domingo, 13 de novembro de 2016

O fim do Centro e a nova era dos Extremos?

O descrédito nas Instituições e na Democracia representativa

Sem tempo de comemoração

A direita brasileira, liderada pelo PSDB, aliada dos Clinton nos Estados Unidos, ainda comemorava a vitória no Brasil quando foi acordada com a derrota de Hillary Clinton, da Imprensa e de tudo que o stablishment financeiro e político representam.

Nada será como antes. O azarão venceu!

Esta eleição americana é tão importante como foi a de Reagan, ou a revolução de Komeíne no Irã, ou a vitória de Putin na Rússia. Tudo precisa ser repensando, inclusive como a China vai lidar com o novo presidente americano.

A imprensa brasileira, que vem dando ordens aos políticos, aos juízes e promotores, de repente viu seu modelo americano cair no ridículo internacional. Aqui no Brasil, ou a imprensa reforça cada vez mais a ditadura civil criada a partir do golpe do impeachment de Dilma, ou a imprensa vai ter que rever seu papel de agente da desordem e da manipulação conservadora.

O povo não tem ideologia, o povo tem necessidades...

Com mais de 300 milhões de habitantes, os governos americanos precisam criar condições para garantir qualidade de vida para a ampla maioria do povo. Quando há fartura, há mais democracia e modernidade; quando o emprego e a comida somem, a democracia passa a ser secundária.

O Brasil, com seus mais de 200 milhões de habitantes, principalmente com a nova classe média somando-se aos que já tinham equipamentos eletrônicos, acesso às universidades, direito ao carro próprio, ao filho na escola particular e ao convênio médico; esta grande maioria, chamada de classe média, não aceitará andar para trás. Eles querem cada vez mais. Mesmo que, para isso, elejam políticos sem compromisso com os partidos nem com a democracia tradicional.

Nova forma de governar

Talvez não haja mais condições de os Estados Unidos terem apenas dois partidos políticos competitivos. Como também o Brasil não pode continuar com seus 35 partidos políticos que são mais balcões de negócios do que preocupação com o bem estar do povo. Onde se avança na democracia participativa, ou o mundo conhecerá um período de democracia direta. Sem partidos representativos e sem liberdade de expressão e organização. O modelo de ditadura egípcia se espalhará pelo mundo.

Algumas vezes, derrotas nos obrigam a repensar a vida. Isso vale para as pessoas, famílias e para as instituições. Ainda vamos ter eleições importantes na Europa que podem reforçar os extremos ou podem redirecionar os governos para o Centro. Alemanha e França servirão de exemplos em 2017. E os outros?

E pensar que cada vez mais a ONU perde importância?
Se a OTAN deixar de existir, a economia será muito grande. Em vez de gastar dinheiro com armas e com manutenção de grandes exércitos, podemos utilizar os recursos para produzir mais comida, mais escolas e prevenção de doenças.

Um outro mundo é possível.
É só continuar tentando começar a construí-lo.
Nunca devemos desistir.
O tempo pode ser nosso aliado.

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