina, onde houve uma fase longa de governos progressivas, que, de repente, com a crise internacional de 2008, não souberam socorrer o povo e manter a economia crescendo.

Os Estados Unidos aproveitaram-se para estimular o surgimento da Primavera Neoliberal e golpista na América Latina. A guerra suja com o uso da imprensa e do judiciário está acabando com a inclusão social e está aumentando a pobreza.

A Ásia assiste de longe todas estas turbulências. O Japão tenta voltar a crescer economicamente. A China, que já não é mais a China de Mao, agora só pensa em negócios. E dinheiro não tem ideologia. A Coreia do Sul continua disputando o mercado internacional.

E a África continua no abandono econômico e social. 
Muitos africanos estão vindo morar no Brasil.
Mas a África não pode ser apenas fornecedora de imigrantes.

Com tanta crise, a gente até esquece que ainda falta normalizar a vida dos palestinos e dos curdos. As últimas duas nações que ainda estão sem ser países próprios. A ONU continua devendo esta promessa.

No Brasil, os golpistas aproveitam-se do clima de Natal para tomar decisões contra o povo, os pobre e os trabalhadores. Principalmente contra as mulheres e os trabalhadores rurais. Desmoralizando as instituições e estimulando o ódio.

Amanhã é Natal.
Depois temos o Ano Novo

Novo em que sentido?
De Paz ou de Guerra?

Ainda bem que, depois dos Invernos, 
sempre voltam as Primaveras...

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