terça-feira, 13 de dezembro de 2016

2017 será diferente de 1917?

Prenúncios de tragédias

Ao olhar os jornais vemos notícias de tragédias em  todas as regiões do mundo. As eleições americanas jogam o país na incerteza, a mesma incerteza na Alemanha, com a mesma certeza de endurecimento na França,  que se soma com as derrotas na Inglaterra e na Itália.

Ao mesmo tempo a Ásia cresce, o Oriente Média pega fogo em guerras intermináveis e a África sucumbe na sua própria precariedade de  formas de organização dos Estados e das Comunidades.

Tudo isso sem a existência de um país ou grupo de países que consiga estabilizar o mundo econômico, político e social.

Para onde caminha a humanidade?

Em 1917 o mundo caminhava para o fim das monarquias e dos impérios diretos. Apesar das grandes guerras, o mundo renasceu mais democrático do que era antes. Apesar dos milhões de mortos...

Em 2016, às vésperas do Ano Novo de 2017, o novo ainda não deu as caras, só aparece o velho. Não por acaso estão vendendo tantos livros sobre as guerras mundiais. Comprei a ótima edição das Memórias da Segunda Guerra Mundial, de Churchill, e ganhei dois ótimos livros sobre a primeira guerra mundial: Um de David Stevenson, 1914-1918, uma caixa com quatro volumes; e o livro de Ian Kershaw, De volta do inferno, sobre a Europa entre 1914 e 1949.

Além de estudar as guerras, é fundamental que estudemos as economias. Tanto a economia chinesa, como a americana e a mundial. Para isso, além de estudar a importância do câmbio e da multinacional, temos que estudar a necessidade de um novo sistema financeiro mundial. Um bom livro para aprender sobre as mudanças mundiais continua sendo O Capital no século XXI, de Thomas Piketty.

Para concluir, é bom lembrar que em 1917, o Brasil, mesmo sendo um país atrasadinho, já enfrentava sua primeira greve geral. Isso antes da Revolução Russa de 1917. Reflexos das grandes migrações e das derrotas militares humilhantes.

A História não se repete,
mas ensina muito as pessoas.

Os poderosos de hoje,
podem virar pó em poucos dias.

Um comentário:

  1. Muito gratificante saber que um líder e militante sindical
    continua a dar importância à formação intelectual. Uma sugestão: "Pensando do século XX" de Tony Judt. Certamente você apreciará.

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