quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Brasil e o Mundo: De volta para o Inferno?

Por que as guerras sempre voltam?

A guerra sempre é a porta do inferno.
A Síria que o diga.

O professor inglês, Ian Kershaw, escreveu um bom livro sobre a primeira e a segunda guerras mundiais, que traumatizaram o mundo, além de reorganizá-lo. Antigamente as guerras regionais eram também chamadas de mundiais, como o Dilúvio ou as guerras púnicas ou do império romano. Afinal, para Roma, como para Londres, o mundo se acabava onde acabavam seus impérios. Isso também valeu para a China, o Egito e a Pérsia...

O título do livro do professor Ian Kershaw, editado  pela companhia das Letras, é "De Volta do Inferno".
Na apresentação do livro, o texto até parece que está falando dos dias de hoje. O quê é muito preocupante.

Vejamos:

"No verão de 1914, grande parte da Europa mergulhou numa guerra catastrófica. A geopolítica do continente foi abalada de tal forma que seus efeitos são visíveis até hoje.
O desastre traumatizou os sobreviventes, chocados com o fato de que uma civilização que se pretendia um modelo para o resto da humanidade tinha colapsado sob uma selvageria sem precedentes.

Em 1939, um conflito ainda pior teria início - uma guerra em que o assassinato de civis era parte central da estratégia e que culminou no Holocausto, com um total de 40 milhões de vítimas.

Seu vasto retrato é construído a partir de quatro eixos:

1 - Em primeiro lugar, a ascensão do nacionalismo étnico, que contribuiu para o fim dos impérios Austro-Húngaro, Otomano e russo.

2 - Em seguida, as demandas por revisão das fronteiras territoriais entre França e Alemanha, no Leste Europeu, na Europa Central e em todos os Balcãs.

3 - O terceiro eixo é o conflito de classes, à medida que os trabalhadores e o incipiente movimento socialista se insurgiam contra os patrões e a aristocracia, sobretudo a partir da Revolução Bolchevique em 1917.

4 - Por fim, a crise do capitalismo, que atingiu a Europa em cheio no início dos anos 1930, como reflexo da quebra da Bolsa de Nova York em 1929, e ajudou a preparar o terreno para o nazismo."

Estes quatro eixos acima dialogam muito com nossa realidade na Europa, com Trump nos Estados Unidos, com a nova hegemonia asiática, com a América Latina num impasse, com Israel ameaçando os Palestinos e seus protetores americanos, e com o continente africano ainda sem Estados estáveis e democráticos.

Estamos na eminência de uma Nova Ordem,
com guerras ou sem guerras?

Por enquanto, as guerras estão preponderando.

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